Capítulo 69° — Conhecendo nossa casa

No outro dia acordei às dez da manhã com o Luan me dando vários beijinhos e me chamando. 

— Amor hoje é domingo e estar cedo. — resmunguei e ele riu.

— Ô mamãe preguiça essa, meu Deus. — ele disse.

Vi que ele não iria me deixar mesmo dormir abrir apenas um olho para olhá-lo, pois a claridade que entrava em meu quarto pelas janelas não estavam ajudando.

— Qual é a sua hein? — disse rindo. — pra que abriu as cortinas amor?

— Venha ver o lindo dia que fiz pra nós dois. — ele cantarolou rindo, se sentando ao meu lado e deu um beijo em minha barriga, dizendo. — bom dia amorzinho do papai, você também  tá curioso para conhecer a nossa casa tá? — Luan conversou por alguns minutos com nosso bebê e logo disse para que eu fosse tomar café da manhã com ele, que ele tinha trago para o quarto. 

Me levantei com muito custo fui até o banheiro me olhei no espelho, que cabelo era esse meu Deus. Pensei em ligar para Frederico hoje para ver se ele me salvava, dava um trato nesse cabelo, antes de ir pro show com Luan no Paraná. 

Escovei meus dentes, lavei o rosto e fiz um coque no cabelo. Quando sair do banheiro tinha uma linda bandeja de café da manhã pra nós dois. Me sentei junto dele na cama e começamos a comer, enquanto comíamos batemos um papo delicioso.

— Você vai hoje né? 

— Aham, dei sorte que amanhã ainda estou de folga. — sorrir. — Luan, tô doida pra comprar todas as coisinhas pro quartinho do meu neném.

— Eu sei que você tá. — ele tomou um pouco de suco. — você vai amar quando ver o quarto dele, é de frente pro nosso. Foi tão difícil encontrar algo que fosse sua cara, você não tem noção.

— Eu já estou curiosa para ver nosso cantinho. Já tá pronto?

— Aham, com a ajuda de sua mãe ela nos ajudou a mobiliar do jeito que você gosta. Ela disse que não tem erro! 

— Hm! — comi um pedaço de mamão. — já quero ir, vamos logo.

— Vamos, vai se trocar.

— Eu vou, preciso ir no Frederico depois que passar lá. 

Disse me levantando e indo até o clouset.

— Fazer o que no Frederico? 

— Arrumar o cabelo, uma hidratação! 

— Mulheres! — ele disse ao me olhar da porta do clouset. — meu filho, você irá conhecer as mulheres um dia, mas calma que eu não disse que iria entendê-las. 

Eu olhei pro Luan rindo mais bobo era impossível. Optei por uma leggin preta, uma regata branca, uma cardigã por cima, calcei um tênis, peguei meus óculos de sol, celular e minha bolsa.

Ao sair do quarto demos de cara com Larissa saindo do quarto mexendo no celular e rindo sozinha, Luan deu um susto nela que ela pulou e deu um grito.

— Luan vai te catar meu! — ela disse nervosa.

Ele ria dela e eu ri dos dois que desceram as escadas xingando um ao outro, no fim Luan a abraçou contra a vontade dela e logo estavam se amando de novo. 

— Bom dia minha filha. — minha mãe me abraçou.

— Bom dia mãe. — sorrir. — vou pro apartamento, quem quer ir?

— Eu! — Larissa disse.

— Gente qualquer um, menos a Lari. — Luan pediu, só para irritá-lá. 

— Pô cara! — ela parou de mexer no celular olhou o Luan de uma forma muito engraçada e disse. — como você é insuportável.

— Imagina se fossem irmãos? — perguntei rindo. — então vamos Lari, vamos amor.

— Vamos Lê, tchau sogrinha até mais. — Luan deu um beijo no rosto da minha mãe.

— Vão com Deus, volta depois Luan.

— Volto sim.

— Mãe não fala isso, se não ele pega as coisas dele e vem pra cá.

— E ainda fico no seu quarto, chata! — ele disse pra Larissa.

— Podemos crianças? — rindo. — Beijo mãe!

Saímos e entramos no carro do Luan, já entrei no carro ligando o som e fomos conversando até chegar no Alphaville. Ao entrarmos fomos direto para o apartamento, eram várias torres. 

Descemos do carro e encontramos um senhor com certeza era o síndico, ele sorriu gentilmente quando passamos por ele o na porta e subimos para a torre cinco. Fui comentando o quanto era lindo e tranquilo o lugar do jeito que eu sempre quis.

— Ah, o quarto do bebê eu que pedi a cor. — a Larissa disse.

— Se eu puder escolher o nome do meu bebê ainda acho bom. — disse rindo.

— É a cor que você queria. — ela disse.

— Menos mal. — risos.

Entramos na prédio que eram de 24 andares, e qual era o nosso? O vigésimo quarto! Entramos no elevador que foi subindo, subindo, subindo… mas havia parado no vigésimo terceiro. Era os dois andares do prédio, a cobertura era nossa, eu já estava impressionada o quão lindo era o andar. Luan, então me passou as chaves.

— Vai entra e aprecie a nossa casa. — ele sorriu.

Peguei então as chaves e girei a maçaneta, onde logo entramos na sala de estar e jantar.

— Que amor! — Disse assim que entrei, as cores combinavam com os moveis, cada detalhe era tudo do jeito que eu sempre imaginei e quis. Sorrir e Luan me olhou.

— Então? — ele esperou ansioso pelo o que eu iria falar.

— É tão lindo. — sorrir. — cada detalhe, cada espacinho. — disse mexendo em tudo. 

— Fico feliz que você tenha gostado, mas vem! — ele me puxou indo pra cozinha.

Era linda, era maravilhosa, toda preta, planejada o sonho de qualquer mulher. Eu ia elogiando cada espaço, mexendo, abrindo cada coisa. 

— Agora só falta aprender a cozinhar né Lena? — Larissa riu.

— Idiota! — ri. — Eu até sei né amor?

— Oi falou comigo? — Luan riu.

— Dois idiotas. — ri e continuei a andar pelo apartamento.

Ainda no andar de baixo tinha uma biblioteca era o meu sonho desde pequena, ter meus livros de medicina e um espaço para que eu pudesse estudar.

— Não acredito que você fez isso! — levei a mão na boca surpresa, corri e abracei o Luan. 

— Sempre foi o seu sonho não é? — ele sorriu.

— Ahhh, sim! — disse. — obrigado. 

O banheiro do andar de baixo.

Havia um uma escada que acho que dava passagem para os quartos me disseram em qual entrar primeiro, que com certeza era o meu e do Luan. 

— Nossaa! — me animei ao entrar nesse quarto. — Que quarto maravilhoso. 

— Lindo né amor?

— Podemos vir pra cá hoje? — eu disse e ele riu.

— Quando você quiser, só que hoje ainda temos que ir pro Paraná.

— Lindo né Helena, olha esse clouset! — Larissa abriu a porta e entramos.

o nosso banheiro.

Saímos dali então e entramos em outros três quartos todos de hóspedes, todos suítes, eu estava amando tudo! E não acabava, esse apartamento era enorme.

Banheiro do andar de cima.

.

Agora era hora que eu estava bem ansiosa, o quarto do nosso bebê.

— Agora até eu tô curioso! — disse.

— Você não viu?

— Não, só eu e a Bruna. Nosso presente pra vocês, espero que vocês gostem! — Larissa sorriu.

E então entramos que cantinho maravilhoso, cada detalhe dos ursinhos de pelúcia na parede, as pedrinhas que brilhavam no teto. Toda a decoração, eu não sabia me conter com tanta felicidade. Era algo maravilhoso está no quartinho do nosso filho.

— Estou apaixonada! — Disse ao abrir guarda-roupa, tudo, e já tinham algumas roupinhas também.

— Vocês arrasaram Lari! — Luan disse. — Tá lindo!

— Demais.— ela sorriu. — Sabia que iriam gostar!

Depois de ficar mais um tempinho ali seguimos para frente onde era assim, tinha uma linda cobertura com uma vista divina!

— Ah eu amei, amei, amei e amei!

— É lindo realmente! — Larissa disse animada.

— É demais, dá pra morar nossa família aqui de tão grande. — eu ri.

— Fico feliz que tenha gostado amor, esse é o nosso cantinho.

— Eu também, demais, demais! — sorrir. — e essa porta o que é?

— Esse é o meu cantinho. — ele sorriu eu já até imaginava o que era antes mesmo de entrar.

Um lindo estúdio de onde surgiria com certeza canções maravilhosas. Enfim, nossa casa era a linda! E eu estava apaixonada por cada detalhe, cada cantinho.

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Capítulo 68° — Tô a caminho.

A bexiga azul tinha subido e atrás de nós vários outras também, levei as mãos na boca emocionada. Luan me olhou sorrindo como nunca, e o abracei forte. Meu coração queria sair pela boca de tanta alegria, eu não sabia o quanto estava feliz nesse momento. Era um menino, e logo mais uma faixa caiu não sei de onde, só sei que nela estava escrito. 

Mamãe e papai, eu sou um menino, aguarde um pouquinho que eu tô a caminho. Amo vocês!

— Luan! — disse ao soltar dele.

Ele chorava emocionado nosso menininho estava a caminho, era um menino.

— Lê meu amor, obrigado por proporcionar esses momentos. Eu amo vocês! — ele beijou minha barriga e logo mais me beijou, não importava se tinha alguém ou todos estavam nos olhando, era muita felicidade dentro de mim e dele junto. Era explosões de sentimentos que nós não estávamos acreditando. Ah, como eu amo.

Saímos de trás da mesa e abracei Bruna e Larissa agradecendo elas por tudo que elas planejaram desde o começo, pois se não fosse por elas, nada disso teria acontecido. E já saberíamos o sexo. Foi uma experiência maravilhosa e eu só sabia a agradecer, a elas, ao Luan, a Deus! Só sabia que um menininho estava crescendo dentro de mim.

— Vocês merecem toda felicidade do mundo! — Larissa sorriu.

— Vocês são chatos, mas amamos vocês. — Bruna riu.

Nunca havia recebido tanto abraços, beijos, sorrisos. Estavam todos muito felizes e sorridentes, nossos pais. Era só alegria. Então a festa continuou por muito tempo ainda. A pessoas começaram ir embora mesmo às dez e meia da noite, só ficando a família do Luan, Breno, Caio, Sorocaba, Rober, Dudu, pessoas de casa mesmo. Havia ganhado muitas roupinhas, várias coisinhas lindas. Eu já havia tirado o salto já estava jogada no sofá da sala com as pernas em cima das do Luan. Todo mundo se sentou ali, uns no chão, outros no degraus da escada, outros no sofá.

— Olha a felicidade desse garoto Amarildo! — Sorocaba disse sorrindo.

— É explicita! — Amarildo disse. — Sei que ele será um ótimo pai.

— Assim como você foi pra mim pai. — ele disse.

Sorrir olhando o Luan que me olhou, alisando minha barriga.

— Essa mocinha aqui é curiosa demais, nossa! — Luan riu.

— Ué será por que né? — olhei dele para Sorocaba que riu.

— Eu vou te contar o que é ta bom? — ele disse rindo. 

— Conta, conta, conta! — disse animada. — Vocês não estão curiosos? Eu disse que tinha alguma coisa.

— Todos eles já sabem, ô curiosa.

Ele se levantou e eu continuei ali sentada esperando o que ele fosse fazer. Em casamento não seria, pois já estávamos noivos. Poderia ser uma música, mas ele nem violão pegou, fiquei intrigada ele foi até o Sorocaba que pegou algo na mão dele.

— Da pra parar com esse suspense todo? — pedi. — por favor!

Todo mundo riu.

— Amor você é a pessoinha mais curiosa que existe nessa vida toda, sabia? Mas eu te amo de todas as formas. Você sempre me dizia assim, quando tivermos nossos filhos a primeira coisa que eu quero é ter nosso cantinho. — meus olhos já brilhavam. — e você disse que não queria nada exagerado, um simples apartamento seria o necessário. E bom já que hoje é dia de muitas surpresas, vamos pra mais uma né? Sorocaba estava me ajudando a olhar um apartamento do seu jeito, eu falava com ele e ele me fala dali. E você uma curiosa não parava de perguntar nunca! — ele riu. — mas conseguimos. — ele disse me entregando as chaves é nosso!

— Eu não acredito! — pulei no pescoço dele o abraçando de uma vez. — eu amo você, obrigado meu amor.

— Eu que te amo! — ele sorriu.

— Vamos lá, onde que é? — perguntei.

— Lá no Alphaville Lê. — ele sorriu. — aguenta um tiquinho.

— Ta bom meu amor. — sorrir. — e todos vocês sabiam e não me falaram!

— Surpresa! — todos disseram rindo juntos.

 Eu não saberia explicar o quão feliz eu estava, sorria feito boba de tanta felicidade. Luan voltou a se sentar do meu lado, segurou minhas mãos e alisava.

Sorocaba me zoava por ser curiosa como a namorada dele, mas gente! 

Logo todos se despediram e eu estava tão cansada ao ponto de deitar e apagar, nem banho eu estava querendo. Luan ficaria aqui hoje. Assim que todos saíram, subimos pro meu quarto e o Luan pegou a toalha.

— Vai pro banho Le!

— Aí! Jura? — fiz biquinho.

— Ô porquinha vai logo, pra você relaxar melhor. Vai que depois eu vou e logo após te faço umas massagens.

— Hm! — disse me levantando. — adorei a ideia.

Ele riu me dando um selinho demorado e eu entrei pro banho bem relaxante. Assim que sair Luan entrou, vestir uma camisola confortável e me deitei na cama mexendo no meu celular, postei algumas fotos que tiramos avisando do bebê.

@helenamitchell: Ser mãe de menino é saber que você terá que aprender a jogar bola, brincar de carrinho, peão e futebol de botão e pensar… Por que não fiz tudo isso na minha infância se é tão divertido? É aprender o nome de diferentes tipos de caminhões, carros, aviões e demais veículos. Conhecer todos os super-heróis pelo nome, uniforme e superpoderes. Ser camarada de monstros, lobos, vilões e demais seres fantásticos, é ser pirata, motorista, piloto de avião, super-herói e dinossauro. É assumir papel de herói ou vilão, e se preparar porque a cada dia tem uma nova emoção. Ter pique para jogar bola e correr e jogar bola e correr e correr e correr e correr e correr mais um pouco. Ser mãe de menino é sentir-se uma princesa protegida de monstros e bicho papão, pois tenho um príncipe dentro de mim, que nunca me deixará na mão, é descobrir que a cor azul é tão linda quanto a rosa, ter a face acariciada e ser chamada de linda, muitas vezes ao dia. Ser mãe de menino é ouvir das pessoas que o sexo masculino é estúpido e mal educado e, provar com muito carinho que isso dependerá muito da educação que ele vai receber! @luansantana meu amor, obrigado por tudo e por ter me proporcionado esse momento tão mágico, mãe de um menino. #mãeepapaidemenino 👶👫❤

Quer nos ajudar no nome do bebê? comenta aí embaixo amores! 

— Papai de menino. — ele disse assim que saiu do banheiro, sorrindo feito bobo. Era tão gratificante, é tanto amor que não cabe no peito. Luan secava o cabelo com a toalha e me olhou ele tava com a cabeça tão longe em pensamentos. — e o nome do nosso bebê?

Eu sorrir tão facilmente de uma forma tão linda, o sorriso dele iluminou todo o quarto, o brilho nos olhos. Ele colocou a toalha num canto, e veio até a gente. Segurou minha barriga e alisava até sentirmos um chutezinho! Luan me olhou assustado e logo o sorriso outra vez apareceu em seus lábios. 

— O nosso bebê já reconhece o papai tão bem. — sorrir passando a mão por cima de onde chutava, eram chutezinhos leves. O mais lindo era que ele não estava chutando, foi só o Luan tocar que parecia um carnaval dentro da minha barriga. — ele chutou por que você tocou meu amor.

— Eu sou um cara tão feliz, Helena. 

— E eu sou a mulher mais feliz por ter você e o nosso bebê em minha vida. — sorrir, Luan me beijou tão calmamente como se não houvesse o amanhã. Finalizou o beijo com selinhos, e beijou minha barriga. — Oi lindão do papai, olha eu tô muito feliz por descobrir que você é um meninão cheio de saúde, papai já te ama demais. Mas olha o mocinho tem que se acalmar para a mamãe poder descansar, pois hoje foi um dia de muitas emoções de muita alegria. — eu sorria ao ver ele conversando com o filho. — então o papai vai cantar uma músiquinha pra você adormecer e deixar a mamãe linda descansar tá? 

Eu não conseguir conter as lágrimas eu simplesmente me emocionei com cada palavra que saia daquela boca, eu era a mulher mais realizada do mundo e já não veria a hora ver o rostinho do nosso bebê. Ele então começou a cantar a música nove meses da Barbara Dias. Ai mesmo que me desmanchei em lágrimas, a voz tão suave fez com que acalmasse nosso bebê que logo ficou quietinho e eu poderia dormir tranquila. 

— Porque você está chorando Helena? — me olhou preocupado. — Você está sentindo dor?

— Não amor, não. Só estou feliz é só isso, é muita felicidade que não cabe em mim e transborda. Posso te agradecer mil vezes e nunca sera o suficiente. Você que me deu o presente mais lindo em minha vida, e posso falar? Você é tudo pra mim e eu não me canso nunca em hipótese alguma, de repetir que você é tudo pra mim. Te amo, te amo, te amo!

— Menina do céu para com isso como diz minha fãs amor, não faz isso que eu sou cardíaco. — ele disse rindo e me abraçando. — meu maior presente é ter vocês em minha vida, pois quando não tinha você não tinha cor, não tinha graça, não éramos nós. Hoje somos eu, você e nosso bebê e eu amo isso, amo você muito, muito e muito e não me canso de dizer eu amo você. Princesa.

O abracei e ali dentro daquele abraço eu fiquei, eu queria morar pra sempre desse abraço o seu cheiro doce. Como eu o amava não estava escrito, só sei que adormeci ali nos seus braços quentinhos.

Capítulo 67° — Chá revelação

Na hora em que estávamos na porta da minha casa tinha muita gente chegando, muitos carros estacionado. Já imaginando o quão cheio estaria lá dentro. Luan me ajudou a descer do carro segurando minhas mãos, esperamos o meu sogro trancar o carro e Bruna foi na nossa frente falando que iríamos amar e não parava mais. Logo Larissa apareceu na porta antes de entrarmos.

— Nossa até que fim! — Outra rabugenta. Eu ri dela.

— Chegamos, me deixa entrar Larissa. — eu disse.

— Vai ué. — ela riu, e deixou que eu e Luan entrasse, a sala estavam cheio de amigos, parentes e familiares quanto meus e do Luan.

Fui até eles cumprimentando, abraçando todos que ali estavam. Luan também fazia o mesmo, mas era tanta gente que parei de abraçar, se não iria acabar tendo câimbra nos braços. Ao passar por todos e ir cumprimentando chegamos no lado de fora onde estava toda a decoração, pensa no quão lindo estava! Elas realmente haviam caprichado em cada detalhe, tinha de tudo na decoração os ursinhos e cima da mesa, as lembrancinhas, os doces, as cores, estava tudo tão lindo e eu já ansiosa para fazer sei lá o que, para descobrir o sexo do meu bebê. 

Elas tinham feito várias brincadeiras para que os convidados que ficassem por dentro também, e pudessem dar sugestões. Tinha um quadro negro para que os convidados colocassem seus palpites com relação ao sexo do bebê. E olha menina tava na frente, aaaah! Tinham também cartõezinhos azuis e rosa para que pudessem dar palpites de nomes para nos ajudar. Tinham plaquinhas para tirarmos fotos. Tava tudo muito, muito lindo!

— Meninas vocês arrasaram, amo vocês! — Abracei Bruna e Larissa.

— Obrigado maninha, pode falar que valeu a pena esperar.

— Valer, valeu né amor? — olhei pro Luan.

— Olha vocês arrasaram, mas o que a gente faz pra descobrir o que é logo? — Luan riu, fazendo com que todos que estavam próximo de nós também começasse a rir.

— Olha vamos com calma vocês acabaram de chegar. —Bruna riu.

— Lá vem vocês! — Luan procurava alguém. — Sorocaba chegou Lari?

— Sim, olha ele lá trás conversando com o Dudu. — Ela apontou.

— Amor, já venho!

Deixei que Luan fosse até os amigos e fui até os meus amigos. Quanto tempo não via o Léo meu Deus, o abracei tão forte que ele riu dizendo que eu iria esmagar o bebê.

— Por onde você andou Léo?

— Viajando por aí com o Rafael.

— Um casal que não se larga para nada. — eu disse rindo.

— Olha quem fala Léo, a que fica sempre junto do Luan. — Cecília riu.

— Você é atrevida hein! — olhei Luan e ele conversava entusiasmado com Sorocaba, tinha uns quinze dias que tudo era Sorocaba.

— Te falar sua casa hoje ta bem frequentada hein!  — Léo disse rindo, e olhando todos os cantores.

 — Menino você sossega, cadê o Rafael hein?

 — Ta trabalhando.  — ele deu de ombros e pegou uma bebida que um dos garçons serviam. 

 — Alguém tem que trabalhar, não é verdade?  — ele riu e me perguntou.

 — O que você tanto olha para aquele cantinho?

 — Luan e Sorocaba.  — ri.  — estão tramando algo.

 — Ah, mas isso foi desde sempre né?  — Rober chegou do nada.

 — Me diz o que é!  — pedi a Rober com uma carinha de cachorrinho abandonado.

 — Eu não.  — ele riu.  — amor vem aqui.

 — Folgado, ainda leva minha amiga!  — eu ri.

Ele riu e seguiu com Cecília.

 — Oi Lena!  — Um coro foi falado perto de mim, olhei pra trás eram Lisa, Valentina, Laura, Thomas, Heitor. 

 — Oi meu amores.  — risos.  — não tem médico hoje naquele hospital né? 

Todo mundo riu, tirei algumas fotos com alguns convidados, tinha um fotografo que me perseguia onde eu iria, ele estava ali atrás. 

 — Mas não tem mesmo você viu quem chegou?

 — Não, quem?  — olhei.

 — Olha pra porta.  — Laura disse.

Então seguir o olhar dela quando vi eram Leonan e Carlos Eduardo e minha mãe do lado, suspirei e voltei a olhar as meninas, Bruna passou perto e a puxei.

— Quem convidou os dois que estão ali na porta? — perguntei Bruna.

— Sua mãe. — ela sorriu toda inocente. — disse que era seus amigos do hospital.

— Hm, entendi. — disse. 

— Vem a Larissa foi buscar o Luan vocês tem que tirar algumas fotos.

— Beijo gente depois a gente conversa, aliás, venham todos é bom que já tiramos fotos também.

Eu fui arrastada pela Bruna e Luan pela Larissa, nos encontramos próximo da mesa novamente, ele me abraçou.

— O que você tanto fala com o Sorocaba hein?

— E porque a mocinha é tão curiosa hein? — ele riu.

— Ô amor!

— Ô curiosa! — nós rimos e a foto que eles tinham acabado de tirar com certeza teria ficado linda, bem descontraída. Olhamos então para a câmera, tiramos algumas fotos, Luan beijando a barriga. Pegamos algumas plaquinhas escritos é menina?  ou é menino? Ah! Ansiedade estava matando e eu não aguentava mais esperar. Depois de quase um book feito ali, vieram alguns convidados tirar fotos com a gente. Meus pais, pais de Luan, tios e tias, primos.

— Helena, quanto tempo! — Dudu apareceu, logo atrás Sorocaba.

— Oi Dudu, tô sempre aí trabalhando. — risos.

— Helena! — Sorocaba com aquele vozeirão disse. — Mas cê tá bonita hein! Com todo respeito né amigão? — ele riu abraçando o Luan. 

— Obrigado Sorocaba, mas me diz… — Luan começou a rir antes mesmo de eu perguntar. — O que você e o Luan estão fazendo?

— Ué, nada. — ele riu.

— Como nada? Vocês não me enganam.  — eu disse. Ele ignorou e riu, chamou uma moça loira que o acompanhava para me apresentar sua namorada.

— Helena essa é Manuela minha namorada.

— Prazer Manuela, tudo bem? — sorrir.

— Tudo ótimo Helena, um prazer te conhecer. — ela sorriu.

— Igualmente. — sorrir. — venham pra foto! 

Tiramos umas fotos e logo em seguida saímos dali para comer também, eu e o meu bebê precisávamos comer. 

— Olha eu tô começando a achar que seja uma menina hein! — Dr. Carlos Eduardo chegou junto de Leonan, Luan olhou pra quem falava e me olhou.

— Será? Instinto de pediatra? — sorrir, cumprimentando eles. 

— E o instinto da mamãe qual é? — Dr. Parker me olhou.

— Menino. — risos. — O Luan também né amor? — chamei Luan pra conversa. 

— Um meninão pra cantar comigo nos palcos. — Luan sorriu. 

— Bom deixa eu apresentar vocês. — disse.— Dr. Carlos e Dr. Parker esse é o Luan meu noivo, e Luan são os Drs. que trabalham no hospital.

Vi que de longe Laura, Lisa e Valentina olhavam para onde estávamos. Momento histórico talvez? Eu estava bem nervosa, aliás, Luan não gostava do Dr. Parker só pelo fato de uma vez ter almoçado com ele, sendo que nem junto com o Luan estava ainda. Também não só por isso, mas pelo fato deles sempre me tirarem do meu momento de descanso ou quando estou com o Luan.

— E aí cara! — Luan cumprimentou Leonan primeiro. — tudo bom? Um prazer conhecer vocês. — como ele poderia fingir tanto, eu gargalhava por dentro.

— O prazer é meu Luan! — eles disseram.

Trocaram mais algumas palavras e logo saíram e foram conversar com os meninos, Thomas e Heitor. Luan andando comigo do meu lado.

— Nossa, ele aqui? — ele me olhou.

— Tão surpresa como você. — disse rindo. — como consegue fingir tão bem?

— Cala a boquinha amor. — ele riu me dando um selinho demorado. 

— Minha filha vem comer, você e o Luan. 

— Estamos indo mãe. — risos.  

Então paramos para comer e estava muito bom. 

— Hoje a noite será só de emoções. — Luan sorriu. — Surpresas!

— No plural? — eu olhei.

— É uai. — ele riu.

— Amor para de me deixar mais curiosa, pelo amor né. — eu disse rindo.

— Você que tem que deixar de ser curiosa, aliás, você ta me fazendo esperar um mês praticamente para descobrir qual o sexo do bebê. Isso é ta me matando! — ele riu.

— Não é só você.

Minha mãe e sogra olhavam para nós dois e riam. 

— Vocês estão rindo? Ele ta tramando algo com o Sorocaba há tempos! — estralei os dedos.

— Vamos logo! — Bruna disse.

— Agora? Vamos! — me levantei tão rápido que tropecei e Luan me segurou.

— Devagar né Lê. Vamos!

Então saímos até onde todos estavam, ansiosos esperando pelo resultado do que seria. As meninas colocaram 4 balões na mesa, dois rosa e dois azuis, o segredo de tudo era cortar as cordinhas juntas e o que voasse seria o certo e então descobriríamos. 

— Vocês entenderam? — Bruna nos olhou, após ter explicado.

— Sim cadê a tesoura? — Luan gritou.

— Lá na mesa vão. — ela riu.

O fotógrafos já se preparavam para tirar várias fotos e Luan segurou os balões todos juntos e eu estava com a tesoura. Antes de eu cortar eu olhei pra todo mundo.

— Gente antes de cortar as cordinhas e descobrirmos e continuarmos a festa… — risos. — Eu queria agradecer a todos vocês que separaram um tempinho pra gente. A minha família, a família do Luan que saiu de longe, aos nossos amigos, todos vocês. Só quero deixar nosso muito obrigado! Agora eu acho que podemos amor.. — disse à Luan.

— Já passou foi da hora né Lena.— ele riu. — vamos logo que eu tô ansioso, fotógrafos preparados? É UM, É DOIS… — como ele era bobo, todo mundo ria.

Peguei a tesoura então e cortei as cordinhas e ficamos maravilhados com a que subiu. 

 

Capítulo 66º – Ansiosos

Então eu entrei e fui recepcionada por Henrique e Diogo meus primos.

– Oi gente! – disse fechando a porta e logo também apareceu Cauã.

– Oi Helena! – ele disse rindo.

– Vou me arrumar rapidinho eu juro. – risos.

Cumprimentei meus primos e meu tio que estavam com eles. Conversei por alguns minutos e depois subir para tomar um banho, antes que Cauã ficasse me apressando, aliás, odiava que me apressassem. Terminei meu banho e me vestir, sequei os cabelos rapidamente, fiz um make bem linda e estava pronta. Desci e tomei café com todo mundo, meus primos iriam ficar, então chamei eles para irem nas fotos, logo toparam. 

No caminhondaa fotos Cauã passou na casa de Lisa, para pegá-la, assim que paramos passei pro banco de trás com os meus primos. Logo Lisa entrou nos cumprimentando, e foi me contando as novidades do hospital hoje, já que ela tinha ido.

‪– Que tal uma a gente fazer uma baguncinha diferente hoje hein? – Lisa olhou pra todo mundo.

– Tipo? – Henrique perguntou o que todo mundo queria saber.

– Sei lá. – ela riu.

– Não te entendo Lisa dar ideia, mas não completa. 

 – Essa sou eu. – olhou para Cauã que sempre que queria falar levantava o dedo, pois nós duas nunca o deixava falar.

– Fala Cauã. 

– Pensei num churrasco, umas cervejas e muita conversa.

– Olha legal, poderíamos chamar as meninas e os meninos do hospital, o que vocês acham? – olhei meus primos que concordaram também, e então estava decidido. Liguei para meu pai, ele disse que cuidava de tudo, assim que chegasse do restaurante.

Ao chegar no local das fotos as meninas já foram me puxando de um lado, fizeram uma make, deram um trato no cabelo. E eu vestir algumas peças de roupas, onde era fotografada. Cada foto mais linda que a outra é os looks? Eram apaixonantes! Eu amava o que fazia.  Bom depois de quase uma hora e meia só de fotos, estávamos de frente pra praia fomos andar um pouquinho.

– E o Luan Helena? Ele tá sumido! 

– Bom estávamos juntos mais cedo, ele foi agora pouco pro Rio. Show é lá hoje.

– Lá na cidade né? – Diogo me olhou.

– Ah, verdade, onde vocês moram. 

– Rique tira uma foto minha vai! – passei meu celular pra ele.

 

            @helenamitchell: 🌤💦❤️

Ficamos ali andando pela praia, conversando, mas logo era hora de voltarmos. Ao chegar meu pai já tinha começado era do churrasco, fui lá em cima tomei um banho e assim que eu sair do banheiro, meu telefone tocou.

– Oi princesa, tá bem?

– Sim meu amor, já com saudade, mas estou bem. – sorrir, ao lembrar da nossa noite na casa de campo.

– Eu também tô morto de saudades da minha menina, e do nosso bebezinho. 

– Te amo. 

– Linda, tá fazendo o que?

– Bom acabei de tomar um banho, estava nas fotos. E agora tem uns amigos vamos fazer uns churras e bater um papo. Corre pra cá!

– Para que eu largo tudo e vou. – ele riu.

– Amor, vou conversar com o Sorocaba ali, um trem importantíssimo. – ele disse. – antes que ele vá embora e me deixe sem resposta, depois te ligo.

– Tá bom amor, beijo.

Desci para a área de churrasco e a galera já tinha chegado, abracei todos eles. Ficamos conversando, e todo mundo já me dizia estar animado para descobrir o que era o bebê uma menina ou um menino. Todos já estavam com os convitinhos em mãos, já animados para o dia. 

Se eles estavam imagina eu? Que estava carregando em meu ventre, sem poder saber se é uma menina ou um menino logo para comprar o enxoval, planejar todo quartinho, mas também teria que esperar pra isso. 

Tirei foto com todo mundo, e postei no Instagram. Aliá, tinha tanto tempo que não postava nada que as pessoas sempre me cobravam de postar sobre a gravidez, ou até mesmo sobre roupa, moda. O que eu estava usando na gravidez, quais eram mais confortáveis e etc. 

Muitas lojas sempre me mandavam mimos, roupas, sapatos e várias outros acessórios. Eu amava! 

Luan depois ligou outra vê perguntei para ele sobre o Sorocaba, ele não quis me dizer nada. Disse que não era importante, e geralmente ele conta tudo. Ah! O que o Luan tá tramando?

(…)

–Helena para de me ligar, você está me atrapalhando!  – Larissa estava organizando o chá na minha casa junto com Bruna, elas me tiraram de casa cedo para arrumar tudo.

– Eu esqueci meu sapato que eu quero usar! – disse apreensiva.

– Aí na hora que você chegar você calça, qual é? Vou deixar na porta.

Disse para ela qual era e ela não me deixou dizer mais nada, e desligou o celular na minha cara.

– Aí! Ela é uma bruxa. – disse ao me sentar na cama do Luan.

– O que foi amor? – ele ria do meu estresse que estava mais que o normal de uns dias pra cá, ele deixou o celular e veio até mim.

– A Larissa me irritando, ainda bem que é hoje que eu descubro o que é nosso neném.

– Tô bem ansioso. 

– Não fala não amor, pelo amor de Deus. Quero saber logo o que é meu nenê.

– Helena! – a sogra me chamou.

– Já vou. – dei um selinho no meu menino e desci.

Vi que o celular dele tocou.

– Fala Sorocaba! – ele disse, esses dia Luan estava conversando demais com Sorocaba, e estava me deixando muito intrigada. 

Desci e deixei ele lá, cheguei na sala e sogra me entregou uma grande caixa. 

– Chegou pra você! 

– Pra mim? – ri.

– Sim, diz que é pra usar hoje. – ela sorriu. – tem um cartãozinho olha!

Sogra me entregou o cartão, era de uma das lojas que eu tinha sido modelo há uns meses atrás. Peguei a caixa e abrir, era um lindo vestido longo.

– Aí que lindo! – disse ao abrir o vestido e ver todo o detalhe do próprio. 

– Lindo mesmo, vai destacar bastante a barriga Helena.

– Sim Mari, que lindo. Luan! – chamei. – traz meu celular, por favor. 

– Você vai me fazer levantar? – ele gritou do quarto.

Sogra negou rindo.

– Você vai me fazer subir escada? 

Não disse mais nada e logo ele apareceu no topo da escada com meu celular na mão. Veio sério, e assim que ele me entregou dei um beijinho nele.

– Que trem é esse aí? – ele disse se sentando no outro sofá da sala. 

– Um vestido que ganhei pra usar hoje. Aliás, você já sabe o que vai vestir?

– Não. – ele disse pensativo. – mas você e a mamusca vão me ajudar.

– Luan meu filho como você é tranquilo. – ela riu, pra não dizer outra coisa. 

Então comecei a gravar stories agradecendo a loja pelo vestido, também divulgando para os meus seguidores. Ao terminar, eu, Luan, Mari e Amarildo fomos almoçar num restaurante no Alphaville mesmo.

Já eram quase três quando saímos do restaurante, o chá revelação seria as 16:30hs. Chegamos e deitamos um pouco, logo Bruna chegou no quarto.

– Eu não acredito! 

 Luan que mexia no celular apenas olhou por cima da tela, ergueu uma das sobrancelhas esperando Bruna terminar a frase.

– Vocês nem tomaram banho ainda?

– Ué! Tá cedo. 

– Bru, nós já vamos. – sorrir. – Relaxa, pois já tô ansiosa demais.

– Então levantem e vão se arrumar.

– Já vamos. – Luan riu e voltou a mexer no celular.

Bruna saiu do quarto murmurando, eu ri da impaciência dela. E me levantei indo pro banheiro, tomei um banho e, enquanto eu tomava meu banho Luan entrou também pra me mostrar uma camisa.

– Alô! Privacidade a gente se ver por aqui. Só que não né! 

– Você é maravilhosa viu mulher, aí não.

– Luan vaza daqui! 

– Eu quero ajuda amor.

– Deixa lá em cima, depois a gente olha isso. 

Ele revirou os olhos e saiu do banheiro, terminei meu banho. E assim que sair enrolada na toalha ele me olhou.

– Agora pode me ajudar?

– Posso criança, no que te ajudo? 

– Essa camisa e essa calça, essa amarrada na cintura e essa jaqueta, esse coturno.

– Pra que tanta blusa num look só?

– É estilo!

Eu ri dele e concordei com o look, e ele logo entrou no banho. Vestir o vestido, que havia ficado maravilhoso, destacou bem minha barriga que estava bem grandinha. Aliás, eram cinco meses. Eu já não via hora de arrumar o quartinho, comprar roupinhas, acessórios, saber o sexo do meu bebê.

– Posso entrar? –Bruna bateu na porta.

 – Pode. 

Ela entrou com meus sapatos.

– Que vestido maravilhoso!

– Ganhei. – sorrir. 

 – Vem se maquiar, arrumar o cabelo. 

Seguir Bruna até o quarto dela que fez uma make, e arrumou o cabelo. Logo estava prontíssima e linda. Pedi Bruna que tirasse uma foto e  postei. 

@helenamitchell: Eu tô pronta para descoberta de hoje! 😱👶🏼 Olha esse vestido maravilhoso que ganhei para o chá revelação do nosso bebê hoje. Eu tô apaixonada por cada detalhe, muito obrigado @misyoulojas pelo lindo presente, eu amei! Agora vamos ali descobrir, pois estamos morrendo de curiosidades. E vocês o que acham, é menina ou menino? Deixem nos comentários! 💘👶🏼🤷🏻‍♀️

– Tô pronto, nossa Helena! 

– Tô bonita?

– Você está maravilhosa. – me beijou.

– Vamos, pois vocês já deveriam eram estar lá! 

Capítulo 65º – Juntinhos 

O jantar acabou nos deliciamos de tudo. Chamei Luan para que a gente pudesse ver um filme juntinhos. Troquei de roupa, entreguei a dele também que havia trago na mochila, peguei um cobertor. Dentro do frigobar peguei as sobremesas deliciosas que D. Irene tinha feito. Quando voltei na cama ele já estava sentado coberto e mexendo no Netflix escolhendo um filme.

– Cê quer ver o que princesa?

– O que você quiser amor. – disse, me sentei debaixo das cobertas apaguei a luz, me encostei na cabeceira ao lado do Luan. – aqui amor. – entreguei pra ele.

– Hm, parece ta muito bom.

– Ta maravilhoso. – risos. –aliás, eu com doce sou suspeita a falar né amor?

– E como Lê. – ele sorriu me abraçando e o filme que ele havia escolhido começou, A Teoria de Tudo esse era o filme.

(…)

Acordei com um celular tocando, quando vi era o do Luan. Ele ainda dormia ao meu lado, peguei o celular dele e era o Rober.

– Alô. – disse baixinho e com aquela voz rouca.

– Helena? Bom dia, cadê o Luan?

– Bom dia, você me acordou. – ri. – ele ta dormindo.

– Não deixa ele atrasar, por favor, temos que sair às três da tarde hoje. – ele me implorou.

– Não vou deixar ele atrasar, ainda são.. – tentei olhar as horas. – nove e meia, chegaremos ai pro almoço.

– Obrigado, confio em você.. só não sei se deveria! – ele riu. – tchau.

– Ei! – ri. – tchau!

Desliguei o celular e coloquei o celular dele na escrivaninha do lado, me espreguicei e fui para o banheiro, lavei meu rosto, escovei os dentes. Nossa meu cabelo estava horroroso! Apenas juntei fazendo um coque e sair do quarto. Ao chegar na cozinha dona Irene tinha feito uma linda mesa de café da manhã, com muitas frutas, bolo, biscoitos, sucos, café, chá. Que delícia! 

– Bom dia Irene! – ela sorriu me olhando.

– Bom dia minha linda, tudo bem? Como dormiu?

– Perfeitamente! – sorrir.– Ah, obrigado pelo jantar maravilhoso de ontem, e aquela sobremesa? Hm, estava divina! 

– Ah, que maravilha! Que bom que você gostou Helena, sempre que precisar é só me dar aquele toque viu?

– Obrigado Irene, sei que posso sempre contar. – disse abraçando-a. – vou tomar meu café.

– Fica a vontade, se quiser que faça mais alguma coisa me peça.– ela disse.

– Não, tá tudo muito bom. – sorrir.

– O que vai querer pro almoço?

– Sem almoço.  – fiz biquinho.

– Poxa, porque Helena?

– Temos que voltar logo pra São Paulo, Luan tem show hoje e Rober que trabalha com ele já me ligou. – rindo.

– Poxa, pensei que iriam ficar o final de semana todo.

– Não. Depois voltaremos com mais tempo.

Enquanto tomava meu café da manhã fui conversando com Dona Irene, que me contava como estavam as coisas pela por aqui. Assim que terminei o café fui no celeiro para ver o Seu Zé, batemos um papo bom por algum tempo. Depois resolvi voltar pra casa.

Andando mais a frente esbarrei em alguém de uma vez, a mesma pessoa me segurou para que evitasse que eu caísse. Um homem forte, loiro, dos olhos claros, aparentava ter uns 28 anos e era bem bonito. 

– Moça pelo amor de Deus, desculpa. – ele disse. – tá tudo bem?

– Relaxa tá tudo bem.– risos. – foi só o susto.

– Alessandro! – Seu Zé logo chamou o próprio.

– Desculpa mesmo. – ele disse e eu assenti, e ele seguiu até Seu Zé.

Continuei andando até a casa e peguei algumas flores no jardim, entrei e fui até a cozinha. Peguei uma bandeja e comecei a preparar um café da manhã pro meu amor. Coloquei um pouquinho de tudo, e enquanto eu preparava, dona Irene dizia o quanto achava lindo o meu amor e do Luan. Assim quando terminei, peguei um pouco de água, e curiosa perguntei.

– Um moço alto loiro andando por aí é quem? – olhei D. Irene.

– O Alessandro? – risos. – conheceu meu neto.

– Esbarramos sem querer. – ri. – nossa, mas como ele tá diferente. Me lembro dele bem novinho.

– Mas olha você também Helena, muito diferente, linda! – ela sorriu.

– Obrigado. – sorrir.

Peguei a bandeja e fui pro quarto, Luan não estava na cama e sim na sacada olhando a paisagem.

Deixei a bandeja na cama e fui até ele, abraçando por trás. 

– Bom dia meu amor.

– Bom dia princesa, acordou tem muito tempo? – ele se virou pra mim e me abraçou.

– Uhum. – risos, dei um beijinho. – trouxe um café pra você vem!

– Mas eu que deveria ter trago o seu. – ele disse ao ver a bandeja.

– Ei a surpresa do fim de semana foi minha. – ri. 

– E eu amei.

– Eu também, te amo demais meu amor.

– Não mais do que amo vocês. 

Ele se sentou e tomando seu café, conversávamos. Disse que Rober tinha ligado pedindo para que não deixasse o atrasar. Depois de tomar o café fomos tomar nosso banho e nos trocar para irmos pra casa, Luan ainda tinha que viajar, e eu ficar atoa em casa mesmo. Estávamos prontos, peguei a mochila, celular e os carregadores e descemos para sala.

– Bom dia D. Irene. – Luan abraçou ela. – olha obrigado por ontem viu? 

– Que nada Luan! Uma pena vocês não ficarem mais.

– O trabalho me chama, mas logo a gente volta.

– Vou esperar, vou levar vocês lá fora. – ela disse enxugando as mãos num pano e saímos rindo do Luan contamos umas coisas nada haver. Na frente de casa ao descer as escadas estavam Seu Zé e o neto Alessandro, cumprimentamos e despedimos deles. Seu Zé dizia para Luan ficar e montar nos cavalos que sabia que Luan adorava tudo isso. Notei que Alessandro me encarva demais, me deixando sem jeito. Logo entrei no carro e Luan também, colocando o cinto e acelerou, daqui uma hora estaríamos em casa. 

Na estrada fomos brincando, rindo, conversando. Luan a cada cinco minutos dizia que me amava, e eu me apaixonava a cada cinco minutos a mais por ele. 

Com uma hora certinho Luan estacionou em frente a casa dele, ele disse que pra terminar o dia eu teria que almoçar junto com ele. Entramos na sala e Bruna brincava com o Puff.

– Bom dia Bru. – sorrir.

– Bom dia Lena, Lu!

Ela nos abraçou.

– Oi maninha, cadê a mamusca?

– Eu estou aqui. – ela descia as escadas. – estava arrumando sua mala, vou preparar o almoço. Bom dia!

– Bom dia Mari. – sorrir.

– Oi minha querida, tudo bem?

– Tudo ótimo, vou ajudar você na cozinha.

– Não precisa. – ela disse sorrindo, eu fui atrás.

– Precisa sim. – risos.– O que a senhora precisar me diz.

– Ótimo Helena.

Amarildo logo apareceu me cumprimentando e todos se sentaram na cozinha para conversar. Comecei a ajudar a sogra com o almoço, Bruna me olhou.

– O que irá fazer esse fim de semana?

– Pretendia dormir, piscina, dormir e dormir, comer. – ri.

– Nossa Helena! – ela riu.

– Bom hoje eu vou viajar com Larissa e os meninos pros shows.

– Que lindo, vão me deixar?

– Precisando arrumar umas coisinhas Lena, sobre o chá.

Legal, passaria o fim de semana sozinha. Aliás, iria fazer algo sozinha eu não iria conseguir. Colocava a mesa para almoçarmos, enquanto Marizete me contava de quando Luan era criança, eu amava essas histórias. Ficava tentando me imaginar mãe de um garotinho parecido com o Luan, alisei minha barriga e meu celular logo tocou.

– Passo na sua casa às cinco, não esqueça das fotos!

Pütz! Eu já tinha me esquecido há tempos das fotos. 

– Tudo bem Caua, te espero lá em casa. Beijos!

Desliguei o celular.

– Nossa, tinha me esquecido que tenho umas fotos hoje. – ri.

– Aqui mesmo?

– Aham, aqui mesmo. – respondi a sogra, Luan entrou na cozinha já todo arrumado, bonito. – me pergunto todos os dias, sogrinha como pode ser tão lindo? 

Ela me olhou sorrindo, e ele ergueu uma das sobrancelhas esperando a resposta da mãe. 

– Helena nem eu sei, só sei que eu amo muito.

– Disso também eu tenho a certeza.

– As duas mulheres mais importantes da minha vida, ah como eu amo vocês. – ele abraçou a mãe.

E em seguida me puxou me abraçando e dando uns beijinhos. Sussurrou baixinho te amo e ficamos abraçadinhos, enquanto Mariete colocava as travessas na mesa para almoçarmos.

Um almoço muito cheio de amor. Sogra me tratava como uma filha, Amarildo também desde que os conheci. Conversamos sobre o show do Luan hoje que seria em Cuiabá, conversamos tanto sobre tantas coisas.

(…)

– Vai ficar tudo bem? – ele me olhou assim que me deixou na porta de casa.

–Sim meu amor, vou me arrumar e vou esperar Cauã, vou tirar umas fotos.

– Tudo bem, eu te amo, amo você meu neném. – beijou minha barriga, na hora o Rober tirou uma foto de onde ele estava da cena, com certeza tinha ficado muito linda.

– Quero essa depois. – sorrir. – vai com Deus, bom show, se cuida tá bom? Qualquer coisinha a qualquer hora me liga. E vai com Deus meu anjinho, que ele te proteja!

– Fica com ele. – Beijou minha testa, e logo um beijo longo em meus lábios, pena que Rober tenha atrapalhado e ele logo se foi entrando naquele carro. Fiquei ali fora olhando o carro até sumir na esquina, parecia que ele iria ir e nunca mais iria voltar.

Capítulo 64º – Romanticozinho 

Ao entrarmos no Projac fomos logo pro estúdio do caldeirão. 

– Luan chega meu bem, elas não vão nos falar nada.

– Pensa meu sufoco até chegar mês que vem pra descobrir se eu serei pai de menino ou menina? 

– Tá chegando é dia dez do mês que vem, menos de quinze dias. – sorrir.

– Bruna e Larissa vocês são umas chatas! – ele disse e logo em frente encontramos com uma das mulheres do programa que veio recepcionar o Luan.

Ela nos levou até o camarim e nos sentamos lá, as meninas estavam super animadas e eu ansiosa como o Luan não poderia negar. Fiquei olhando algumas revistas e conversando com Arleyde num sofá, ela falava sobre a gravidez, aliás, o assunto em todo lugar era esse. 

Luan conversava com o Luciano que entrou no camarim. 

– Luan meu amigo que bom que você veio.

– Ô Lu! – Luan abraçou o amigo. – Não poderia deixar de vir, já estava com saudade do Caldeirão. 

– Muito bom te receber aqui novamente. Trouxe amigos hoje, Oi Helena! 

Me levantei indo até o Luciano para cumprimenta-lo, ele me abraçou dando doida beijinhos na bochecha.
– Oi Luciano, bom revê-lo! – sorrir.

– E esse neném? 

– Só crescendo Lu. – Luan respondeu ao amigo animado. 

– Vai ser papai coruja esse aqui hein Helena?

– Não tenho dúvidas Luciano, não mesmo. – risos.

Ele riu e Luan me olhou sorrindo de ladinho, voltei a me sentar ao lado de Arleyde! Ele cumprimentou a Bruna e Larissa e ficou batendo papo e fazendo vídeos com o Luan. Em seguida ele saiu para começar a gravar uma parte do programa, eu estava sentindo algumas queimações e fiquei mesmo no camarim. Enquanto comia uma maçã, conversava com Bruna e Larissa.

(…)

– Em casa! – minha mãe disse ao entrar em casa arrastando sua mala, tirando os óculos de sol do rosto.

– Nossa pensei que tinham abandonado a gente. – Larissa disse.

– Oi mãe, oi pai! – disse me levantando e abraçando eles.

– Que tal um jantar em família?

Meu pai deu essa brilhante ideia, mas eu já tinha meu compromisso com o Luan. 

– Pai queria muito, mas eu tenho compromisso, vou sair pra jantar com o Luan. – disse tentando me desculpar. – amanhã ele irá viajar.

– Tudo bem filha.

– Não tem importância, Caio irá jantar com a gente.

– Nossa você é ridícula Larissa! – ri.

– Te amo! 

Bom conversamos um pouquinho com meus pais que falaram da viagem e do que resolveram. Depois me levantei para me produzir para o jantar com o Luan. Não seria apenas um jantar, e sim passar a noite num lugar só nós dois, sem ter hora pra voltar. 

Vestir um vestido mais larguinho, florido coloquei uma jaqueta jeans por cima. Peguei algumas peças de roupas minhas e do Luan que ali tinham no meu guarda-roupa, pois saberia que ele não iria trazer. Conheço o noivo que tenho.

Ao terminar tudo, desci e esperei Luan que viria pra cá. 

– Como foi na ultrassom hoje Helena? 

– Tranquilo mãe, nosso bebê tá crescendo né saudável.

– Isso é porque vem de família boa. – meu pai disse convencido, ao sentar do meu lado no sofá. – barriga está bem grandinha já.

– O sexo?

– Eu sei. – Larissa disse se gabando.

– Quando você viaja mesmo Lari? Pois, não irei aguentar você me fazendo ficar cada dia mais ansiosa.

Todo mundo riu.

– Sendo quase expulsa da minha casa, mas tá tudo bem. 

Ela riu.

Bom ouvir a buzina era Luan, em menos de um minuto a campainha tocou e eu atendi. Como ele estava maravilhoso, parei por alguns segundos para observá-lo, ele sorriu daquele jeitinho mais fofo dele, selou nossos lábios e alisou minha barriga e foi entrando.

– Amélia, João! – ele foi até meus pais cumprimentando eles.

– Luan meu querido, como você tá lindo! – essa era minha mãe, sempre mimando o genro.

– E aí meu genro, como você está?

– Tô bem demais, chegaram agora?

– Um pouco mais cedo, porque não fiquem e jantem conosco?

– Porque eu tô fazendo a supresa de hoje pai, não estraga. – disse fazendo um bico.

– Tá bom, não irei insistir… mas a Célia tá caprichando lá na cozinha.

– Ô pai!

Resmunguei, Luan me olhou rindo e achei melhor despedirmos. Lá fora Luan segurou minhas mãos e disse.

– Eu dirijo você me fala onde é, pode ser?

– Tá com medo de eu dirigir seu carro? – disse rindo entrando no carro e me sentando no banco de carona.

– Claro que não meu amor. Você dirige muito bem! – ele deu uma tosse fingida. 

– Ô seu…

Ele me interrompeu rindo. 

– Oiá, oiá! – ele riu me dando um selinho rápido e colocou o cinto.

Coloquei o cinto também, coloquei a play list do Spotify, pois seria uma hora dentro daquele carro mesmo. Ele não sabia, mas iria reclamar. Fui falando onde ele tinha que ir e ele me olhava desconfiado, até que peguei meu celular coloquei no GPS e ele me olhou.

– Sabia que você estava querendo me sequestrar, estamos indo pra casa de campo dos seus pais.

– Já já a gente chega lá né amorzinho. – sorrir, alisando sua nuca ele deu um sorrisinho. 

– O que cê tá tramando pra gente lá?

– Com a ajuda de Dona Irene, espero que ela tenha entendido pelo telefone. –risos.

Logo começou uns modão antigo, aliás a play list era do Luan e ele começou a cantar, comecei a fazer stories dele ele mandava beijinhos e disse.

– Oi pessoal do instragam da minha princesa, hoje é dia de sequestro a Helena está me sequestrando. – ele deu uma gargalhada. – beijo!

Gravei um logo em seguida.

– Tanto que tô sequestrando que ele tá digirindo né? Ah eu amo esse garoto gente. Amor, te amo. – filmei ele.

– Eu que te amo, muito! 

Nossa aqueles vídeos estavam por todas redes sociais, nos sites de notícias a manchete era: Luan Santana sequestrado pela própria noiva, só amor esse casal.  Luan ria das notícias, era engraçado. 

Ao chegarmos na casa de campo, estava um frio, imaginem só.

– Não trouxe blusa de frio.

–Trouxe uma pra você, saberia que você não iria trazer nada amor.

 – Talvez por que você não disse que viríamos pra cá né linda? – ele riu pegando uma grande mochila lá trás.

– Sou uma mocinha previnida ta? Vem vamos entrar.

– Ok mocinha previnida, mais linda que eu amo, vamos! – segurou minhas mãos e entramos.

Entramos e na sala não tinha ninguém. Escutamos que Irene cantava como sempre na cozinha, Luan deixou a mochila no sofá e fomos até lá.

– Boa noite dona Irene. – sorrir, indo abraçá-la.

– Helena minha menina quanto tempo, você tá tão linda! Gravidinha. – ela me acolheu num abraço tão gostoso. – Luan meu querido, menino você está um gato. Helena fica de olho! – ela riu.

– Ô dona Irene, que nada eu tô do mesmo jeito. – ele riu sem graça.

– Tô de olho Irene, tô de olho! 

Ri.

– Bom a mesa tá prontinha do jeito que você me pediu, tudo arrumadinho. Vou deixar vocês a sós, vou lá pra casa, pois Zé tá me esperando pra jantar. – ela sorriu. – bom jantar pra vocês e não esquecem, vocês foram feitos um pro outro. 

– Obrigado mesmo dona Irene, não sei nem como te agradecer por te me ajudado. Amo a senhora. 

– Dona Irene você que é uma fofa! E a senhora que me prometeu a ir num show meu e ainda não foi? 

– Uai meu filho,  que nem vem fazer um show aqui pra nós uai.

– Ó qualquer dia desses vou levar a senhora comigo dona Irene, você e o seu Zé!  – disse.

– Vou esperar.

Dona Irene era uma senhora simples de muito amor, por tudo e por todos. Cuidou de mim quando eu era bebê, fez parte de toda minha história. Então desde aí ela mora no fundo do quintal numa casa com seu marido José Fernando e seu neto Alessandro. Eles cuidam aqui da casa do campo há mais de vinte anos. 

– Ela é um amor né? 

– Sim meu bem. – sorrir. 

– Onde está o jantar?

– Vem! – o puxei pro cantinho ali da casa que era o meu preferido. 

Dona Irene colocou uma mesa e duas cadeiras na sacada do meu quarto no segundo andar. Como aqui era um lugar muito frio a sacada tinha janelas de vidro, que dava pra ver toda a cidade às luzes dali de cima.

Na mesa ela decorou com rosas vermelhas, velas vermelhas e brancas. Os detalhes da mesa a coisa mais linda do mundo. Luan sorriu pra mim, e disse.

– Que amor!

– Do jeitinho que eu estava esperando. – sorrir abracei o Luan. 

Na mesa um bilhetinho assinado por dona Irene.

Oi meus meninos, bom eu espero que vocês tenham gostado. Preparei tudo com muito amor e dedicação, vocês merecem. Bom no jantar a Helena disse que estava com desejos, preferir fazer a vontade do bebê essa noite! Ah! Não poderia me esquecer, tem uma deliciosa sobremesa no frigobar do seu quarto Helena, bom é isso. Espero que vocês possam aproveitar cada momentinho dessa noite. Amo vocês!    D. Irene.

Terminei de ler todo o bilhete sorridente, o Luan do mesmo modo. 

– Qual é o seu desejo?

– Tchamram! – destampei a barca de sushi, sashimis que tinha em cima da mesa.

– Hm! Que desejo mais maravilhoso amor. – Luan me beijou e puxou a cadeira para que eu pudesse me sentar, ligou o som que tinha ali numa música lentinha que tocava de fundo se sentou na minha frente. 

– Eu gosto quando você se vira desse jeito, e faz tudo do seu jeitinho Helena. – Ele serviu um pouco do vinho da taça dele, e eu peguei um pouco de suco natural de laranja. Brindamos ao nosso amor, nossa felicidade, nossa família, sorrisos, o nosso agora. Comecei a me servir um pouco do sushi. Enquanto o meu menino falava eu parei para escuta-lo. Prestava atenção em cada detalhe, ele me disse o que nunca havia me dito.

– Lê, eu antigamente quando te conheci era algo que sei lá, tipo é você e eu sou eu. Todo mundo dizia que pra mim, você apenas seria mais uma, mas eu nunca tinha pensado assim. Quando você entrou na minha vida, foi como se Deus me contasse ela é sua e vocês serão muito felizes, cuida bem dela que alguém com ela você nunca irá encontrar. – ele segurou uma das minhas mãos, e continuou. – Um presente que Deus me deu, um amor pra vida toda, e hoje somos uma família eu você e nosso nenê. Cara quando eu entrei nessa vida de músico eu jurei que nem iria sair dali de Jaraguari, quem diria que eu iria conquistar corações de todo mundo, quer iria ser amado e abençoado por onde eu passar. Você entende o que eu quero realmente dizer princesa? Que se não tivesse acontecido isso e muita outras coisas, talvez nem te conhecido e não sei se eu iria ser tão feliz como você agora. Eu só quero te dizer que nunca, nunca em hipótese alguma ouse a pensar que eu sou capaz de viver sem você. – eu já estava chorando. – Pois você é o meu presente, futuro e será pra sempre nós, eu te amo muito Helena, eu te amo demais. 

Eu só me levantei me sentei em uma das suas pernas, e o abracei só isso mais uma vez, e nem queria saber se eu estava o apertando ou não. Ele me abraçou fortemente também é ali dentro do seu abraço eu queria fazer minha morada. Não tinha um lugar melhor do que o abraço dele, o seu cheiro, o toque de suas mãos. Olhei nos olhos dele e o beijei, os lábios macios e doces e ali ainda deitei minha cabeça em seu ombro como se fosse uma criança.

– A única certeza quero tenho na minha vida é você. Só sei dizer que eu te amo muito, e pode o mundo inteiro duvidar, pois o único mundo que eu preciso que saiba eu sempre digo pra ele. Você. Eu te amo Luan, eu te amo muito. 

Ele colou sua testa na minha e sorriu, alisava meus cabelos. Selei seus lábios outra vez e me levantei, puxando outra vez minha cadeira pra mais perto do meu amor.

No clima mais romântico jantamos com muito amor, carinho e muito afeto. Depois que jantamos, me sentei encostada nele e ficamos olhando a que linda estava. Logo uma estrela cadente passou pelo céu. Olhei rapidamente pro Luan que me olhou sorrindo.

– Qual será o seu pedido? – ele esperou minha resposta.

– Meu pedido será sempre o mesmo, que já está realizado. O seu?

– Hm, e qual é? Eu pedi a Deus que sempre possa nos abençoar, e que eu tenha o que é mais de precioso na minha vida, que é você.

– Onwt, você é só amor Luan. Pelo amor de Deus. Eu peço o que sempre peço a Deus, você, nosso neném e que possamos ser sempre nós juntos, de só amor, felicidade, parceirismo, um família com você! 

– Ó muié linda, meu Deus! Ô muié linda! 

Me beijou então. 

Capítulo 63º – Coraçãozinho dele 💘

Ao chegar no hospital fui direto para o bloco me preparar, quando entrei na sala de cirurgia Leonan e Carlos sorriram pra mim.

– Era tão necessário estar aqui? Vocês dois estão juntos.

– Eu não posso ajudar na cirurgia.

– Por que não? – assim pude ver que quem estava na mesa de cirurgia era a filha do Carlos. 

Ele se afastou da mesa cirúrgica e junto com Dr. Leonan fizemos uma cirurgia que foi um sucesso. Durou mais ou menos duas horas. Quando acabou, já eram dez horas da noite.

– Helena, obrigado por ter vindo. Eu só confiaria mesmo em vocês dois para deixar minha filha entrar nessa sala.

– Nosso dever é esse né? Bom eu já vou indo. Boa noite pra vocês rapazes. 

– Espera Helena vou descer com você! – Leonan despediu de Carlos e veio atrás de mim. – vai pra casa?

– Não vou pra casa do Luan, estava lá antes de vir. – disse.

– Hm, bom vou passar num restaurante pra jantar e pensei que quisesse ir.

– Muito obrigado, mas acho que sua namorada não iria gostar. – risos. – bom boa noite! 

Sair indo em direção ao meu carro, e ele ficou me olhando de onde parou mesmo.

– Cara de pau! – balancei a cabeça.

Que fome eu estava! Antes de ligar o carro, disquei pro Luan, no primeiro toque ele me atendeu.

– Oi Lena, já acabou?

– Sim estou voltando pra ir. Tá tudo bem?

–Sim, vem logo! 

 – To indo, te amo.

Desliguei e seguir novamente para Alphaville. Assim que cheguei com meia hora, na hora que toquei a campainha Bruna abriu.

– Ah que ótimo que você voltou. Luan ficou todo tristinho.

– É eu notei Bru, onde ele tá?

– Tá lá fora sentado mexendo no celular.

– Vou lá.

Fui seguindo até o Luan, quando ele me viu ele ergueu a sobrancelha e disse.

– Já? 

– Uai, o tempo necessário.

– Você correu né Helena?

– Um pouquinho só.

–Você se arrisca demais.  – ele fez bico.

– A saudade de você apertou amor. – disse o abraçando, ele também me abraçou.

– Mas tem que tomar cuidado né moça, te amo muito.

Minha barriga roncou e ele disse.

– Mamãe não tá te alimentando filho? – ele disse numa voz fofinha. –  Qual foi a última vez que você comeu Helena? – agora sério.

– Quando cheguei aqui, realmente um tempinho bom. 

– Amor você tem que se cuidar, fica dirigindo e trabalhando de estômago vazio, qualquer hora cê da um trem, aí eu quero ver! 

– Mas hoje cê tá pior  que minha mãe, que resmungação hein!

– Só quero você bem Helena, pelo menos quando sua mãe tá em casa ela olha sua alimentação. Agora que ela viajou você fica se descuidando. 

– Tá tudo corrido amor.

– Não importa, antes de cuidar dos outros, cuide de você mesmo e do nosso neném. Pra ele nascer bem fortinho pra gente cuidar e amar muito amorzinho.

– Tudo bem meu amor, vou tentar.

– Cadê você marcando uma nutricionista?

– Amanhã eu já tenho que ir fazer a outra ultrassom e vejo se consigo.

– Você me entende que não é ser chata amor?

– Eu entendo Luan, eu entendo. – sorrir.

– Então vem comer alguma coisa, minha mãe fez um delicioso arroz temperado, farofa e tem churras.

– Olha você querendo me engordar.

– Engordar onde?

– Aqui. – mostrei a barriga.

– Mas ai tem que crescer mesmo uai. – ele riu.

E me servi do jantar que ali tinha. A comida da sogra era maravilhosa, bem temperada um gosto maravilhoso. Coloquei um pouquinho de cada, Luan ficou me vigiando a comer.

– Olha o que fiz pra você. – Marizete veio com um copo de suco de laranja natural.

– Não precisava Mari, não mesmo. – sorrir.

– É claro que precisa e olha ta muito bom!

– O que a senhora não faz que fique bom? Eu tenho a certeza que tá ótimo. – sorrir. – obrigada.

– Nenhuma namorada minha Helena, minha mãe mimou tanto quanto ela mima você. – Luan riu.

– E é verdade! – Marizete riu. – considero como filha e Helena sabe disso. 

– E eu considero como mãe, amiga. – me levantei para abraça-lá.

– Tô com ciúmes hein, a mãe é minha!

– Passou a ser nossa meu amor.– ri.

Fiquei conversando com a sogra e Luan foi nos amigos, Bruna e Larissa chegaram me alertando.

– Amanhã você vai passar aqui né Helena?

– Não, vamos fazer assim, como o Luan também quer ir vamos no carro dele, ele vem com você e o Rober e busca a gente lá em casa.

– Mas porque você não fica aqui Helena?

– Meus documentos que preciso tá tudo lá em casa, eu realmente, tenho que voltar.

– Amanhã nós iremos descobrir o sexo do bebê.– Bruna disse animada.

– Já não aguento mais esperar! – Larissa riu.

– Enquanto eu que sou a mãe só tomo ferro, tá vendo né sogra?

Todas riram.

 

Amanheceu e meu celular despertou às oito da manhã, acordei com um lindo dia de sol invadindo meu quarto ao abrir a cortina. Fui pro meu banho rápido, pois Luan disse que já estaria vindo. Me vestir.

Peguei minha coisas os documentos e desci, encontrei com Larissa já arrumada tomando café da manhã e conversado com Célia.

– Bom dia! – sorrir.

– Bom dia Helena, animada pra descobrir hoje?

– Hoje nada né Celinha. – ri. – vamos descobrir só no chá revelação.

– Ahh é! – ela riu.

– Bom que ela sabe né Célia. – Larissa riu.

Peguei um iogurte e enquanto eu comia, a campainha tocou e a Célia foi atender.

– Bom dia Celinha! – ouvir Luan. – Cadê as muié dessa casa?

– Estão tomando café lá na cozinha. Oi Bruna, Rober ficam a vontade.

Luan logo apareceu na cozinha.

– Bom dia meu amor. – ele me abraçou e me deu um selinho.

– Bom dia Luan. – sorrir. – já tomaram café?

– Sim, vamos logo! – Bruna riu.

– Ai calma, tô me alimentando e alimentando meu neném.

– Cê não me atrasa não!

–E aí Helena! – Rober entrou.

– Oi Rob, tudo bem? 

– Tudo uai.

– Vamos então Lena! 

Larissa se levantou e eu fui pegar um copo de água, bebi um pouco e Luan pegou o copo de mim tomando o resto.

– Ta linda! 

– Você que tá lindão, nem parece ser um pai de família.

– Ué e porque não?

– Parecendo aqueles novinhos sabe? – dei um selinho rápido e olhei pra Célia. –Beijo, até mais tarde! 

–Beijo Lena!

Saímos e todos já esperavam dentro do carro, Luan disse que iria dirigindo, me sentei no banco de carona e Rober e as meninas atrás. Fomos o caminho todo conversando, contando histórias e rindo. Luan é Rober não podiam ficar juntos por muito tempo que começava a ladainha.

Depois de guiar o Luan até o Consultorio da Dra. Vanessa entramos e estava vazio pela nossa sorte. Luan colocou um óculos de sol e entramos de mãos dadas conversando, ao pararmos na recepção a secretária do local se assustou ao ver o Luan, que ficou sem graça. Segurei para não ri.

– Bom dia, tenho um horário com Dra. Vanessa.

 – Bom dia, me empresta os seus documentos.

Ela então atualizou a ficha e pediu para que esperássemos. Rober disse que dali teríamos que ir pro projac, onde Luan gravaria o Caldeirão do Huck. Minutos depois me chamou, e entrou todo mundo a sala até o Rober quis.

Na hora da ultrassom ninguém falava, só escutávamos a Dra. falar um pouco de cada coisa e mostrando nosso bebê, que era tão pequenino é tão perfeitinho. 

– Helena e Luan escutem o coraçãozinho do neném de vocês.

Ao ouvirmos nos emocionamos, ela explicava tudo, que estava crescendo direitinho.

– Bom o sexo vocês optaram por não saber… vou estar falando com as meninas.

– Nao foi bem assim né Dra. – luan fez um bico.

– O que importa é nosso filho com saúde. – sorrir.

Então Luan encheu o saco dela para que ela me passasse uma dieta mais tranquila, e ela então fez assim sair da sala junto com Luan e Rober, e as meninas ficaram.

– Ah que agonia!

– Se eu tô imagina vocês. – Rober riu.

– Não fala não testa! – Luan riu. – ouviu o coraçãozinho dele amor?  Eu tô apaixonado ❤️

– Um amorzinho.

Uns minutos depois as meninas saíram lá de dentro, não preciso nem dizer que Luan foi atormentando as meninas o caminho todo até a globo ne? Nossa! Nem eu estava mais aguentando.