Capítulo 19° — Conversas

– Oi Bruno, fica a vontade. — Sorrir.

– Licença. — Ele entrou e fechou a porta.

– Pensei que você tinha ido com as meninas. — Falei.

– Preferir ficar. — Ele sorriu se sentando.

– Olha que bom que você veio, é bom que me ajuda com minhas atividades.. ok? — Ri.

– Bora.

– Já fez as suas?

– Não, mas ai nós fazemos juntos e depois, passo pro meu material.

– Ótimo! — Sorrir.

Fizemos a maioria das atividades, e depois ficamos conversando.

– Tive uma ideia! — Sorrir, me levantando.

– Qual? — Ele me olhou com uma preguiça deitado na cama.

– Brigadeiro de panela…

– Opa, ai eu gostei.

– Então borá lá fazer.

– Bora, todos da república foram pra festa.. só nós dois que ficamos.

– Os chatinhos! — Rimos.

– Cansado né Mari, ficamos o dia inteiro lá na sua vó. — Ele disse.

– Pois é, não é fácil. As meninas não cansam! — Risos.

– Aquelas ali é igual foguete, Bia quando junta com o namorado então, só Jesus!

– Ainda não conheci ele, eles namoram sério? — Perguntei.

– Sim, só que ele é assessor de imprensa de um ator ai, fica mais viajando. — Bruno dizia enquanto preparava o brigadeiro. — Mas o Robert é gente boa, com certeza ele vem pra cá hoje!

– Ok! — Sorrir.

– Nas férias em agosto, vai pro Brasil?

– É em agosto? Pensei que fosse antes. — Mexia a panela.

– É em agosto, faltam 3 meses.

– Pois é já se passaram três meses, meu Deus! E nem parece.

– Não mesmo! — Risos.

– Mas eu vou sim, não vejo a hora de poder ver meu povo. — Disse.

Desligando a panela ele pegou as colheres e nos sentamos na bancada, ele me passou uma colher.

– Deixa eu ver se o Luan é um homem de sorte! — Ele pegou um pouco de brigadeiro rindo.

– Olha cuidado ta quente! — Ri. — E aí? — Ele provou.

– Hmm… nossa porque você não fez esse brigadeiro antes menina? Muito bom, pode casar Mari!

– Haha, sei fazer muitas coisas deliciosas. Vovó Helena, ensinou. Que bom que gostou.

– Vou ficar obeso aqui, senhor!

– Ahh, falar em obeso.. jamais!

– Quero entrar na academia, o que acha? Bora?

– Uai bora, malhava sempre lá no Brasil depois que vim pra cá desanimei.

– Ótimo, então.. Projeto verão 2011.  — Ri.  — Vamos mesmo!

– Ótimo essa semana ainda, vamos lá pra fazer os exames e bora.

Comendo ali o brigadeiro ficamos conversando por altas horas, até que o povo veio chegando e Cath gritou.

– Ahh seus coisinhas, nem deixaram pra eu!  — Nós rimos.

– Guria cê tava lá comendo e fica ai nessa.  — Eu ri.

– Olha aqui Marizinha, eu como mesmo.  — Ela me abraçou.  — Quero um banho e cama!

– Eu também!  — Sorrir.  — Sobrou brigadeiro pra vocês, querem?

– Eu quero! — Bia entrou na cozinha com um rapaz loiro dos olhos claros. — Deixa eu te apresentar Marinaesse é o Robert meu namorado. — Ela sorriu.

– Oi prazer Robert! — Sorrir.

– Prazer Marina! E ai Brunão! — Fizeram um toque.

– Bia pode ficar com a panela. — Sorrir, me levantando pegando um copo com água. — Como foi a festa?

– Ah legal! — Cath sorriu.

– Cath quando você irá desencalhar muié! — Falei rindo.

– Olha te garanto que sou melhor solteira! — Ela riu piscando.

– Um perigo essa daí. — Diego riu.

– Tô vendo, quão perigosa ela é! — Bruno disse rindo.

– Te de flamando amiga eu não deixava! — Bia riu.

– Olha antes que sobra pra mim.. — Dei um beijinho em todos. — Boa noite.

– Boa! — Eles disseram.

Subi pro meu quarto e me deitei na cama, já eram quase três da manhã. A hora passou muito rápido, estava sem sono arrumei minha cama e me deitei, me deu uma vontade enorme de ligar pro Luan, mas já era tarde, então mandei uma sms. 

Meu amor passa o tempo e a saudade não passa, pra onde é que eu vou…! Te amo, te quero!”

E assim fui dormir pois cedo tinha que ir pra faculdade, tinha apenas 3 horas de sono. Acordando no outro dia cedo as meninas disseram que não iam hoje, também na ressaca dessa, como vão?? uhauhsaush. 

Me vestir.

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Desci pra cozinha e me sentei na mesa, enquanto tomava café Bruno desceu com os garotos. Breno, Rafael, Diego, Gabriel.

– Bom dia ruiva! — Eles disseram se sentando.

– Bom dia rapazes.

– Bom dia fofura! — Ele me deu um beijo no rosto. 

– Bom dia Bruno. — Sorrir. — Pensei que vocês também fossem ficar dormindo, depois daquela festa ué.

– Uai porque pensou isso?

– Porque Cath e Bia tão lá esparramadas na cama, disseram que não vão hoje. — Dei de ombros.

– Ahh, mas tinha que ser.

– Então bora com a gente.

– Vamos.

Saímos e fomos conversando, chegando na faculdade entramos e fomos logo pra sala me sentei na minha cadeira e fiquei ali conversando com Beatriz uma guria da sala.

– Não gosto dessa menina! — Ela apontou pra aquela que no primeiro dia esbarrou em mim. Sim ela Mariana!

– Somos duas Beatriz, nossa só olhar pra ela sei lá o que me dá viu… — Nós rimos.

– Cheguei princesinha do Bruninho. — Bruno como sempre o carinhoso, fofo *-*.

O abracei.

– Tem certeza que vocês não são namorados? Absoluta?

– Seríssimo! — Ele riu. — Só sou fofo com a Mari, porque ela é comigo, um amorzinho.

– Ta chega! — Eu disse rindo.

– Besta! — Ele riu.

– Bom dia classe! — Michele professora de Materno Infantil, entrou na sala.

– Bom dia prof. — Todos responderam!

E a aula prosseguiu! 

Capítulo 18° — Saudades

– Maaari, tenho novidades! — Sim Luan gritou em meu ouvido.

– Ai Lu! Vai me deixar surda. — Risos. — Conta meu amor.

– Sabe o Fernando e o Sorocaba?

– Sim amor, o que tem eles?

– Ele me deu uma música, hoje vou grava-lá. — Ele disse todo feliz.

– Que lindo Luan, qual é a música, qual o nome?

– Meteoro! — Ele disse.

– Ai não vejo a hora de poder escutar, vida. — Disse super feliz.

– E eu não vejo a hora de te ver voltar, pra cá. — Ele disse baixinho.

– Meu amor eu também, tô morrendo de tanta saudades de vocês. — Falei. — Manda um beijo pra todo mundo ai, ok? E fala com a Lari que vou ligar para ela hoje, saudades da minha loira.

– Pode deixar Mari, e como ta o trabalho? Faculdade?

– Tudo indo numa boa amor, graças a Deus. — Sorrir. — Olha boa sorte ai na gravação hoje viu.. Te desejo todo sucesso do mundo e você sabe disso, meu gurizinho. E os shows?

– Ahh amor, tamo ai fazendo alguns e a banda ta crescendo você tem que conhecer viu. — Ele contava tudo. — Mas os shos nem lotam, como o esperado e isso acaba desanimando.

– Amor não desanime, corra atrás dos teus sonhos! Afinal, é desse jeito mesmo, e correndo atrás que você consegue as coisas, e você sabe que se chegou até onde esta, Deus está te ajudando e espere, pois Deus tarda, mas não Falha!

– Te amo princesa.

– Eu que te amo. — Sorrir.  Cath entrou no quarto.

– Marii! — Ela me olhou. — Ops, desculpa… — Sorrir como sinal de desculpas e ela se sentou na cama.

 

– Quem é que te chamou ai? — Luan perguntou.

– A Cath Lu. — Sorrir.

– Ah bom, amor vou desligar tenho que ir pro estúdio!

– Vai lá boa sorte e pense no que eu te disse. — Sorrir.

– Obrigado, beijo te amo.

– Também! — Desligamos.

 

Olhei Cath e ela sorriu.

– Seus olhinhos brilhantes, meu Deus! — Ela sorriu.

– Estou feliz! — Disse.

– Você o ama né?

– Muito, muito, muito, ele é tudo pra mim! — Sorrir, relembrando os momentos com Luan.

– Bruno pediu pra te chamar, vamos almoçar na casa da sua vó não vamos? — Ela sorriu.

– Agora! — Sorrir. — Só vou pegar minha sapatilha, Cath.

Calçando minha sapatilha descemos pra sala, e fomos todos pro carro. Cath foi na frente com Bruno, eu Bia e Diego atrás. 

– Uma de vocês tão comendo demais, pois aqui tá muito apertado. — Diego como sempre o palhacinho. 

– Diego cala boca! — Eu ri.

– Menino como você é atrevido. — Bia riu. 

– Você vai apanhar ai atrás hein Diegão.

– É melhor escutar seu amigo hein Diego. — Disse.

 Foi só zuera até chegar na casa da minha vó. Quando chegamos, fui na frente toquei a campainha e uma garota abriu.

– Oi! — Ela sorriu.

– Oi, minha vó esta aí?

– Ah claro, entrem! — Ela disse.

Minha vó veio cumprimentando todo mundo, me abraçando e eu lembro de cada detalhe daquela casa, onde eu e Gus brincávamos, riamos, e brigávamos também, alias faz parte!

– Mari essa é Barbara sua prima, filha da sua tia Fernanda.

– Oi tudo bem Barbara. — Sorrir. — Prazer viu!

– Prazer é todo meu, que olhos lindos você tem Marina.

– Obrigado. — Sorrir.

– Ô vó! — Um garoto entrou na sala gritando pela minha vó, ele era muito familiar. Levantei o olhando.

– Daniel?? — O olhei.

– Marina??? — Ele riu.

– Sou eu! — Falamos juntos rindo.

– Dan Dan, que saudades! — O abracei.

– Menina como você ta bonita! — Ele sorriu. — Que saudades hein!

– Última vez em que te vi, você estava com 4 anos.

– Nossa é tempo demais Dan, Barbara é sua irmã?

– Sim! — Sorrindo. 

– Deixa te apresentar pros meus amigos. — Sorrir. — Esse é Bruno, Diego, Cath e Bia. — Disse apontando pra cada um. — Meus mais novos amigos! — Sorrir.

– E ai gente, beleza?

– Tudo bom cara! — Eles disseram.

E todos começaram a conversar, a da risadas, que coisa que nostalgia estava me dando ficar pertinho de Dan que é muito importante pra mim, e ao mesmo tempo tão longe do Luanzin. O almoço foi muito agradável, minha vó como sempre, arrasou na comida, na sobremesa e tudo. Depois de ajudar a arrumar cozinha, fomos assistir um filme, claro eu estava adorando passar o dia com todos ali pertinho de mim. A tarde foi bem agradável, minha tia Fernanda chegou pude matar a saudades que estava dela também, conheci várias primas que não sabia da existência.  Logo anoiteceu, e era a hora de voltarmos, nos despedimos e fomos pra república, chegando lá liguei para minha loira.

Ela atendeu.

– Minha loiraaaa! — Gritei.

– Ruivinha, que eu amo, que saudade muié! — Ela disse do outro lado.

– Muitas Lari, o que cê ta arrumando?

– Tô aqui né? Me matando de estudar.

– Moda não é fácil não loira, mas você linda, perfeita, maravilhosa que é vai conseguir.

– Amiga não mente! — Ela riu.

– Ridícula — Risos. — E como esta meu casal do ano?  

– Estamos bem, Guel ta aqui mandando um beijo enorme pra você e disse que esta com saudade da anjinha dele.

– Own meu Deus! — Sorrir. — Coloca no auto falante.

– Pronto. — Ela disse.

– Gueeel amor meu e da Lari. — Risos. — Tô morrendo de saudades de você, olha cuida bem da minha loira viu?

– Tô cuidando anjinha, e você esta se cuidando ai?

– Estou sim, pode ficar tranquilo. — Rir. — Olha tô com saudades demais de vocês,

– Nós também, volta logo.

– Não fala isso que eu largo a facul e volto, hein!

– Larga amiga, pois ta difícil. — Ele riu. — Brincadeirinha, fica quieta aí.. estamos te esperando em Agosto.

– Agosto? Porque agosto? — Perguntei.

– Não, não é nada.. quando der pra você vim né meu amor? — Ele se enrolou toda.

– É… amiga vou desligar acabei de chegar da casa da vovó Maria, quero um banho e cama!

– Beijo gata, amo você.

– Beijo, tchau Guel! 

– Tchau anja! 

Desliguei.

AAAAH, saudades! 

 

Fui pro banho e me vestir.

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Me sentei na cama com minhas atividades e comecei a fazer, Cath e Bia tinham ido pra uma festa de uma república ao lado. Bateram na porta.

– Entra! — Gritei.

– Oi. — Ele apenas enfiou a cabeça pelo lado de dentro.

Capítulo 17° — Stanford

Acordei cedo antes das meninas, tomei meu banho quando voltei elas ainda dormiam.

– Gente bora acordar! — Chamando-as.

– Mas pra quê? — Bia resmungou.

– Vão perder o primeiro dia de aula, acho melhor não hein!

Elas deram um pulo de cima da cama e eu fiquei ali rindo da cara delas.

– Sem graça. — Cath riu. — Vou pro banho. — Ela foi.

Enquanto vestia minha roupa, Bia ia me contando do seu namorado. Me vestir.

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Peguei minha mochila guardando meu caderno e minhas coisas, e arrumei minha cama, em meia hora as meninas estavam prontas e descemos para tomar café.

– Bom dia meninos. — Falei me sentando na mesa.

– Bom dia Marina. — Eles disseram.

– Bom dia gente. — As meninas se sentaram.

E tomamos um café rapidinho e fomos pra Stanford, era assim.

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Fomos andando, conversando, parecendo aqueles grupinhos de universidades de filmes, Bruno, Diego, Bia e Cath eram bem legais. Mas imagina que louco, Guel, Lu, Lari e Gus aqui, mds iria ser perfeito.

Estava indo em direção a porta, quando uma menina esbarrou em mim e uns livros que estavam em minhas mãos caíram.

– Desculpa fofa! — Ela disse e saiu rindo.

Todos me olhavam, Bruno abaixou e me ajudou.

– Nossa primeiro dia já esta assim, quero nem ver daqui alguns dias! — Falei.

– O bom que você é bem calma né Mari? — Diego me olhou.

– É as vezes… — Risos. — Mas não ligo pra muita coisa fútil demais. — Falei olhando pra guria que havia esbarrado em mim. — Vamos galera.

Entramos no local de refeitório e nos sentamos em uma banco ali perto e ficamos conversando, logo após anunciaram que as listas com os nomes já estavam sendo colocadas pelas paredes, como estava um pouco lotado deixamos pra ir depois. Quando olhamos em Pediatria, estava meu nome e o de Bruno também estava.

– Mesma sala! — Comemoramos.

– Eita sorte! — Cath riu. — Vou com vocês.

Catherine também era na área da medicina.

Os meninos ficaram separados de nós, mas dissemos que nos encontraríamos nesse mesmo local, e fomos para o nosso prédio, quando chegamos era assim.

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Era um máximo!

Enfim, Catherine foi a procura de sua sala. Eu e Bruno a procura da nossa, quando encontramos o professor já estava em sala.

– Desculpe, podemos entrar? — Sorrir.

– Claro, fiquem a vontade. — Ele sorriu.

– Obrigado, licença. — Entramos e logo sentamos, Bruno logo atrás de mim.

Nome do professor era Júnior e ele falava o que ao longo desse semestre o que iriamos aprender.

– Então, vocês dois que chegaram por último querem se apresentar para turma?

Ai mds!

– Ok! — Bruno disse se levantando. — Meu nome é Bruno tenho 22 anos, sou do Rio Grande do Sul, Brasil, e assim como vocês quero fazer Pediatria.

– Seja bem vindo Bruno. — O professor disse.— Você? — Apontou pra mim, me levantei sorrindo.

– Então gente, sou Marina tenho 18 anos, sou de Campo Grande, Brasil do sul também, e estamos aí pra qualquer coisa que precisarem. — Sorrir.

– Que casal de namorados lindos né? — Professor riu.

– Namorados? quem? Nós? — Eu até engasguei. — Nada haver professor, nos conhecemos ontem, apenas amigos. — Bruno caiu na risada.

– Professor não fala isso, ela já é toda envergonhada, você faz isso ela vai vira um tomate, de tão vermelha que irá ficar! — E continuou a rir.

– Idiota! — Ri dele.

E claro que a classe inteira riu com a gente. Bateram na porta, quando vimos quem era.

– Ah não! — Olhei pra Bruno.

– Ô sorte desgramada a sua hein? — Ele ria.

A menina que havia esbarrado em mim lá no pátio, também era da nossa sala.

– Azar viu.. — Rindo.

As três primeiras aulas foi bem tranquila, mais básica, afinal, é apenas o começo. Na hora do intervalo encontrei as meninas e fomos fazer umas baguncinhas, depois tinha mais quatro aulas, saímos da faculdade eram umas 14:30 da tarde. E seria bom acostumar todos os dias seria naquele mesmo horário!

Voltamos para a repúblicas e eu estava já querendo arrumar um emprego, e conversava com as meninas sobre isso e Bia falou.

– Sei onde estão precisando de gente! — Ela sorriu. — No shopping, você quer?

– Claro, depois da faculdade.

– Ótimo, vamos nos arrumar e vamos para lá. — Ela disse.

Tomei um banho e me vestir.

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– Vamos?

– Bora! Mari, você não comentou nada com a gente que tem namorado… — Bia disse.

– Quem disse à vocês? — Perguntei saindo na frente.

– Bruno! — Ela disse sorrindo.

– Ah sim, é verdade. — Sorrir lembrando do meu gurizinho. — Ele ficou em Campo Grande.

– Ah e não é difícil, pra vocês? — Elas me olharam já estávamos, quase perto do táxi.

– Um pouco talvez.. — Sorrir.

 – Hmm..

– Vamos? — Sorrir entrei no táxi e elas atrás.

Fomos para o shopping, não demorou muito a chegar. As meninas foram me guiando até a loja, que estavam precisando. Elas me ajudaram a conversar com uma das meninas que estavam, e que disse que estavam precisando muito e que me contratariam sim, que a partir do dia seguinte já poderia, adorei a ideia! Pelo menos sem dinheiro não ficaria. Fomos andar um pouco, meu celular tocou era minha vó Maria, a que morava na cidade, atendi e ela disse que estava na Republica, logo voltamos pra lá.

Chegando minha vó estava sentada conversando com Bruno que assistiam TV. 

– Olha ela ai! — Bruno sorriu.

Minha vó olhou pra trás.

– Marina, meu amor! — Ela veio me abraçando.

– Vovó! — Sorrir. — Que saudades querida!

– Muitas, afinal são sete anos que não nos vemos… — A olhei.

– Sim, e como está linda! Sempre parecida com seu pai. —Sorriu. — E esses cabelos ruivos.

– Ah vovó, uma mudança! — Risos.

– E o Gustavo?

– Gustavo ficou com minha vó Helena, vai fazer faculdade lá no Brasil mesmo. E como a senhora ta?

– Estou ótima e feliz por você esta aqui. — Risos.

– Linda! — Sorrir. — Deixa te apresentar as meninas vó, essa é Cath e Bia.

– Prazer vovó! — Elas disseram.

– Prazer é meu! — Ela disse. — E esse gatão aqui hein, que me recebeu super bem.. — Ela sorriu, me deixando sem graça.. era bem a cara dela fazer isso! 

– Eu bonitão? — Bruno riu todo vergonhoso.

– Esse é o Bruno vovó. — Ri. — Faz Pediatria junto comigo.

– Investe porque é gato hein! — Ela disse rindo.

– Ô Vó! — Rindo. — Bruno tem namorada e eu também, então… — Fiquei rindo dela.

–  Boba, só passei aqui mesmo pra te ver, vou trabalhar. Depois vai lá em casa e leva seus amigos. — Ela me entregou um papel com um endereço e me abraçou despedindo de todos.

– Beijo vovó, foi bom te ver! — Sorrir e ela foi.

Me sentei no sofá rindo junto com as meninas.

– Sua vó muito engraçada. — Cath riu.

– Continua do mesmo jeito que vi da última vez. — Risos. — Desculpa por te constrangi Bruno.

– Que isso, nem ligo. De boa! Gostei da vovó Maria.

– Que bom…

Os dias foram passando e na faculdade tudo ia muito bem, fiz muitos amigos. No trabalho estava super divertido, as vezes chegavam clientes brasileiros, muitas das vezes americanos mesmo. Estava adorando tudo!

Meu celular começou a tocar, quando vi quem era…

Capítulo 16° — República

– Então meus amores, tchau. — Colocando meus óculos de sol, Luan segurou em minhas mãos e fomos até a fila de embarque, meu passaporte em mãos.

– Ei, não se esqueça… eu te amo muito. — Ele disse baixinho.

– Eu também, por favor, não fique triste e boa sorte.

– Obrigado minha linda, vai com Deus!

– Amém!

Foram as últimas palavras dele demos um beijo demorado, e ele sorriu e saiu dali logo em seguida. Entreguei a passagem a moça, e já fui entrando, quando olhei pra trás, todos choravam, apenas mandei um beijo e sair dali rápido, antes que eu desistisse!

California aí, vamos nós!

Logo entrei no avião e sentei em minha poltrona, olhei em minha bolsa se a carta da faculdade estava em minha bolsa, e estava. Olhei e estava escrita, República 34. Era onde seria minha nova casa, minha vó parte de pai mora na California, mas preferir não encomodar, já ela? Não gostou muito, mas eu disse que sempre que puder iria visitá-la. Encostei ali sentada e da janela via CG pequena, já sentindo saudades. Foram duas horas e meuia até São Paulo e depois oito horas e meia até os Estados Unidos. Enfim, a viagem foi longa e pude dormir.

– Moça! — Uma mulher me chamava. — Já chegamos. — Ela sorriu, gentilmente.

– Ahh, mas já? — Sorrir. — Muito obrigado.

– De nada, e bom passeio.

– Obrigada, desci do avião e o aeroporto estava lotado, haviam muitos Brasileiros, mas também muitos Americanos. Fui imediatamente até a esteira pegar minhas malas e já colocando no carrinho, fui empurrando.

Primeiro taxista que eu vi, o chamei.

– Hello , please can you take me to the university Stanford , California. (Olá, por favor, o sr. pode me levar á universidade Stanford, California.)

– Yes , please repulblica address. — Fiz o que ele pediu, passei o endereço e fomos direto para Stanford, quando chegamos no endereço ele apontou onde era, eu paguei e o agradeci.

Pronto Marina era a hora de entrar! Tinha vários garotos em frente à república ao lado conversavam, pessoas andavam de bicicletas, os sons dos pássaros. É bem diferente do Brasil! Eu empaquei na frente da república, não sei o que estava acontecendo, se era medo, ou sei lá.

– Vamos Marina! — Disse pra mim mesma. — Quero minha vó! — Disse. — Seja corajosa. — Disse pra mim mesma.

E assim conseguir andar puxando a mala gigantesca, uma bolsa no ombro, outra nas costas, e outra na mão. Vejamos que não é como os filmes, não tem ninguém pra te ajudar com as malas. Que fracasso! Quando coloquei a mão na maçaneta, pelo lado de dentro abriram primeiro.

– Que susto! — Disse baixinho, sorrindo.

– Brasileira? Jura? — Ela me olhou.

– Sim acabo de chegar. — Sorrir novamente.

– Prazer sou Catherine! — Ela esticou uma das mãos, mas estava cheio de coisas nas mãos. Ela sorriu e disse. — Sorry! — Rindo. — Deixa eu te ajudar.

Catherine era da minha altura olhos verdes claros, loira mais puxado pro cinza, magra, branquinha e muito linda.

– Prazer sou Marina. — Sorrir. — Ah, obrigada!

Entramos e colocando as coisas no chão pudemos nos cumprimentar direito.

– Deve está um pouco cansada né?

– Um pouco talvez. — Ainda estava um pouco sem graça, afinal não era a Lari, o Guel, muito menos o Luan.

– Vou te levar para o quarto.

– Ah obrigado mesmo, Catherine. — Sorrindo.

Pegando as coisas e ela me ajudou, fomos pro quarto e colocando minhas coisas num cantinho ela disse.

– Esse quarto é meu, seu e da Bia, que saiu com o namorado. Depois te apresento á ela, agora vou deixar você tomar um banho e depois nos conhecemos melhor, pode ser?

– Claro, adoraria. — Sorrir.

– Qualquer coisa grita!

– Obrigado.

Ela saiu, e eu fiquei rindo sozinha. Ela falara mais que Larissa, mds!

– É borá para um banho.

Foi o que fiz, tomei um banho muito bom e me vestir.

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Saindo do banheiro tinha uma garota, muito bonita por sinal. Ela me olhou.

– Oi você deve ser a Marina!  — Ela sorriu. — Prazer sou Bia.

– Sim sou eu. — Sorrir. — Prazer é todo meu Bia.

– Nossa você é muito linda cara, parece ser até americana. — Ela riu. — Ruiva dos olhos azuis, branquinha.

Ela conseguiu me deixar sem graça.

– Ah obrigado Bia, você és muito linda também.

– Obrigado. Tô descendo, quer vim?

– Vou já já, vou fazer uma ligação. — Sorrir.

– Te espero lá na sala.

– Ok. — Ela foi e me sentei na cama, pegando meu celular e disquei, estava morta de saudades do meu neguinho e dos meus amigos.

Estava chamando, Luan atendeu.

– Mari, meu amor.

– Oi meu anjo, como você está?

– Com saudades. — Ele disse, parecia chorar.

– Eu também estou Lu, mas olha nada de tristezas ta?

– Ta bom princesa, chegou bem amor?

– Sim graças a Deus, mô vou deixar você dormir, você deve estar cansadinho. Te amo, liga quando quiser viu amor?

– Ok Mari, beijo minha linda.

– Beijo!

Desliguei e sair do quarto, desci as escadas e na sala da república tinham algumas pessoas Catherine e Bia também estavam.

– Gente deixa eu apresentar pra vocês a Marina, ela é brasileira e chegou hoje. — Catherine sorriu, e os garotos se levantaram para me cumprimentar.

– Seja bem vinda Marina sou Bruno.

– Prazer é todo meu. — Sorrir.

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(Bruno)

– Oi prazer Marina, sou Diego. — Me cumprimentou.

– Prazer é meu! — Sorrir.

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– Senta Mari. — Bia sorriu. — Conte você vai fazer faculdade de?

– Pediatria! — Sorrir. — E vocês?

– Eu também! — Bruno sorriu..

– Olha. — O olhei. — Legal!

– Poderemos estudar juntos.

– Claro. — Sorrir.

– Eu vou fazer Engenharia Civil. — Diego disse.

– Eu Publicidade e propaganda. — Bia disse.

– Medicina! — Cath sorriu.

– Vocês são de onde?

– Sou de Santa Catarina. — Bruno disse.

– Eu e Bia somos de São Paulo.

– Sou de Belo Horizonte.

-Sou de Campo grande. — Sorrir.

– Seremos grandes amigos. — Bruno disse. — Amanhã já começa.

– Pois é, animados? — Perguntei.

– Demais não vejo a hora. — Eles falaram.

Continuamos conversando por um tempinho, e depois fui andar com as meninas pela cidade, mas tarde liguei pra minha vó Lourdes que morava aqui, falando que eu havia chegado, e ela claro ficou super feliz, e disse que logo iria me visitar. Conversamos por horas, e a saudades dela tava demais, fazia muito tempo que não nos víamos. Voltamos para República e meu celular tocou, era o Gus.

– Guss! — Atendi.

– Princesa, chegou bem?

– Muito, tô com saudades.

– Demais da conta, vovó mandando um beijo pra você.

– Manda outro. — Sorrir.

– Hoje eu e Luan vamos da um passeio.

– Isso faça isso, distraía ele Gus.. tô morta de saudades do meu amor.

– É tenho a certeza que ele também viu guria, mas estuda viu? Não preocupa com nada, te mantenho informada e você  também hein.. te amo!

– Também, beijo.. manda beijo pra todo mundo aí… tchau!

– Namorado no Brasil? — Bruno entrou na cozinha.

– Ér… — Pensei. — Sim, saudades já bate né?

– Estamos com o mesmo problema. — Ele se sentou na bancada, e eu o continuava o olhando. — Saudade mata.

– Nem fala. Vou preparar um Sanduíche, aceita?

– Claro. — Ele sorriu.

Fiz os sanduíches e me sentei junto dele.

– Porque não terminou com ela antes de vim? — Perguntei quebrando o silêncio, enquanto comíamos.

– Amo ela demais. — Ele sorriu apaixonado. — E você?

– O mesmo, mas não sei se isso dá certo. — Olhei pro nada. — Oito anos é muito tempo, eu o amo.. não consigo ficar tão longe, tanto tempo, já não vejo a hora das férias pra poder voltar. — Uma lágrima, apenas uma rolou em minha face.

– Ei chora não. — Com o polegar ele secou as minhas lágrimas, e sorriu. — Ele também te ama, e estar lá esperando por você. Uma moça tão linda, pra que chorar?

– Ai bobo! — Rimos, eu fiquei vermelha.

– Ficou toda vermelhinha olha só! — Rindo.

– Mas também né..

– Poderíamos ser da mesma classe, iria ser legal. O bom que já estamos nos conhecendo. — Ela sorriu.

– Sim, seria muito bom. Quem sabe.

– Seu cabelo é natural?

– Não, risos. — Sorrir. — Pra ficar assim demorou um pouco.

– Os olhos são seus.. né? — Ele riu.

– Meus! — Sorrir. — Sou apaixonada com eles.

– Ruiva normalmente nós vemos de olhos verdes, azul é mais difícil.

– Ahh meu amor, podemos dizer que Marina Cavalcantt é única. — Nós rimos.

– Convencida então? — Ele deu uma mordida no sanduíche.

– Nem! — Dei de ombros e me levantei, lavando o copo de suco. 

– Aqui vou subir eu e os rapazes, vamos dar umas voltas pela a noite.. Vamos?

– Sorry! — Sorrir. — Hoje não estou cansada e preciso descansar, amanhã temos aula cedo.. então deixa pra próxima.

– Olha, olha hein! 

– Pode chamar, da próxima irei. — Sorrir. 

– Ah obrigado pelo sanduíche, tava muito bom. — Sorriu, me abraçando me dando um beijo na bochecha. — Beijo Mari.

– Beijo Bruno! — Acenei e ele foi.

Terminando de arrumar o que eu tinha tirado do lugar, subir para o quarto e as meninas estavam deitadas conversando deitadas.

– Cheguei!!

– Hmm, estava aonde?

– Comendo..

– Nem chama, nossa! — Bia riu.

– Faço sanduíches pra vocês querem?

– Depois, vem cá vamos conversar…

Ficamos ali conversando, se divertindo.

No dia seguinte…

Capítulo 15° — Enfim…

Todos já estavam muito emocionados e depois de várias declarações foram curtir o churras. Fui em meus avós.

– Sabiam de tudo né? — Abracei minhas joias raras.

– Claro né minha filha.. — Vô João me abraçou.

– Sabíamos de cada detalhe.

– Vocês são os melhores, Vó Leninha! — Abraçando minha vovó.

– Nós te amamos.

– Linda! — Sorrir. — Lariii, sua cadelinha!

– Au au! 

– Gueeel! — Pulei nele.

– Eita guria, cê vai abandonar “nois” mesmo? 

– Vou vim sempre visitar vocês, e claro que vocês serão bem vindos lá.

– Se eu for não volto hein! — Bruna riu.

– Borá então Bruninha! — Sorrir.

– Vai levar minha Bru de mim não hein Mari, já basta ter que ficar longe de quem eu amo.. ela também não. — Ele fez biquinho.

– Jura que eu vou ter que aguentar a manha desse dai? — Lari riu, zoando de Luan.

– Ai Lari para. — Abracei meu neguinho. — Te levo comigo meu amor.

– Essa Larissa é uma bruxa mesmo. — Luan riu.

– Nossa migo que indelicado, você! — Nós rimos.

O churrasco foi maravilhoso mesmo sendo por um motivo triste, acabou super bem. Todos na hora de ir embora me abraçaram, despediram. Menos Lari, Guel que disseram que iriam junto comigo pro aeroporto junto com Bruna, Luan, sogros, Gus e meu avô.

Depois de ajudar arrumar as bagunças despedir do povo e fomos pra casa, Luan claro veio junto. Logo subimos pro meu quarto, e disse que iria tomar banho. Quando voltei enrolada na toalha, me enxuguei e vestir minha roupa, olhei Luan ele olhava nossas fotos que estavam num quadro que tinha ali.

– Momentos maravilhosos… — Sorrir.

– Aaa.. — Ele disse baixinho, parecia pensar.. — Estava ai há muito tempo?

– Não, só alguns minutinhos. — O abracei olhando uma foto nossa que estávamos correndo feito dois bocós, e caímos no Rio, na fazenda do tio dele.

– Dois idiotas né amor?

– Desde sempre. — Ri, dizendo.

– Melhores amigos, namorados, para melhores amigos novamente? — Ele fez uma carinha triste.

– Isso depende né meu anjo, pensa comigo. — Respirei, segurei em suas mãos puxando-o para sentar na cama, me sentando ao seu lado. — Você como outros caras são seres humanos, você é diferente é o homem da minha vida, mas não é de ferro… Você precisa viver, precisa encontrar alguém que te complete. Eu não posso ir por oito anos e te deixar aqui me esperando, isso machuca muito! — Passei minhas mãos em seu rosto. — Mas pra sempre vou te amar, pois afinal meu destino é pra sempre amar você.

– Você é uma mulher perfeita, e eu te amo demais. — Ele sorriu, e depois deu gargalhadas. 

– Ta me diz, cê ta bebendo escondido né? — Aí que nós rimos mesmo, meu Deus!— Como somos tão idiotas!?

– Ai Mari cê é engraçada demais muié. 

– Eu? — Risos. — Nem sou. Mas porque o motivo da gargalhada?

– Nós podemos ser melhores amigos e ter uma amizade colorida, o que acha?

– Não é uma má ideia, até porque não iria mudar muita coisa né? — Eu ria.

– É né… — Ele pensou. — Eu falo cada coisa.

– Cada um com sua lerdeza né Lu? — Risos.

– Atrevida. — Ele riu.

Ficamos conversando a noite toda, Luan me deitou e ali ficamos a noite inteira conversando, não me lembro muito bem a hora em que dormir, mas tenho a certeza que deixei Luan conversando sozinho, como sempre faço. 

Acordei com meu celular despertando ás onze da manhã. Meu Deus! Como dormir tanto assim? Olhei pro lado Luan estava esticado na cama, dormia feito um anjinho. Me levantei sem mexer muito na cama, fui pro banho, lavei o cabelo e me vestir.

look viagem EUA

Sair do banho já pronto e arrumada, desci para tomar café. Era o que dava tempo! Me sentei com meus avós e Gustavo que apenas me davam várias orientações, e claro Gustavo colocava várias ordens. Atá viu! rs.

– Bom dia! — Luan apareceu.

– Boa tarde Lu. — Risos.

– Ridícula! — Ele riu.

– Lindo, também te amo. — Ri.

Ele se sentou e também começou a tomar café, bem reforçado por sinal. Passou uns minutos todos chegaram, e enfim, era a hora de irmos para o aeroporto de CG. Fui no carro com Luan, meus avós junto com o Gus, Bruna com seus pais e Lari, Guel no carro dele. Chegamos em meia hora, fizemos o Check in, e me sentei junto com a galera conversando, por vários minutos.

– Mari você me liga quando chegar? — Luan me olhou.

– E se for de madrugada? — O olhei.

– Irei estar esperando, mas por favor me liga.

– Pode deixar meu anjo. — Dei um selinho demorado.

– Amiga, promete não me abandonar por outra?

– Prometo, vocês são os meus melhores! Amo vocês.

– Vovó, vovô se aprontar vocês já sabem né? — Disse apontando aso Gustavo.

– Mas ridícula que essa guria, ta pra nascer viu… — Ele riu.

– Jumento! — Mostrei língua.

– Ai Marina como vamos viver aqui sem você minha filha. — Vovó Helena começou a chorar.

Isso é de cortar o coração.

– Vovó eu amo vocês e voltarei logo nas primeiras férias, pra visitar vocês.. Em julho já estarei aqui novamente! Não quero você chorando hein Leninha, se não fico triste também uai. E o vovô João, vai estar ai cuidando da senhora e você cuidando dele e o Gus cuidando de vocês.

– Estaremos aqui esperando você voltar minha neta. — Meu vovô sorriu.

– E nós também. — Marizete sorriu.

– Obrigada, obrigada por tudo. Você foi como uma mãe pra mim Mari, você me ajudou sempre nos momentos mais difíceis da minha vida. Eu amo você.

– Ô minha filha, sobrinha, norinha você sempre será bem vinda meu amor, eu amo muito você.

– A abraçando.

– Tio Amarildo, voltarei já pra fazermos bagunças naquelas fazendas hein!

– Tô esperando hein Marina! — Ele riu.

– Bruninha minha bonequinha que eu amo, cê sabe que você sempre que precisar é só me ligar né? E olha cuidados com os gatinhos viu? Saiba escolher bem! — Sorrir.

– Olha ela dando ideia errada! — Luan riu.

– Muito obrigado Mari, cunha, irmã, obrigado por tudo! Te amo.

– Eu também. — Sorrir. — Guel meu anjo atrapalhado que as vezes não sabe o que faz, olha cuida bem da nossa Lari hein, se não te pego heein! — Risos. — Muito obrigado por todas as vezes que esteve ao meu lado viu? Aguentando minhas chatices.

– Eu que agradeço a você cupida. — Risos. — Eu te amo demais guria! E olha borá malhar e virar marombas hein! — Rimos.

– Besta! — O abracei. — Luan Rafael, temos tantas histórias né? Nem sei por onde começar… Como ontem conversando, amigos, melhores amigos, namorados e melhores amigos? As vezes na vida Deus coloca pessoas tão especiais na vida dos outros que é difícil falar dessa pessoa, são quase três anos juntos de muito amor, e 16 anos de muita amizade, cara você é o melhor, eu te amo e sempre vou amar, quero que você realize seu sonho e que quando eu voltar, eu sempre irei dizer… sou tua fã número um. Eu te amo meu gurizinho, e saiba onde eu estiver irei estar torcendo por você. — O abracei, e ele chorava como eu. 

– Eu te amo, e sempre te amarei. Muito obrigado por tudo, minha princesinha, nunca esquecerei nada do que passamos, você é o meu orgulho. EU TE AMO!

E todos deram um abraço coletivo, e como esperado… Meu voo foi chamado! Era a hora…

Capítulo 14° — A despedida

Voltamos para dentro e lá estava Larissa toda maravilhosa, trabalhada num vestido vermelho um salto lindo.

– Oi feiosa. — Abraçando-a. — Conversa com ela Guel. — Sorrir, deixando os dois.

– Amor.. — Chamei-o.

Ele disse algo pros garotos e veio aonde eu estava.

– Oi meu amor?

– Quero carinho. — Fiz manha.

Ele me olhou com uma cara safada mordeu os lábios..

– Credo Luan que malícia! — Ri virando as costas, ele me puxou.

– Malícia? Nem fiz nada muié!

– Magina. — Risos. — Vou sentar lá fora na mesa com a família, você vem?

– Bora.

Ele saiu me puxando e eu atrás, mas pra minha alegria minha prima me para e diz.

– Vem tirar uma foto gatinha, corre! Bate pra gente Luan.

– Claro.

Eu olhei pra elas dei um sorrisinho e olhei pra câmera, e depois sair com Luan.

– Ela faz de tudo pra você gostar dela amor.

– Meio impossível! — Falei me sentando ao lado da Larissa.

– Será? — Luan riu se sentando.

– Você ainda pergunta? — O olhei rindo.

Dessa vez não fizemos amigo oculto, apenas demos presentes para quem queríamos dar. Bruna e Letícia me chamaram para várias fotos, também peguei minha câmera e tirei várias, guardando de lembrança. Já iam começar o jantar, nos sentamos todos e fomos nos servir. Tava tudo muito bom. Depois do jantar, Luan me puxou lá pra frente da casa nos sentamos na rede. Ele me olhava sorrindo igual um bobão.

– Que foi? — O olhei sorrindo também.

– Você!

– O que tem eu Luan?

– Você é linda, teu sorriso. — Ele me sorria.

– Ai seu besta. — O abracei.

Ele sorriu e me beijou por longos minutos, ele parou e olhou para o céu.

– Olha como a lua está linda. — Ele olhava fixamente. — Toda brilhante como você.

– Meu amor. — Sorrir apenas.

Estava faltando três minutos para o Natal, eu e o Luan ficamos ali mesmo abraçadinhos, quando enfim começou alguns fogos. É Natal! Luan me abraçou fortemente.

– Feliz natal minha princesa.

– Obrigado meu amor. — Sorrir. — Feliz natal pra você também.

Acabou tudo muito tarde e estávamos muitos cansados com e fomos dormir. Domingo passou normal. Ficando eu Lu, a Bruna e os sogros com a família, só no churras e nos divertindo na piscina. Foi perfeito o Natal, eu amei.

 

24.01.2008

Estava em meu quarto arrumando minhas malas, amanhã seria o dia da despedida. Por um lado muito bom, pelo outro, melhor nem comentar. Luan disse que veria hoje conversar comigo, ele estava muito triste, eu muito também, mas não é todo dia que aparece novidades assim. Gustavo sentado na cama, me abraçando.

– Olha eu ainda continuo achando que você tem que continuar aqui com a gente. — Ele riu.

– Ai para Gus, já ta difícil ter que ir. Aí você fica nessa, a não! — Fiz biquinho.

– Você sabe que eu te amo muito né?

– Eu também meu maninho, olha não quero saber de você dando trabalho pra D. Helena não hein! — Me levantei, terminando de guarda as coisas. — Se não vai se ver comigo.

– Deixa de ser ridícula Marina. — Ele riu. — E o Luan, Bruna?

– Vou na casa de todo mundo hoje, Miguel, Lari, Lu e Bru. — Uma lágrima desceu. — Amo todos, e sentirei muita falta.

– Porque você e o Luan, não continuam juntos?

– Não será fácil Gus..

– Tem certeza?

– Absoluta, ele vai encontrar alguém que o ame, tenho a certeza. — Enxuguei as lágrimas. — Mas sempre estará comigo, sempre!

– Tava com ele lá na praça um pouco mais cedo, ele estar muito mal mesmo. — Ele me olhou. — Mas ele disse que vale a pena.

– Quero conversar com ele.. — Abracei Gustavo. — Me promete uma coisa?

– Claro Mari.

– Cuida dele pra mim, enquanto eu tiver longe.. — Chorando. — Vocês além de ser amigos são quase irmãos também que eu sei, eu sei que muitos segredinhos do Luan você sabe.. — Risos.

– Ah é?

– Vai falar que não é verdade?

– Ta bom.. — Ele sorriu. — Cuidarei dele pra você, pode ter certeza.

– Obrigado Gus! — O abracei.

– Vou pra casa da Lari, quer que eu te deixe lá?

– Ta bom, vamos. — Disse  pegando meu celular.

Desci meus avós também não estavam em casa, fomos entrando no carro a caminho da casa da Lari. Quando chegamos a chamei, e quem abriu foi a tia Marília.

– Oi tia tudo bem?

– Tudo meu amor, veio procurar a Lari?

– Sim, ela está?

– Não ele disse que ia em algum lugar com o Miguel meu anjo. — Ela disse.

– Obrigado então tia. — Sorrir a abraçando. — Tchau!

– Tchau.

Voltando pro carro Gus tava no celular, quando entrei ele desligou.

– Uai ela não está ai? — Ele me olhou.

– Não disse a tia que ela saiu com o Guel. — Falei. — Vamos pra casa do Lu, então…

– Borá!

Fomos conversando ele dizia que pra tomar cuidado com os Americanos, que não eram fácil. E eu to ligando pra americano? Queria mesmo era meu branquelo comigo. Chegando na frente da casa do Luan, Gustavo desceu comigo e chamamos. Como sempre quem atendeu foi Bruninha, que me abraçou fortemente.

– Tudo bem Bru?

– Ah, um pouquinho chateada, mas to bem! — Ela me abraçou novamente e seus olhos lacrimejavam.

– Ô lindona, fica assim não!

– Luan ta ai?

– Lá na sala vai lá. 

– Oi Bruninha.. — Gustavo cumprimentava a Bru e eu fui entrando.

Quando ele me viu ele sorriu fraco, e disse.

– Oi meu anjo. — Se levantou.

– Oi meu amor. — A primeira coisa que veio na cabeça foi abraçá-lo. Foi o que eu fiz, o abracei forte e ele correspondeu a esse abraço, me deu um beijo de tirar o fôlego.

– Ta bem?

– Ah Lu… você sabe né? Não é fácil!

– Não é mesmo. — Ele me olhou. — Vem vamos sentar lá no fundo.

– Vamos.

Segurei em suas mãos e saímos ele na frente e me puxava, nos sentamos ao redor da piscina, quando olhei pra trás… o que era aquilo ali? Estavam todos sentadinhos nas cadeiras, rolando um churrasco, meus avós, meus sogros, meus amigos, e uma faixa escrita.

“Vai com Deus, vai com tudo! Corra atrás de seus sonhos pois você merece, nunca desista de sonhar..” Eu te amo.

Com certeza sem dúvidas alguma foi coisa tramada tudo pelo Luan, ele sorriu e disse. 

– Surpresinha pra minha ruiva. — Sorrindo. 

– Ai não acredito! — Fui me levantando com a ajuda do Luan, fui andando até eles e quando cheguei perto, cada um foi me abraçando, era um chororó, que só Deus pra aguentar, não tinha como não amar essas pessoas que fazem toda diferença nas nossas vidas, são importantes, são pessoas que levarei eternamente comigo, em meu coração.

 – Cara vocês são a melhor família do mundo, minha família! Amo vocês, vocês são fodas, você são muito importantes em minha vida, vocês não merecem palmas merece o Tocantins inteiro! — Sorria e chorava ao mesmo tempo, era uma coisa meio louca. 

– Minha princesinha complicada. — Ele me olhou sorrindo. — Pensou que você iria embora assim do nada, sem dar uma festinha de despedida? Mesmo sendo uma partida muito triste? Pirou é muié? Você é importante demais pra mim, e pra todas as pessoas aqui presente e também as que não puderam vim, mas hoje começa uma nova etapa da sua vida, uma série de sonhos a ser seguidos. E aprendemos que se temos sonhos temos que correr atrás deles, isso faz parte. Te desejo toda sorte do mundo de coração, sempre a noite como sempre fiz e irei continuar fazendo, colocando você em minhas orações, e Deus só ela sabe de todas as coisas e se ele te entregou essa oportunidade em mãos, você deve recebe-la de uma forma simples, apenas aceitando sem nenhuma dúvida! Mas só uma coisinha, vai logo e volta já… Pois já estou morrendo de saudades!

– Eu tô sem palavras, são três palavras que vou dizer que define tudo isso: “Eu te amo!”

Aviso!

Meus amores me desculpem por esse tempo todo sem postar, mas estava tendo muitas provas e também teve o ENEM, pois  é, mas graças a Deus está tudo ficando mais calmo, mas ainda essa semana posto um capítulo, ok? Beijos!