Capítulo 116° — 12 anos…

Ao chegarmos na casa dos meus pais, assim que soltei Theo da cadeirinha ele deu um salto e pulou do carro. Foi correndo até a porta e de longe eu vi ele batendo na porta. Peguei Julie e a bolsa deles e fechei a porta do carro.

— Esse menino ele é ligado nos duzentos e vinte, não é possível! — Luan riu pegando as bolsas.

— Filho de quem? — ri.

Rimos e fomos entrando atrás de Theo que já corria para perto da Larissa.

— Oooi! — eu disse ao entrar, estava Caio, Larissa e meu pai sentados conversando.

— Olá Helena, oi Luan! — eles disseram.

— E aí gente! — Luan disse indo até eles apertando as mãos e se sentou no sofá.

— Como tá a nossa princesa? — meu pai brincou com Julie que já esticava os braços para que ele pegasse.

— Tamo aí né vovô, sapeca que só! — sorrir. — e como vocês estão?

— Estamos bem Lê. — Larissa sorriu. — Deixa eu contar a novidade.

— Conte! — disse.

— Eu e o Caio marcarmos o noivado.— ela disse animada.

— Ah que lindo!

— Que show cara, e boa sorte! — Luan riu.

— Foi o que eu disse. — Meu pai rindo.

— Nossa gente! — Larissa riu.  — sou tão amorzinho.

— Sempre? — meu pai olhou rindo.

— Não, mas quase sempre tá.

E todos riram. Deixei eles na sala e fui pela busca da minha mãe. 

— Oi mãe bença! — a abracei. — oi Célia!

— Oi Lê! 

— Que bom que chegaram filha, cadê as crianças?

— Estão na sala, quanto tempo não venho aqui hein! — disse.

— Tem tempo mesmo. — Célia disse.

— Ô Amélia! — meu pai apareceu com minha princesa no colo e Luan atrás. — Olha como nossa netinha tá linda!

— Ela é a coisa mais linda da vovó! — minha mãe tava paparicando a neta. — Oi Luan!

— Oi Amélia, tudo bem? — ele se sentou.

— Ôooo papaiii! — Theo veio arrastando alguns brinquedos.— Vamos brincar!

— Oi será que o netinho dormiu com a vovó hoje? — minha mãe riu.

— Eu não vovó eu dormir na minha casa. — ele riu.

— Cadê a bença da vovó Theo? — Luan perguntou. — Só pensa em brincar né?

— Mas é isso aí mesmo, só brincar é festa né Theo.  meu pai disse.

— Ai ele ganhou uma bicicleta do Rober, fica com ela pra cima e pra baixo.

— Rob pra ajudar que é bom nada! — Larissa falou.

— Eu não digo é nada.

Passamos o dia na casa dos meus pais, as crianças amavam os avôs. Depois do almoço, conseguir fazer Julie dormir e Theo foi com o avô e o Luan andar pelo condomínio, me sentei com minha mãe para conversamos. Quando fomos embora já era noite, as crianças dormiam no carro e fomos para casa. Tomaram banho e foram assistir TV Luan e Theo. Eu fui olhar alguns papéis do hospital, trabalhar um pouco adiantar os serviços.

(…)

 

12 anos depois…

— Ô mãe avisa meu pai que hoje eu vou dormir na casa do Cauã! — Theo disse enquanto tomava café da manhã.

— Pra quê Theo? 

— Uai pra gente fazer um trabalho que temos que apresentar na escola. 

— Ok, então depois da aula quem vai te buscar é a mãe dele?

—Sim.

— Ô mãe que dia eu vou poder dormir na casa da Helô? — Julie me olhou.

— A mocinha eu não sei, já arrumou suas coisas, vai pegar seu material para irmos.

É 12 anos haviam se passado, Theo com seus 16 anos já mostrava suas asinhas e arrasava corações por onde passava. Tava seguindo carreira do pai, tocava e contava que era uma beleza. Julie com seus 12 anos e era a xodózinha de Luan, que voz essa menina têm! Luan desde quando eles eram pequenos sempre os mimaram, agora não é diferente. Eu falo não, eles vão no pai fala com ele e ele vem me pedir pra liberar, conseguiam tudo! Larissa se casou com Caio e estavam com a filhinha deles de 5 anos Estela, Bruna casou com Breno, é depois de algum tempos eles se reconciliaram e tiveram gêmeas que já estavam com três anos.

Lisa e Rober além de ter nos dado um afilhado Fernando Gabriel 14 anos, éramos também padrinhos de casamento. Já Luan continuava a fazer sucesso, já eram 22 anos de carreira é incrível o tempo passa e nada muda! Era só alegria.

— Mãe amanhã é o show do papai aqui em São Paulo, nós vamos né?

— Sim nós vamos, mas um lançamento do seu pai. — sorrir entrando no carro. 

— Você acompanhou o pai desde quando mãe? — Theo se sentou no banco de carona colocou o cinto.

— Nossa filho, eu já contei a vocês que eu conheci o pai de vocês no hospital né? — risos. — eu ainda estava na minha residência, sua vó me chamou pedindo ajuda com um paciente vip e quando vi era o pai de vocês. Fui super profissional, já ele… — ri.

— Agradeço meu pai por isso, imagina se ele não dar em cima de você? — Julie disse rindo. — Deus me livre!

Eu gargalhei com a Julie.

— Então continue…. — Theo riu.

— Eu atendi seu pai só naquele lugar, desviando de todas as cantadas que ele me dava. Como eu também fazia trabalho como modelo, tirando fotos, fazendo campanhas. Tive uma e o modelo masculino era quem?

— Ele mesmo o Luan Santana! 

— Sim ele mesmo, ai ele conseguiu meu número começamos a conversar, namorar, depois engravidei do Theo, casamos aí veio Julie e agora somos nós quatro, mas já passamos por muitas coisas nem tudo foi mil maravilhas não.

— Mas o  amor de vocês venceram. — Theo disse sorrindo, olhei meu filho e sorri também ele beijou minha testa. — Te amo mãe, até amanhã.

—Te amo filho, até, toma cuidado viu? Até!

— Pode deixar. Beijo Julie, até!

— Beijo Theo! 

Deixei Theo na escola onde encontrou com os amigos na porta.

— Vai mocinha desce também. — sorrir. — Cadê meu beijo?

— Ô mãe rapidinho eu preciso te perguntar uma coisa.

— Ihh, o que foi? — ri.

— Mãe quando é que eu sei se estou ou não preparada pro meu primeiro beijo? — ela me olhou.

Uma filme passou em minha mente, aquela bebêzinha já estava me perguntando sobre o primeiro beijo?

— Como assim Ju? — me virei pra ela, eu estava atrasada, mas isso não importaria. — você está gostando de alguém?

— Mãe é Nandinho sabe? 

— Hmm, o filho da Lisa e do Rober?

— É mãe.

— Filha o primeiro beijo você tem que está preparada e querer, não basta só querer e não está preparada por aquele momento. Se você gosta do Nandinho e ele gosta de você, arrisque! — Falei. — você só é muito novinha né?

— Ai mãe não sou, todas as meninas já tiveram o primeiro beijo, menos eu!

— Você não está querendo beijar o Nandinho, por pressão não né Ju?

— Não, eu gosto dele. — ela sorriu. — bença, — me abraçou. — bom trabalho, a gente conversa depois ta? 

— Tudo bem, precisando de mim você sabe? 

— Ta bom mãe, eu sei, — ela riu e desceu do carro.

— Boa aula, te amo!

—Também te amo.

Deixei que ela entrasse na escola e sair dali logo em seguida direto pro hospital. No caminho Luan me ligou dizendo está em casa, que buscaria os meninos na escola , falei que Theo iria pra casa do Cauã, mas que Júlie ele poderia buscar.

Trabalhei como todos os dias, duas cirurgias, muita correria. Na hora do café da tarde me sentei com Laura, Lisa e Thomas.

— Gente agora eu realmente estou ficando muito velha, não sei se me assusto agora ou depois. 

— O que aconteceu?

— Ju apaixonada gente. — eles riram.

— Por quem? — Thomas riu.

— Pelo Gabriel, filho de Lisa e Rober.

— AAAAA que lindo! — Lisa disse sorrindo. — Você sabe que eu já aprovo né?

— Eu também, mas ela só tem 12 anos gente.

— É minha amiga, tudo passa muito rápido mesmo, ainda mais hoje em dia. — Laura riu.

— Imagina só quando Luan souber.

— Vai pirar!— ri. — Princesinha dele apaixonada?

Continuamos a conversar, e no final do expediente  fomos pra casa. Eu já estava exausta, precisava apenas de um descanso na minha casa. Ao chegar, encontrei Julie sentadinha na porta de casa lendo como todos finais de tarde. 

— Tudo bem por aqui? — Perguntei.

— Sim mãe, que bom que você chegou eu e tia Isadora estávamos te esperando, vem! — ela foi me puxando pra dentro de casa.

— Seu pai onde está?

— Tocando violão na sala, acho que compondo.

 

—Oi amor! — disse ao passar pela sala, sem parar, pois Julie me puxou,

— Oi princesa! — ele disse rindo, acho que vinha atrás.

— Oi Isa. — sorrir. — boa tarde, como está as coisas?

— Ainda bem que chegou Helena, Ju estava a ponto de ficar louca.

— O que aconteceu gente?

— Mamãe eu fiz um bolo maravilhoso, com a ajuda da tia Isa e você vai provar!

— Hm, primo bolo da Ju. — disse sorrindo. — vai colocando nos pratinhos que vou lavar minha mão.

—Ta bom.

Me virei e dei de cara com o Luan, o abracei o beijando. 

— Que saudades.

— Também estava, ainda bem que você chegou que eu tô doido pra comer esse bolo da juju que ela não deixou eu comer, até que você chegasse.

— Ahh é? — eu ri.

Lavei minhas mãos e sentei com os três na mesa. Ju fez questão de tirar foto do bolo e mandar no grupo da família no wpp, e todos a elogiavam, ela claro que amava! 

— Como foi na aula hoje?

— Foi legal mãe, só uma garota lá que fica fazendo graça.

— Como assim?

— Bulindo comigo, dizendo que eu sou filhinha de papai e tals.

— Vira e fala minha filha, sou mesmo, aliás o melhor pai do mundo.

— Nem se acha esse pai seu né? — eu ri. — filha procure não se importar ta bom? 

— O Theo não deixa elas ficarem fazendo graça, ele me defende.

— Isso ai, e olha esse seu bolo está muito bom, uma delícia.

— Com a ajuda da tia Isa, tudo ficou ótimo!

— Para juju, que eu só liguei o forno pra você. — ela disse. — você é ótima!

— Chegou aqui dizendo que queria cozinhar.— Luan riu.

— E já posso até casar né pai?

— O dó de você Julie, o dó! — ele falou sério, e logo em seguida riu muito.

(…)

No outro dia a tarde, sábado iríamos para o show do Luan no City. Theo voltou para casa e disse que iria se arrumar pro show, Julie também foi.

— Julie ta apaixonada sabia?

— Você ta falando da minha Julie?

— Aham, pelo nandinho.

— Mas amor ela só tem doze anos cara.

— É Luan, mas ela gosta dele, ela vai te contar ainda só está sem coragem. — disse.

— Pelo menos é o Nandinho né? Nosso afilhado, filho de amigos.

— Exatamente. — sorrir, — duas crianças.

Nos arrumamos para irmos ao show. 

— Ô pai. — Theo entrou no quarto. — me empresta aquela jaqueta sua.

— Pega lá! 

— E as namoradas filhão?

— A namorada né pai? Só uma. — ele riu. — você vai conhecê-la hoje, a pulseirinha a mais pra mim lá hein?

— Namorando? — eu olhei pra Theo.

— É mãe, ela é linda, você vai gostar dela.

— Esse é o meu garoto!

— Quero ver se quando eu começar a namorar, também serei sua garota papai. — Julie apareceu na porta do quarta, arrumada, toda linda.

— Ô mocinha nem idade pra isso você tem.

— Ahh, tenho sim senhor! — ela disse. — né mãe?

Eu só ria da conversas deles.

— Quem é o garoto Juju? — Theo saiu do clouset com a jaqueta.

— Ninguém. — ela me olhou. — mãe meu cabelo tá precisando cortar?

— Não minha linda seu cabelo está lindo.

— Vejo que terei dor de cabeça? — Luan negou rindo.

— Que nada papai. — ela riu saindo. — Tô pronta mamãe, vou esperar na sala.

— Ta bom filha.

— É você todinha quando mais nova Helena! 

— Minha filha né Luan! — eu ri, enquanto colocava os brincos.

Terminamos de nos arrumar e Luan mandou mensagem pro Rober, dizendo que já estávamos prontos.

— Pai da pra passar e pegar a Laura na casa dela? — Theo perguntou.

— Onde ela mora Theo?

— Duas quadras daqui, perto da academia.

— Posso saber onde a conheceu?— perguntei.

— No Inglês. — ele disse. — mamãe ela é um amor, você irá amá-la.

— Pedimos o Rober pra passar lá. — Luan disse.

— Tia Lisa e Nandinho vão hoje? — Julie perguntou.

Luan me olhou e segurou o riso.

— Devem ir né Juju, SP geralmente todo mundo vai. — Luan falou.

— Ah sim! — ela voltou a colocar seu fone de ouvido, e Luan veio comigo pra cozinha.

— Ah eu tô ficando véio mesmo, viu? — ele se sentou rindo. — meus filho tudo caçando namorar, vê se pode?

— Eu não digo é nada! — falei. 

— Vocês são é novos isso sim, quando sai os quatro parecem quatro irmãos. — Isa riu. 

— Ah Isa, você um amor! — disse rindo, — mas irmãos? 

— Os meninos até xingam a gente?

— Ah Helena, quem te da 36 anos? me diz? — ela riu. —vocês são novos.

— Verdade, até meus amigos ficam de olho na minha mãe. — Theo revirou os olhos, ao abrir a geladeira. 

Eu ri e Luan, negou rindo também.

— Ainda bem que aqui é tudo meu. — Luan disse.

— Eita trem! Fica de olho, Sr. Luan! — Theo riu.

 

 

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Capítulo 115° — Abrindo os presentes

No outro dia cedo, acordei com o chorinho da Julie eram seis da manhã. Deixei Luan dormindo e sair do quarto. 

— Oi mãe, porque esse bebê chora tanto? Por que hein? — assim que ela ouviu minha voz, ela calou. — bom dia meu amorzinho. — Pegando-a e beijei sua cabeça, me sentando na poltrona do quarto. — tá com fome é amor? 

Ela era a mesma coisa do Theo quando pequeno, todo cabeluda, branquinha, olhos azuis feito azul do céu. Comecei a amamentá-la, e fiquei ali pensando o quanto minha vida tinha mudado por esses anos. Até uma voz manhosa veio chorando pelo corredor. 

— O que foi hein? — perguntei sem gritar, para evitar acordar o Luan.

— Mamãe. — ele entrou no quarto arrastando uma mini coberta pelo chão, subiu no braço da poltrona e me abraçou no pescoço. Manha pura, logo cedo. 

— Bom dia meu amor, você ta bem? Dormiu bem? — segurando Julie com um braço e ele com o outro pra evitar de cair.

— Sim, eu tô com fome mamãe.

— A tia Rafa e a tia Isa já estão lá em baixo preparando o café, vamos escovar os dentinhos e descemos tá bom? Logo Julie ficou satisfeita, fui até o quarto com o Theo e ajudei a escovar os dentinhos.

— Cadê meu papai?

— Ta dormindo, não vai lá não ta? Hoje ele tem show e ele precisa descansar. — falei.

— E nós vamos também no show do papai?

— Olha se for perto nós vamos ta bom? — sorrir. — agora calça seu chinelo e vamos tomar café.

— Ta bom mamãe. 

Peguei a Julie e desci com os dois indo para a cozinha.

— Bom dia Isa e Rafa! — sorrir. 

— Bom dia Helena! — elas disseram.

— Bom tia Theo! — Rafa disse. — tá com fome?

— Sim, sim tia Rafa! — ele disse sorridente. 

— Então vamos tomar café. 

Amava a forma que Rafa cuidava das crianças, era muito lindo. Eu poderia sair tranquilamente deixando eles em casa com ela. Theo ama quando ela prepara as refeições, era legumes com rostinhos, biscoitinhos com rostinhos. E ele ficava maravilhado com tudo! 

— Hoje é dia de abrir os presentes né mamãe?

— Aham, e quem vai ajudar abrir? Eu tô correndo hein!

— A mamãe é esperta né Theo! — Isa riu.

— Ela é tia Isa. — ele dizia enquanto tomava iogurte. — o papai disse que vai ajudar, mas ele vai demorar acordar, eu vou esperar não. — ele deu uma risada gostosa.

— Mamãe vai filmando você abrir tá? — sorrir. — toma seu café primeiro, a tia Rafa colocou tudo lá no quartinho dos brinquedos.

— Eu vi mamãe, quando eu desci eu fui lá ver, todos tem nome. Tem um da tia Lelê!

— Ah é? E você viu a tia Lelê lá na sua festa?

— Eu vi, hoje eu ou ver ela de novo né? Porque nois vamos com o papai pro show.

— É talvez vamos.

Terminei de tomar café com as crianças e fui pra sala de brinquedos com o Theo e Julie nos braços, falando várias palavrinhas. Me sentei no tapete no chão com Julie do meu lad0 e Theo começou a abrir os presentes e eu fazia estories.

— Filho você vai abrindo falando quem te deu e agradecendo ta bom? — disse.

— Ta bom mamãe, olha esse é da tia Cecí. — ele disse abrindo e eu fui fazendo os vídeos, a reação dele ao ver os presentes era a coisa mais linda.

Ele amou tudo, após abrir todos, quase uma hora ali brincamos um pouco.

— Mamãe será que eu posso brinca de bicicleta?

— Vamos, primeiro você vai lá no seu quarto e coloca o tênis, e sem correr Theo.

— Ta bom mamãe.

Ao sairmos do quarto de brinquedos Rafa pegou a Julie.

— Onde vão que o Theo correu pra pegar o tênis?

— Andar de bicicleta.

— Rober me quebrou com esse presente. — ri.

— E ele sempre irá querer. 

— Não terei dúvidas Rafa.

Logo ele veio gritando montado no pescoço do Luan, “vai cavalinho, vai cavalinho” ri deles. Luan ao chegar perto selou meus lábios.

— Bom dia meu amor. — ele sorriu. 

— Bom dia meu bem.

— Bom dia Rafa, bom dia princesinha do papai. — beijou a cabeça da filha.

— Bom dia Luan!

— Olha você escapou dos presentes, mas a utilidade do presente que o Rober deu você que vai. — eu disse.

Ele gargalhou.

— Eita que sobrou pra mim, deveria fingir que estava dormindo quando você apareceu Theo! — Luan disse.

— Ah seu safado! — ri. — vai tomar seu café, pois a Isa vai tirar a mesa, anda.

— Já vou. — ele desceu Theo.

— Vou tirar esse pijama.

— Vou dar um banho na Julie Helena.

— Ótimo Rafa! — sorrir.

— Ué mamãe eu tô pronto. — ele me olhou tipo, quando vamos?

— Mamãe só vai colocar uma roupa ta bom, espera aí, liga a TV por enquanto.

Então subir para me trocar. Todos os sábados eram assim aproveitava o máximo as crianças durante o fim de semana, pois de segunda a sexta eu estava no hospital de oito da manhãs até às cinco da tarde. Assim que me vestir Luan já pegava a bicicleta do Theo e saiam juntos eu fui atrás. Tirei uma foto dele.

“Tio @roberlelis dá ou presente e ao invés de dar as aulas também, some! Valeu! Hahaha Theo amou todos os presentes. Obrigado a todos que compareceram ontem na festinha e veio comemorar conosco. Ficamos felizes pela presença de cada um. Theo agradece por todos os presentes.” @luansantana

@luanamormaior: ele é um príncipe.

@brusantanareal: a titia ama!

@roberlelis: Aôo Theozin! Dá uma carona aí cara, vamo dar um rolê! Hahaha

@luanvida: Ah a cada dia ele tá mais lindo!

@helenaprincesa: Ahhh menino lindo!

— Mamãe é muito legal.

— É sim meu amor, toma cuidado viu? — sorrir.

Meu celular então começou a tocar, era minha mãe.

— Bom dia minha filha. — ela disse.

— Bom dia mãe, tudo bem? — perguntei.

— Tudo ótimo, como vão as coisas?

— Tudo bom graças a Deus, Theo ta aqui brincando com os presentes. — risos. 

— Ah que delícia! Ligando para chamar vocês para vir almoçar com a gente amanhã.

— Hm, vamos sim! — sorrir. — Amanhã Isa e Rafa estarão de folga, vai ser ótimo!

— Então esperamos por vocês. Beijo filha, vou no mercado com seu pai.

— Beijo mãe fiquem com Deus, até amanhã.

(…)

Domingo às 13hrs. 

— Casa da vovó Amélia, casa da vovó Amélia! — Theo ia repetindo no carro.

— Menino você não cansa não? perguntei rindo.

— Eu não mamãe, eu sou criança e criança não cansa.

— Hm.. a gente percebe. — Luan disse rindo, ele dirigia e eu ia atrás com as crianças.

— Porque a tia Rafa não vai com a gente hoje?

— Hoje é dia da tia Rafa descansar um pouco né filho;

— Ah sim, amanhã eu tenho que ir pra escolinha né?

— Sim amanhã você tem aula.

— E adivinha quem vai te levar?

— PAPAI, êeeeee! — ele gritou.

— Nossa Theo me ajuda aí filho. — disse.

Ele riu.

 

Capítulo 114° — Partiu festa

Peguei Julie e desci. Lá em baixo Theo comia um misto e assistia televisão, enquanto eu amamentava a pequena. Depois de mais ou menos meia hora Luan apareceu.

— Vocês estão prontos? — ele perguntou.

— Eu tô, eu tô! — Theo pulou do sofá.

— Acho que sim né? — eu ri. — podemos ir para recebermos os convidados do Theo.

— Oba! 

— Deixa eu coloca-lá na cadeirinha amor. — Luan pegou a Julie. — Vem com o papai Theo!

— Ta bom papai.

Logo veio Rafaela arrumada.

— Cadê as crianças Helena?

— Luan foi colocá-los na cadeirinha. — sorrir. — Isa vamos! — chamei.

— Ai Helena eu não quero ir. — ela disse.

Ela tinha vergonha de estar entre os convidados, mas o primeiro convite de Theo foi para tia Isadora e tia Rafaela. Ele queria muito que elas fossem e eu também, Isabel é como uma mãe pra mim e pros meus filhos. 

— Isa, deixa de ser boba. — sorrir. — você está linda, e sentará na mesa com a gente vamos.

— Vamos. — ela disse.

Saímos as três juntas, e encontramos o Luan lá no carro. Rafaela sentou no meio e Theo no colo de Isa. 

— Partiu festa de quem?— Luan gritou.

— Do Theo! — ele mesmo gritou pro pai soltando sorrisos.

— Ah êêêee! — dizemos juntos.

E seguimos pro salão de festas, faltavam vinte minutos para seis da tarde e meu celular disparou a chegar mensagens de Bruna e Larissa. Como estava na porta e vi elas, andando de um lado pro outro nem liguei. Assim que chegamos, pedi Theo que esperasse. Peguei Julie, esperei Luan que segurou a mão de Theo e fomos. Já tinha os fotógrafos para tirarem fotos do Theo.

— Do jeito que vocês estão pra lá pra cá, vão abrir um buraco no chão desse jeito meus amores. — eu disse rindo. 

— Pensei que vocês fossem atrasar. — Bruna riu.

— Sorry! — Larissa riu.

— E aí borá atacar a mesa de doces? — Luan disse feito criança.

Eu ri.

— Esperem! — o fotógrafo chamou. — Deixe-me tirar umas fotos de vocês. 

— Vem Theo! — Chamei. — vem no colo do papai.

Ele veio e o Luan o pegou e antes de entrarmos no salão, tiramos fotos lá fora onde tinha um painel em 3D dos dinossauros. Theo olhava tudo e comentava com a gente. Um fotógrafo seguia o Theo enquanto ele ia pra dentro do salão, onde parecia mesmo uma floresta com a luz baixa, um tirava foto e o outro filmava. Luan ia com ele mostrando o lugar, eu fui atrás com Julie no colo. 

— Ficou muito lindo né Helena? — Bruna disse.

— Demais Bru cada detalhe! — sorrir. — Theo está amando olha só!

— Não tem como não amar. — Larissa disse.

— Oi nenenzinha da vovó! — minha mãe veio pegando Julie. — oi minha filha.

— Oi mãe. — sorrir. — tudo bem? cadê o papai?

— Ele lá na mesa com Amarildo e Marizete brincando com o Theo. — ela mostrou.

— Vou neles. — disse.

Sair andando e fui até os sogros os cumprimentei.

— Mamãe, mamãe! — Theo me mostrava. — Olha que legal que o vovô Amarildo me deu. — ele mostrava o presente.

— Que legal, você agradeceu o vovô e a vovó? 

— Sim mamãe. — ele sorriu e correu pra mostrar o Luan que conversava com os amigos Marquinhos e Douglas.

Os convidados foram chegando era muita gente, minha família era enorme a do Luan? Gigantesca! Os nossos amigos, cantores, médicos, enfermeiras. Crianças correndo por toda parte, Theo e Davi filho da Paula e Matheus eram grandes amigos, os dois brincavam pelos brinquedos. Eu estava tentando ao máximo dar atenção a cada um pelo salão. Depois de recepcionar e ver se todos estavam comendo e bebendo, me sentei na mesa com minha família. Marizete, minha mãe, Isa e Rafaela conversavam entre elas. No carrinho ao meu lado Julie dormia, mesmo com todo barulho. Comi um pouco e Luan se sentou do meu lado.

 

— Theo está amando tudo Lê, olha lá. — Luan apontou. 

— Ama uma bagunça né? Filho de quem esse aí? — ri.

— Ei! — ele riu selou meus lábios e comeu alguns salgadinhos na mesa.

As nove da noite Theo já estava reclamando de sono, então resolvemos cantar os parabéns. Ele foi todo animado para trás do bolo. Eu, Luan e Julie também. Todo mundo puxou o parabéns ele alegre estava, os fotógrafos registravam tudo. Depois do parabéns, o bolo foi servido, doces e a festa continuou rolando. Theo que por milagre se sentou do lado do Luan e comia docinhos.

— Hoje você tá aproveitando né Theo? — Rafa olhou ele.

— Docinho é bom né Rafa? — ele disse rindo e comendo.

— Aproveita mesmo menino, porque sua mãe não vai deixar você comer doce tão cedo. — Amarildo riu.

— É verdade. Hoje uma exceção! — disse.

— Mamãe será que eu posso fazer aniversário todo dia? — todos da nossa mesa riu.

Por fim, as seis horas de festa acabou Theo já dormia no colo do Luan, Julie no carrinho. E eu fui agradecer a todos os convidados, por terem vindo, todos amaram a festa do Theo. E dali fomos pra casa, pois o cansaço gritava por minha cama. Assim que cheguei em casa, Rafa trocou o Theo e eu troquei a Julie e coloquei eles para dormir novamente. Hoje certeza que nenhum dos dois acordariam tão cedo. Rafa e Isa foram descansar e eu fui pro quarto.

— Estou exausta! — disse me sentando na cama e tirando o salto.

— Esqueci de te falar o quanto estava linda e incrível hoje. — ele sorriu.

Estava de costas pra ele e então virei.

— Obrigado meu amor. — me ajeitei e dei um beijinho nele. — você também está sempre incrível.

— Helena às vezes fico aqui pensando sabe? Tantas coisas mudaram depois de alguns anos. Nunca pensei que eu fosse ser tão feliz com você e meus filhos da forma que eu sou hoje. Sou tão grato a Deus e a você por me dar, esses dois presentes mais preciosos na minha vida. Sério, eu te amo demais Helena, não sei nem explicar o quanto, só sei que amo!

— Ô meu bebê. — o abracei forte. — É tudo recíproco, você é um anjo de Deus na minha vida, sempre esteve e está ao meu lado quando mais preciso. Um marido, amigo, namorado, amante você é extremamente maravilhoso. E pode ter certeza que o meu amor por você a cada dia ele só aumenta, e nossos filhos amam o pai que tem, sem dúvidas nenhuma. Luan você é um paizão, nunca se esqueça disso. — sorrir, alisei sua mão e me levantei.

Entrei no clouset e me troquei, coloquei um vestido de pijama cetim azul marinho. Fiz um coque no cabelo, fui até o banheiro, escovei os dentes, e lavei meu rosto tirando toda maquiagem. 

— Olha que linda a foto que postei. — ele disse lá do quarto.

O aniversário hoje foi do nosso garotão, mas o presente foi eu quem ganhei. Eu costumo a dizer que eu sou o cara mais sortudo do mundo, eu tenho uma esposa, amiga, companheira, mulher, menina dentro de casa que até seus defeitos me fazem um bem danado. Sou sortudo por ter dois filhos incríveis, um garoto que as pessoas costumam dizer que sou eu, pois temos as mesmas qualidades. Uma menininha encantadora, como a mãe uma princesa e rainha das nossas vidas. Cara vocês tem noção do quanto essas três pessoas tem uma importância enorme na minha vida? Do quanto feliz eles me fazem? Eu amo muito vocês! @helenmitchell #Theo #Julie 💓

Capítulo 113° — 4 anos.

Ao terminar nosso café, Theo montou nos meio dos brinquedos junto com Rafaela. Eu me sentei na sala com Bruna, Larissa e Luan. Bruna dizia que o salão da festa já estavam chegando as coisas e que ela e Larissa já tinham colocado onde iria ser a mesa do bolo, dos doces, o local onde estariam os brinquedos e várias outras coisas. 

— Bru, eu tenho que ir lá no local para ver se chegou tudo certinho da decoração.

— É dos dinossauros né? — ela me olhou. — tá tudo lá, mas como foi você que alugou tudo acho melhor dar uma olhada mesmo. — ela disse.

— Ótimo! Você pegou a blusa e calda do dinossauro na costureira Lari?
— Sim.— ela me entregou a sacola. — tudo aqui.
— Obrigado gente.  — sorrir. — vocês são tias maravilhosas.
— Só tem que parar de chegar na casa da gente de madrugada, mas com o tempo vocês irão aprender. — Luan riu.
Todos riram. 
Antes do almoço aproveitei o sono que Julie estava e coloquei ela pra dormir. Theo ficou com Rafaela. Junto com Luan fui para o local da festa, onde tudo estava quase pronto exatamente. Faltava mesmo colocar os docinhos na mesa, bolo.
— Helena como é bom reencontra-lá! — Gustavo chefe do buffet disse ao vir em nossa direção. — E aí Luan!
— Oi Gustavo. — sorrir, cumprimentando. 
— E ai cara, tudo bom? — Luan apertou a mãe dele.
— Estou bem, então o que vocês estão achando? — ele apontou a decoração que estava fantástica!
— Está incrível Theo irá amar quando ele ver isso aqui. — disse ainda olhando em volta. — sei que sempre posso confiar em você e sua equipe Gustavo.
— Já é o quarto aniversário com vocês. — Luan disse. — Gostamos demais de tudo.
— Isso é o que importa, o cliente gostar! — ele sorriu. — daqui uns meses teremos um ano da Julie não é?
— Sim! — sorrir. — vamos organiza-lá também depois. 
Bom ele saiu mostrando cada cantinho da decoração. O personagem quem escolheu foi o Theo, ele adorava os dinossauros e assistia um desenho direto na TV dinossauro rei. E então resolvemos fazer tudo da escolha dele. Tem as partes das mesas, do outro lado um espaço de lazer com camas elásticas, piscinas de bolinha e entre outras vários outros brinquedos.
— Ele vai amar isso aqui!
— Vai mesmo. — Luan disse. 
— Bom Gustavo obrigado mais uma vez ta ficando incrível, às cinco estaremos aqui. — sorrir.
— Ótimo, esperamos por vocês.
Voltamos para casa, eram apenas cinco quarteirões. Assim que entrei na sala, Theo estava brincando com o Rober e Cecília na sala na maior farra. Almoçamos com eles e depois do almoço eles foram embora, eles estavam noivos e moravam no nosso antigo apartamento. 
Depois desses quatros anos muita coisa aconteceu por exemplo, Lisa e Cauã estavam noivos e ela grávida. Thomas e Laura estavam namorando sério. Dr. Leonan e Daniela estavam quase casando. Valentina foi embora para EUA trabalhar lá como está junto com Heitor ele também foi com ela. 
— Helena vou arrumar as crianças ta? — Rafaela disse. 
— OK Rafa! Qualquer coisa me chama, já deixei as roupas separadas no quarto deles.
— Tudo bem.
Faltavam uma hora para sairmos de casa, eu estava secando meu cabelo e me arrumando. 
— Helena. — Luan chamou do banheiro. — Minha toalha eu esqueci amor.
— O que você não esquece né Luan? 
— Você! — ele me deu um selinho e pegou a toalha.
Fui terminar de me arrumar, arrumei o cabelo, fiz a make e me vestir.
— Nossa que gata! — Assobiou.
— Besta. — sorrir e o abracei. Ele já estava terminando de arrumar o cabelo.
— Vou ver se Rafa precisa de ajuda com as crianças amor. — falei.
— Ta bom Lê.
Fui até o quarto ela terminava de vestir a Julie, e Theo estava sentado na cama mexendo em seu tablet vendo desenhos.
— O amorzinho da mamãe ta lindão pra festa!
— Nós já podemos ir mamãe?
— Daqui a pouco meu amor, você quer comer alguma coisa? Uma frutinha?
— Quero. 
— Vai lá na tia Isa e pede ela por favor. — falei.
— Ta bom.
— Rafa pode ir se arrumar, termino a Julie. — sorrir.
— OK Helena. — ela sorriu e eu terminei de arrumar minha princesinha.
Tirei uma foto dela e postei.
"Oi gente eu já estou pronta pro aniversário do meu irmãozinho Theo. Gente existe coisinha mais fofa, te amo filha! Julie " @lisawilson: AAAAAAAA ela é a princesinha mais linda! Titia ta com saudades. @brusantanareal: Gente ela é muito modelinha ela.  @larissamitchell: EU AMO MUITO ESSA BONEQUINHA. @roberlelis: lindezaaa  @luanmeuabrigo: AAAA meu Deus como ela é maravilhosa. @luanjo: eu amo muito esse tiquinho de gente  @helenaprincesa: 

“Oi gente eu já estou pronta pro aniversário do meu irmãozinho Theo. Gente existe coisinha mais fofa? te amo filha! Julie ” . 😍

@lisawilson: AAAAAAAA ela é a princesinha mais linda! Titia ta com saudades.
@brusantanareal: Gente ela é muito modelinha ela. 😍
@larissamitchell: EU AMO MUITO ESSA BONEQUINHA.
@roberlelis: lindezaaa 😍
@luanmeuabrigo: AAAA meu Deus como ela é maravilhosa.
@luanjo: eu amo muito esse tiquinho de gente 😍
@helenaprincesa: 😍😍
Em seguida postei uma com o Theo.

Faz um 4 ANOS que eu ganhei o primeiro melhor presente, aquele que veio pra mudar toda minha vida, me mostrando que nem tudo nessa vida é fácil, mas tudo tem o seu por que e no final você vai ver, cada passo vale a pena. Faz 4 ANOS que eu ganhei um companheiro pra vida toda, um alguém que me fará acreditar que quem ama é sim feliz, amor não faz ninguém sofrer, faz ajoelhar e agradecer a Deus por todos os dias até aqui e pedir pra que abençoe os próximos que estão por vir. Faz 4 ANOS que eu nasci novamente, e dessa vez pra ser melhor do que antes, pra ser guerreira e saber enfrentar os problemas de cabeça erguida, por que tem por quem eu faça isso e possa ganhar sempre como recompensa um belo sorriso. Faz 4 ANOS que eu achava que não poderia existir amor tão grande, e até hoje percebo que amor não existe limite e não simplesmente para só por parecer “infinito” afinal ninguém chegaria ao fim de algo sem fim, então ele só cresce, cresce e cada dia que passa vejo isso nos olhos de quem me fez enxergar o mundo de outra forma, os erros e acertos de um outro angulo. Mas quem disse que ser mãe eram só flores? Ninguém é louco de dizer isso, afinal tem muita fralda já foram suja por ai. haha Mas ser mãe é maravilhoso e hoje faz 4 ANOS, que sou mãe de um menino incrível. O que posso dizer de cada passo até aqui? Me faltam palavras, ao mesmo que todas transbordam de emoção. Hoje devo agradecer a Deus que me permitiu esse sonho, mas realizado da melhor forma possível. Agradecer por cada fase esperada, e por cada fase que deixa saudade, agradecer por manter ele sempre sorridente, cheio de saúde, lindo, e se for dar um nome pra cada detalhe me faltariam elogio, devo agradecer por tudo o que sou, e o que fez de mim. Obrigada meu Pai, eu jamais vou conseguir expressar todo o meu agradecimento, mas sempre vou estar tentando chegar perto, mas sei que o Senhor melhor do que ninguém entende todo meu sentimento o Senhor o conhece melhor que eu mesma. E aqui deixo os meus desejos pra vida do meu filho que tenha sempre muita luz, que pessoas maravilhosas estejam a sua volta, que a felicidade reine em você e nos traga sempre esse teu sorriso fácil assim deixando todos sempre felizes. Que cada passo seu seja abençoado pelo Papai do céu, e que Ele sempre me dê forças pra te manter ao lado dele, sem falhar. Se todos te desejam o bom, eu desejo o melhor minha vida. Faz 4 ANOS que você nasceu, um ano de conquistas, faz 4 ANOS que você é o meu pequeno homem, meu amor, meu filho. #TheoFaz4Anos 🎈🎉💘 @luansantana

Capítulo 112° — Pesadelo

Meu pai antes de eu seguir com o médico, disse que iria ajudar João resolver as coisas que tinham que ser resolvidas. Quanta dor eu posso sentir? Ao entrar naquela sala, ela estava coberta com um lençol branco. Ao tirar do seu rosto, ele parecia estar dormindo num sono profundo. Seu rosto com alguns arranhões, machucados. Larissa se agarrou em mim chorando, eu também não conseguir. Toquei seu rosto ela estava fria, meu coração foi partido ao meio, eu estava em frente a minha esposa e ela estava morta.

— NÃAAO! — Acordei com as respiração falha, suando frio, ela não estava ao meu lado da cama. Entrei em desespero, Helena está de plantão. Peguei meu celular e liguei, chamou uma, duas, três e caiu. Eu tremia e comecei a chorar, foi só um pesadelo horrível. Liguei outra vez.

— Alô Luan? Está tudo bem meu amor? — ela perguntou preocupada. Como não respondi, ainda estava assimilando tudo o que havia acontecido nesse pesadelo, minhas lágrimas rolavam facilmente. — você e o Theo estão bem? Luan você está me assustando.

— Desculpa Lê. — Disse por fim.

— Luan o que houve, você está chorando?

— Eu tive um pesadelo muito ruim com você, por favor, vem pra casa. — pedi. — deixa eu te buscar agora.

— Mas eu vim de carro, e ainda estou no plantão. — ela falou. — mas eu vou indo, me espera tô chegando.

— Por favor, não corre vem devagar. — disse com medo.

— Tudo bem meu amor, fica tranquilo eu estou indo. Oi, Thomas preciso ir pra casa, fica com esses pacientes pra mim? — ela disse. — Te amo, já já estou em casa.

— Também te amo. — suspirei um pouco aliviado, mas com o coração apertado. Desliguei.

Me levantei fui ao banheiro tomei um banho gelado, frio, terminando vestir apenas uma calça moletom, fiquei sem camisa. Fui até o quarto do Theo ele dormia. Alisei a cabeça do meu filho e beijei, saindo do quarto desci e fiquei esperando Helena na sala. 

Luan OF.

— Aconteceu algo? — Thomas me olhou.

Eu não sabia ao certo o que tinha acontecido,mas sei que o meu marido estava precisando de mim. Ele me ligou chorando, e meu coração apertou ao ouvi-ló pedindo para ir pra casa. Suspirei. 

— Luan não está muito bem. — disse. — preciso ir. Avisa as meninas que tiver que sair mais cedo.

— Aviso. — ele disse. — Vai com Deus!

Despedi e sair do hospital, eram três da manhã de quinta-feira. Como estava de madrugada não tinha trânsito, mas evitei correr como Luan havia pedido de São Paulo até Alphaville gastei no mínimo quarenta minutos. Guardei o carro e fui pro elevador, assim que cheguei na porta do apartamento e entrei ele estava lá sentado no sofá. Ao me ver levantou e veio até mim, me abraçou tão forte que eu pensei que todos os meus ossos fossem se partir ao meio. O abracei também, eu queria saber qual era o pesadelo, por ele está tão assustado ao ponto de me pedir para deixar o plantão e voltar pra casa. Isso nunca havia acontecido e eu estava preocupada.

— Ei, tá tudo bem. — alisei seu cabelo dei um selinho demorado. Ele estava chorando, meu Deus. Meu peito apertou. — foi só um pesadelo, eu estou aqui, não chora não por favor. — pedi.

— Helena era muito real. Você não tem noção do quanto tá doendo, eu pensei que tinha te perdido. — ele chorava igual crianças quando se machuca, soluçando.

— Vem cá. — disse o puxando e o levei até o sofá, tirei meu jaleco jogando no outro braço do sofá. Me sentei e ele deitou a cabeça no meu colo. — Você nunca irá me perder, Deus está nos protegendo o tempo todo. Eu te amo muito, te amo demais e vou estar sempre aqui do seu lado. — falei.

— Eu te amo tanto.

— Eu muito muito também. Quer me contar? Se ajudar…

Ele então começou a contar detalhes de todo pesadelo, agora eu tinha entendido todo seu desespero. Ainda ao acordar eu não estava ao seu lado na cama. Meu corações apertou ainda mais só dele falar que havia me perdido, que ele me viu morta, que ele não tinha forças. Ele foi me contando tudo e eu comecei a chorar.

— Por favor, quando eu te falar Lena não corre com esse carro, você não irá correr. Não só quando eu pedir Helena, mas nunca corra, é perigoso demais, você sabe. Só de pensar que isso um dia aconteça, da vontade de te prender dentre de casa e não te deixar sair mais. 

Eu ri por algum momento, mas logo fiquei séria. 

— Eu te prometo não correr mais ta bom? — falei. — Agora quero você bem, vamos pro quarto, vou tomar um banho e dormir com você bem juntinho. — selei nossos lábios.

— Vamos. — ele segurou minha mão, peguei minha bolsa e o jaleco e subimos para o quarto. Antes passamos no quarto de Theo e então depois de um banho, tomei um banho e dormir tranquilamente ao lado dele.

4 anos depois…

Se passaram quatro anos, e muitas coisas aconteceram nesses anos. Já tínhamos nossa segunda filha de oito mese, Julie. Era mais um xodó da família. O amor que Theo tem pela irmã é a coisa mais linda desse mundo. Também havíamos mudado do condomínio, estávamos no Alphaville mesmo só que compramos uma casa. Uma linda casa, com bastante espaço.

Theo esta completando hoje 16 de setembro 4 anos. Nosso filho estava enorme, carinhoso, falante, cuidadoso. O cabelos pretos de cuia e os olhos azuis igual o céu, não negava que Theo era realmente filho meu e do Luan. Aliás, as crianças puxaram o cabelo do pai e os olhos da mãe.

Hoje iríamos ter uma festa bem linda do jeito que ele escolheu. Estava com o Theo no quarto de Julie a trocando, ainda era sete da manhã. Ele observava e dizia em hoje ser a festa dele, o quão estava animado não tinha ideia. Ele disse que ia até o Luan no quarto para contar que dia era hoje. Falei que não várias vezes, ele saiu correndo e foi até meu quarto. Ele iria acordar o Luan. Terminei de trocar Julie e fui atrás.

Luan On.

— Papai, papai, bom dia! — ele veio correndo pulando em cima da minha cama, me acordando.

— Ô filhão bom dia cara, quem tá ficando mais velho hoje?

— Eu, eu eu! — ele deu gargalhadas.

Três batidas na porta, era Helena com Julie nos braços ela estava de banho tomado.

— Desculpa amor, tentei segura-lo, mas você sabe… — ela disse se desculpando por Theo me acordar.

— Tudo bem Lê, bom dia. — sorrir. — pode deixa-ló comigo, hoje é o dia do garotão! — Luan mimava tantos esses meninos, imagina só seu eu não estivesse aqui para controla-lo. 

Luan Of.

— Bom dia meu bem. Ótimo, Bruna e Larissa e estão vindo para resolver algo da festa hoje. 

— Nossa essas duas amam chegar aqui de madrugada né? Oi minha princesa do papai.

— Ai amor! — ri. — Tia Rafa está preparando seu café Theo! — disse. — espero vocês dois lá em baixo. — desci com Julie.

— Ta bom mamãe. — ele disse. — papai hoje todo mundo vai na minha festa?

— Sim hoje todo mundo vai comer bolo do Theo!

— ÊEEH! — ele gritou, como eu amava isso.

— Já escovou os dentinhos?

— Sim!

— Banho?

— Sim!

— Ótimo Rapaz, fica aí vendo TV que o papai vai tomar um banho ta? — Luan ligou a televisão colocando no desenho.

— Ta bom papai.

Luan On.

Hoje eu tinha reservado um presente especial pra ele além de brinquedos que havia ganhado um monte. Terminei meu banho e assim que me vestir e sair do banheiro a campainha tocou. Ele pulou da minha cama.

— Ó! Tia Buna e Lali chegou. — correu.

— Theo não corre olha a escada!

— Ta bom papai Luan.

Eu ri indo atrás.

Luan of.

— Oi amor da titia! — Bruna abraçou o Theo que pulou nos braços dela.

— Oi tia Buna.

— Cadê o aniversariante do dia? — Larissa entrou com uma caixa enorme com balões azuis de gás ao redor.

— Eu, eu, eu titia Lali! — ele pulava. — Presentes! — ele gritou.

Olhei pro meu filho e ri.

 

— Oi Julie! — Bruna brincou com a sobrinha. — tudo bem Lê?

— Tudo tranquilo. — sorrir.

— Por onde começamos? — Larissa perguntou.

— Tomando café né meus anjos, eu estou com fome e as crianças precisam ser alimentadas. — falei rindo.

— Borá então, vem Theo! — Larissa chamou. — depois você abre esses presentes, aliás você irá passar o fim de semana todo abrindo presentes.

— E Luan ajudando! — eu falei.

—  A lá sobrou pra mim, e olha que tô na minha. — ele riu se sentando.

Todos mundo se sentou na sala de jantar onde Isa tinha preparado um café da manhã delicioso. 

 

 

Capítulo 111º — Fizemos de tudo

Com muito custo cheguei no hospital e sem pensar entrei correndo no mesmo, eu estava sem chão. Foi quando pela porta de emergência entraram com Helena numa maca, eles corriam, enquanto meu pai conversava na recepção eu corri até a Helena. Ela estava toda ensanguentada, ainda acordada eu parei ao seu lado.

— Meu amor! — disse.

— Senhor licença o senhor não pode ficar aqui! — um médico disse.

— Ela é minha esposa, eu não vou sair do lado dela.

— Lu.. Lu.. — ela tinha dificuldades para falar. — Luan.

— Não fala meu amor, fica quietinha. — pedi beijei sua testa, ela chorava.

— Eu.. tô com mui.. muito medo. — ela chorava. — eu não sei, se vou conseg.. conseguir. — falei. — eu te.. te.. amo muito, não esquece cuida do Theo. Eu.. eu.. sin.. sinto muito.

— Helena meu amor, você vai ficar bem, eu te amo demais. — ela com muito custo alisou meu rosto. — Eu te amo demais, você é forte, eu e o Theo e nossa família estamos aqui por você.

— Eu tô co.. com vo.. você, mesmo sem estar. Lembre sem.. sempre! — beijei os lábios dela e me derramei em lágrimas.

— Eu te amo demais.

 

— Parada cardíaca, precisamos ir! — um dos Drs. me empurrou e correram com ela.

Eu sem reação ali eu fiquei em choque, eu não sabia o que fazer e nem o que iria acontecer. Estava bastante nervoso. Logo mãe de Helena veio e me abraçou forte, ela chorava e me apertava contra ela. Eu a abracei.

— Você não vai com eles? — foi o que saiu.

— Eu.. eu não posso, familiares não pode atender família, quando se trata de algo sério. — ela disse. — ela é forte Luan.

— Ela está muito machucada Amélia. — eu ainda estava em choque.

— A batida foi muito forte do lado dela.

— Como aconteceu? — eu a olhei ainda sem acreditar nesse pesadelo todo.

— Um caminhão acertou em cheio o carro dela, ela não parou no cruzamento ela apenas buzinou como sempre faz, você sabe. — ela disse. — ainda mais cedo no hospital eu estava com o pressentimento ruim antes de ir pra casa, perguntei pra ela se estava tudo bem com vocês ela disse que sim, eu pedi a ela pra se cuidar. E então despedimos, ela ficou e eu fui pra casa. O pai dela ligou pra ela quando ela estava dirigindo, ela atendeu ele disse que ligaria mais tarde. — ela suspirou. — ela disse que ele poderia falar que estava no alto falante, então foi quando João escutou o barulho.

— Já pedi tanto Helena para não correr. — eu estava sem forças. — para ter mais cuidado, eu não posso viver sem ela.

— Ela irá sair dessa Luan. — Larissa me abraçou, ela chorava. 

— Gente, se continuarmos aqui vai da muito tumulto. — Meu pai disse. 

— Vem vamos pra uma sala mais reservada. — Amélia disse e então seguimos ela.

Vi meu pai falando com Arleyde que teríamos que cancelar os shows, realmente eu não estou com cabeça pra fazer shows. Eu me casei há duas semanas, e hoje minha esposa está numa sala de cirurgia grave. Eu não sei o que fazer, não sei se consigo viver sem ela. O que vai ser de mim? Me sentei no sofá da sala onde estávamos, abaixei minha cabeça e eu não queria nada além da Helena bem. Depois de quase quarenta minutos sem notícias Amélia e João saíram atrás de notícias. Na televisão, internet já não se falava em outra coisa. 

— Pai, liga pra Rafaela ou pra Isa e pergunta se está tudo bem com o Theo. — pedi.

Ele concordou.

Luan Of.

Dr. Leonan On.

— Dr. Rodrigo nós temos que salvar a Helena! — falei.

— Não há mais nada o que fazer Leonan, ela tem costelas quebradas, braços, pernas machucadas. — ele suspirou. — o pulsamento dela está fraco, nós não podemos fazer mais nada, nós estancamos uma hemorragia, surge outra. 

Ao olhar Helena morrendo na mesa de cirurgia eu não sabia o que fazer. Como daria essa notícia aos seus familiares? Sua mãe, o Luan. Helena ama tanto o marido e o filho. 

— Outra parada! — a enfermeira gritou.

— Choque. — eu gritei.

Eu não queria desistir, mesmos sabendo que não tinha mais nada a fazer. Eu só não queria aceitar, isso não pode está acontecendo. Demos um, dois, três, o quarto choque, o quinto o sexto e nada. 

— Dr. Parker para! — Rodrigo disse. — acabou.

O barulho Piiii contínuo tomou conta daquela sala de cirurgia, perdemos ela, perdemos a Helena!.

— Hora do óbito 20h20.

Piiiiiiiiiiiiiiiii!

Me deixei cair de joelhos no chão, lágrimas vieram a tona. Ela não era uma simples paciente, ela era uma de nós, uma mulher maravilhosa. Nova, com uma família linda que deixou pra trás. 

— Temos que da a notícia a família Leonan, é difícil meu amigo, eu não sei como olhar na cara da Dra. Amélia, mas fizemos tudo o que podíamos.

— Cara eu não consigo. — falei.

— Estarei com você, vamos.

Leonan Of.

Amélia on.

Indo em direção a sala de cirurgia, encontrei com Leonan e Rodrigo vindo em minha direção. João me segurou enquanto eles viam em nossas direções. Eles não estavam com uma aparência nada boa, quando vi nos olhos de Leonan lágrimas. Não foi preciso ele nem falar nada, eu desabei.

— Eu sinto muito Amélia! Fizemos tudo o que podíamos, mas ela estava com inúmeras hemorragias, bateu a cabeça muito forte, pernas machucadas, costelas quebradas não tinha  mais o que fazer. Só lá dentro ela teve quatro paradas cardíaca,  a última ela não resistiu. Eu sinto muito. Desculpa. — ele dizia e aquelas palavras iam entrando como se fossem faca no meu coração.

Hoje cedo minha filha estava tão bem, e agora ela está morta. Eu não queria acreditar, não pode ser. João ao meu lado chorava, ele me abraçou e desabamos juntos. Estávamos sem chão. Como eu iria entrar na sala onde estava Luan e contar que sua esposa que ele casou há duas semanas estava morta? Como? Eu comecei a ver tudo embaçado, e então cair.

Amélia Of.

Luan On.

— Eles estão demorando eu vou atrás. — eu já estava apreensivo de tanto esperar sem respostas, ao chegar no corredor meu pai e Larissa vieram atrás de nós, quando viramos a direita no corredor Amélia estava caída no chão, os médicos em cima e o João chorando muito. Larissa do meu lado também começou a chorar, e quando o Dr. Leonan nos olhou, seus olhos vermelhos disseram tudo. — Eu quero ver a Helena! — Falei.

— Luan eu… — Dr. Leonan começou e não terminou. — Desculpe eu sinto muito. Lisa! Traga uma maca rápido. 

— O QUE VOCÊ ESTÁ QUERENDO DIZER LEONAN? — eu gritei.

— Fizemos de tudo, Helena estava muito machucada. — Dr. Rodrigo disse. — Nós fizemos tudo que podíamos.

— Gente eu não aceito! — eu falei. — A Helena saiu de casa bem, como agora vocês me falam que minha esposa ta morta? — Chorava. Entrei em desespero. — Nós temos um filho pra criar juntos, eu não posso perde-lá. Não eu não posso. — Me deixei cair no chão Larissa do meu lado e meu pai do outro não sabiam o que fazer. 

— Gente não falem isso pra mim. — Lisa ao trazer a maca onde Amélia estava sendo levada. Chorando.

— Minha irmã, meu Deus eu não consigo. — Larissa chorava.

Quando vi todos já estavam ali chorando. Ninguém queria acredita no que havíamos acabado de ouvir.

— Larissa, Luan vem comigo. — Rober disse. 

— Não quero ir a lugar nenhum com você. Eu quero ver a Helena, eu não posso embora sem vê-la.

— Levo você.  — Rodrigo disse e eu precisava ver pra acreditar. 


 

Capítulo 110° — Pressentimento

— Bom de volta pra casa! — Luan disse assim que descemos do avião, já havíamos pousado em São Paulo. Eram seis da manhã de domingo. Celular do Luan apitou com uma mensagem, assim que ele tirou do modo avião.— Rober e Well estão esperando no desembarque.

— Ótimo, vamos. —sorri.

Luan segurou minha mão e saímos até ao desembarque. Rober nos viu e acenou.

— Bom dia casal. —  ele disse. —  Como foi de viagem?

— Foi ótimo. —  sorrir. —  preciso só de um descanso.

— Certeza que sim. —  Wellington disse. —  Vai atender as meninas Luan?

— Sim, sim, vamos lá!

Pegamos as malas. Fui na frente com o Rober e Luan veio atrás com Wellington. Luan parou para atender as meninas e entramos na van em seguida. Fomos direto para casa, descanso era o que eu mais precisava antes de ir buscar o Theo. Sendo que amanhã já viajaríamos outra vez. 

— Lê dorme que mais tarde vamos almoçar na minha mãe. — Luan disse ao se deitar do meu lado. — bom descanso princesa.

Beijou minha cabeça ficamos abraçados, e dormimos tranquilamente.

(…)

— Vamos amor! — estava saindo do apartamento.

— Calma meu bem. — ele disse. — sei que cê ta com saudade do meninão, mas calma aí. — ele riu fechando a porta.

— Tô calma, só a saudade que tá demais.

— Borá então que agora vou ter que dividir você. — ele riu, abrindo a porta do carro pra mim. Amava esses simples gestos dele.

— Dividir?

— É uai, voltamos pra casa tenho que te dividir com nosso filho. — ele disse colocando o cinto e acelerando.

Ele me fez da gargalhadas.

— Qual é a graça? — ele segurou o riso, enquanto saímos de dentro do nosso condomínio, indo até a casa dos pais.

— Você Luan, ciúmes do Theo?

— Ué! — ele fez bico. — Ele tem toda atenção pra ele, tô mentindo?

— Deixa de ser besta, ele é um bebê precisa de atenção. — ri. — mas estou vendo que tenho mais um bebê e bem ciumento por sinal.

Saímos de casa era uma hora da tarde. Depois de chegarmos descansamos um pouco, para termos energias para brincar com o Theo durante a tarde e a semana que iríamos viajar juntos. Assim que chegamos na casa dos sogros, Amarildo estava chegando de um passeio com o neto empurrando o carrinho, com certeza estavam voltando para o almoço. Ao ver aquela cena linda do meu bebê batendo as mãozinhas ao me ver, com um sorriso lindo no rosto eu também sorrir.

— Oi meu amor. — disse ao chegar perto do carrinho ao me abaixar e beijar sua cabeça. — mamãe sentiu tanta saudade de você. Deus te abençoe meu amor.

— E aí garotão do papai.— Luan beijou o filho.

— Oi Amarildo tudo bem?

— Tudo ótimo Helena! Oi meu filho.

— Oi pai, bença.

— Deus te abençoe. Como foi a viagem de vocês?

— Tudo tranquilo. — Luan disse. — Helena faltou morrer de saudade do garoto.

Theo já estava no meu colo, grudou no meu pescoço e não soltou. Falava várias palavras que ninguém entendia, fomos entrando para casa dos sogros. Ao entrarmos, demos de cara com Bruna, Cauã, Breno e Lisa. Os quatros estavam na sala em uma pequena reunião de negócios. Certeza. 

— Ah! Vocês chegaram. — Bruna sorriu e veio até mim, me abraçou. — Tudo bem?

— Sim Bru, estamos. — sorrir. — E vocês? Oi gente! — acenei. 

— E aí galera! — Luan disse ao entrar. — pode falar que vocês sentiram saudade vai. — ele riu.

— Nossa Luan, quase morremos! — Lisa riu.

— Gente continuem a reunião de vocês, depois conversamos.

Eles concordaram e nós seguimos para cozinha onde escutávamos Marizete cantarolar a música do filho. Ela estava bem alegre, ela é um amor, amava a energia dela.

— Hm, tem gente que hoje está animada. — Luan disse indo até a mãe.

— Meu filho. Helena, vocês chegaram! — ela sorriu. — estão bem?

— Aham, estamos. — sorrir.

— Estou fazendo o almoço pra gente, sentem, ficam a vontade e me contem como foi a lua de mel pra vocês?

Eu fiquei vermelha quando o Luan começou a contar, ele realmente contava os detalhes. Meu Deus Luan! Eu olhei pra ele como se pedisse já chega né? Ele entendeu o olhar e então, deixou que a mãe falasse como foi a semana com o Theo. Ela contava e eu prestava bastante atenção. Theo em meu colo começou a querer mamar, puxando minha blusa. Então comecei a amamentá-lo. 

— Sogra Luan ta com ciúmes do Theo. — eu falei olhando Luan.

— Como é Luan? — ela olhou o filho desacreditada.

— Ô mãe essa semana que passou tive Helena só pra mim. — ele levantou indo até a geladeira e pegou água.

— Eu quero. — pedir e ele assentiu.

— Aí voltamos, pá! — ele apontou o Theo. — ele é pequenino, mas toma toda atenção da Lê. — ele fez bico e eu não aguentei, meu coração até doeu. Ele me deu a água, bebi um pouco, coloquei o mesmo na bancada e puxei ele pra mim, Theo resmungou um pouquinho e logo continuou a mamar. 

— Deixa de ser bobo Luan. — disse. — vocês dois me têm. 

— Meu filho ela é mãe, Theo quer está com ela a todo tempo. — ela sorriu. — Agora é assim meu querido, terá que dividi-lá sempre.

— É nós precisamos conversar sobre isso Theo. — ele olhou o filho e segurou a mãozinha dele e beijou. — papai sentiu saudades de você garotão.

Sorrir ao ver ele sorrir pro pai mesmo mamando. 

— Um amor desse gente? — sorrir.

Logo a reunião acabou e o almoço ficou pronto, todos vieram para almoçarmos. Contamos mais um pouco da viajem, falamos da Jamaica. Depois do almoço, Luan pegou o Theo e eu fui arrumar cozinha. Marizete implorou para que eu fosse sentar na sala com todos, mas fui ajuda-lá. Ela me falava coisas sobre o Luan, me contava de quando ele era pequeno. Eu amava saber dessas histórias.

Fim de férias.

(…)

A viagem para Alagoas foi maravilhosa, aproveitamos bastante com meus pais, meus sogros, Bruna, Larissa e os namorados. Theo amou a praia era como eu. Nos divertimos o máximo que pudemos. Hoje era dia de voltar ao hospital, há tanto tempo longe estava com saudades. Dos trabalhos, dos colegas, das conversas. 

— Amor hoje você também viaja né? — perguntei, estávamos tomando café.

— Sim. — ele disse. — vou às quatro da tarde.

— Ah vamos voltar a tenta nos acostumar. — disse.

— A gente acostuma Lê. — ele sorriu. — fala pra mamãe Theo que você vai cuidar dela igual o papai te falou.

Theo que estava no carrinho próximo de nós dois sorriu e disse.

— Mamã. — ele disse.

AH meu Deus! Ele disse mamãe pela primeira vez.

— Luan ele disse mamãe. — eu sorrir. — oi meu amor, fala mamãe de novo fala. — Eu fazia stories.

— Mamã. — ele repetia.

— Me agradeça Helena. — ele riu. — fala papai agora Theo.

Ele olhou o Luan e disse.

 — Mamã.

— Acho que não hein. 

Nós rimos felizes com a primeira palavra do nosso menino. Após tomar café com eles e pegar minhas coisas, era hora de ir. Dei um beijo no Theo, e abracei Luan e nos beijamos. 

— Nos falamos por telefone? — ele me olhou.

— Com certeza. — sorrir. — se cuida, fica com Deus e bons shows. Te amo!

— Eu também te amo Helena. — ele me beijou. — Deixo ele com a Rafa e a Isa quando eu for.

— OK amor. — sorrir.

E sair de casa, peguei meu carro e no caminho fui feliz cantando. Até o hospital eu gastava uns quarenta minutos por causa do trânsito. No hospital todos me receberam com festa balões, cartazes de seja bem vinda. Estava muito feliz em voltar aos trabalhos e assim foi o dia todo com muita produtividade. Ajudei em duas cirurgias junto com Lisa e a outra com minha mãe. 

 — Filha eu não sei o que é, mas eu tô com um pressentimento. — ela me falou. — tá tudo bem com você? Luan e o Theo?

— Sim mãe estamos muito bem, por quê? — a olhei.

—Não sei, se cuida ta bom. — ela me abraçou forte.

— Tudo bem.

Eu juro que fiquei com medo. Ainda era duas da tarde e o que minha mãe me disse latejava na minha cabeça. Resolvi ligar para Luan para saber se estava tudo bem com ele e o Theo.

— Oi meu amor.  — ele atendeu. —Já sentiu saudades?

— Eu sinto saudades de vocês o tempo todo. — sorrir. — estão bem?

— Sim meu amor estamos brincando aqui no chão da sala e vendo galinha pintadinha. — Luan riu.

— Estou ouvindo. —ri. 

— Mas e você está bem? 

— Sim, estava almoçando e sei lá me deu vontade de ligar só pra saber como vocês estão. — sorrir.

— Não se preocupe mamãe, estamos muito bem. — ele disse. — Ah! vou viajar só amanhã de manhã, hoje vou ter uma reunião apenas no escritório. 

— Ah isso é maravilhoso! — eu falei.

— Sim é sim.

— Bom meu amor eu vou indo, daqui a pouco estou indo pra casa. Fica com Deus, da um beijo no Theo por mim. Amo vocês!
— Nós também te amamos. — ele disse. — Beijo minha linda.

Ele então desligou e eu voltei ao trabalho. 

(…)

— Lê vai com Deus e até amanhã. — Laura sorriu. 

— Estamos felizes por você ter voltado. — Thomas disse. — vai com cuidado!

— Eu vou. — sorrir. — até amanhã então, tchau!

Então depois de despedir dos amigos fui pro carro coloquei o cinto e peguei a estrada. Já era quase seis da tarde, o Luan com certeza estaria no escritório em reunião. Theo com a Rafaela, eu liguei o rádio e fui cantarolando. Meu celular então começou a tocar, na tela apareceu pai, sem esperar atendi e abaixei o som, deixando o celular no alto falante. 

— Oi pai? Tudo bem?

— Oi Helena está sim, estou te atrapalhando.

— Estou dirigindo, mas está no auto falante. O que posso ajudar?

— Filha então depois conversamos, vai com cuidado… e quando chegar…

Seguindo na rua como sempre fazia num cruzamento como não estava com muito movimento apenas dei três buzinadas para alertar. Quando passei pelo cruzamento, um caminhão veio e acertou o meu carro em cheio. Escutei um barulho ensurdecedor, meu carro capotou por seis vezes consecutivas. Ouvia vozes do meu pai gritando do outro lado do celular.

— HELENA, HELENA, HELENAAA!

Foi a última coisa que eu ouvir e apaguei.

João On.

— MERDA! — me levantei correndo, tentando ligar outra vez. 

— O que ta acontecendo João? — Amélia apareceu na sala.

— Estava conversando com a Helena e.. e.. — gaguejei eu comecei a chorar. — algo aconteceu com a Helena Amélia, temos que ir.

— COMO ASSIM? — Amélia se desesperou. — onde ela ta? Como você sabe?

— O carro dela, algo bateu no carro da minha filha. — eu chorava eu não sabia o que fazer. Eu não sabia como lidar com isso, eu sou o culpado disso ter acontecido.

— Rastreia o carro da Helena João, precisamos saber onde ela está. — Amélia discava pra alguém, enquanto eu tentava me controlar. 

Larissa entrou em casa com o Breno e escutou a mãe falar.

— A Helena sofreu um acidente, mandem uma ambulância a caminho do Alphaville, eu não sei onde ela está, só sei que ela ta precisando. Mandem agora! — Amélia gritou.

— MÃE COMO ASSIM A HELENA? — Larissa olhou pra Amélia e depois pra mim, ela também entrava em desespero.

— Filha algo bateu no carro da sua irmã, não sabemos onde ela ta. Vamos procura-lá.

— Eu dirijo! — Breno disse.

Então saímos todos. 

— Vou ligar pro Luan. — Amélia disse discando, ela chorava, eu chorava, Larissa também. Seguimos em direção ao Alphaville caminho que ela sempre pegava para voltar pra casa, um enorme trânsito nos atrapalhava. — Luan não atende!

— Ele ta em reunião Amélia. Vimos ele mais cedo.

— Meu Deus isso não pode está acontecendo! — Larissa disse.

João Of.

Luan On. 

Que aperto no meu peito caramba! Bebi um pouco de água e esperava meu pai finalizar aquela reunião, eu estava louco pra voltar pra casa e encontrar Helena e Theo. Assim que finalizou eram seis e meia da tarde, peguei meu celular, seis ligações da minha sogra. Que estranho Amélia, nunca me liga. Numa mensagem havia escrito.

Me liga é urgente!

— Algo aconteceu. — disse me levantando da mesa.

— Quê Luan? — meu pai me olhou,

— Espera! — chamava, chamava e ninguém atendia. — Merda. — Liguei mais uma vez, chamou na segunda chamada ela atendeu. — Luan venha para o cruzamento da avenida Tancredo Neves com praça dos Artistas, a Helena sofreu um grave acidente. Acabamos de chegar no local.

Eu só escutei A Helena sofreu um grave acidente.

— COMO ELA ESTÁ AMÉLIA? — eu desesperei e comecei a chorar.

— Luan não temos mais notícias, só venham pra cá ou direto pro hospital, vão leva-lá pra lá.

Não, não pode ser! A Helena não!

Desliguei.

— A Helena sofreu um acidente. — eu estava em choque, eu não sabia o que fazer, eu estava fora de mim, eu não conseguia me mover, meu pai correu até mim, me abraçou e disse.

— Filho, explica isso direito. Eu não estou entendendo. 

— Pai eu não sei, a Amélia disse que é grave eu não sei, eu preciso vê-lá. — comecei a sair da sala e todos me olharam assustados.

Vi meu pai, Wellington e Rober vir atrás de mim. Passei a chave pro Rober eu estava chorando eu não sabia o que fazer, eu não sabia mais de nada, não sabia como ela estava ou onde estava. Ai meu coração estava doendo muito, sentei atrás no carro e meu pai do meu lado. Rober foi dirigindo.

— Vai ficar tudo bem meu filho. Vai ficar tudo bem!

Eu queria acreditar nele, sim eu queria.