Capítulo 116° — 12 anos…

Ao chegarmos na casa dos meus pais, assim que soltei Theo da cadeirinha ele deu um salto e pulou do carro. Foi correndo até a porta e de longe eu vi ele batendo na porta. Peguei Julie e a bolsa deles e fechei a porta do carro.

— Esse menino ele é ligado nos duzentos e vinte, não é possível! — Luan riu pegando as bolsas.

— Filho de quem? — ri.

Rimos e fomos entrando atrás de Theo que já corria para perto da Larissa.

— Oooi! — eu disse ao entrar, estava Caio, Larissa e meu pai sentados conversando.

— Olá Helena, oi Luan! — eles disseram.

— E aí gente! — Luan disse indo até eles apertando as mãos e se sentou no sofá.

— Como tá a nossa princesa? — meu pai brincou com Julie que já esticava os braços para que ele pegasse.

— Tamo aí né vovô, sapeca que só! — sorrir. — e como vocês estão?

— Estamos bem Lê. — Larissa sorriu. — Deixa eu contar a novidade.

— Conte! — disse.

— Eu e o Caio marcarmos o noivado.— ela disse animada.

— Ah que lindo!

— Que show cara, e boa sorte! — Luan riu.

— Foi o que eu disse. — Meu pai rindo.

— Nossa gente! — Larissa riu.  — sou tão amorzinho.

— Sempre? — meu pai olhou rindo.

— Não, mas quase sempre tá.

E todos riram. Deixei eles na sala e fui pela busca da minha mãe. 

— Oi mãe bença! — a abracei. — oi Célia!

— Oi Lê! 

— Que bom que chegaram filha, cadê as crianças?

— Estão na sala, quanto tempo não venho aqui hein! — disse.

— Tem tempo mesmo. — Célia disse.

— Ô Amélia! — meu pai apareceu com minha princesa no colo e Luan atrás. — Olha como nossa netinha tá linda!

— Ela é a coisa mais linda da vovó! — minha mãe tava paparicando a neta. — Oi Luan!

— Oi Amélia, tudo bem? — ele se sentou.

— Ôooo papaiii! — Theo veio arrastando alguns brinquedos.— Vamos brincar!

— Oi será que o netinho dormiu com a vovó hoje? — minha mãe riu.

— Eu não vovó eu dormir na minha casa. — ele riu.

— Cadê a bença da vovó Theo? — Luan perguntou. — Só pensa em brincar né?

— Mas é isso aí mesmo, só brincar é festa né Theo.  meu pai disse.

— Ai ele ganhou uma bicicleta do Rober, fica com ela pra cima e pra baixo.

— Rob pra ajudar que é bom nada! — Larissa falou.

— Eu não digo é nada.

Passamos o dia na casa dos meus pais, as crianças amavam os avôs. Depois do almoço, conseguir fazer Julie dormir e Theo foi com o avô e o Luan andar pelo condomínio, me sentei com minha mãe para conversamos. Quando fomos embora já era noite, as crianças dormiam no carro e fomos para casa. Tomaram banho e foram assistir TV Luan e Theo. Eu fui olhar alguns papéis do hospital, trabalhar um pouco adiantar os serviços.

(…)

 

12 anos depois…

— Ô mãe avisa meu pai que hoje eu vou dormir na casa do Cauã! — Theo disse enquanto tomava café da manhã.

— Pra quê Theo? 

— Uai pra gente fazer um trabalho que temos que apresentar na escola. 

— Ok, então depois da aula quem vai te buscar é a mãe dele?

—Sim.

— Ô mãe que dia eu vou poder dormir na casa da Helô? — Julie me olhou.

— A mocinha eu não sei, já arrumou suas coisas, vai pegar seu material para irmos.

É 12 anos haviam se passado, Theo com seus 16 anos já mostrava suas asinhas e arrasava corações por onde passava. Tava seguindo carreira do pai, tocava e contava que era uma beleza. Julie com seus 12 anos e era a xodózinha de Luan, que voz essa menina têm! Luan desde quando eles eram pequenos sempre os mimaram, agora não é diferente. Eu falo não, eles vão no pai fala com ele e ele vem me pedir pra liberar, conseguiam tudo! Larissa se casou com Caio e estavam com a filhinha deles de 5 anos Estela, Bruna casou com Breno, é depois de algum tempos eles se reconciliaram e tiveram gêmeas que já estavam com três anos.

Lisa e Rober além de ter nos dado um afilhado Fernando Gabriel 14 anos, éramos também padrinhos de casamento. Já Luan continuava a fazer sucesso, já eram 22 anos de carreira é incrível o tempo passa e nada muda! Era só alegria.

— Mãe amanhã é o show do papai aqui em São Paulo, nós vamos né?

— Sim nós vamos, mas um lançamento do seu pai. — sorrir entrando no carro. 

— Você acompanhou o pai desde quando mãe? — Theo se sentou no banco de carona colocou o cinto.

— Nossa filho, eu já contei a vocês que eu conheci o pai de vocês no hospital né? — risos. — eu ainda estava na minha residência, sua vó me chamou pedindo ajuda com um paciente vip e quando vi era o pai de vocês. Fui super profissional, já ele… — ri.

— Agradeço meu pai por isso, imagina se ele não dar em cima de você? — Julie disse rindo. — Deus me livre!

Eu gargalhei com a Julie.

— Então continue…. — Theo riu.

— Eu atendi seu pai só naquele lugar, desviando de todas as cantadas que ele me dava. Como eu também fazia trabalho como modelo, tirando fotos, fazendo campanhas. Tive uma e o modelo masculino era quem?

— Ele mesmo o Luan Santana! 

— Sim ele mesmo, ai ele conseguiu meu número começamos a conversar, namorar, depois engravidei do Theo, casamos aí veio Julie e agora somos nós quatro, mas já passamos por muitas coisas nem tudo foi mil maravilhas não.

— Mas o  amor de vocês venceram. — Theo disse sorrindo, olhei meu filho e sorri também ele beijou minha testa. — Te amo mãe, até amanhã.

—Te amo filho, até, toma cuidado viu? Até!

— Pode deixar. Beijo Julie, até!

— Beijo Theo! 

Deixei Theo na escola onde encontrou com os amigos na porta.

— Vai mocinha desce também. — sorrir. — Cadê meu beijo?

— Ô mãe rapidinho eu preciso te perguntar uma coisa.

— Ihh, o que foi? — ri.

— Mãe quando é que eu sei se estou ou não preparada pro meu primeiro beijo? — ela me olhou.

Uma filme passou em minha mente, aquela bebêzinha já estava me perguntando sobre o primeiro beijo?

— Como assim Ju? — me virei pra ela, eu estava atrasada, mas isso não importaria. — você está gostando de alguém?

— Mãe é Nandinho sabe? 

— Hmm, o filho da Lisa e do Rober?

— É mãe.

— Filha o primeiro beijo você tem que está preparada e querer, não basta só querer e não está preparada por aquele momento. Se você gosta do Nandinho e ele gosta de você, arrisque! — Falei. — você só é muito novinha né?

— Ai mãe não sou, todas as meninas já tiveram o primeiro beijo, menos eu!

— Você não está querendo beijar o Nandinho, por pressão não né Ju?

— Não, eu gosto dele. — ela sorriu. — bença, — me abraçou. — bom trabalho, a gente conversa depois ta? 

— Tudo bem, precisando de mim você sabe? 

— Ta bom mãe, eu sei, — ela riu e desceu do carro.

— Boa aula, te amo!

—Também te amo.

Deixei que ela entrasse na escola e sair dali logo em seguida direto pro hospital. No caminho Luan me ligou dizendo está em casa, que buscaria os meninos na escola , falei que Theo iria pra casa do Cauã, mas que Júlie ele poderia buscar.

Trabalhei como todos os dias, duas cirurgias, muita correria. Na hora do café da tarde me sentei com Laura, Lisa e Thomas.

— Gente agora eu realmente estou ficando muito velha, não sei se me assusto agora ou depois. 

— O que aconteceu?

— Ju apaixonada gente. — eles riram.

— Por quem? — Thomas riu.

— Pelo Gabriel, filho de Lisa e Rober.

— AAAAA que lindo! — Lisa disse sorrindo. — Você sabe que eu já aprovo né?

— Eu também, mas ela só tem 12 anos gente.

— É minha amiga, tudo passa muito rápido mesmo, ainda mais hoje em dia. — Laura riu.

— Imagina só quando Luan souber.

— Vai pirar!— ri. — Princesinha dele apaixonada?

Continuamos a conversar, e no final do expediente  fomos pra casa. Eu já estava exausta, precisava apenas de um descanso na minha casa. Ao chegar, encontrei Julie sentadinha na porta de casa lendo como todos finais de tarde. 

— Tudo bem por aqui? — Perguntei.

— Sim mãe, que bom que você chegou eu e tia Isadora estávamos te esperando, vem! — ela foi me puxando pra dentro de casa.

— Seu pai onde está?

— Tocando violão na sala, acho que compondo.

 

—Oi amor! — disse ao passar pela sala, sem parar, pois Julie me puxou,

— Oi princesa! — ele disse rindo, acho que vinha atrás.

— Oi Isa. — sorrir. — boa tarde, como está as coisas?

— Ainda bem que chegou Helena, Ju estava a ponto de ficar louca.

— O que aconteceu gente?

— Mamãe eu fiz um bolo maravilhoso, com a ajuda da tia Isa e você vai provar!

— Hm, primo bolo da Ju. — disse sorrindo. — vai colocando nos pratinhos que vou lavar minha mão.

—Ta bom.

Me virei e dei de cara com o Luan, o abracei o beijando. 

— Que saudades.

— Também estava, ainda bem que você chegou que eu tô doido pra comer esse bolo da juju que ela não deixou eu comer, até que você chegasse.

— Ahh é? — eu ri.

Lavei minhas mãos e sentei com os três na mesa. Ju fez questão de tirar foto do bolo e mandar no grupo da família no wpp, e todos a elogiavam, ela claro que amava! 

— Como foi na aula hoje?

— Foi legal mãe, só uma garota lá que fica fazendo graça.

— Como assim?

— Bulindo comigo, dizendo que eu sou filhinha de papai e tals.

— Vira e fala minha filha, sou mesmo, aliás o melhor pai do mundo.

— Nem se acha esse pai seu né? — eu ri. — filha procure não se importar ta bom? 

— O Theo não deixa elas ficarem fazendo graça, ele me defende.

— Isso ai, e olha esse seu bolo está muito bom, uma delícia.

— Com a ajuda da tia Isa, tudo ficou ótimo!

— Para juju, que eu só liguei o forno pra você. — ela disse. — você é ótima!

— Chegou aqui dizendo que queria cozinhar.— Luan riu.

— E já posso até casar né pai?

— O dó de você Julie, o dó! — ele falou sério, e logo em seguida riu muito.

(…)

No outro dia a tarde, sábado iríamos para o show do Luan no City. Theo voltou para casa e disse que iria se arrumar pro show, Julie também foi.

— Julie ta apaixonada sabia?

— Você ta falando da minha Julie?

— Aham, pelo nandinho.

— Mas amor ela só tem doze anos cara.

— É Luan, mas ela gosta dele, ela vai te contar ainda só está sem coragem. — disse.

— Pelo menos é o Nandinho né? Nosso afilhado, filho de amigos.

— Exatamente. — sorrir, — duas crianças.

Nos arrumamos para irmos ao show. 

— Ô pai. — Theo entrou no quarto. — me empresta aquela jaqueta sua.

— Pega lá! 

— E as namoradas filhão?

— A namorada né pai? Só uma. — ele riu. — você vai conhecê-la hoje, a pulseirinha a mais pra mim lá hein?

— Namorando? — eu olhei pra Theo.

— É mãe, ela é linda, você vai gostar dela.

— Esse é o meu garoto!

— Quero ver se quando eu começar a namorar, também serei sua garota papai. — Julie apareceu na porta do quarta, arrumada, toda linda.

— Ô mocinha nem idade pra isso você tem.

— Ahh, tenho sim senhor! — ela disse. — né mãe?

Eu só ria da conversas deles.

— Quem é o garoto Juju? — Theo saiu do clouset com a jaqueta.

— Ninguém. — ela me olhou. — mãe meu cabelo tá precisando cortar?

— Não minha linda seu cabelo está lindo.

— Vejo que terei dor de cabeça? — Luan negou rindo.

— Que nada papai. — ela riu saindo. — Tô pronta mamãe, vou esperar na sala.

— Ta bom filha.

— É você todinha quando mais nova Helena! 

— Minha filha né Luan! — eu ri, enquanto colocava os brincos.

Terminamos de nos arrumar e Luan mandou mensagem pro Rober, dizendo que já estávamos prontos.

— Pai da pra passar e pegar a Laura na casa dela? — Theo perguntou.

— Onde ela mora Theo?

— Duas quadras daqui, perto da academia.

— Posso saber onde a conheceu?— perguntei.

— No Inglês. — ele disse. — mamãe ela é um amor, você irá amá-la.

— Pedimos o Rober pra passar lá. — Luan disse.

— Tia Lisa e Nandinho vão hoje? — Julie perguntou.

Luan me olhou e segurou o riso.

— Devem ir né Juju, SP geralmente todo mundo vai. — Luan falou.

— Ah sim! — ela voltou a colocar seu fone de ouvido, e Luan veio comigo pra cozinha.

— Ah eu tô ficando véio mesmo, viu? — ele se sentou rindo. — meus filho tudo caçando namorar, vê se pode?

— Eu não digo é nada! — falei. 

— Vocês são é novos isso sim, quando sai os quatro parecem quatro irmãos. — Isa riu. 

— Ah Isa, você um amor! — disse rindo, — mas irmãos? 

— Os meninos até xingam a gente?

— Ah Helena, quem te da 36 anos? me diz? — ela riu. —vocês são novos.

— Verdade, até meus amigos ficam de olho na minha mãe. — Theo revirou os olhos, ao abrir a geladeira. 

Eu ri e Luan, negou rindo também.

— Ainda bem que aqui é tudo meu. — Luan disse.

— Eita trem! Fica de olho, Sr. Luan! — Theo riu.

 

 

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