Capítulo 65º – Juntinhos 

O jantar acabou nos deliciamos de tudo. Chamei Luan para que a gente pudesse ver um filme juntinhos. Troquei de roupa, entreguei a dele também que havia trago na mochila, peguei um cobertor. Dentro do frigobar peguei as sobremesas deliciosas que D. Irene tinha feito. Quando voltei na cama ele já estava sentado coberto e mexendo no Netflix escolhendo um filme.

– Cê quer ver o que princesa?

– O que você quiser amor. – disse, me sentei debaixo das cobertas apaguei a luz, me encostei na cabeceira ao lado do Luan. – aqui amor. – entreguei pra ele.

– Hm, parece ta muito bom.

– Ta maravilhoso. – risos. –aliás, eu com doce sou suspeita a falar né amor?

– E como Lê. – ele sorriu me abraçando e o filme que ele havia escolhido começou, A Teoria de Tudo esse era o filme.

(…)

Acordei com um celular tocando, quando vi era o do Luan. Ele ainda dormia ao meu lado, peguei o celular dele e era o Rober.

– Alô. – disse baixinho e com aquela voz rouca.

– Helena? Bom dia, cadê o Luan?

– Bom dia, você me acordou. – ri. – ele ta dormindo.

– Não deixa ele atrasar, por favor, temos que sair às três da tarde hoje. – ele me implorou.

– Não vou deixar ele atrasar, ainda são.. – tentei olhar as horas. – nove e meia, chegaremos ai pro almoço.

– Obrigado, confio em você.. só não sei se deveria! – ele riu. – tchau.

– Ei! – ri. – tchau!

Desliguei o celular e coloquei o celular dele na escrivaninha do lado, me espreguicei e fui para o banheiro, lavei meu rosto, escovei os dentes. Nossa meu cabelo estava horroroso! Apenas juntei fazendo um coque e sair do quarto. Ao chegar na cozinha dona Irene tinha feito uma linda mesa de café da manhã, com muitas frutas, bolo, biscoitos, sucos, café, chá. Que delícia! 

– Bom dia Irene! – ela sorriu me olhando.

– Bom dia minha linda, tudo bem? Como dormiu?

– Perfeitamente! – sorrir.– Ah, obrigado pelo jantar maravilhoso de ontem, e aquela sobremesa? Hm, estava divina! 

– Ah, que maravilha! Que bom que você gostou Helena, sempre que precisar é só me dar aquele toque viu?

– Obrigado Irene, sei que posso sempre contar. – disse abraçando-a. – vou tomar meu café.

– Fica a vontade, se quiser que faça mais alguma coisa me peça.– ela disse.

– Não, tá tudo muito bom. – sorrir.

– O que vai querer pro almoço?

– Sem almoço.  – fiz biquinho.

– Poxa, porque Helena?

– Temos que voltar logo pra São Paulo, Luan tem show hoje e Rober que trabalha com ele já me ligou. – rindo.

– Poxa, pensei que iriam ficar o final de semana todo.

– Não. Depois voltaremos com mais tempo.

Enquanto tomava meu café da manhã fui conversando com Dona Irene, que me contava como estavam as coisas pela por aqui. Assim que terminei o café fui no celeiro para ver o Seu Zé, batemos um papo bom por algum tempo. Depois resolvi voltar pra casa.

Andando mais a frente esbarrei em alguém de uma vez, a mesma pessoa me segurou para que evitasse que eu caísse. Um homem forte, loiro, dos olhos claros, aparentava ter uns 28 anos e era bem bonito. 

– Moça pelo amor de Deus, desculpa. – ele disse. – tá tudo bem?

– Relaxa tá tudo bem.– risos. – foi só o susto.

– Alessandro! – Seu Zé logo chamou o próprio.

– Desculpa mesmo. – ele disse e eu assenti, e ele seguiu até Seu Zé.

Continuei andando até a casa e peguei algumas flores no jardim, entrei e fui até a cozinha. Peguei uma bandeja e comecei a preparar um café da manhã pro meu amor. Coloquei um pouquinho de tudo, e enquanto eu preparava, dona Irene dizia o quanto achava lindo o meu amor e do Luan. Assim quando terminei, peguei um pouco de água, e curiosa perguntei.

– Um moço alto loiro andando por aí é quem? – olhei D. Irene.

– O Alessandro? – risos. – conheceu meu neto.

– Esbarramos sem querer. – ri. – nossa, mas como ele tá diferente. Me lembro dele bem novinho.

– Mas olha você também Helena, muito diferente, linda! – ela sorriu.

– Obrigado. – sorrir.

Peguei a bandeja e fui pro quarto, Luan não estava na cama e sim na sacada olhando a paisagem.

Deixei a bandeja na cama e fui até ele, abraçando por trás. 

– Bom dia meu amor.

– Bom dia princesa, acordou tem muito tempo? – ele se virou pra mim e me abraçou.

– Uhum. – risos, dei um beijinho. – trouxe um café pra você vem!

– Mas eu que deveria ter trago o seu. – ele disse ao ver a bandeja.

– Ei a surpresa do fim de semana foi minha. – ri. 

– E eu amei.

– Eu também, te amo demais meu amor.

– Não mais do que amo vocês. 

Ele se sentou e tomando seu café, conversávamos. Disse que Rober tinha ligado pedindo para que não deixasse o atrasar. Depois de tomar o café fomos tomar nosso banho e nos trocar para irmos pra casa, Luan ainda tinha que viajar, e eu ficar atoa em casa mesmo. Estávamos prontos, peguei a mochila, celular e os carregadores e descemos para sala.

– Bom dia D. Irene. – Luan abraçou ela. – olha obrigado por ontem viu? 

– Que nada Luan! Uma pena vocês não ficarem mais.

– O trabalho me chama, mas logo a gente volta.

– Vou esperar, vou levar vocês lá fora. – ela disse enxugando as mãos num pano e saímos rindo do Luan contamos umas coisas nada haver. Na frente de casa ao descer as escadas estavam Seu Zé e o neto Alessandro, cumprimentamos e despedimos deles. Seu Zé dizia para Luan ficar e montar nos cavalos que sabia que Luan adorava tudo isso. Notei que Alessandro me encarva demais, me deixando sem jeito. Logo entrei no carro e Luan também, colocando o cinto e acelerou, daqui uma hora estaríamos em casa. 

Na estrada fomos brincando, rindo, conversando. Luan a cada cinco minutos dizia que me amava, e eu me apaixonava a cada cinco minutos a mais por ele. 

Com uma hora certinho Luan estacionou em frente a casa dele, ele disse que pra terminar o dia eu teria que almoçar junto com ele. Entramos na sala e Bruna brincava com o Puff.

– Bom dia Bru. – sorrir.

– Bom dia Lena, Lu!

Ela nos abraçou.

– Oi maninha, cadê a mamusca?

– Eu estou aqui. – ela descia as escadas. – estava arrumando sua mala, vou preparar o almoço. Bom dia!

– Bom dia Mari. – sorrir.

– Oi minha querida, tudo bem?

– Tudo ótimo, vou ajudar você na cozinha.

– Não precisa. – ela disse sorrindo, eu fui atrás.

– Precisa sim. – risos.– O que a senhora precisar me diz.

– Ótimo Helena.

Amarildo logo apareceu me cumprimentando e todos se sentaram na cozinha para conversar. Comecei a ajudar a sogra com o almoço, Bruna me olhou.

– O que irá fazer esse fim de semana?

– Pretendia dormir, piscina, dormir e dormir, comer. – ri.

– Nossa Helena! – ela riu.

– Bom hoje eu vou viajar com Larissa e os meninos pros shows.

– Que lindo, vão me deixar?

– Precisando arrumar umas coisinhas Lena, sobre o chá.

Legal, passaria o fim de semana sozinha. Aliás, iria fazer algo sozinha eu não iria conseguir. Colocava a mesa para almoçarmos, enquanto Marizete me contava de quando Luan era criança, eu amava essas histórias. Ficava tentando me imaginar mãe de um garotinho parecido com o Luan, alisei minha barriga e meu celular logo tocou.

– Passo na sua casa às cinco, não esqueça das fotos!

Pütz! Eu já tinha me esquecido há tempos das fotos. 

– Tudo bem Caua, te espero lá em casa. Beijos!

Desliguei o celular.

– Nossa, tinha me esquecido que tenho umas fotos hoje. – ri.

– Aqui mesmo?

– Aham, aqui mesmo. – respondi a sogra, Luan entrou na cozinha já todo arrumado, bonito. – me pergunto todos os dias, sogrinha como pode ser tão lindo? 

Ela me olhou sorrindo, e ele ergueu uma das sobrancelhas esperando a resposta da mãe. 

– Helena nem eu sei, só sei que eu amo muito.

– Disso também eu tenho a certeza.

– As duas mulheres mais importantes da minha vida, ah como eu amo vocês. – ele abraçou a mãe.

E em seguida me puxou me abraçando e dando uns beijinhos. Sussurrou baixinho te amo e ficamos abraçadinhos, enquanto Mariete colocava as travessas na mesa para almoçarmos.

Um almoço muito cheio de amor. Sogra me tratava como uma filha, Amarildo também desde que os conheci. Conversamos sobre o show do Luan hoje que seria em Cuiabá, conversamos tanto sobre tantas coisas.

(…)

– Vai ficar tudo bem? – ele me olhou assim que me deixou na porta de casa.

–Sim meu amor, vou me arrumar e vou esperar Cauã, vou tirar umas fotos.

– Tudo bem, eu te amo, amo você meu neném. – beijou minha barriga, na hora o Rober tirou uma foto de onde ele estava da cena, com certeza tinha ficado muito linda.

– Quero essa depois. – sorrir. – vai com Deus, bom show, se cuida tá bom? Qualquer coisinha a qualquer hora me liga. E vai com Deus meu anjinho, que ele te proteja!

– Fica com ele. – Beijou minha testa, e logo um beijo longo em meus lábios, pena que Rober tenha atrapalhado e ele logo se foi entrando naquele carro. Fiquei ali fora olhando o carro até sumir na esquina, parecia que ele iria ir e nunca mais iria voltar.

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