Capítulo 89° — Manchete

Luan Santana o cantor nessa noite esteve em uma casa de shows em São Paulo, e se acham que estava sozinho, estão enganados! O cantor teen foi visto com uma morena que foi impossível fotografar o rosto, mas é linda! Será que ele já esta com um novo amor? Eles foram embora juntos, e com mais alguns amigos.”

– Nossa! — Falei sozinha.

Então fui no twitter e as fãs só falavam disso umas postavam.

Gente é a Marina reparem a foto que ela postou no instagram dela, é a mesma roupa.

Gente meu casal voltou, será? Ai meu Deus!

Shippo pra sempre #LuMari.

Assumem logo, poxa! @luansantana @marinacavalcantti

– Não é possível, nem sair mais com os amigos pode! — Falei.

Em outro link que abrir tinha.

“Cantor Luan Santana é visto chegando junto com os amigos no Hospital Sírio Libanês, não sabemos a hora em que ele retornou, pois não foram vistos! E ele ainda estava companhado da mesma moça que estavam na Balada na noite dessa sexta-feira, o que será que aconteceu?”

E tinha umas fotos nossas de costas.

– O que você está conversando sozinha menina? — Claudia me olhou.

– Em todos os sites tem uma manchete, querendo saber quem é a menina que estava com o Luan. — Eu a olhei. — Meu Deus, que coisa!

– Meu bem ele é o Luan Santana, sempre será tietado mesmo. E ainda mais com uma linda menina como você Marina. — Claudia sorriu.

– Obrigado Claudia. — Ri.

– Você disse que irá ter visita, nessa semana? — Ela me olhou enquanto, passava algumas roupas.

– Sim Claudia, são os pais e irmãos do Bruno. — Falei. — Com certeza vem hoje.

– Ok, se eles chegarem e você não estiver eu auxílio eles.

– Obrigado Claudia, faça isso! — Sorrir. — E levem cada um para seu quarto.

– Ok. 

– É bom ter você aqui comigo, quando chega domingo fico numa tristeza. — Falei. — Só quando a Anne vem junto com Paola, que fica bom. — Risos.

– É ruim mesmo Marina, quando você sai pra trabalhar fico aqui arrumando as coisas, me pergunto como você consegue. — Ela riu.

– Pois é Claudia, vou me acostumando. — Risos.

Meu celular começou a tocar, então fui pro jardim, atendi.

– Oi Luan? 

– Mari, você viu os sites?

– Vi sim, que loucura Luan!

– É sempre assim. — Ele riu. — Minhas fãs sabem que é você.

– Pois é eu estava vendo isso. — Ri. — Sua mãe o que falou?

– Expliquei para ela  o que estava acontecendo. — Ele então disse. — Mari o que você  quer conversar comigo?

– Vai estar em casa hoje a noite? Saio do hospital às 22:00.

– Vou sim, hoje não vou sair.

– Vou passar ai, pra gente conversar ok? — Falei. — Ai ficamos ai dentro do condomínio mesmo, para evitar que algum paparazzi nos veja. — Ele riu com que eu falei.

– Ta bem Mari, um beijo.

– Beijo!

Desliguei e voltei pra sala, estava quase dando a hora do almoço e a campainha tocou, fui atender.

– Amiga! — Era Anne.

– Oi meu amor, tá tudo bem? — Perguntei. — Entra. — Dei espaço para que ela entrasse.

– Isso eu que te pergunto, como você está? — Ela entrou e eu fechei a porta.

– Ah Anne tô mal né? Ele está com Leucemia, estado terminal. — A olhei.

– Meu Deus Marina, porque ele não fez os tratamentos?

– Porque não quis Anne, ai não gosto nem de lembrar da cena de ontem!

– Foi horrível! — Ela disse. — Mas me fala, os pais dele estão aí?

– Vão vim aqui pra casa, estão lá no hospital ainda. — Falei. — Mas me fala, e o Vitor? Vi que ontem antes de tudo acontecer, tava rolando. — Ri.

– Ah menina, que Vitor hein! — Ela riu.

– Sabia que iria gostar, ele é um gato né amiga? — Ri. — Afinal, todos são.

– Depois a safada sou eu! — Ela me olhou rindo.

– Bobona! — Ri.

– Oi Anne. — Claudia veio da cozinha.

– Oi Claudinha. 

– Venham almoçar meninas, esta pronto.

– Vem Anne almoçar com a gente.

– Hmm, vou mesmo pois a comida da Claudinha é a melhor. — Ela riu. — Acho que vou até pegar ela pra mim levar pra casa.

– Nem sonha Anne, nem sonha! — Ri.

E fomos para a cozinha colocamos nossa comida e sentamos na mesa, estava maravilhosa a comida, só que ouvir o barulho da campainha. Como eu estava muito assustada com tudo, pedi que Claudia que deixasse eu atender. Fui, quando abrir era Márcia, Gabriele e Ramon.

– Que bom que vocês vieram, entra gente.

– Obrigado Mari. — Ramon e Gabi disseram.

– E alguma notícia Márcia?

– Ele ta lá na mesma, Leandro ficou com ele. 

– Mas tarde eu vou trabalhar e irei vê-lo, agora vem vocês. Estamos almoçando, chegaram na hora certa.

– Nem fome sinto. — Márcia disse.

– Tem que comer Márcia. — Falei, e eles vieram atrás de mim. — Claudia coloca mais três pratos na mesa por favor. — Sorrir.

– Claro. — Ela disse.

– Anne, esses são Gabriele e Ramon irmãos de Bruno e Márcia mãe deles. — Falei.

– Oi gente prazer, sou amiga da Marina. — Ela os cumprimentou.

– Prazer é nosso. — Eles então sentaram e ficamos conversando, assunto era Bruno.

Dava pra ver que eles não haviam dormido nada na noite passada, então assim que terminamos o almoço todos fomos para a sala e continuamos conversando, até que..

– Márcia, você quer tomar um banho descansar um pouco? Você está com uma aparência cansada, vem  vocês também Gabi e Ramon, bom que vocês descansam.

– Não Marina, já vou voltar pro hospital. — Márcia disse.

– O que acontecer Leandro ligará fica tranquila, é bom descansar.

– É verdade vocês viajaram a noite toda , nem dormiram. — Anne disse.

– É mãe vamos subir tomar um banho e descansar. — Gabriele disse.

Então depois um tempo conseguir que ela fosse, subimos e mostrei onde era os quartos e cada um foi tomar seu banho e descansar.

– Nossa sei que não é o momento, mas que Ramon, amiga! — Anne riu.

– Besta! Sossega seu faixo menina. — Eu ri. — Você estava essa noite com o Vitor e já pensando no Ramon.

– Eu não sou de ninguém. — Ela cantarolou. — Ai amiga, mas é a verdade ele é gatinho.

– É sim. — Falei.

– É comprometido?

– Não que eu saiba viu gatinha. — Ri. — Vai que cê tem sorte muié!

– Não é o momento Marina! — Ela riu.

– Ta bom eu sei. — Risos.

– Amiga eu vou ir e deixar você se arrumar, pois já vai da duas horas e você tem que ir trabalhar.

– Ta bom Anne, um beijo e depois você volta. — Sorrir.

– Pode deixar, volto mesmo.

– Traz a Paola também uai.

– Vou trazer a maninha sim. Tchau amiga.

– Tchau!

Então subi pro meu quarto e tomei meu banho e me vestir.

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Hoje não fiz make nenhuma, mesmo com as olheiras que estava, apenas passei um batom e arrumei meu cabelo e sair do quarto, encontrei Ramon.

– Ramon estou indo trabalhar. — Falei. — Vocês ficam a vontade viu? A casa é de vocês, saio de lá só às 22 hoje!

– Tudo bem Marina, muito obrigado. — Ele disse. — Qualquer notícia, avisa.

– Aviso sim, diga pra sua mãe. — Falei.

– Ok.

– Ah, só lembrando. Claudia vai embora às 16 horas hoje, ta? Então ela irá deixar o café da tarde pronto pra vocês, e o jantar se vocês quiserem pedir algo, ou fazerem algo já sabe, fique a vontade.

– Obrigado Marina. — Ele disse.

– Então eu já vou, beijo. — O abracei.

– Até logo!

Então desci.

– Claudinha vou indo ta? Um beijo pra você — A abracei. — Até segunda!

– Até minha linda. — Ela sorriu. — Bom trabalho.

– Obrigado. Olha não esquece do seu horário hoje hein, já avisei ao Ramon que você fica até às 16, e que você deixará o café da tarde na mesa.

– Ok.

– Quase que me esqueço, aquele dinheiro ali na bancada é seu pagamento do mês. — Sorrir. — Agora eu vou, beijo!

– Beijo!

Sair correndo como sempre, se não corro, não sou Marina Charlotte. Então coloquei minhas coisas no banco de trás e já acelerei o carro. Nossa hoje o carro estava com cheiro de Luan, o banco estava o perfume dele. Respirei fundo e sorrir feito boba.

– Nossa Marina, idiota! — Ri sozinha.

Entrei no estacionamento do hospital, estacionei claro. Desci do carro, vestir meu jaleco e peguei minha coisas, travei o carro e fui pro elevador. Então subir no andar, Daniele estava na recepção.

– Boa tarde Dra. Marina! — Ela sorriu.

– Bom tarde Daniele, minhas fixas de hoje?

– Aqui. — Ela me entregou. — Ah sua paciente que você tinha agora acabou de desmarcar, então…

– Tudo bem, vou ver alguns pacientes. — Falei, saindo pra minha sala coloquei tudo lá e logo voltei pro elevador, subir pro andar onde Bruno estava. 

Chegando no andar Leandro estava sentado sozinho olhando pro nada.

– Boa tarde Leandro.

– Boa tarde Marina, tudo bem?

– Ah, você sabe… — Falei. — E ele?

– Ta lá no quarto, teimoso que só!

– O que é dessa vez?

– Vamos lá e você vai ver.. — Leandro me puxou pro quarto.

Entrei e ele não tinha notado minha presença e conversava com o Dr. Luis Fernando que queria ir pra casa, passar os últimos dias dele em casam que não queria continuar aqui no hospital, que ele não gosta.

– Boa tarde Dr. Luis! — Falei.

– Boa tarde Dra. Marina.

– Oi Bruno, tudo bem?

– Mari explica pra ele, pelo amor de Deus. — Ele me puxou pela mão.

– Bruno você não acha melhor ficar aqui?

– Não. — Ele me olhou.

– Vamos fazer o seguinte então. — Leandro disse. — Vocês tem alguma enfermeira que pode ir com a gente pra casa do Bruno? Eu pago ela, isso não é problema. E lá continuaria com os mesmos cuidados!

– Cuidados, pra quê? Eu não vou morrer de qualquer jeito?!

– Bruno, por favor… Não complica mais as coisas né? — Falei.

– Podemos fazer isso sim. — Dr Luis disse.

– Então, pode ser assim meu filho?

– Eu indo pra casa, ta ótimo!

– Que rebeldia! — Eu o olhei, ele mostrou um sorriso fraco. 

– Vou olhar isso agora. — Dr. saiu junto com Leandro.

– Você ta um paciente exigente, nossa. — Ri.

– Ah calada! — Ele riu.

– Olha menino, que eu tô no meu trabalho. — O olhei. — Exijo respeito! — Nós rimos.

– Boba, e como você está?

– Como você acha?

– Ah, é pra ta bem né Mari.

– Como fosse fácil né Bruno. — O olhei.

– E minha mãe?

– Ta lá em casa com seus irmãos. 

– Amanhã mesmo volto pra casa, você pede eles pra irem pro meu ap?

– Falo sim. — Sorrir. — Mas porque você não fica lá em casa também?

– Não quero, tô brigando aqui pra ir pra minha casa, ai cê acha que vou pra sua? Claro que não.

– Nossa, nossa, que menino nervoso. — Eu ri. — Olha tenho que voltar pro trabalho. — Disse. — Antes de eu voltar pra casa, passo aqui, ta bom? — Beijei seu rosto, ele me olhou e beijou minha testa.

– Obrigado por vim.

Apenas sorrir e fui ao meu trabalho, atendi muitas crianças hoje. Sábado Hospitais tinha mais movimento que o normal, era cada paciente que chegava em cada situação. Então o dia passou até rápido, não tinha Juana hoje pra mim conversar, como troquei o horário, ela já tinha ido embora. Então minha hora também chegou, bati meu ponto, peguei minhas coisas e subir novamente pro quarto de Bruno. Leandro já havia ido lá em casa tomado um banho e voltado com Márcia, eles me disseram que Bruno conseguiu o que tanto queria que amanhã cedo ele voltaria pro apartamento, e que hoje iriam passar a noite aqui no hospital com ele. Então só Gabriele e Ramon iriam ficar lá em casa até amanhã, então fiquei conversando com o Bruno um pouco, mas logo despedir, ainda tinha que ir ver o Luan. 

 

– Por favor casa do Luan Santana! — Falei na portaria.

– Marina é isso?

– Isso mesmo! — Sorrir.

– Ele está te esperando. — O cara que trabalhava na portaria me liberou.

Eu ainda ficava perdida dentro do Alphaville, ainda mais a noite, com um pouco de custo, encontrei apenas por que estava seu carro na frente da casa.

– Enfim! — Estacionei o carro. — Parecem que tem visita, a não! — Falei pra mim mesma. — Ah essa hora? Nossa falei como se fosse na minha casa. — Ri.

– Que isso muié falando sozinha? — Luan abriu a porta do nada.

– Ai garoto que susto! — Levei a mão no peito.

– Boba, entra. — Pelo vão da porta vi uma menina loira muito bonita por sinal, conversava com Bruna.

– Não Luan, vem vamos andar por aí. — O chamei.

Capítulo 88° — Cuida dela

– Fala ai. — Luan se sentou numa cadeira. — Você poderia ter feito diferente né parceiro? 

– Eu tive essa escolha, e preferir assim, sofrer mais pra quê?

– É se você quis assim… — Ele não disse mais nada. — Mas então…

– Então eu sei e todos sabem que você mais que ninguém conhece a Marina, sabe tudo sobre ela e… sabemos também que além de tudo, do tempo ter passado eu sei que ela te ama. — Respirei fundo. — Não te chamei aqui pra te jogar na cara não, só tô aqui te pedindo que por tudo que é mais sagrado nesse mundo, não deixa ela sozinha. Saiba que esse um mês que fiquei longe dela foi o pior pra mim, foram muitas dores e cada mal estar eu ia ficando mais fraco, mas o meu pensamento era ela. Ela que ainda me faz ser forte, e me fez superar essa doença, mas a escolha de não querer fazer o tratamento foi minha, eu quis assim, ninguém tem culpa nisso. Preferir afastar para não fazer ela sofrer, nem mesmo minha família sabia de nada, agora já devem ter avisado. — Meus olhos lacrimejavam. — Mas eu irei ficar bem mais tranquilo em deixar a Marina com você do que qualquer outro, pois você eu sei que ama ela e não a nada que negue. Pois se não fosse ela indo pra Califórnia e vocês terem terminado eu não tinha conhecido a Marina, mas ela entrou em minha vida por esses 6 anos, mas Deus sabe de todas as coisas. — Sorrir fraco, Luan prestava bem atenção e seus olhos estavam cheio de lágrimas. —  Acho que você já entendeu o que eu quero te falar Luan. Cuida dela, da-lhe uma família, filhos, alegrias, faça ela sorrir, pois aquele sorriso estampado no rosto dela é a coisa mais linda que tem nesse mundo. Eu só te peço isso por favor! — Olhei ele.

– Bruno cara é uma tristeza enorme que eu tô sentindo, pois nós poderíamos ser inimigos, pois você é namorado da minha ex e amiga. Mas não somos parceiros, e sempre considerei isso. Afinal, ninguém aqui roubou nada de ninguém! — Luan disse. — Eu sinto muito pelo o que está acontecendo, imagino que pra você não seja fácil deixar as pessoas que te amam, que admiram, que gostam do seu trabalho, que se sentem bem na tua presença. Um menino novo que teria a vida pela frente, mas como você mesmo disse: Deus sabe de todas as coisas! E nós também sabemos disso, eu tenho que agradecer a você por ter cuidado dela tão bem por todos esses anos, pois cara ela te ama, pois se não amasse não tinha feito tudo o que fez por você até hoje. E se nada disso tivesse acontecendo ela iria continuar, você pode acreditar! — Luan se levantou veio até a cama. — Bruno você pode ficar tranquilo, a Marina vai ser muito feliz, pois eu irei fazer o possível e o impossível para que isso aconteça. E você irmão, vai ficar com a gente pra sempre, poi valeu a pena conhecer você!

Então Luan me abraçou e eu retribuí esse abraço, era um abraço amigo.

– Muito obrigado Luan, eu te agradeço por tudo cara. — Sorrir.

– Olha vou ficar lá fora se quiser conversar, chama. — Luan disse. — Mas seus amigos tão ai fora, e ainda querem conversar com você.

– Tudo bem, pede pra entrar. E obrigado mais uma vez!

– Não precisa agradecer! — Luan então saiu do quarto.

Bruno Of.

Meu Deus porque demoram tanto? Porque Luan não sai logo daquele quarto? O que será que eles estão conversando? Não passou ne um minuto e a porta se abriu e Luan saiu de lá, ele estava chorando? Opa! O que aconteceu? Então corri até o Luan e o abracei.

– O que houve Luan? Porque está chorando? — Perguntei.

– Não é nada princesa, apenas conversamos. — Ele sorriu forçado, e me abraçou me dando um beijo na bochecha. — Gente ele disse que vocês podem entrar. — Luan disse. Haviam chegado Bia, Rafael, Bea, Cath, Gabriel, Juliana e Diego que já estavam aqui, então eles entraram.

– Luan você não tem show amanhã? — Perguntei, seus olhinhos ainda estavam vermelhos. 

– Não Mari, show é só semana que vem. — Ele disse.  — Olha fica ai com a Juana, vou ali com o Rober e já volto, beleza?

– Ta tudo bem Luan eu fico com ela. — Juana disse.

– Obrigado Ju. — Ele sorriu. — Vem Rob!

Então eles foram em direção a lanchonete.

– Ai Ju, é tão difícil cara! — Falei.

– Pois é Mari, mas se ele tivesse feito o tratamento né?

– Tudo seria mais fácil. — Falei e ficamos conversando, passou uns 20 minutos Luan voltou, todo mundo saiu do quarto, pois ele havia dormido. Então Juana disse que iria pra casa pois hoje sábado ficaria de plantão, levei ela até o elevador e agradeci muito, por ter ficado comigo nesse momento.

Me sentei ao lado do Luan, ele me abraçou pois estava um pouco frio, não tínhamos dormido nada e já estava amanhecendo. Acabei pegando num sono, mas logo acordei com meu celular tocando.

– Marina acabo de chegar no hospital. — Era Márcia.

– Márcia vem para o sétimo andar, estamos todos aqui. — Falei.

– Ok! — Ela desligou.

Então me desencostei do Luan que estava dormindo encostado na parede, sair dos seus braços sem acordá-lo. Todos estavam dormindo, só que eu não tinha visto Rober. Me levantei pois vi Márcia vindo do elevador junto de Leandro, Ramon e Gabriele. Eles já me olharam com lágrimas nos olhos.

– Porque ele fez isso? — Ela me perguntou.

– Sinceramente, não sei. — Chorando. — Ele disse que ninguém precisaria sofrer com isso. — Falei baixinho.

– Como ele está Marina? — Leandro me olhou.

– Fraco Leandro, mas agora está dormindo. — Falei.

– Mari. — Gabriele me abraçou chorando. — Obrigado por cuidar tão bem dele assim.

– Até quando eu puder Gabi. — Falei, suspirei. — Ramon, ontem ele conversando com os meninos disse que queria muito conversar com você. 

– Espero que ele acorde logo. — Ramon disse, me olhou seus olhos estavam inchados de tanto chorar.

– Vejo que você ainda está suja de sangue, o que aconteceu Marina? Me conte como foi. — Leandro me olhou.

Nos sentamos e eu contei como havia acontecido tudo.

– E seus amigos estavam junto com ele?

– Não, tinha um mês que ele não dava notícia Márcia. E ontem eu e uns amigos do hospital resolvemos ir pra uma casa de shows daqui de São Paulo, Luan acabei encontrando ele lá. E desde então Juliana viu Bruno caído no chão e foi tipo muito rápido tudo, Juana uma minha chamou a ambulância, chegaram e trouxeram ele pra cá. — Disse. — E desde ai ta todo mundo aqui, acabou todo mundo dormindo aí esperando pra ver o que o médico diz mais. 

– E o que ele já disse? — Gabriele me olhou.

– Gente eu não sei como da essa reposta pra vocês. — Comecei a chorar de novo. — Mas vocês precisam saber, a gente já não sabia de nada né? Não podemos mais mudar o que já está feito, o Dr. disse que ele tem 2 ou 3 três semanas de vida. — Respirei. — Ele mesmo fazendo a cirurgia de transplante de médula não conseguirá viver, pois ele já esta muito fraco. E o tratamento logo após a esse transplante é mais duro ainda, e ele não conseguiria passar por tudo isso. É realmente triste dizer isso, mas infelizmente ele escolheu assim. — Abracei Márcia.

– Meu Deus, meu filho não poderia ter feito isso!

– Não mesmo! — Leandro me olhou.

– Vão pro quarto dele gente, vem levo vocês se ele não tiver acordado, pelo menos vocês estão lá com eles. — Então eles me seguiram e mostrei o quarto, eles então entraram e quando eu ia voltando pra perto do Luan, Rober me olhou.

– E aí?

– Os pais dele acabaram de entrar na sala Rober, estão arrasados né? Mas fazer o que!

– É isso é verdade. — Ele disse.

– Gente. — Luan disse vindo até a gente. — Notícias?

– Pais dele chegou. — Falei. — Só isso.

– E você já tomou café?

– Não, estou sem fome.

– Mas precisa se alimentar, não é? Vamos nós três lá na Lanchonete, comemos alguma coisa e pronto.

– Ta bom.

Então fomos pra Lanchonete conversando, nos sentamos e Luan pegou dois pães de queijo e um suco natural pra mim, e um café pra ele, Rober pegou também um pão de queijo e um café. Então comemos, conversando bem pouco e quando terminamos voltei. A galera já tinha acordado, mas também ido embora. Então Márcia saiu do quarto e disse.

– Marina, vocês precisam ir pra casa descansar. — Ela disse. — Luan, tudo bem? Prazer mãe do Bruno. — Ela sorriu. — Leva Marina pra casa.

– Não Márcia, não quero!

– Ela tem razão Mari, você precisa descansar. — Ele disse. — Pois você vai trabalhar às três.

– Tudo bem. — Falei. — Márcia, espero vocês para ficarem lá em casa ok? Esses dias vocês ficam lá, qualquer coisa me avisa.

– Tudo bem minha linda, vai com Deus.

– Amém, ficam com ele. — Sorrir.

E ela voltou pro quarto. Luan então segurou em minha mão e fomos até o elevador.

– Rober você deixou o carro no estacionamento do hospital?

– Isso, aqui a chave Mari. — Ele me entregou. 

– Obrigado. 

– Vou levar o carro do Luan indo atrás de vocês. — Rober disse. — Pois na hora que voltarmos, estamos com ele Luan.

– Ok Testa.

Então foi assim Luan disse que ele iria dirigir e entrou no carro pegando minha chave, e Rober foi no carro do Luan. Então em questão de meia hora estava na frente de casa. 

– Vamos entrar Luan, por favor. — Pedi. — Vamos, mas só um pouco Mari, minha mãe deve está preocupada.

– Tudo bem. — Sorrir.

Então entramos e Claudia já estava lá.

– Minha filha o que houve com você? — Ela me olhou preocupada.

– Comigo nada, foi com o Bruno. 

Então Luan explicou pra Claudia e Rober também entrou, e ela chamou os meninos pra tomar café de novo e que não aceitaria não, então eles sentaram e eu fui tomar um banho rápido, terminando me vestir.

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E desci me sentei com eles.

– Mari come também.

– Não quero, obrigado Claudia. — Sorrir. — Vocês estão cansados né?

– Um pouquinho. — Rober disse.

– Então gente é melhor vocês irem descansar. — Falei. — E Luan depois quero conversar com você. 

– Tudo bem Mari. — Ele disse. — Eu vou indo mesmo, pois minha mãe já deve ta querendo me matar. — Ele riu.

– Palhaço, muito obrigado vocês dois viu? — Sorrir.

– Que isso Marianinha, se precisar só chamar. — Rober disse. — Beijo, foi um prazer conhece-lá Claudia.

– Verdade foi um prazer! — Luan disse.

– Que isso meninos, voltem mais vezes! — Ela disse.

E então levei eles até a porta e eles foram embora.

– Ai meu Deus, tão difícil tudo isso!

– Deus é mais Marina, Deus é mais! — Claudia sorriu.

– Amém!

Então me sentei no sofá e comecei a mexer no celular, quando de repente vi uma manchete, e disseram que estava em todos os sites.

Capítulo 87° — Porque?

Bruno estava caído no chão vomitando sangue. 

– Ai meu Deus,  Bruno pelo amor de Deus o que houve?

– Vou chamar uma ambulância! — Juana disse.

– Rápido Ju!!!

– O que está acontecendo com ele Marina? — Luan veio correndo atrás de mim.

– Não sei Luan. — Comecei a chorar a me desesperara. Ele vomitava muito sangue. — Será que aconteceu alguma briga?

– Não isso não! — Um homem que estava perto disse. — Ele simplesmente caiu e começou a vomitar.

– Marina licença, tinha uma ambulância lá fora eles trouxeram a maca. — Juana disse.

– Gente o que esta acontecendo? — Comecei a me desesperar. 

Então eles foram rápido colocaram Bruno na maca, e foram. 

– Eu vou junto! — Falei.

– Eu vou com você. — Luan disse.

– Ju você vem? — A olhei.

– Vou amiga. — Juliana me abraçou ela também chorava. 

– Eu também. — Juana disse.

– Amiga eu vou pra casa, qualquer coisa avisa. — Anne disse. — Vitor vai me levar.

– Ok Anne, beijo!

Então Rober desceu com a gente e os seguranças iam ajudando a sair daquele lugar, Rober me pediu minha chave e disse que iria dirigir então ele seguiu a ambulância. Luan estava lá trás comigo me abraçando, eu estava toda suja de sangue e Luan também havia se sujado.

– O que está acontecendo, meu Deus! — Chorava.

– Calma Mari, fica tranquila, vai dar tudo certo. — Luan disse.

– Isso ta me parecendo uma coisa muito séria. — Falei. — Mas será que ele seria capaz de não contar a ninguém.

– O que você está pensando Mari? — Juliana me olhou.

– Rober e gente pensa comigo, ele estava pálido, e começou a vomitar sangue do nada e saia sangue pelo nariz também. — Eles me olharam.

– Fala logo Marina! Luan me olhou.

– Se eu tiver certeza são as mesmas coisas que eu estudei, os mesmos sintomas, o Bruno só pode estar com Leucemia linfática aguda e a hemorragia já são as que estão no estado terminal, estão muito frequentes. Foi por isso que ele terminou comigo, esse foi o motivo!

– Gente, mas porque ele não contou pra ninguém? — Rober perguntou já estacionando o carro.

– Isso que eu quero saber Rober. — Falei e Luan abriu a porta do carro. — Tem certeza que vai sair?

– Vou, Rober vamos descer. — Luan disse.

Então descemos e entramos rápido, cheguei na recepção Barbara que trabalhava ali me viu.

– O que posso te ajudar Dra. Marina?

– Pra onde levaram o paciente que chegou agora Barbara, por favor?

– Vou verificar, só um minuto.

– Por favor, rápido. — Disse enxugando as lágrimas.

– Sala 7, sexto andar Dra.

– Obrigado. — Falei e todo mundo veio junto entramos no elevador.

E assim que chegamos.

– Gente eu vou ver se posso entrar. — Disse. — Juliana liga pro Diego e pede ele para avisar a Márcia.

– Ok Mari.

– Qualquer coisa me avisa, Mari. — Luan disse.

– Pode deixar. — Sair dali, e vi um Dr. saindo da sala que era a 7. — Dr. por favor, o Bruno o paciente que acabou de chegar como ele está?

– Você é o que dele?

– Sou namorada. — Tive que falar se não eles não me deixaria entrar. 

– Olha vocês já devem saber o que ele tem, e a gente não pode fazer mais nada. — Ele disse.

– Dr. Não a gente não sabe! Ele não contou, não disse nada pra família! Mas eu também sou médica, e tudo indica que ele está com Leucemia linfática aguda, pelo que eu vi. É isso Dr?

– Sim é isso, ele sempre consultou comigo depois que ele veio pro Brasil. Ele me disse que iria contar pra família. Ele decidiu não fazer o tratamento por que é complicado, você sabe. — Ele me olhou. — Agora não podemos fazer mais nada, precisaríamos de uma médula óssea rápido e a gente não tem essa médula óssea que seja compatível com a dele. Marina não vou mentir, e se ocorrer de ele fazer a cirurgia ele não conseguirá sobreviver, pois ele já esta no estado terminal, ele está muito fraco, por perder muito sangue. Podemos dizer que ele tenha duas ou três semanas de vida, não tem outro jeito.

Aquelas palavras para mim, era o fim! Porque ele quis assim? Porque ele não contou pra ninguém. Eu estava chorando desesperadamente.

– Dr. eu preciso vê-lo.

– Marina espera só alguns minutinhos, enfermeira está ajudando a limpar todo o sangue.

– Ok!

Voltei no Luan.

– Eu falei, era isso. — Luan veio me abraçar.

– Mari ela ta com Leucemia?

– Sim Juana e pra piorar, estado terminal! Porque ele não falou pra ninguém cara? Porque?

– Mari avisei ao Diego ele ligou pra Márcia ela ta desesperada, e disse que vai pegar o primeiro voo pra São Paulo. — Juliana disse. — Diego está vindo pra cá.

– Ok Ju, obrigado. 

– Ele fez isso pra não deixar vocês tristes Marina. — Rober disse.

– Mas Rober o que adiantou? Nada! Pois se ele tivesse nos contado tínhamos ajudado ele no tratamento, ele não iria estar sozinho nessa! Agora um menino novo, tinha a vida toda pela frente, ta nessa! Não da pra acreditar que Bruno fez essa burrada!

– Pois é Marina ele fez! — Diego me olhou, corri pra abraça-lo.

– Di, você sabia disso? 

– Sabia e muitas vezes o ofereci ajuda Marina, ele descobriu nos exames que ele fez pelo acidente, e quando viemos pra cá ele voltou nesse médico daqui que pediu que ele fizesse o tratamento, ele não quis. — Diego também chorava. — Ai Marina, ele fez tudo por amor a você e a família dele. Não queria que vocês sofressem mais!

– O que adiantou Diego? Nada cara, estamos todos agora sofrendo e iremos sofrer mais, pois restam poucas semanas de vida! Ele não poderia ter feito isso!  NÃO MESMO! — Respirei fundo gritando.

– Mari não grita amiga, você sabe que não pode. — Juana disse. — Fica calma, toma esse copo de água. — Ela me passou um copo de água.

– Marina! — O Dr. disse pode entrar.

– Já vou. — Eu falei. — Puxei Luan para um canto. — Lu se você quiser ir meu anjo, pode ir. — Falei.

– Vou ficar com você até você precisar ok? Eu quero te fazer companhia.

– Ta bom Lu, mas e o Rober ele ta cansado.

– Não se preocupa Mari, eu tô bem. — Ele sorriu.

– Eu vou lá vê-lo, ta bom. — Falei. 

– Ta bom meu amor, vai lá. — Luan sorriu.

Então fui pro quarto de Bruno quando entrei ele estava fuçando o celular, quando vi ele olhava uma foto nossa junto.

– Porque fez isso hein? — O olhei, segurando as lágrimas.

– Ninguém precisaria saber.. — Ele disse sem menos me olhar.

– Bruno eu te amo, sua família te ama, você poderia sim ter começado a fazer o tratamento. — Respirei fundo, minhas lágrimas desciam fácilmente.

– Fiz isso porque amo vocês, e vocês não irão precisar sofrer tanto, sua vó Maria pediu pra te avisar que trouxe o que você pediu, o Hachi. —Ele sorriu. — Assim quando eu morrer você irá ter ele, e sempre lembrará de mim.

– Bruno eu não quero que você morra.

– Não tem como né amor? — Ele pegou em minha mão. — Você vai ser feliz, eu tenho a certeza e quero isso.

– Mas..

– Me promete. — Ele sorriu.

– Prometo. — Falei. — O Luan ta aí?

– Ta.

– Deixa eu falar com ele?

– O que?

– Curiosa sempre né? — Ele riu. — Quero conversa com ele.

– Tudo bem, vou sair e chama-lo. Te amo!

– Eu também minha linda. — Ele sorriu. Dei um beijo em sua testa e sair do quarto.

– Luan ele quer conversar com você. — Falei.

– Comigo?

– Isso.

– Ué, vou lá. — Luan se levantou, e entrou no quarto.

 

Bruno On.

– Pedi Marina que deixasse você vim, quero conversar com você um pouco.

Capítulo 86° — Recaídas

– Rober! — O abracei. — Ai ta o motivo do tumulto Ju! — Ri.  — Cadê o Luan?

– Tentando sair ali do meio. — Ele riu.

– O dó!

– Oi Rober. — Juliana abraçou ele.

– Oi Ju, tudo bom?

– Tudo. 

Então Luan surgiu no meio das pessoas junto com o Welligton. Ele vinha arrumando seu topete bem distraído.

– Nossa seu macaco nem espera. — Ele disse para Rober, sem olha-lo. — E já ta ai com as muié.

Eu tive crises de risos.

– Ah para né Luan! — Rindo.

– Uma muié o que cê ta fazendo aqui? — Ele me olhou.

– Me divertindo, posso? — O abracei.

– Uai claro. — Ele riu. — Oi Ju!

 – Oi Luan, vou ali na Anne ela está me chamando.  — Juliana disse.

– Ata, vai lá Ju. — Sorrir. — Já já eu vou.

– Ta com quem aqui? — Luan me olhou.

– Com minhas amigas e uns amigos lá do hospital também. — Sorrir.

– Ah, então tem homem no meio? — Ele ergueu uma sobrancelha.

– Oxê, mas é claro! — Ri dele.

– Besta. E você ta melhor já né?

– A vida continua, não é verdade?

– Isso ai baixinha. — Rober “o baixinho” disse.

– Pois é, olha vou ali na galera. — Sorrir. — Qualquer coisa vai lá Luan, ta bom. — Dei um beijo em sua bochecha.

– Vou sim, vou beber um trem aqui, depois vou lá. — Luan com aquela cara de neném, ai meu Deus!
– Ta bom.

Então voltei na galera.

– Ei aquele é o Luan Santana, não é? — Pedro me olhou.

– É uai ex da Mari! — Juliana disse.

– Já foi seu namorado? — Mateus me olhou.

– Sim, mas faz tempo. — Sorrir. — Somos amigos hoje.

– É mais acho que não é só isso. — Vitor disse.

– Ai deixem de serem chatos. — Eu ri.

– Isso deixa a menina, gente. — Juana disse.

– Isso escutem a Juana. — Falei e ri logo após.

– Não vai apresentar seu amigo pra gente não? — Anne me olhou.

– Sossega seu faixo Anne! — Rindo. — Já, já ele vem.

– Opa, irei conhecer Luan Santana hoje… eu tô top! — Ela riu.

– Ele é chato gente, mas é um amor! — Juliana disse.

– O dó Ju, se ele souber, vai ficar enchendo seu saco. 

– Mas isso eu sei. — Ela disse.

– Ai vocês não prestam. —  Mateus riu.

– Mateus presto e muito! — Eu falei e todos riram.

– Quero ver se presta mesmo. — Pedro me olhou.

– Sai Pedro. — Ri. — Já conversamos.

– Ela só gosta do Luanzin gente! — Vitor disse.

– Porra, ficam quietos e parem de falar nele… — Eu ri. — Olha lá ele ta vindo, cêis ficam olhando demais.

– Ai mds, o gatinho do Luan! — Anne disse.

– Isso Anne grita mais! — Juana riu.

Eu não aguentei com as piadinhas comecei a rir e quase chorava de tanto rir com as meninas e os meninos falando do Luan, quando Luan chegou perto ele me olhou rindo sem saber o porque e disse.

– Mari cê ta bem muié? — Ele me olhou.

Respirei fundo. — Ótima Luan! — Risos.

– Sempre foi louca, cê tem que ver é isso Luan. — Rober disse.

– Testa xiu! — Eu falei, e ri. — Então Luan deixa eu te apresentar para meus amigos. — São Juana, Mateus, Vitor e Pedro que trabalham comigo no hospital. — Sorrir. — Anne ela é minha vizinha. — Enquanto eu ia apresentando nas meninas ele dava um beijo no rosto abraçando nos meninos pegava na mão.  — E a Ju que você já conhece.

– A Ju, já é veia. — Ele riu. — Prazer galera!

– O prazer é nosso cara! — Os meninos disse.

– Ai minha nossa senhora da bicicletinha. — Anne olhou pro Luan e não parava.

– Ela ta bem? — Luan me olhou e perguntou rindo.

– Anne, guria! — Eu ri. — Amiga, se solta, você não é assim e nós sabemos.

– Nossa Marina, eu sou a mais quieta da turma. — Ela riu.

– Sempre. — Juliana disse. — Só que não!

– Olha o show vai começar. — O Luan disse.

– Já veio no show deles Luan?

– Sim, sim muito bom! — Luan me olhou. — Vai gostar, vem vamos dançar comigo.

– Agora!

Pedro ficou me olhando com uma cara ruim para o Luan, que tipo roubou o par de noite dele hoje, ai que dó. Mas gente não poderia deixar meu Luan sozinho, afinal ele é meu! Dançamos juntinhos cada música, até começou uma música que eu conhecia deles, Cuida bem Dela. Então Luan cantava baixinho em meu ouvido.

– Cuida bem dela você não vai conhecer alguém melhor que ela, promete pra mim o que você jurar pra ela você vai cumprir, cuida bem dela ela gosta que repare no cabelo dela foi por um triz mas fui incapaz de ser o que ela sempre quis, faça ela feliz. — Me causando verdadeiros arrepios, sua voz calma. Então chamei as meninas para irem ao banheiro comigo deixei Luan que conversava com os meninos e seus amigos que acabou chegando.

– Gente socorre-me, Luan cantando essa música pra mim eu tô tipo. — Coloquei as mãos no peito. — Não sei o que faço.

– Amiga deixa acontecer uai. — Juliana disse. — Você gosta do Luan, a gente sabe que o término do namoro foi por conta da distância de vocês.

– Ai não sei Ju! — Falei.

– Deixa de ser boba, se for pra ser, vai ser. — Anne disse. — Vocês já se conhecem muito bem, a gente ver que ele ainda é apaixonado por você.

– Isso mesmo, deixa as coisas indo, ok? — Juana me olhou.

– Ai, ta bom.. —  Ri. 

– Vem juntam aqui, quero uma foto com vocês.  — Anne chamou.

– Vou atender meu celular meninas. — Juana disse.

Paramos todas em frente o espelho e tiramos a foto.

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“E a noite está apenas começando! haha @marinacavalcantti @juuandrde”

– Vamos? — Juliana me olhou.

– Vão indo, vou esperar a Juana. — Sorrir.

– Te esperamos lá gata, e pensa no que te falamos. — Anne disse. — Eu vou que meu gatinho ta me esperando.

– E eu vou pra ficar de vela! — Ju riu.

– Boba! — Risos. — Ta bom, tô pensando risos.

Logo as meninas foram e a Juana voltou.

– Já que você não apareceu na foto, venha! — Sorrir.

– Opa, vamos!

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Ela também ta aqui @juanaalcantra, loira <3″

Então nós voltamos pro camarote bem na hora da música Recaídas, abracei Luan e ele também me abraçou, estávamos num lugar mais pro canto, para evitar que tirassem fotos. 

E os cantores cantavam.

– Você pode ficar com quem você quiser não tem nada a ver eu não mando em você mas ainda choro e quando alguém comenta não quero saber, me preocupo e apesar dos pesares eu sempre quero te ver bem e ainda vou além em uma relação sei que não vai ser fácil amar outro alguém. E hoje mesmo separados sinto que o seu corpo ainda é meu às vezes me escondo e faço de tudo pra ninguém notar que eu vivo e morro por ti tem semana que às vezes sofro e vem as recaídas. — Luan também começou a cantar pertinho do meu ouvido. — As vezes eu queria ter o poder de poder te apagar da memória e nessa fraqueza ter força pra fazer com que essa nossa história não passe de passado e fique da porta pra fora. Se eu pudesse te apagar da minha mente apagaria agora, mas toda vez que eu me lembro de nós dois meu coração sempre chora e é sempre a mesma história.

Então Luan olhou em meus olhos, e nossos rostos foi se aproximando cada vez mais, nossas respirações estavam se encontrando, até que nossos lábios se encontraram, depois de tanto tempo seus beijos eram os mesmos, era doce, calmo e intenso. Demorou uns minutinhos, ele logo após abriu os olhos e sorriu. Mas….

– Marina, corre aqui! — Juliana me chamou desesperada.

– Olha aqui, corre!

– O que é Ju? — Luan perguntou.

– Olha lá no chão. — Ela apontou.

– NÃO PODE SER! — Gritei e sair correndo até o local.

Capítulo 85° — Na noite

Então sexta feira hoje iríamos sair para se divertir, primeira vez depois do acontecido e depois de vim pra Sampa, eu iria sair com amigos. Iremos todos pra Wood’s hote temos show do Henrique e Juliano, imagino que deve ser top. Só conhecia as músicas, nunca tinha ido em shows. Talvez fosse me fazer bem, então depois do trabalho passei na casa da tia Marizete, intenção era ver o Luan, mas ela disse que ele tinha ido ao seu escritório. Então conversamos um pouco, e eu perguntei ela sobre o Breno.

– Mari e o Breno, e menininho que o Luan pensava que era filho? Já adotaram?

– Não Marina não adotaram, hoje cedo eu e Luan fomos vê-lo. — Ela sorriu. — Ta sendo bem cuidado e tudo sabe?

– Porque Luan não adota ele? — Perguntei.

– Ele disse que por não ter tempo de ficar em casa, eu disse que no que precisar eu iria ajudar, mas ele quer esperar e corre esse risco, mas se a pessoa que adotá-lo for uma pessoa boa né? — Ela sorriu.

– É isso é verdade. — Risos. — Tia eu vou indo ta bom? — Dei um beijo nela. — Foi muito bom passar aqui um pouquinho, conversar com você. 

– O minha linda, venha mais vezes. — Ela me abraçou.

– Venho sim. — Sorrir. — Manda um abraço pra Bru e Luan, e pro Amarildo.

– Ta bom, pode deixar.

– Obrigado.

Ela me levou até a porta e eu fui pro meu carro e fui direto pra casa, quando cheguei ainda era 18:30. Então fui procurar um look optei pir um vestido, e um salto. Então Anne me ligou.

– Mari, você vai mesmo né?

– Vou Anne, fica tranquila. — Ri. — Não vou te da o bolo, juro!

– Acho bom hein! — Ela riu.

– A Ju vai vim pra cá, ela te falou?

– Disse que iria se arrumar na sua casa, já já ela chega aí.

– Ok então, um beijo.

– Beijo e até logo!

Então fui fuçar o instagram, tinha um tempinho que não postava nenhuma foto, resolvi postar uma antes de estar arrumada.

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“Hoje tem! hahaha”

Então fiquei esperando a juliana chegar deu umas oito horas ela chegou.

– Nossa que demorar Jujuba! — Falei.

– Pronto cheguei Mari, pensei que já iria estar pronta! — Ela me olhou.

– Estava te esperando, bora então?

– Agora!

Então subimos pro meu quarto e eu entrei no banho, lavei os cabelos, e logo sair do banheiro e ela foi. Então sequei meus cabelos, e me vestir. 

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E logo após Juliana também saiu já vestida, então ela secou os cabelos e eu já tinha feito minha make, logo após ajudei ela com a dela. E faltava só da último retoque nos cabelos. E ela pegou seu celular e postou.

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“Vamos? Hoje temos Henrique e Juliano na Wood’s!”

– Tô pronta! — Disse colocando o salto.

– Eu também, será que a Anne já se arrumou?

– Não sei. — Risos. — Vamos ligar pra ela. — Disse já discando.

Ela então atendeu.

– Está arrumada?

– Tô pronta mulher, hoje eu tô terrível! 

– Idiota. — Ri. — Estamos descendo, vem pra porta de casa que vou tirar o carro.

– Ta bom, beijo.

– Vamos Ju!

Descemos pra garagem e retirei o carro da garagem, Anne já estava lá fora.

– Nossa que arraso. — Falei. 

– Hoje nós vamos arrasar, sua amiga vai levar gatinhos?

– Olha se ela chamou o Pedro e os amigos dele, com certeza! — Eu ri.

– E você hoje vai pegar uns gatinhos Mari? — Ju me perguntou, e entrou no carro, Anne logo atrás. 

– Não sei, quem sabe… quem sabe. — Ri. Então acelerei e fomos escutando umas músicas e conversando. Quando chegamos na Wood’s, fui pro estacionamento e logo após voltamos e pegamos nossas pulseiras do camarote. Subimos e a casa de show estava bem cheia, e cheia de gatinhos também, risos. Logo avistei Juana e um grupinho com ela conversando. Cheguei neles.

– Oi gente. — Sorri.

– Oi Mari! — Todos eles responderam.

 O hospital Sírio Libanês estava em peso na Wood’s, só os doutores gatinhos, que eu pensava que era todos casados. Pois é mais não, eram solteríssimos!

 – Olha só como ela ta sorridente, e gata! — Juana disse.

– Obrigado. — Sorrir. — Deixa eu apresentar vocês minhas amigas. Essa é Anne e essa é Juliana!

– Opa, só mulher bonita hein Marina. — Pedro disse.

– Pedro só tenho amigas lindas. — Pisquei, e ri.

– Percebi. — Ele me olhou de cima em baixo, fingi que não vi.

Então todo mundo começou a conversar Anne já estava conversando com Vitor um gatinho também, ele era Ortopedista. Então deixei eles conversando e fiquei conversando com as meninas e os meninos. 

Anne On.

– E você é o que no hospital? — Perguntei.

– Ortopedista, gosto muito.

– Muito legal sua profissão, e você sempre sai muito assim com os amigos?

– É sempre bom né pra aliviar as tensões do dia cansativo no trabalho. — Ele sorriu. — E você faz o que?

– Sou estudante de Engenharia Química. — Falei.

– Nossa, que legal, e você gostando do curso.

– Amando, desde quando fazia ensino médio eu queria me formar nisso, e agora só falta esse último ano, estou adorando, é bom fazer o que a gente gosta, não é?

– Exatamente! E você namora?

– Não, tô solteira.

– Mas como? Uma menina linda, inteligente. — Ele sorriu. —  Porque não quer né?

– Porque ainda não encontrei a pessoa viu. — Ri. — Não é fácil.

– Vamos ali no bar pra gente beber algo e conversar um pouco mais?

– Vamos. — Sair dali e pisquei pra Marina.

Anne Of.

Anne já tinha se dado bem passou por mim e até piscou, isso era um bom sinal. Então estava rolando algumas músicas, Pedro me chamou pra dançar, não recusei fui dançar com ele e a Juliana, Juana, Fernando e Mateus também vieram, sertenejo dancei juntinho com Pedro e ele começou.

– Porque você não me da uma chance? — Conversava em meu ouvido.

– Pois já falei não quero confundir as coisas. — Fui conversando. — Você e eu trabalhamos no mesmo ambiente, e eu gosto de uma outra pessoa. E gosto da sua amizade, Pedro.

– Mas a gente só vai ficar. 

– Eu sei, mas você sabe… Por favor, não insista! — Pedi.

– Ta né. — Ele riu. — Mas olha lá sua amiga e o Vitor não são bobos, olha só.

Eu olhei pra onde os dois dançavam, e eu ri, Anne e o gatinho do Vitor estavam se pegando, Ju dançava com Mateus ele sabia que ela tem namorado, Juana dançou com Fernando. Estávamos em casal, mesmo que fosse só de amigos, mas era um casal. 

– Vou beber alguma coisa. — Sorrir. 

– Vou com você. — Juliana disse.

Então nós fomos.

– Pedro ta gamadinho, em você. — Ela me olhou. — Da uma chance, poxa!

– Será? — Perguntei, e pedi o cara uma Ice.

– Oxê, claro. — Ela riu, pegando uma também.

– É quem sabe… — Eu olhei onde estava Pedro.

– Nossa que tumulto é aquele ali? — Juliana apontou.

– Não sei vamos ver…

Fomos uma pouco mais de perto, mas estava um pouco escuro e não deu muito pra ver até que.

– Olha só quem está aqui. — Conheci a voz e ri.

Capítulo 84° — A vida continua

Bruna ficou comigo até o horário do almoço, pois ela tinha que ir para Wolf Maya. Então a agradeci por ficar comigo, e ela disse que eu podia ligar a qualquer hora. Fiquei sozinha o dia inteiro, Claudia até tentou puxar conversa, mas não conseguiu. Eu estava muito triste, pois eu sabia que Bruno tinha tido uma mentira. Quando foi a noite, liguei para Márcia, mãe de Bruno.

– Márcia, tudo bem?

– Tudo minha querida e você?

– Eu não. — Respirei. — O Bruno te ligou, avisou algo?

– Não, porque Marina o que aconteceu? — O tom de voz dela era de preocupação.

– Ele terminou comigo. — Foi impossível segurar o choro.

– Como assim? O Bruno te ama minha linda.

– Não foi o que ele disse. Ele simplesmente disse que queria terminar, pois não me amava mais.

– Isso é mentira! — Ela disse. — Eu vou conversar com ele, e você fique calma, ta bom?

– Ta bom Márcia, um beijo!

Então ela desligou e eu continuei sem nada pra fazer, afinal ter até que eu tinha, mas vontade não! Deu umas 20:30 fui tomar banho, me vestir meu pijama  e só, fui até a cozinha peguei um copo de leite puro e me sentei comi um pedaço de bolo que Claudia tinha feito. Fiquei pensando na vida ali sentada, pensando até demais talvez nem vi a hora passar, e fui pra cama.

 

– Bom dia Juana, tudo bom? — Juana foi a primeira pessoa que vi na porta do hospital.

– Tudo Marina, você esta melhor?

– Tentando! — Sorrir fraco. — Obrigado viu, por ontem.

– Que nada, se precisar e só falar comigo. — Ela sorriu. — Então vamos? 

– Vamos.

Entramos no hospital e fomos aos nossos trabalhos não poderia parar, afinal isso era o que eu sempre quis.

Na hora do almoço as meninas me chamaram para ir com elas até o restaurante, mas não quir ir e apenas comi uma maça que havia levado. Mas na hora do almoço a porta do consultório se abriu, tomei um susto, pois não havia batido.

– Desculpa, esqueci de bater. — Era um dos Doutores que tinha conversado comigo mais cedo, Joana me apresentou.

– Tudo bem Pedro. — Sorrir. — No que posso ajudar?

– Vim pegar as papeladas que o Hernandes deixou aqui pra você preencher, já esta tudo pronto? — Ele me olhou.

– Sim. — Então vasculhei minha gaveta e encontrei o envelope. — Aqui, muito obrigado. — O entreguei.

– De nada. — Sorriu. — Ah e não fique com essa tristeza não moça, você é linda tem um sorriso lindo. — Ele me olhou e riu. — E merece sorrir a todo momento!

– Ah, pode deixar irei me lembrar disso. — Risos.

– Tchau. — Ele disse, eu apenas acenei.

Horário de almoço chegou ao fim e eu ainda tinha umas 20 pacientes ainda hoje, sem contar com as crianças com câncer, que vou sempre vê-las. Então depois de trabalhar mais por 8 horas, sair do hospital e fui com a Juana que me implorou muito a ir no Starbucks, então nós fomos lá sentamos e ficamos conversando por algum tempo.

– Olha mas isso tudo que você contou, vai passar. — Ela disse. — Você pode ama-lo e tal, mas vai encontrar uma pessoa que goste de você de verdade.

– É essa pessoa eu já tenho eu acho. — Bebi mais um pouco do meu café. 

– Ah é?  — Ela sorriu.

– Sim, mas prefiro fica só agora, pensar em mim. — Falei. — Pelo menos por enquanto, tudo muito recente e tal.

– Eu te entendo. — Ela me olhou. — Sabe o que podíamos marcar? 

– O que?

– Você chamar alguns amigos, e chamo amigas do hospital e irmos para Wood’s não por agora.. mas assim que você estiver melhor.

– Ah não sei..

– Hein vamos!

– Vou pensar.. — Risos.

– Vou esperar a resposta.

Então ficamos conversando bastante. Mas Juana foi buscar o carro dela no concerto e eu fui para a empresa do Gustavo, chegando lá pedi que avisassem que eu queria vê-lo.

– Só um minuto senhorita Marina, vou avisá-lo. — Janaína secretária do Gustavo disse.

– Ok. — Sorri, me sentando, fiquei fuçando o celular por um tempo, mas logo ela voltou dizendo que eu podia entrar em sua sala. Então fui.

– Boa tarde. — Falei. — Pode conversar um pouquinho?

– Pra minha irmã tenho todo tempo do mundo. — Ele sorriu, me abraçando. — Que tristeza é essa?

– Nossa, da pra notar assim?

– Eu te conheço né? — Ele se sentou no sofá, me sentei do seu lado.

– Então Bruno terminou comigo. — Falei.

– Porque? — Ele tinha mudado a expressão na hora.

Então contei tudo para Gustavo como tinha acontecido, mas ele disse que essa história estava muito mal contada e que iria conversar com Bruno. Pedi que não fosse, mas ele não gostou.

– Por mim, por favor, não faça isso! — Pedi.

– Só porque você pediu Marina. — Ele me abraçou. — Mas eu avisei ele, se te fizesse sofrer ele iria ver comigo!

– Não vale a pena, tudo bem? — O olhei. 

– Ta bom, e no hospital?

– Tudo em ordem. — Sorrir.

– Ah pelo menos isso. — Ele disse.

– Mas eu já vou indo, vou deixar você trabalhar. Acho que vou passar na casa da Larissa, ver minha afilhada. 

– Ta bom, um beijo e se cuida ta bom? — Me deu um beijo na testa.

– Você também. — Sorrir e sair da sala, quando ia entrando no elevador.

– Marina! — Diego gritou.

– Oi Di? — Segurei o elevador.

-Como você ta hein? — Ele me olhou e entrou no elevador comigo.

– Ah levando a vida como dá né? Ele te contou? — Perguntei.

– Sim me contou, e está muito mal.

– Mas foi ele que disse tudo Diego, eu não entendo. — O olhei.

– Geralmente nem eu entendo mais ele. — Diego olhou pro chão. 

– Certeza que não sabe nada? — Perguntei.

Ele demorou a responder, me olhou.

– Olha  eu… eu. — Ele me olhou. — Não sei Mari. — Então a porta do elevador se abriu. — Eu vou indo.

– Beijo, bom trabalho.

E eu continuei fui pro estacionamento e fui até a casa da Lalá, bati campainha e ela logo abriu.

– Oi meu amor.

– Oi Lalá, tudo bom?

– Sim, que bom que veio.

– Vim ver vocês. — Sorrir. — Cadê a pequena?

– Dormindo. — Ela disse. — Entra fica a vontade.

– Obrigado. Queria pega-lá.

– Ela não irá demorar acordar, vem vamos conversar, pois tô vendo essa carinha e não ta boa.

Então conversamos bastante sobre o que estava acontecendo, e ela claro me ajudou bastante, pois além de amiga Larissa é como irmã crescemos juntas e tudo, e isso me fazia um bem danado, conversar com ela. Fiquei lá bastante tempo, Miguel acabou chegando do serviço nós conversamos a Lavínia acordou fiz umas baguncinhas com ela, só que havia anoitecido era a hora de voltar pra casa.

 

1 mês depois…

Bruno não me ligou não me procurou, nem nada! Não sabia nada sobre ele, nem Diego mesmo me contava. Hoje Anne e Juliana me mandaram mensagem no grupo, chamando para uma balada, só que não estava no clima, mas elas insistiram. Então decidir ir, avisei Juana que disse que iria chamar umas pessoas, então hoje a noite teríamos uma farrinha!

Capítulo 83° — Eu não te amo mais

– Eu quero terminar com você. — Ele me olhou.

– Para de brincadeira Bruno. — Eu falei. — Me fala a verdade.

– É isso Marina, eu quero terminar com você.

– Mas Bruno porque? — Comecei chorar.

– Não temos o porque continuar Marina eu não te amo mais! — Ele disse se levantando.

– Diga o motivo, não pode simplesmente acabar tudo que vivemos durante seis anos assim.

– Já te disse eu não te amo mais! Não complique as coisas Marina.

– QUEM ESTÁ COMPLICANDO TUDO AQUI É VOCÊ BRUNO! — Gritei. — Como não me ama mais? Pare de mentir para mim,poxa!

– Olha você não acredita, mas é a mais pura verdade. — Ele limpou as lágrimas pegou seu celular em cima da cama, me olhou. — Se cuida, tchau!

– NÃO BRUNO! — Gritei-o segurando pela mão. — Quem é  a outra que está com você? NÃO FAZ ISSO COMIGO, NÓS VAMOS NOS CASAR!

– NÃO VAMOS MAIS, ME SOLTA! — Ele também gritou e saiu pela porta do quarto.

Fiquei caída no chão do meu quarto chorando, mas logo levantei correndo atrás dele.

– Bruno não me deixa, por favor. — Eu chorava soluçando.

– Se cuida! — Foram as últimas palavras que ele disse antes de fechar a porta.

– NÃAAAAAO! — Eu gritei, peguei um jarro em cima do móvel e taquei na porta. — Não pode ser.

Jogada no chão ali fiquei chorando desesperadamente, isso não pode ta acontecendo. Ele mentiu pra mim eu tenho a certeza, eu amo ele, porque ele está fazendo isso comigo? Porque?

 

Bruno On.

Terminei com Marina, nunca foi tão difícil fazer algo assim, foi doído e ainda dói muito, deixa-lá daquele jeito acabou comigo, mas não poderia continuar com ela, ela iria acabar sofrendo mais no final. Ela é tudo pra mim, eu a amo, mas tenho que deixa-la livre, ela não pode sofrer por mais uma coisa, não por mim!

Bruno Of.

– Porque ele fez isso meu Deus, porque? — Respirei fundo.

Então liguei pra Juana.

– Alô Marina, posso te ajudar?

– Juana amanhã eu não poderei ir para o hospital. — Eu ainda chorava. — Por favor sei que amanhã é sua folga, mas você poderia ir no meu lugar? 

– Claro Marina, mas o que houve? Você está chorando?

– Não é nada. — Falei. — Muito obrigado, eu te explico depois. 

– Pode ficar tranquila, eu converso com Hernandes pra você.

– Muito obrigado Juana. — Disse. — Beijo!

Então desliguei, e liguei pra Bruna.

–  Amiga tô precisando muito de você. — Assim que ela atendeu eu disse.

– Marina o que houve? Porque está chorando?— Perguntou ela.

– Bruna vem pra cá, fica comigo essa noite. — Pedi.

Então escutei uma voz, era Luan.

– Marina chorando?

– Amiga eu vou, já já chego aí. Beijo!

– Beijo.

Então me deitei no sofá e fiquei ali chorando sem chão, sem rumo, isso tava me matando, porque ele terminou comigo assim, tão do nada? O que estaria acontecendo? Então depois de mais ou menos meia hora, buzinou na frente da minha casa. Fui até a porta abrir, e Bruna estava ali, mas Luan também estava.

– Marina o que houve? — Luan veio correndo. — Porque está assim? Porque isso ta quebrado? — Ele olhou pro jarro no chão.

Eu apenas o abracei forte, ele também fez o mesmo.

– Cuidado ai Bruna. — Ele mostrou os cacos. E Bruna também entrou fechando a porta e passando a chave. — Marina para de chorar minha linda, e me fale o que aconteceu aqui.

– Luan acabou tudo! — Com muita dificuldade eu conseguir falar.

– O que acabou?

– O Bruno, ele terminou comigo, disse que não me ama mais!

– Mari meu amor, me conta o que ocorreu? O que ele disse? — Bruna me olhou.

– Ele disse que iria terminar comigo, pois não me amava mais e só! Mas isso é mentira Bru, é mentira!!

– Ei acalma. — Luan disse. — Bruna pega um calmante pra ela.

– Onde fica seus remédio Mari? — Eu apontei pra uma gaveta, e Burna foi.

– Porque ele fez isso comigo? — Olhei Luan.

– Talvez ele disse a verdade Marina.

– Mas não é Luan, não tem condições um amor acabar assim! — Respirei fundo. — Alguma coisa está acontecendo e eu vou descobrir o que é!

– Olha fica calma tudo bem? — Luan me abraçou.

Bruna trouxe o calmante e me deram, então eu bebi, depois de muito tempo chorando, Bruna e Luan conversando comigo eu acabei adormecendo por efeito dos remédios.

Luan On.

– Onde é o quarto dela Bru? — Perguntei minha irmã.

– Vem Luan, eu te mostro. — Peguei Marina no colo e subi junto com Bruna, que arrumou a cama e eu a coloquei dei um beijo na testa. 

– Dorme com Deus amor. — Falei baixinho em seu ouvido. — Te amo.

Saímos do quarto dela.

– Bruna eu queria tanto poder ficar, aqui com vocês. — Falei.

– Fica Lu. Se ela acordar você acalma ela. — Minha irmã disse.

– Não posso Bru, vou viajar amanhã cedo. — Falei triste. — Cuida dela, qualquer coisa me avisa.

– Ok, vou catar aqueles cacos e vou deitar com ela, qualquer coisa te ligo. — Ela disse.

– Ta bom. — Dei um beijo em minha irmã e fui embora.

Luan Of.

 

Bruno On.

– A Marina está muito mal Diego! — Falei.

– Você contou a ela?

– Não tive coragem, apenas terminei com ela disse que não a amo mais! — Chorando.

– Bruno por que fez isso? Você não pode esconder isso de ninguém nem mesmo pra sua família! Ela com certeza não acreditou nessa mentira, ela sabe que você ama ela. Você não deveria ter feito isso com ela, ela não merece.

– Ela não merece sofrer por uma coisa que está acontecendo comigo Diego, isso sim ela não merece! Na hora que acontecer o que tem pra acontecer, tudo ficará bem! E ninguém precisará ficar sabendo e sofrer agora, pra que?

– Você realmente não entende a importância, que você é pra Marina e seus familiares. — Diego me olhou. — Se você não contar, eu conto! — Ele falou decidido.

– Não vai fazer nada! Você é meu amigo, e deveria estar me ajudando. — Limpei minhas lágrimas.

– Por isso mesmo Bruno, sou seu amigo e sendo seu amigo não posso deixar as coisas acontecerem assim! — Ele saiu do meu apartamento com muita raiva.

– MAS QUE MERDA! — Chorando fui pro meu quarto e me joguei na cama, pensando na minha Marina.

Bruno Of.

Amanheceu, acordei.

– Ai que dor de cabeça. — Falei. 

– Bom dia minha linda. — Bruna sorriu. — Um pouco melhor? — Ela entrava com uma bandeja de café da manhã.

– Não Bruna nada bem. — Falei.

– Então come pra ficar um pouquinho melhor, Claudia me ajudou a preparar. — Ela colocou a bandeja em cima da cama.

– Obrigado, por está me ajudando.

– De nada, são o que os amigos fazem!— Ela sorriu. —Luan ligou.

– O que ele perguntou?

– Se você estava um pouco melhor, ele não pode ficar, teve que ir pra Minas!

– Ah bom. — Comi um pedaço do mamão. — Eu quero ver o Bruno.

– Melhor não, não por agora Marina, não é bom pra você! Deixa as coisas esfriarem. — Bruna disse calmamente.

– Ai Bru, porque isso hein? Quero saber o verdadeiro motivo!

 – Mas você acha que ele vai realmente falar?

– Não ele não vai. — Falei.

– Então minha linda, espera um pouco ta? Toma seu café, toma seu banho.

Então fiz isso, tomei meu banho e me vestir.

hgddss

E então descemos e ficamos conversando e Bruna “tentava” me ajudar a esquecer.