Capitúlo 7° — Parabéns pra vocês

– Oi gente… — Risos. — Quem me conhece sabe quão é complicado está aqui em cima nesse dia tão importante pra mim. Eu sou muito feliz e grata a Deus por tudo que já aconteceu em minha vida, por todos que ele me deu e por todos que ele também já levou de mim. Eu agradeço a minha vovó Helena que é minha mãe e meu vovó João, minha sogra Marizete que é minha também é minha mãe e meu sogro Amarildo, Gustavo, meus amigos e minhas estrelas meus anjos da guarda, minhas vidas minhas joias raras que são meus pais, que sempre disseram que hoje nesse dia eles estariam aqui. — Respirei fundo. — Alguns anos atrás minha mãe me disse “Na sua formatura, você será a princesa e seu irmão o príncipe, os mais lindos da festa, e eu estarei lá vendo vocês brilhando, você pode ter certeza.” E eles hoje não estão fisicamente, mas sim em alma. — Meus olhos lacrimejavam. — E hoje eu dedico meu diploma á eles que sempre disseram pra eu não desistir dos meus sonhos, as minhas duas mães que estão aqui presente. Ei Luan, obrigado viu? Por todos os puxões de orelhas na hora dos estudos. — Risos. — E digo mais galerinha se vocês tem pais vocês tem tudo, eles xingam, aram muito! Mas quando você não tem eles para xingarem é pior, é triste é doído, digam sempre eu amo vocês pais isso é importante quanto pra eles, quanto pra vocês. Demonstrem pros pais de vocês que vocês os amam mais que tudo, porque tudo que eles fazem e conquistam e tudo por vocês. E eles te amam! — Já chorando. — Enfim formamos, e vamos ao rumo dos nossos sonhos! — Ergui o diploma e quando vi todos choravam professores, alunos, familiares, todos! A diretora me abraçou forte, apenas retribuir o abraço, na hora descer Luan estava lá pra me ajudar.

– Foi lindo tudo o que você disse, cada palavra, você é perfeita e pode ter certeza que os seus pais onde estiverem tem orgulho dos filhos deles. Você e o Gustavo merecem tudo e muito mais. — Luan me abraçou, me dando vários beijos. — Eu te amo muito.

– Obrigado meu amor, eu amo muito mais. — Sorrir.

– Guria só faz a gente chorar. — Larissa e Gustavo me abraçaram.

– Vocês são muito importantes pra mim. — Sorrir.

– Você muito mais pra gente! — Gustavo me abraçou.

E sentir um flash no meu rosto, era um dos fotógrafos.

– E a pequena chorona, que só faz a gente chorar hein! — Miguel riu e logo me abraçou. — Parabéns, você merece muito mais.

– Obrigado Miguelito! — Rimos. — O abracei.

Chamei o fotografo e disse.

– Ei, por favor, tira uma foto nossa.

– Claro.

Juntamos-me, Luan, Larissa, Miguel e Gustavo e ele tirou a foto.

Depois de vários alunos terem pegado o diploma e dado seu discurso era hora, de curtir a festa! Antes fui aos meus avós e sogros junto com o Luan.

– Você sempre linda né Marina. — Sogra me abraçou. — Minha filha.

– Obrigado viu? Por tudo! — Abracei forte.

– Ei estou com ciúmes já, pode soltar minha mãe. — Luan ria.

– Idiota            ! — Mordi devagarinho a bochecha de Luan.

– Você. — Ele sorriu me deu um beijinho.

– Vovó Helena. — Abracei bem forte. — Enfim, vovó eu estou muito feliz.

– E nós por vocês. — Ela sorriu.

– Verdade minha filha. — Meu vô João sorriu.

– Lari chama a tia Marília lá e Miguel chama seus pais. Vamos fazer uma foto em família. — Eu sorrir.

– Já voltamos.

Eles foram e voltaram com os pais. Afinal, são pais dos meus amigos, então são meus tios.

Incomodei mais uma vez o fotógrafo. (Risos)

Ele veio e juntamos e tiramos a foto que ficou linda, maravilhosa e disse que eu queria aquela o fotógrafo me passou o cartão e disse que depois entraria em contato. O agradeci e fomos curtir a festa, quer dizer apenas um pouco, porque o Luan desde sempre num fogo danado, me arrastou para uma fazenda do tio dele. Sempre soube que o Luan gostava de lugares exóticos, mas logo no quintal da fazenda, porque não entrar. Mas o fogo de ambos era tanto que acabou rolando tudo ali mesmo.

 

23 de Dezembro de 2008…

– Parabéns pra vocês nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. — Luan, Larissa e Miguel chegaram oito horas da manhã na minha cama me acordando e já tinha tirado o Gustavo da cama. 

– Ai seus chatos, porque não avisaram que viriam? — Rindo.

– Porque é sempre bom chegarmos e ver as pessoas assim olha aqui… — Luan estava com uma câmera na mão. — Olha a foto! — Ele tirou uma foto minha toda descabelada.

– Luan apaga isso! — Eu disse.

– Não! — Ele riu.

– Olha aqui você vai levantar ou não? — Larissa riu. — Ou posso jogar o ovo com você em cima da cama mesmo?

– Misericórdia! Lari amiga, não faça isso!

– Que isso guria é só um. — Ela riu.

– Não, por favor, eu te peço.

– Como é medrosa. — Rindo. — Nem trouxemos o ovo.

– Que bom né?

– Vou me levantar e me arrumar já eu desço, ok?

– Ta bem não demore.

– Vou voltar pra cama. — Gustavo disse.

– Ah você não vai mesmo. — Larissa saiu do quarto gritando com Gustavo e Miguel atrás.

– Tem uma menininha ficando velhinha.

– Vou nem te falar o que esta velho, ok? — Risos.

 – Que isso morzona! — Ele riu. — Vai lá tomar seu banho, espero você lá em baixo ok?

– Ta bom.

Ele saiu e fui tomar um banho lavei o cabelo e vestir minha roupa.

jade-seba-moda

 

Sequei meus cabelos rapidamente, pegando óculos de sol. Terminando Gustavo também apareceu no corredor e descemos juntos.

– Estamos aqui. — Sorrir. — Amor apaga aquela foto e tira outra mais bonita.

– Não meu anjo, obrigado.

– Vó manda o Luan apagar.

– Olha que guria manhosa, quanto mais velha fica mais manhosa vai ficando. — Miguel disse rindo.

– Vou ficar na minha nem vou responder, ok Miguel? — Risos.

– Também acho melhor. — Larissa riu, me abraçando. — Parabéns gatinha muitos anos de vida que Deus te abençoe que venham muitos e muitos anos pela frente e que possamos sempre comemorar juntas, muito amor, dinheiro, paz, saúde, tudo de bom.

– Obrigada loira minha. Te amo! — A abracei forte e ela me entregou meu presente.

– Parabéns Guus! — Ela abraçou o Gus.

– Obrigado Lari, ano que vem vocês chegam um pouquinho mais tarde ok?

Rimos.

– Parabéns amor. — Luan me abraçou me tirando do chão. Eu amo você.

– Eu também meu anjo. — O beijei.

– Que nojo! — Bruninha apareceu com os sogros.

– Bru gatinha! — Risos.

– Oi Mari, parabéns.

Depois de todos terem dado os parabéns para mim e pro Gus, fomos novamente cantar os parabéns e partir o bolo. Que por sinal era muito gostoso.

– Olha esta na hora de irmos. — Luan disse.

– É verdade! Vó vocês tem certeza que não vão?

– Não meus amores.  — Minha vó sorriu. — Vão com Deus e Luan boa sorte no seu show viu? Olha gurizinho a partir de hoje sua vida é outra!

– Muito obrigado vó Helena, e amanhã estaremos lá na fazenda.

– Estaremos esperando vocês. — Meu vô disse.

– Lu me ajuda com a mala.

– Vamos lá.

Luan me ajudou com a bolsa, Gustavo foi pegar a sua. E fomos todos menos meus avós pro aeroporto, á caminho de São Paulo. Pelo show tão esperado de Luan. Fomos à viagem inteira conversando, rindo, brincando. Quando pousamos em SP, fomos direto pro hotel, Anderson nos esperava lá. Chegamos e Luan ficou em uma reunião logo quando chegou eu subi com a Lari e os meninos e os sogros.

– Mari a chave do quarto seu e do Luan. — Sogra me entregou.

– Obrigado Sogrinha. Vou descansar um pouco e esperar o Luan.

– Ok depois eu venho chamar vocês para almoçar.

– Ok. — Sorri. — Lari depois vem aqui comigo. — A puxei pra dentro do quarto.

– Não se esquece de me chamar viu coisinha chata. — Gustavo disse.

– Claro que não. — Ri. — Beijinho Gus.

– Lá vai vocês fofocarem. — Miguel disse.

– Como é enxerido gente! — Disse e entrei.

– Esse Miguel é fogo. — Lari disse.

– E gato né amiga? — Colocando a mala perto da cama e abrindo a janela do quarto.

– Demais. — Ela sorriu.

– Você sabe que ele é doidinho com você né? Sabe que por ele vocês já tinham ficado. — A olhei.

Capítulo 6° — Etapas

– Vão sair daí ou está difícil? — Era Miguel e Larissa.

– Amigos só servem pra foder com a vida da gente, valeu Miguel! — Luan riu.

– Que isso cara se precisar, só me ligar! — Eles riram.

Luan saiu do carro deu a volta abrindo a porta e me ajudando a sair, segurando o vestido sair do carro, só rindo.

– Eu disse pra deixar vocês mais um pouquinho lá, mas Miguel vocês sabem como é. — Larissa riu.

– Aram, está bom viu D. Larissa. — Rindo. — E eu não te conheço né? — Eu ri dela.

– Que calúnia amiga, nossa! — Ela riu e me abraçou. — Você tá um arraso uma gata! — Ela sorriu.

– Mas minha! — Luan me puxou pela cintura.

– Escreve na testa dela Luan, SOU DO LUAN RAFAEL! — Caímos na risada, os dois eram sempre assim.

– Lari quantas você já entornou? — A olhei.

Ela riu e disse-lhe.

– Até agora nada. — Ela sorriu.

– É isso é porque ainda não bebeu nada, só um copo de água. — Miguel disse.

– Se não for cachaça né não? — Luan disse.

– Olha aqui meus amigos, não sou obrigada a sofrer bullying logo hoje. — Ela ria.

– Que isso migs, isso só é amor.

– E mais nada! — Miguel a abraçou.

– Hmm!… — Luan disse.

 – Olha vamos entrar. — Larissa disse disfarçando.

Eu apenas rir e segurei nas mãos de Luan. Na entrada tinha alguns fotógrafos, tirara uma foto minha com o Luan e depois um com Miguel e Larissa juntos. Tenho a certeza que as fotos ficaram lindas.

Fomos entrando e os pessoais estavam todos bebendo, comendo, conversando, tirando fotos, amigos e família de Luan já estavam lá, minha vó e meu vô também acabara de chegar. Com alguns familiares meus que não via há um tempo. Nem sabia que viriam.

– Oi sogrinha, oi sogrinho. — Os abracei.

– Oi minha norinha. — Amarildo me abraçou. — Esta linda viu?

 – Muito obrigado. — Sorrir.

– Minha querida! — Ela me abraçou. — Minha filha você está linda. — Sogra sorriu.

– Obrigado mãe. — Como já disse considerava Marizete como minha terceira mãe.  — Oi Bruninha.

– Oi Mari você está maravilhosa!

– Você que está uma lindeza. — Sorrir. — Vou ali conversar com a galera viu?

– Vai lá!

Voltei pra perto de Luan, Larissa, Miguel, Gustavo, Ranielle (a guria que estava acompanhada de Gustavo, uma menina da nossa sala, meiga, muito melhor do que a piriguete da Penélope), Fenando e Danielle, só o nosso grupinho conversando e rindo.

Até chegar Henrique…

– Oi gente! — Ele disse no meio do povo.

– Oi Henri. — Todos responderam menos o Luan, que o odiava.

Ele saiu dando beijinho em todas as meninas da roda, na hora que chegou a minha ele apenas segurou a minha mão e sorriu. Depois de Luan ter o fuzilado com os olhos.

– Lu vem vamos pegar algo pra beber, vem. — O puxei antes que algo acontecesse.

– Vamos Mari. — Ele segurou minha mão e saímos à procura de bebida.

– É muito bonitinho esse biquinho, meu bicudo. — Ele fez uma careta.

– Ainda bem que ele não te deu beijinho, como nas outras. — Ele me olhou. — Se tivesse ai, ai, ai…

– Você não ia fazer nada né? — Sorrir. Peguei duas taças de champanhe o entreguei a ele, que apenas sorriu.

– Um brinde a nós!

– Um brinde ao nosso futuro!

– Um brinde! — Nós rimos e logo depois nos juntamos ao povo novamente.

O pessoal todo havia chegado. Professores, alunos, amigos, familiares, e assim iria começar a cerimônia de formatura. Sentamo-nos todos numas cadeiras que estavam reservadas para nós, e ficamos lá e a diretora da escola começou.

 – Meus alunos hoje começa uma nova etapa na vida de vocês, uma etapa de responsabilidades, respeito. Hoje vocês formam depois de tanto tempo, tantas matérias, tantos professores. Mas não se alegre tanto, esse é apenas o começo do fim. Apenas um começo de uma nova vida pra vocês, uma vida de novas escolhas, novos projetos, sonhos a serem realizado.    Vocês são alunos que podemos dizer nos fizeram rir, chorar, nos preocupar, acreditar que vocês são capazes de tudo e mais um pouco. E vocês são capazes de conseguir seguir o sonho de vocês. Por isso eu digo nunca deixem de sonhar, coloquem sempre os sonhos de vocês na frente de qualquer coisa. Nós diretores, professores, funcionários, coordenadores ficaremos tristes por vocês estarem saindo da escola, mas felizes por saber que vocês conseguiram cumprir mais uma etapa da vida de vocês. É o que queremos um dia ir a hospitais e poder ver um de vocês lá como futuros médicos, ou um futuro engenheiro, arquiteto e etc. Saber que tudo que vocês fizeram valera a pena. Então digo a vocês, nunca pare de sonhar, a vida é muito mais bonita quando é feita de sonhos realizados. — Ela sorriu.

Todos nós alunos e convidados gritávamos pelo nome da Diretora, aplaudindo-a.

– Agora iremos começar a entrega dos diplomas.

E assim foi preciso nem dizer que estava lindo né? Depois de vários nomes chamados era a hora de Gustavo que estava todo trabalhado no terno do mesmo do Luan, com o cabelo arrepiado. Meu irmão é um gato, fala sério! E ele disse.

– Enfim meus amigos não existe impossível pra nós, hoje depois de alguns anos estamos aqui pegando nossos diplomas, amanhã se Deus quiser numa faculdade. — Ele sorriu. — Enfim, formamos! — Ele levantou o diploma e todos aplaudiram.

Depois de várias pessoas subindo naquele palco que havia ali no sítio era a vez do meu menino subir, Luan foi anunciado e ele com aquele sorriso e ele pegou seu diploma, olhou pros pais, amigos e família.

– E ai galerinha quem diria não? Estamos aqui hoje na nossa formatura uma etapa da nossa vida cumprida, mas como a Léia nossa diretora disse apenas o começo do fim. Muitas pessoas pela escolha que fazemos acham loucura, mas é apenas um sonho, seu sonho. Não importa o que os outros acham o que importa aqui hoje e o agora é o que você quer daqui pra frente, ser feliz, estudar, fazer teu futuro, ter uma família daqui uns anos, e por aí vai… Hoje dedico esse meu diploma pros meus pais que sempre estiveram comigo me ajudando, pelas broncas da Marina. — Ele sorriu. — Pelo apoio de todos com minha escolha. Enfim, só tenho a agradecer a todos aos professores e todos que na escola nos ajudaram. Por que eu tenho a certeza esta todo mundo louco pra sair da escola, mas iremos sentir saudades. Com certeza! — Ele levantou o diploma sorrindo.

Batemos palmas, eu ri na parte que ele disse das broncas. Mas era preciso às vezes!

– Marina Charlotte Cavalcanti. — A diretora me chamou.

Quando eu subir, respirei fundo e olhei aquela multidão de pessoas, tantas pessoas, mas que ainda faltavam, duas joias raras na minha vida, que não podem está presente.

Capítulo 5° — Formatura

– Vó ficou lindo! — Sorrir. — Eu amei, vou me arrumar.

– Ficou realmente maravilhoso, em você então… Vai ficar uma princesa. — Sorrindo.

Ela falando isso, lembrei-me da minha mãe ela disse o mesmo algum anos atrás antes do acidente. “Na sua formatura, você será a princesa e seu irmão o príncipe, os mais lindos da festa, e eu estarei lá vendo vocês brilhando, você pode ter certeza.” Meus olhos se encheram de lágrimas e peguei meu cordãozinho que tenho que minha mãe me deu quando fiz dez anos, segurando-o forte, quando abrir meus olhos minha vó sorriu.

– Se lembrou dela né? — Ela me olhou.

– Não me esqueço da minha Rainha nem um segundo vó, me lembro de tudo que ela me dizia, sobre a formatura. Não tem como esquecer iria ser importante ela lá hoje a noite.

– Você pode ter certeza que ela estará vendo você e o Gustavo brilharem. — Ela me abraçou. — Agora sem chorar e vai se arrumar, porque seu irmão já foi.

– Muito obrigado vovó eu amo você. — Abraçando-a. — Vou me arrumar. — Dei um beijo nela e pegando o vestido subi pro meu quarto.

Fui me maquiar ficando assim.

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Com muito cuidado para não desarrumar o cabelo que estava assim.

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Vestir meu vestido.

 62nd Annual Primetime Emmy Awards - Arrivals

Quando me olhei no espelho sorrir, meus olhos azuis brilhavam mais que o normal. Meu celular tocava, olhei no visor amor. Atendi.

– Oi meu anjo. — Sorrir.

– Oi princesa tudo bem?

– Ótima. — Risos. — E você?

– Feliz tô com saudade o dia inteiro sem te ver.

– Daqui a pouco vamos nos ver amor, também tô com saudade. — Sorrir pensando como ele estaria de terno. — Já se arrumou?

– Sim estou quase indo te buscar, já se arrumou? — Ele fez tipo uma tosse fingida.

– Que tosse fingida é essa hein? — Eu ri. — Pra sua informação já me arrumei ok? — Ele ria do outro lado.

– Eita não disse nada. — Ele riu.

– Idiota.

– Que você ama.

– Muito! Vem logo tá?

– Daqui a pouco tô aí Mari, beijo minha linda.

– Beijo amorzão, te amo.

– Eu muito mais.

Desligamos.

 

Organizei as coisas que havia tirado do lugar e calcei minha sandália, peguei meu celular apenas e sair do quarto.

– Maaari? — Gustavo me olhou.

– Não amor, Megan Fox! — O olhei e nós rimos.

– Ta que você é gata e tal irmãzinha, mas não sonha assim não beleza? — Gustavo ficou rindo.

– Você tem é inveja da minha beleza, dos meus olhos azuis. — Rindo dele.

– Feiosa! — Me abraçou. — Luan vai vim te buscar?

– Vai sim ele disse que jajá estará aqui, quer ir com a gente?

– Não, vou com a vovó. — Ele disse.

– É quem eu tô pensando que você chamou pra Formatura com você?

– Se você estiver pensando na Penélope, é ela…  — Ele enrolou. — Não. — Ele riu.

– Tem certeza que você é meu irmão guri? Você não é normal.

– Ah Claro e você é super. Falou a mais normal da casa.

– Claro meu bem. — Dei um beijo nele. —Nosso vovô que gato o senhor esta hein! — Sorrir. — Vó não é por nada não, mas se eu fosse à senhora ficasse de olho viu? — Todos nós rimos.

– Como é besta gente! — Meu vó ria.

– Pode deixar Marina que desse daqui eu cuido. — Uma buzina vazou lá de fora.

– Pois é vó, que do meu eu também irei cuidar. — Rimos. — Vou abrir a porta é o Lu.

Quando abrir ele estava encostado no carro girando a chave nos dedos, de terno preto, gravata prateada, cabelos arrepiados, sapato social. Quando ele me viu sorriu como nunca, que sorriso era como se iluminasse meu caminho.                                                                           Fui andando até ele quando chegava perto pude sentir seu perfume suave, nos olhamos e o abracei.

– Você está magnifico! — Sorrir, dando um beijo nele. — Todo perfeito.

– Preciso falar de você? Acho que não né? Você já é uma, mas está realmente parecendo uma verdadeira princesa, minha princesa Marina.

– Para amor. — Sorrir. — Nem é assim.

– Ah é sim! — Ele me abraçou. — Cadê seus avôs?

– Estão lá dentro vem, vamos lá pra você cumprimentar eles e irmos. — Sair na frente segurando sua mão e ele vinha logo atrás, conversando.

– Oi vó Helena! — Luan a abraçou, ele considerava a vovó Helena como sua vó e ela como neto, meu vô a mesma coisa.

– Oi meu netinho. — Ela sorriu. — Mas esta um arraso hein, Marina de olho viu minha filha.

– Tô de olho vovó. — Rimos.

– E aí vô João, como esta o senhor?

– Estamos aí Luan na luta!

– Sempre. — Luan sorriu. — E aí Gustavão! — Fizeram um toque estranho como sempre.

– E aí cunhado! — Ele disse.

– Querem ir com a gente no carro? Da pra ir certinho. — Luan disse.

– Não meus filhos podem ir… Vamos atrás.

– Certeza vô? — Perguntei.

– Sim, podem ir.

– Vou com eles também, até mais tarde Luan e Marina. — Gustavo disse.

– Até. — Falamos e saímos de casa.

Luan como sempre cavaleiro abriu a porta do carro, faltou me carregar nos braços *o*. Ele deu a volta se sentando e me deu um selinho, girou a chave e começava a dirigir, liguei o som baixo onde tocava alguns sertanejos. Luan me olhou.

– Mô eu não ia falar não muié, mas eu vou… — Ele riu.

– Ixi, lá vem merda! — Ri.

– Oxê! Por quê?

– Será porque né Luan? Talvez porque você seja muito santo né?

– É uai, você não esta vendo minha Aureola na minha cabeça?

– Vou nem dizer nada. — Rindo. — Fala o que é.

– Você esta muito gostosa Mari, e com esse vestido então. Meu Deus do céu me dê forças!

Não me aguentei de tanto rir. Luan me olhava sem entender e logo começou a rir também.

– Amor eu tô falando sério caramba, da pra parar de rir?

– Desculpe-me. — Rindo. — Obrigado meu amor, mas foi engraçado. Não aguentei!

– Mas isso você já sabe que é gostosa e que ficará o tempo todo perto de mim, né?

– Claro, o mesmo digo a você. — Sorrindo.

– Ótimo. — Ele parou o carro no sinal e me olhou com uma cara safada.

– Amor, por que esta me olhando assim?

– Assim como guria? — Ele riu e mordeu os lábios.

– Com essa cara de santo… Só que não! — Nós rimos.

– Pensando o que iremos fazer depois da formatura. — Ele me olhou pensativo.

– Para a festa né? — O olhei e fingindo de boba.

– Claro nossa festa nós dois sozinhos a noite inteira. — Ele piscou e me deu mais um selinho e voltou a dirigir.

– Primeiro curtir com os colegas, afinal a noite é uma criança! — O olhei depois olhei pela janela, onde já estávamos. Em frente o sítio, que por sinal a decoração estava perfeita. E o pessoal chegando.

– Mas amor… — Ele fez biquinho.

– Mas amor nada, Luan Rafael se recomponha. — Ele riu.

– Ok, você escolhe. — Ele me deu um selinho, mas outro, mas outro e até que… Escutamos.

Toc, toc, toc… Na janela do carro.

Capítulo 4° — Sonhos

– Porque eu saberia que você não iria gostar.. — O interrompi.

– Eu não gostei foi de você não ter avisado Luan, eu sei que é uma escolha sua, ok? Não tenho nada o que falar, mas custava pelo menos me disser que não iria fazer a prova, porque resolveu de uma hora pra outra fazer o show. — Respirei. — E mais fiquei preocupada com você, não apareceu ninguém sabia notícias, e sua mãe que me avisou.

– Eu sei que fiz errado, me desculpe. — Ele me olhou. — Mas é o meu sonho.

– Eu entendo que seja o seu sonho, mas parece que quando você diz assim.. é como se eu não fizesse parte, sabe? Eu sinto isso!

– Não diz isso, pois não é verdade.

– Você jura? — O olhei e ele calado ficou.

Respirei fundo me virei de costas fui andando em direção a porta. Ele me chamou.

– Marina não vai.

– Eu aqui só te faço mal. — Falei e me virei novamente. — Não deveria nem ter vindo.

– O que importa nessa noite pra mim é você está presente, nada sem você teria sentido. — Ele levantou a cabeça. — Fica por favor.

– Tudo bem.. — O olhei. — Desculpe por acabar com seu dia.

– Você iria acabar com ele se tivesse ido embora. — Ele me puxou, me abrançando. — Eu amo você, da pra entender?

– Sim, e eu também amo muito você. — Dei um beijinho.

Ele sorriu.

– E a Biologia? — O olhei.

– Se não der certo música, será isso. — Ele sorriu. — O que você acha?

– Acho que você deve continuar na música e seguir seu sonho, e no futuro será um grande cantor, com vários fãs gritando pelo seu nome. E você ficará sem saber o porque disse tudo está acontecendo. Deus não te da um fardo, que você não consiga carregar. Abrace seu sonho com vontade e vai lutar por ele, que tudo dará certo. — Sorrir. — E eu pra sempre serei sua fã número um! — Sorrir e ele sorriu junto com tudo que eu disse ele se emocionou.

– Obrigado, muito obrigado. — Me deu alguns selinhos.

Bateram na porta e entrou, era o Anderson.

– Desculpe, mas Luan ta na hora camarada! — Ele sorriu.

– Ok Anderson, já estou indo. — Luan disse.

– Vai lá. — Sorrir. — Boa sorte, eu te amo.

– Obrigado. — Ele sorriu. — Vai ficar onde?

– Com a Lari e os meninos. — Falei, dei um beijinho. — Torcendo por você.

Ele sorriu e fomos andando pro local do palco ele foi e eu fui procurar os meninos, logo vi Gus que me puxou pra perto dele, disse que homem nenhum iria ficar me olhando. Ata! Uhsauhsauhs. Fomos um pouco pra perto do palco e encontrei sogra que me abraçou e estava super feliz pelo filho, Bruna ficou perto de mim o tempo todo. E Luan foi anunciado no palco, ele entrou só com o violão, e cantou várias músicas de suas composições Meu Destino, Prefiro o violão, Amor impossível, Amanhã,Vai viola, Chega de sofrer, Falando sério, Curtição e entre outras músicas, um show simples, mas lindas. O sorriso no seus lábios era tudo!
Quando o show acabou nos encontramos na porta do local mesmo, ele veio todo feliz, todo mundo abraçava ele, pedia fotos, autógrafos já. Me sentei no banco que ali tinha e o esperava, passou alguns minutos.

– Meu amor. — Ele sorriu. — Como foi?

– Elas não responderam isso pra você? Nem precisa de uma resposta. — Sorrir.

– Minha linda. — Me beijou.

– Luan foi lindo! — Bruna abraçou o irmão.

– Gostou Bruninha.

– Demais você arrasa!

– Cunhadão arrasou hein, top gurizinho!

– Valeu Gustavo, e ai Miguel! — Fizeram um toque.

– Luazin tava bom demais cara.

– Valeu!

– Cadê a Lari? — Olhei Miguel.

– Não sei ela estava com a gente agora a pouco. — Miguel disse.

– Cheguei gente! — Ela apareceu.

– Terrível essa Larissa! — Gustavo riu.

– Vou nem falar nada, ok? — Ela riu.

– Vamos embora né? Amanhã temos a formatura, estou me preparando. Vamos sair da escola!

– Vão sentir saudades hein! — Miguel falou. — Só que na faculdade é tudo novo.

– Eu não irei fazer faculdade.

– Quem já nasce com dom é outro nível né Luan? — Gustavo disse rindo.

– É amor isso é verdade. — Sorrir.

– A vida do Luan será na estrada fazendo shows por esse mundo a fora! — Larissa disse.

– Se Deus quiser. — Eu falei, ele me olhou. — E eu estarei torcendo por isso.

Ele sorriu e ficou me olhando todo bobo.

– Imagina só daqui algum tempo não será Gurizinho.. — Gustavo dizia. — Será Luan Santana!

– Olha ai Luan seus amigos já arrumaram o nome pro mais novo artista! — Anderson sorriu. — Contratante do maior show de Barretos assistiu seu show, e quer você no palco dia 23 de dezembro, lá em São Paulo.

– Luan Barretos é uns dos maiores shows de São Paulo cara! — Miguel disse.

– Mas cara, como assim? — Luan me olhou super feliz. — Mas é no dia do aniversário da Mari.

– Ei é o teu sonho em jogo, o que eu te disse vai atrás dele! — Sorrir. — É o começo de tudo esse show.

– Obrigado, muito obrigado meu amor. — Ele me abraçou.

– E quem disse que nós também não vamos? — Larissa disse rindo.

– Então eu aceito Anderson, pode marcar! — Luan sorriu.
Sogros ficaram felizes em saber da notícias assim como nós também ficamos. Nos despedimos de todos e fomos cada um pro carro, despedir do Luan e fui no carro com meus avós e Gustavo. Chegando em casa fui direto pro banho e depois dormir, esse dia foi bem longo.

No dia seguinte, acordei tomei um banho e me vestir, tomei café com minha vó. Gustavo tinha saído para cortar cabelo, meu vó pra fazenda. O dia inteiro foi assim bem calmo, quando era umas cinco e meia da tarde fui pro salão arrumei meu cabelo fiz minhas unhas e voltei pra casa, quando cheguei minha vó me passou meu vestido que ela tinha ido buscar. Estava lindo, maravilhoso, perfeito!

Capítulo 3° — Será?

– Lari, aconteceu algo com o Luan. — Eu falei desesperada.

– Como assim amiga? Calma. — Ela me olhou. — O que aconteceu com o Luan?

– Ele não veio fazer a prova. E ontem tivemos uma conversa não muito agradável.

– Por isso que está assim, hoje?

– Também, e ele não me avisou que iria faltar, e o celular só da desligado.

– Liga pro Miguel que chegou hoje de viagem, talvez ele esteja com ele. — Larissa me olhou.

– Isso que vou fazer. — Disse já pegando meu celular e discando pro Miguel.

Demorou um pouquinho, mas ele me atendeu.

– Oi ruivinha. — Assim ele me chamava.

– Oi meu anjo, chegou bem da viagem? — Já estava aflita.

– Sim e você como está?

– Tô bem, Miguel o Luan está ai?

– Não uai, ele não foi fazer a prova do vestibular?

– Não, ai meu Deus! Alguma coisa aconteceu ele não me atende.

– Já ligou pra tia Marizete? — Ele disse.

– Não, mas vou pra lá agora. — Disse.

– Ok Mari, qualquer coisa eu te aviso.

– Obrigado Miguel, beijo.

– Beijo.

Desliguei e apenas sair andando.

– Amiga vem peço minha mãe pra te deixar lá na casa da Tia, vem! — Larissa me puxou.

Entrei no carro da tia Marília já chorando e Larissa explicou pra ela que nada entendia, ela assim fez me deixando na porta da casa do Luan. Agradeci e fui tocando a campainha, demorou um pouco, mas Bruna irmã de Luan 14 anos, abriu o portão.

– Oi Mari. — Ela me abraçou.

– Oi meu Bru, sua mãe ta aí?

– Ta vem, vamos lá.

Ela saiu me puxando e assim pude ver minha sogra, sentada no sofá conversando no telefone, quando me viu sorriu, dei um sorriso torto e ela não demorou a desligar.

– Oi Marina, tudo bem minha linda?

– Não sogra, não tá! — Respirei fundo. — Cadê o Luan? Porque ele não apareceu pra fazer a prova do vestibular?

– Querida vem, senta aqui. — Ela me fez sentar no sofá e se sentou ao meu lado.

– Lembra do Anderson? — Ela me olhou.

– Anderson? Aquele empresário? — A olhei.

– Sim ele mesmo. — Ela sorriu. — Ele ligou ontem a noite pro Luan perguntando se ele queria fazer um show hoje no dia do vestibular. Luan com muito medo pensou no que ele queria, ele sabe que essa história de música pode dar errado, mas ao invés do vestibular ele escolheu a música. Hoje ele tem show, naquele galpão do Salsicha lembra?

– Claro, onde o Luan fez o seu primeiro “Show”. — Falei. — Mas porque ele não me avisou?

– Ele saiu tão cedo e você estava na prova, ele pediu pra me avisar todo mundo família, amigos, você.. só que como você estava fazendo a prova avisei sua vó. — Ela sorriu. — Hoje ás 20hrs ele estará lá cantando, e você tem que estar lá.

– É quem sabe… — Olhei pro chão, meus olhos lacrimejaram. — Preciso ir, desculpe-me! — A abracei. — Tchau Bru.

– Te vejo mais tarde? — Ela me olhou.

– É acho que sim. — Disse saindo da casa.

Quando coloquei o pé na rua comecei a chorar, eu sei que esse era o sonho do Luan, mas ele não me avisou. E ele disse que eu estava nos planos dele, eu não aguentava mais. Sair andando por aquelas ruas, até chegar na casa dos meus avós. Quando cheguei minha vó estava preocupada comigo, por não saber por onde eu andava e sem avisar.

– Marina posso saber onde estava? Porque não me avisou que iria sair? — Ela me olhou quase chorando.

– Desculpe vó, não irei fazer mais. — Disse. — Onde ta o Gus?

– No quarto dele. Me diz o porque de estar chorando?

– Não é nada! — Sair dali subindo pro meu quarto, quando ia entrando.

– Pode me explicar o que deu em você Marina?

– Mas que saco! — Gritei. — O que é agora também, hein? Não sou mais uma criança Gustavo, não sou.

– Mas custava avisar que depois da prova iria sair? — Eu entrei no meu quarto fechei a porta, ele abriu e entrou. Me joguei na cama.

– Eu tô cansada, nada ta dando certo, nunca dá! Perdi meus pais sinto falta, agora será que também vou perder o Luan?

– Isso é sua escolha!

– Gus por favor, me deixa sozinha.

– Não, antes quero saber.. vai no show do Luan hoje?

– Até você sabia?

– Ele me contou ontem, mas pediu pra não te avisar. Pois, sabia que você iria fazer isso que esta fazendo agora. — Ele me olhou. — Para com isso, deixa essa mania de ser birrenta de lado Marina.

– Gustavo por favor, sai do meu quarto! Eu quero ficar sozinha.

– Olha eu vou ok? Se quiser conversar comigo e tiver uma reposta, me avisa quando estiver de boa. — Ele deu as costas e bateu a porta. Com certeza, deve ter ido pro quarto dele.

– Que merda! — Socava o colchão. — Que ódio! — Já chorava de novo.

Meu celular começou a tocar, era a Larissa, atendi.

– Oi Lalá. — Disse.

– E aí amiga?

– Ele não foi porque hoje ele vai fazer um show.

– Já imaginava. — Ela disse do outro lado. — Que bom que é isso né?

– É..

– Você vai no show né?

– Não sei..

– Como não Marina? É o seu namorado, ele quer você lá com certeza.

– Eu não tenho a certeza se ele quer isso. — Disse com a voz embarcada.

– Como assim?

– Porque ele não me avisou Lari? Porque?

– Porque ele saberia o jeito que você iria ficar Mari, nós conhecemos você, muito melhor do que qualquer pessoa.. são 15 anos juntos.

– Eu sei, mas eu não sei se quero ir. Eu vou ver quem sabe eu apareça por lá, vou tomar um banho, beijo!

– Beijo minha linda, e olha sete meia passo ai pra ir junto com você e o seu irmão.

– Tchau. — Joguei meu celular na cama e fui entrando no banheiro.

Fiquei horas lá de baixo, lavei os cabelos depois de mais ou menos uma hora ali debaixo sair e coloquei um pijama, me deitei e peguei meu livro

e ali fiquei lendo um pouco. Até meu celular vibrar, olhei era uma mensagem “amor”. Quando abrir estava escrito.

“Desculpe meu amor, não pude ir hoje, mas acho que seu irmão te avisou né? Antes do show preciso conversar com você, então quando chegar me avisa.. Eu te espero lá, viu? Eu te amo!”

Joguei meu celular na cama e me virei pro outro lado e assim por alguns minutos fiquei, pensando no que fazer.. até.

 

– Posso entrar? — Miguel disse já entrando.

– Já entrou. — O olhei.

Ele estava todo arrumado, do mesmo jeito que eu estava continuei.

– Não acredito que você ainda não se arrumou, guria. — Ele me olhou.

– Arrumou?

– É uai, fiquei responsável por passar aqui e levar você. — Ele sorriu.

– Motorista particular agora? — Rindo.

– Ai palhaça, anda levanta. Luan está te esperando e você precisa se arrumar.

– Ai Miguel pode ir quero ficar em casa.

– Eu não acredito que eu e a Lari viemos atoa pra cá. — Ele me olhou.

– Leva o Gus!

– Olha te dou quinze minutos, daqui a pouco subo.

– Não. — Resmunguei.

– Sem mas! — Ele riu saindo.

Arrg! Me levantei mesmo não querendo e fui procurar um look, como já tinha tomado banho, fiz minha make e fiz uma trança e o restante do cabelo solto, me vestir.

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Por último peguei minha bolsinha, documento e celular. Quando fui abrir a porta, abriram primeiro. Era Larissa, ela sorriu.

– Pensei que eu iria ter que vestir a roupa, na bebê. — Ela riu.

– Idiota! — Risos. — Vamos anda.

– Borá!

Descemos a escada lá estavam Gustavo e Miguel. Meus avós já tinham ido na frente, eles me olharam.

– Mas ela ama fazer um charme. — Gustavo me abraçou e saiu me puxando.

– Vou ficar calada, ta bom? — Olhei pra eles.

Entramos no carro e fomos a caminho eu estava feliz pelo Luan, mas ao mesmo tempo muito chateada por tudo que estava realmente acontecendo. Não demorou muito estávamos na porta do local, descemos do carro, enquanto Miguel foi estacionar, assim que ele voltou entramos. Assim que entrei liguei pro Luan, de todo jeito tinha que conversarmos. Pedi licença e fui para um canto mais reservado, e liguei.

– Amor? — Ele disse.

– Acabei de chegar Luan, como faço pra ir até você?

– O Anderson está te esperando perto do palco, já falei de você pra ele.

– Ok, beijo.

– Beijo!

Desliguei e fui a procura do Anderson, a quanto tempo não o via. Nem sei quem é mais, sei lá. Cheguei perto do palco e lá estava um homem de terno que logo me viu e sorriu, quando cheguei perto.

– Marina, não é isso? — Ele sorriu gentilmente.

– Isso. — Sorrir. — Luan disse que você viria, venham.

– Ah sim, obrigado. — Fui seguindo ele.

Até que chegamos a uma porta ele disse.

– A vontade! — Sorriu e saiu.

O agradeci e respirei fundo, dei três toques na porta e entrei.

– Licença. — Falei.

Lá estavam sogros, Bruna e suas primas. Elas vieram me abraçar, abracei e cumprimentei todos ali. Que logo nos deixaram sozinhos, e ele veio me abraçar.

– Que bom que você veio.

O abracei, mas assim que soltamos fui logo direta.

– Porque não me avisou? — Falei baixinho, mas o possível que ele pudesse escutar e me olhar novamente.

Capítulo 2° — Decisões

Vou pros EUA e Luan não poderá ir comigo, isto ta confuso. Sentir algumas lágrimas em minha face, e Luan me chamava, estava viajando em meus pensamentos.

– Mari, amor.. Marizinha, por que você está chorando? — Quando dei por mim ele já estava na minha frente.

– Só me abraça. — Minha voz saiu baixa e embarcada pelo meu choro.
Assim ele fez o que eu pedi, me abraçou fortemente, envolvendo seus braços em minha cintura, minhas mãos passeavam sobre sua nuca. Eu o cheirava, queria poder sempre guardar aquele perfume comigo, pra sempre na memória. De novo ele me despertou dos meus pensamentos, se afastando devagar e enxugando minhas lágrimas com uns beijos.

– Princesa, o que foi meu amor? — Colocando meu cabelo que caia em meu rosto, atrás de minha orelha.

– Eu quero guarda você pra sempre na memória. — Sorriso fluiu em minha face.

– Porque isso agora meu amor?

– Semana que vem irei buscar minha passagem para o Estados Unidos. — Falei triste. — Pro ano que vem.

– Você não desistiu mesmo né? — Luan se virou de costas e andando em direção a cama se sentou, apoiou os cotovelos no joelho e tapou os olhos com as mãos.

– Eu vou voltar Luan. — Eu falei.

– Oito anos Marina, não são oito dias, oito meses, são oito anos! — Ele me olhou, seus olhos lacrimejavam.

– Eu sei, sei que é tempo demais por esperar uma pessoa.

– Tô me alimentando de uma coisa que nem dará certo em minha vida. — Chorando.

– Luan não chora, por favor amor. — Eu começava a chorar também. — Eu amo você amor, não vamos pensar nisso.

– Se você me amasse não iria pro outro lado do mundo, você não acha? — Ele me olhou.

– Não, não acho isso. Por que eu te amo com todas as forças, minha vida sem você já não dá mas também não posso ir pro EUA e deixar você me esperando por oito anos. Sei que você não é de ferro e que é um ser humano, precisa viver. Não é mesmo? E eu estou indo atrás dos meus sonhos, você está incluido em cada parte, porque és a melhor parte de mim. Mas aqui você estará correndo atrás dos seus sonhos, não é? Quem sabe quando eu voltar, tudo se acerte.. mas o seu lugar aqui, — Segurei em meu peito. — Sempre baterá mais forte, por essa saudade que irei sentir, Me doí ter que acontecer isso, mas é pelo nosso futuro.

– Planejava o nosso futuro de outro jeito, de um modo mais fácil.

– Tudo que é mais fácil, nem sempre dá certo Lu.

– Só queria ter você pra sempre ao meu lado.

– Sabe esse ursinho? — Peguei um ursinho que havia dado ele há um tempo. — Quando eu for e você sentir saudades, abrace ele, eu estarei te abraçando. E eu quero sua felicidade, quero que você faça sua parte, para quando eu voltar, saber que realizou todos os seus sonhos o que você sempre quis. — O abracei forte ele também me abraçou, por minutos assim ficamos.

– Eu amo você pequena. — Ele disse em meu ouvido, sussurrando.

– Eu te amo muito mais meu amor.

Nos beijamos por longos minutos, segundos.

– Eu tenho que ir para casa Lu. — Falei enxugando as lágrimas.

– Vou levar você. — Ele levantou, lavou o rosto. — Vamos?

– Vamos. Promete pra mim que não vai ficar assim, tristonho.

– Não posso prometer algo que não irei cumprir. — Ele disse.

– Lu! — Antes de sairmos do seu quarto o abracei. — Daria tudo pra você ir comigo.

– Mas não dá né?’

Apenas abaixei a cabeça e sair na frente, passei pelos sogros e a Bruna desejando boa noite. Luan pegou a chave do carro e veio atrás. Abriu a porta pra mim e depois deu a volta se sentando. Ligou o carro e acelerou, ele estava ligadissimo ao trânsito, olhava as estrelas pelo vidro da janela e ali me encostei até chegarmos em minha casa.

– Também não quero que fique esse clima chato entre nós dois. — Ele disse. — Você sabe que independente de tudo e de qualquer coisa eu amo você, estou chateado sabendo que começarei o ano que vem sem a pessoa que eu amo, sabendo que essa pessoa irá pra longe de mim. E não é por alguns dias, são anos. Anos que nem sei se depois você volta.

– Ei amor, é claro que irei voltar. — Falei. — Mas também irei vim nas férias, Luan é uma oportunidade única pra mim.

– Por isso que eu quero que você vá. Esse é o teu sonho e você tem que ir atrás dele, ser uma futura médica. — Ele parou o carro em frente a minha casa. — Fica bem ta?

– Só se você me prometer isso também.

– Eu vou ficar bem. — Ele me deu um beijo, como se fosse o último, intenso e apaixonado.

– Eu amo amar você, vida.

– Meu amor. — Alisei seu rosto e dando um outro selinho.

– Amanhã a gente se ver ta? — Ele sorriu. — E não esqueça, eu amo você.

– Até amanhã meu amor. — Sorrir. — Boa noite, que seu anjo da guarda te proteja. Te amo.

– Tchau. — Ele me deu alguns selinhos.

– Quando chegar avisa. — Sorrir, desci do carro.

– Aviso Mari, tchau.

Ele foi e eu entrei.

Meus avós assistiam TV passei por eles e desejei uma boa noite e eles reparara na minha tristeza, mas não falaram nada. Fui direto pro meu quarto, separei minha roupa de dormir e fui pro meu banho. Depois demais ou menos uns quarenta minutos sair já vestida e logo me deitei. Olhei meu celular e tinha uma mensagem, quando abrir.

“Cheguei meu amor, boa noite e não esquece.. eu te amo <3”

Respondi e ali fiquei deitada pensando, na minha vida. Bateram na porta.

– Entra.—Falei.

– Será que posso conversar com minha irmã? — Gustavo entrou no quarto.

– Se conseguir..

– O que foi marrenta?

– Contei pro Luan da viagem, claro como já esperava ele está super chateado. Eu não queria magoa-lo. Eu amo ele Gus.

– Eu sei o quanto você o ama, mas é difícil eu sei.. fica assim não pequena.

– Valerá a pena deixar quem eu amo? Não vai. — Comecei a chorar novamente. — Eu também não quero deixar o Luan esperando Gus, ele tem a vida dele, ele é humano não é de ferro. E não é uma semana, são oito anos. Como deixar quem mais amo? Ta doendo. — Gustavo me abraçou forte.

– Se for para ser, será. — Ele me olhou. — Quem sabe quando você voltar isso se resolva?

– É quem sabe. — Falei baixinho em choros, abraçados.

E assim dormir abraçada com meu irmão.

Acordei com meu celular despertando, olhei na tela seis da manhã.. me levantei ainda com o assunto de ontem me encomendando, fui logo para um banho rápido e logo vestir minha roupa. Amarrei meu cabelo, passei apenas um gloss como sempre, peguei meus materiais e desci para cozinha.

– Bom dia. — Abracei minha vó Helena.

– Bom dia, mas no último dia de aula, véspera da formatura vocês tristinha assim? Ah, o que foi hein?

– Nada vovó. — Sorrir forçado. — Nada demais. — Pegando uma pera.

– Ok, se precisar de mim.. você já sabe minha filha.

– Sim vovó, eu sei. Obrigado. — Dei um beijo no rosto dela. — Gus vamos?

– Vamos! — Tchau vó, vô.

Saímos calados ele claro tento puxar assunto, mas viu que não tinha jeito, apenas me abraçou e fomos para escola, em minutos estávamos lá logo entrei para sala e sentei no meu lugar. Todos sabiam que se eu chegasse um dia sem brincar com ninguém a coisa tava seria. Larissa veio já me perguntando o que havia acontecido, disse que depois conversava com ela. Bem hoje seria a prova do vestibular, eu não havia estudado nada nada. Luan também não chegava. Aquilo me deixava aflita, ele não ligou avisando. Apenas perguntei Gustavo se ele sabia de algo, mas foi em vão. Fiz minha prova, mesmo com a cabeça em outra lugar. Fiz toda prova com muita dificuldade pra pensar. Depois de mais de 4 horas naquela sala fazendo prova sair da sala, minha cabeça estava explodindo de tanto que doía. Luan não veio fazer a prova do Vestibular, como assim? 

Capítulo 1° — O começo

Você nasceu em Campo Grande – MS, e mora com seus avós. Seus pais morreram num acidente voltando de uma cidade vizinha, quando eramos pequenos, sobrevivendo eu e meu irmão. Desde então moramos com nossos avós maternos. Seus melhores amigos que tinha em CG desde de pequena são Larissa, Miguel e Luan Rafael que também estava cursando o terceiro ano juntos com você. Luan além de ser melhor amigo é também seu namorado, estavam juntos há dois anos. Eu e Gustavo meu irmão somos gêmeos temos 17 anos completaríamos 18 dia 23 de dezembro.
Me chamo Marina, sou ruiva com o cabelo liso, olhos azuis, nem magra nem gorda, podemos dizer que tenho corpo, adoro academia! Sou um pouco baixinha 1, 67 de altura e só pra constar branca, precisava urgentemente de sol, aqui em Campo Grande é difícil pegar uma corzinha. Meu irmão Gustavo é atração da mulherada, arrasa os corações das meninas na escola, na rua por onde passa. Ele tem cabelo castanhos lisos sempre arrepiados, olhos também castanhos, branquelo e também precisava de um sol, hahaha. E solteirismo para a alegria das gurias.
Luan tem também 18 anos fez esse ano dia 13 de março, seu cabelo preto liso arrepiados, olhos castanhos, mas branco que eu.. Já viu né? Aqui em CG somos todos assim uhsauhsa. Luan tinha seu sonho em ser cantor, mas também planos para biologia. Ele sempre leva seu violão pra escola, tocava nos intervalo ou até mesmo na sala, e todos amavam a farra.

– Ôh preguiça borá levantar, temos prova. — Gustavo me acordava, quer dizer me sacudia e jogou o travesseiro em mim e se afastou.

– Me deixa Gustavo! — Joguei o travesseiro nele.

– Que agressiva essa minha irmã.— Ele riu.

– Agressiva você nunca me viu. — Falei me sentando na cama. — Ahh que saco! — Bufei.

– O que é reclamona? — Ele me olhou.

– Não tô num dia bom hoje, TPM!

– Vish! Tenho dó é do Luan e da Larissa.

– Eles são meus melhores amigos, eles me aguentam. — Mostrei língua.

– Então sra. TPM se arrume, te espero lá em baixo.

– Tenho outra opção? — Gritei perguntando.

– Não! — Ele desceu dando risadas.

Ta aí, o que eu odeio! ACORDAR CEDO! Odeio, nossa, pra que isso? Pois é, me pergunto todos os dias. Me levantei como de costume fui até o espelho meu cabelo, NOSSA meu cabelo ta um saco. Arrrg! Tô vendo, hoje será um dia daqueles. Entrei no banheiro tomei meu banho para me manter acordada. Vestir minha roupa, arrumei meu cabelo, calcei meu tênis, peguei minha mochila e desci para tomar café.

– Bom dia querida. — Minha vó Helena me deu um beijo na testa.

– Bom dia vozinha.— Falei desanimada, abraçando-a.

– Que desanimo hein Marina. — Ela disse, enquanto tomava meu café.

– Muito vó, tô meio que na TPM.

– Eita guria. — Meu vó João entrou na cozinha. — Ta de TPM mas está atrasada. Borá Gustavo já está no carro.

– O jeito é ir né? — Me levantei,peguei minha mochila despedir da minha vó e entrei no carro.

– Até que fim! — Gustavo disse.

– Arrg, Gustavo quieto.

– Também te amo, tá?
Eu e Gustavo somos muitos amigos além de irmãos, somos muitos ligados um ao outro, dizem que é porque somos gêmeos. E pra dizer a verdade amo o meu Gus chato. Sou ciumenta demais com ele, mas não só com ele, com o Luan Rafael muito mais u.u.

– Chegamos. — Gustavo já saia do carro.

– Que ânimo, hein?

– Normal menina, uai.

– Aham ta bom, vai pegar quem hoje? — Ri, só para irritá-lo. — Tenho que saber uai.

– Cuida da sua vida estranha. — Ele disse. — Tchau vô.

– Que amor hein! — Sorrir. — Beijo vô te amo, até mais tarde.

– Vocês dois viu. — Ele ria. — Boa prova e aula pra vocês.

– Espero que seja!

Entrei pro colégio e logo vi Luan com seu amigo Bruno. Ele me viu e veio logo andando até mim.

– Bom dia princesa, porque seu irmão entrou dizendo que você esta chata hoje? — Me deu um selinho.

– Ah é? Ele já veio falar da minha TPM? — Eu o olhei feio. — Gustavo fofoqueiro. — Eu ri.

– TPM muié? Ah não hein!

– Uai posso fazer nada. — Risos. — Não queria nem vim hoje.

– Ia deixar seu namorado solto? — Ele riu.

– Como é que é Luan?

– Nada, nada morzinha.

– É né? Nada.. sei.

– Minha namorada é muito brava, meu Deus, ela até bate.

– Ah, ela só bate? Ela é boba, deveria fazer algo pior.

– Credo amor, você me da medo cara. — Eu ri, da carinha fofa que ele fez.

– Vai brincando pra você ver.. —Ri. — Bobo.

– Cadê a Lari? — Luan perguntou.

– Acho que.. — Larissa me interrompeu.

– Cheguei! — Ela me abraçou.

– Chegou Lu. — Risos. — Tudo bem Lari? Como foi o dia de ontem?

– Como sempre se melhorar, piora.

– Mas vocês duas combinaram nesse mal humor todo, só pode!

– Ai Lu! — Ri. — Vamos parar de conversa e ir pra sala, prova já vai começar.

Fomos para sala quando entrei na sala.

– Oi Mari, bom dia. — Ele sorriu.

Todas as vezes que eu entrava na sala era a mesma coisa, meu Deus. Ele adorava irritar o Luan, que não gostava dele nenhum pouquinho. Mas eu não importava com ele, já Luan? Vish!

– Bom dia Henrique. — Passei direto e me sentei no meu lugar. Luan logo atrás de mim.

– Esse Henrique, brinca com a sorte que ele tem. — Luan me olhava e depois desviava o olhar para Henrique.

– Ignora Lu. — Sorrir.

– Bom dia meus alunos. — Guilherme professor de física e que professor viu.. nossa! Gato demais, Luan morria de ciúmes também. — Vamos continuar nossas provas? Semana tem os últimos preparativos da formatura que já é sábado. Estão preparados?

– Demais. — Todos disseram.

A aula de Guilherme foi as provas que fizemos exatamente em dois horários, o terceiro foi a professora de história. Ah como eu odiava aquela mulher, acho que ela esquece que vem pra escola pra da aula e coloca roupas cheio dos decotes. Luan era caidinho por ela, eu me mordia de ciúmes e rezava pra aula dela passar rápido. Logo após, foi o intervalo fomos conversar e comer era só zoação. Final do ano sempre assim, ainda mais esse ano Terceirão. Acabando o intervalo, voltamos pra sala e tivemos mais fois horários de matemática que demoraram uma eternidade para acabar. O sinal tocou.

– Amém, não aguento mais! — Eu disse, um pouco alto.. talvez muito. A sala inteira riu, meu professor me olhou e apenas saiu da sala.

– Ainda bem que você já passou na matéria né Marina. — Gabriele ria.

– Acho que falei alto demais né? — Ri.

– Você acha amor? — Luan riu.

– Ahh, mas cara eu cansei né? — Dei um selinho no Luan.

Saímos da sala, Lari logo despediu tia Marília mãe de Lari havia chegado.

– Amor vamos lá para casa? — Luan disse.

– Sim Lu, vou só avisa o Gustavo. — Sorrir.

E fui a procura dele, e lá estava ele com a piriguete da Penelope.

– Gus! — O chamei, ele vinha e ela atrás.

– Oi Mari? — Me abraçou.

– Estou indo para casa do Luan, avisa a vovó para mim. Beijinhos! — O abracei e cochichei em seu ouvido. — Ela? Não acredito, merece coisa melhor.

– Calada. — Ele devolveu o cochicho, rimos.

– Tchau.

Sair a procura do meu namorado e fomos andando mesmo, não era distante dali.

– Então ta com ciúmes da Penelope? — Luan riu.

– Quem disse?

– Da pra ver Mari.

– Eu só não gosto. — Ri.

– De quem você gosta? — Nos olhamos e começamos a rir.

– Idiota!

Chegando na casa dos pais do Luan, Bruna sua irmã mais nova tem 14 anos veio correndo me abraçar.

– Oi Bruninha.

– Oi Mari, Lu.

– Oi Bru. — Luan disse abraçando-a.

– Amor vou só tomar um banho, vem comigo?

– Não Lu, vou ali conversar com sua mãe. Vai lá. — Sorrir e Luan subiu. — Sogrinha?

– Marina que saudades menina. — Ela me abraçou. — Como você está?

– Estou bem e você?

– Bem demais, cadê o Luan?

– Foi tomar um banho.

– Ok. Vou colocar a mesa para almoçarmos.

– Te ajudo. — Sorrir. Fui pegando os pratos, copos e fui arrumando a mesa.

– E seus avós como estão? — Ela me olhou.

– Estão bem graças a Deus, meu vô foi pra fazenda e minha vó ficou lá em casa. Depois vai lá, ta sumida demais.

– Vou sim querida. — Ela sorriu.

– Mamusca. — Luan entrou e deu um beijo na mãe.

– Oi meu filho, tudo bem?

– Demais. Fazendo o que de gostoso ai, hein?

– Frango com quiabo, pequi e arroz.

– Eita, hoje você come hein Lu. — Ri.

– Hoje eu fico gordo. — Ele riu.

– Mas isso você já é, não? — Eu e a sogra rimos.

– Até você mamusca?

– Uai meu filho. Vamos almoçar vamos? Chama a Bruna pra mim Mari.

– Claro. — Sorrir.

Fui atrás de Bruna e voltamos para mesa, nos sentamos. O almoço como sempre de Marizete estava delicioso, as conversas rendia naquela mesa. Bruna desde quando nasceu ela é grudada em mim. Uma fofa! Quando terminamos de almoçar a Marizete já ia arrumando a cozinha e eu falei.

– Não Mari, vai descansar eu arrumo aqui. — Tirando os pratos das mãos dela.

– Não que isso, eu arrumo.

– Por favor. — Implorei sorrindo.

– Ok, ajuda ela então Luan. Vou arrumar a Bruna para escola. — Ela saiu sorrindo.

– Você é uma nora que toda sogra quer ter. Você é linda demais. — Luan disse me abraçando.

– Awn meu amor. — Dei um beijinho. — Vou limpar as coisas, depois vamos ver um filme? — Disse animada.

– Borá, vou te ajudar.

Lavamos as louças, limpei a mesa, fogão, varri a cozinha, passei pano. E Luan também ajudou, terminando e estava limpa impecável.

– Borá assistir o filme agora? — Saiu me puxando para o quarto dele.

– Que filme mô? — Peguei o cobertor e deitei na cama.

– Sempre ao teu lado. — Luan amava esse filme.

– Então vem.

Luan deitou e eu deitei minha cabeça em seu peitoral e ela fazia carinho em meus cabelos, enquanto víamos o filme. Quando o filme acabou Luan já dormia, continuei ali e acabei adormecendo.

Algumas horas mais tarde…

Acordei e Luan estava me olhando, com um sorriso bobo nos lábios. O olhei e sorrir.

– Há muito tempo ai me olhando? — Arrumei o cabelo dele.

– Você até dormindo é gata, meu Deus cara. — Rimos.

– Besta você hein! — Sorrir, dei um beijinho no Luan. — Quantas horas?

– Quase seis.

– Já? Que isso, dormimos demais.

– É o cansaço vidinha.

Me levantei e fui pra frente do espelho, que mania né? Pois é, eu tinha a mania de toda hora olhar no espelho. Amarrei meu cabelo.

– Você não vai agora não né?

– Tem que ir Lu, daqui a pouco escurece.

– Ai eu levo você uai. — Ele disse se levantando. — Você acha que eu vou deixar você sozinha?

– Não! — Sorrir.

Fiquei escorada na parede, enquanto ele sorria ali pra mim. Próximo ano quem sabe o que será de nós? Se existir nós…