Capítulo 34° — Pousada

– O que é amor? — Luan entrou correndo.

– Tira aquele trem dali, pelo amor de Deus! — Apontei para uma aranha gigante.

– Ai mô. — Ele me olhou. — Não faz isso, pensei que tinha acontecido algo com você. — Ele riu.

– Luan Rafael mata esse bicho logo, pra me fazer o meu xixi e a gente continuar a viagem. — O olhei séria.

Ele me olhou rindo e matou a aranha, e então fui fazer o xixi e Luan começou.

– Viu poderia ter parado em outro lugar, foi querer vim nesse lugar estranho. — Ele dizia e ria.

– Fica calado! — Disse enquanto lavava as mãos e o olhei. — Vamos embora desse lugar. Sabe aqueles filmes de terror? — O olhei e íamos saindo daquele banheiro.

– O que tem?

– Esse posto é bem parecido, imagina isso aqui à noite? — Ri. — Deus me livre!

– Boba! — Rimos. — Quer que compre água?

– Não nesse lugar estranho amor. — Ele me abraçou fortemente e beijou meu pescoço, e fomos saindo daquele lugar horroroso, continuando nossa viagem. — Nunca entrei num lugar tão estranho como esse!  — Falei.

– Bem feito. — Luan mostrou língua.

– Idiota.

Rimos. Demorou mais uma hora para chegarmos ao tal lugar, uma pousada linda bem tranquila ao som dos pássaros, barulhos das águas dos rios. Ar livre era tudo que precisávamos para passar nossos últimos dias. Então Luan estacionou o carro e saímos dele.

– Ai que lugar lindo! — Sorrir. — Amei amor.

– Vamos passar esses dois dias aqui. — Ele me abraçou.

– Vou adorar. — Dei um beijinho demorado.

Então pegamos nossas bolsas e Luan seu violão que sempre estava junto, e entramos. Fomos à recepção e entregaram a chave da nossa cabine, que lindo era tudo!

– Gatinha vamos almoçar aqui no quarto ou vamos descer? — Luan me olhou.

– O que você quer meu bem? Pra mim tanto faz.

– Então vamos descer e depois vamos passear pela pousada, pode ser?

– Pode! — O beijei, coloquei a minha bolsa em um canto do quarto e saímos do quarto.

Fomos andando até ao restaurante da pousada, e quem conhecia o Luan o parava pedia fotos e claro ele sempre carinhoso. Então n0s sentamos numa mesa mais reservada e nos serviram.

– É tão bom passar tempo assim com você, meu amor. — Ele sorriu.

– É muito Lu, não quero pensar em mais nada a não ser em nós dois. — Sorrir. — Quero aproveitar, pois vai saber né.. — Ele me interrompeu.

– Ei, vamos pensar em nós dois. — Me deu um selinho. — tudo bem?

Apenas concordei, e sorrir. O almoço foi muito agradável, a comida muito boa, o lugar maravilhoso. Fomos andar pela pousada, Luan com sua mão em minha cintura e ele contando histórias que quando ele puder, irá comprar uma chácara para juntar todos da família, esse era um dos sonhos de Luan.

– Isso é ótimo meu amor. — Sorrir. — Sabe meu sonho é poder está com você realizando esses sonhos, pra mim seria perfeito. — Luan ficou me olhando sorrindo.

– Se Deus quiser você estará minha princesa.

– Amém. Vamos tirar uma foto para guardarmos de recordação. — Sorrir e uma mulher passavam pedi para que tirasse para gente, peguei o boné do Luan, mas a gente ainda não tinha se organizado, mesmo assim ela bateu a foto que ficou linda, descontraída.

– Ficaram lindos! — Ela disse.

– Muito obrigado. — Agradeci e ela saiu.

Então mostrei a Luan e postei.

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“Momentos perfeitos, te amo!”

Me sentir um galã nessa. — Luan riu.

– Besta!

– Vamos andar a cavalo amor?

– Vamos, tanto tempo que não ando.. — O olhei. — Nem sei se sei andar mais Lu. — O olhei.

Oxê é claro que ocê sabe muié, vou lá eu te ajudo. — Ele sorriu me puxando e fomos escolher os cavalos.

– Olha esse branco amor, amei.

– Então será esse. — Ele gritou chamando um homem que estava sentado e pediu para que selasse os cavalos.

– Ele não é bravo? — Perguntei ao moço.

– Esse é o mais calmo daqui. — Ele sorriu.

– Ah ótimo!  — Sorrindo. — Já escolheu Lu?

– Já amor, eles já vão trazer.

– Bom andar a cavalo é uma das coisas que mais amo fazer, pena que nem deu tempo de ir à fazenda nesse tempo que vim, mas estou aqui com você que vai me ajudar a relembrar como monta a cavalo, pois sinceramente, lembro não. — Nós rimos.

– Então vamos, olha lá. — Ele apontava os caras que traziam os cavalos.

– Aqui Sr. — O cara entregou ao Luan. — Aqui senhorita. — Ele me entregou as cordas em minhas mãos.

– Muito obrigado. — Os agradecemos e eles saíram. — Pronto amor me ajude a montar.

– Vem gatinha! — Luan me segurou e me ajudou a subir, segura bem a régia.

– Ok. — Sorrir.

 – Consegue sozinha? — Luan me olhou, enquanto conferia se a régia estava realmente apertada.

– Sim Lu consigo. — Então ele subiu no seu e nossos cavalos andavam bem devagar por uma estrada de terra, íamos conversando lado a lado. Rindo, até que “acelerei” as cavalgadas com meu cavalo e Luan gritou.

– Amor do céu, não faz isso muié! — Eu ria dele e continuei, e ele vinha logo atrás.

Chegando mais à frente vi uma linda árvore bem grande fui parando o cavalo e desci esperando o Luan. Ele logo veio atrás me olhando e parou e ainda em cima do cavalo ergueu uma das sobrancelhas e riu.

– Você não se lembrava de como andava a cavalo, esqueceu? — Ele desceu.

– Me lembrei Lu. — Risos. — Vem vamos sentar ali debaixo daquela árvore.

Luan então amarrou os cavalos e se sentou me sentei no meio de suas pernas e ficamos trocando carinhos.

– Amor sabe o que eu estava pensando? — Ele me olhou.

– O que?

– Adoro lugares exóticos! — Luan deu um sorriso safado.

– Hum, continue… — Falei rindo dele.

– O que acha…?

– Achei bem curioso. — Pisquei.

– Então quer matar essa curiosidade? — Luan sorriu.

– Porque não? — Já fui o beijando com um beijo quente de tirar o fôlego.

– Posso fazer uma brincadeirinha hoje? — Ele sorriu malicioso.

– Que brincadeirinha?

– Vou te vendar. Posso? — Ele tirou um paninho preto do bolso.

– Aram, pode. — Sorrir.

Então ele me vendou e nada mais via apenas sentia seus toques em meu corpo, ele me deitou na grama e eu rezava para que ninguém passasse ou nos visse ali naquele jeito.  Ele desabotoou meu short e foi tirando e beijando minhas coxas, logo após tirou minha calcinha com os dentes eu sentir, e então foi beijando minhas pernas e subindo para minhas coxas ele parou com a boca em minha intimidade e dava beijinhos passava a língua por a mesma. Chupava, sugava e eu soltava gemidinhos que o deixava louco, só aquilo estava me matando, isso tudo era uma tortura, até chegar ao meu primeiro orgasmo naquela tarde. Então Luan subiu beijando minha barriga tirou minha blusa e logo meu sutiã e caiu de boca nos meus seios e mamava como um bebê com fome, aquilo me deixando louca pedi ao Luan que parasse com a tortura então ele disse.

– Só mais um pouquinho meu amor… — Ele sussurrou.

Eu não estava aguentando mais tirei aquela venda dos meus olhos e tirei Luan e me coloquei por cima dele, agora era minha vez de tortura-lo. Então abracei Luan e comecei a beija-lo, então fiz o mesmo o despindo das suas roupas e vi que Luanjr estava animadíssimo, então abrir sua bermuda e tirei com muita facilidade, depois tirei sua cueca e abocanhei o seu brinquedo que já estava bem ereto, então comecei a chupa-lo com movimentos vai e vem e Luan gemia baixo, falava “Isso amor, isso meu amor´´. Então antes que ele gozasse o olhei e dei um beijo em sua boca e disse-lhe.

– Hoje eu sou tua! — Sorrir.

Ele entendeu muito bem o recardo se colocou por cima de mim e enfiou seu membro com tudo em minha intimidade e bombava com força, e eu o beijava pelo pescoço para abafar os gemidos, trocamos de posição várias vezes e eu e Luan chegamos ao ápice juntos, os dois suados. Luan caiu por cima de mim ofegante me deu vários beijos e sorriu.

– Você é minha melhor.

– Eu amo você. — Sorrir.

Então nos vestimos e ele me ajudou com o sutiã.

– A noite quero mais.  — Ele me deu um selinho.

– Assim você acaba comigo amor. — Fiz biquinho rindo.

– Minha linda. — Ele sorriu.

Terminando de me vestir meu cabelo estava todo pregado em meu corpo juntei fazendo um coque.

– Que calor meu Deus! — Falei.

– Uai, também né Mari. — Ele riu.

– Ai idiota!  — Dei um tapa e rimos. — Vamos voltar e ir pra piscina?

– Borá.

Então montamos ao cavalo novamente e voltamos à pousada e entregamos os cavalos e voltamos muito felizes voltando ao quarto. Coloquei meu biquíni e Luan apenas pegou uma bermuda, e além da tolha jogou uma camisa pelo ombro. Peguei meu protetor e passei no Luan que reclamava e então passei em mim com sua ajuda e logo pegamos nossos óculos de sol e descemos para piscina que não estava cheia, a pousada era bem vazia e eu estava gostando dessa privacidade com meu amor.

Então dei um mergulho e Luan me olhando também entrou na piscina, deixando sua toalha perto da minha na espreguiçadeira.

– Bu! — Ele apareceu por trás de mim. — Fica ai exibindo esse eu corpo pra esse povo, fica mesmo.

– Que povo? — Eu ri. — Só tem aqueles velhos ali.

– Então eles estão olhando pra você.

– Então me abrace para eles verem que já sou sua. — Rindo e dei um selinho. — Bobão!

– Amo você minha princesa. 

E passamos o restinho da tarde na piscina.

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Capítulo 33° — Viagem

– Uai, porque ocê sumiu? — Ele se virou.

– Vim com a Bruna e estava lá trás conversando. — Sorrir. — Parabéns foi perfeito! — Ele saiu me puxando e me sentou no banco mais alto que tinha e ficou entre minhas pernas.

– Você gostou?

– Amei, foi tudo muito lindo, cada detalhe, cada arranjo, cada música. Foi a coisa mais linda que já vi! — O beijei.

– Sempre com você, foi feita para uma pessoa muito especial. — Ele sorriu.

– Quem? — O olhei e ele me olhava de ladinho. 

– Para a pessoa que eu amo muito, pela qual faz de mim o melhor homem! — Ele sorriu.

– Nossa. — Risos.

– Feita pra você. — Ele me abraçou e cantarolou baixinho em meu ouvido. — Eu não resisti a tanto amor, o meu coração se entregou, e venha o que vier, eu vou estar pra sempre com você! Te amo.

– Eu que amo você. — Sorrir.

– Meus amores. — Sogra veio pra perto de nós.

– Oi mãe? — Luan sorriu.

– Vamos para uma foto em família?

– Borá! — Luan sorriu.

– Vai lá amor. — Falei sorrindo.

– Ei, o que você ta fazendo? — Marizete me olhou. — Você é minha filha também, e você sabe disso. — Ela pegou em minhas mãos. — E quero você, Luan, Gustavo e Bruna na foto comigo e o Amarildo! Vocês são importantes pra gente.

– Own sogra, eu te amo muito! — Ela me abraçou e Luan sorriu, sorrir de volta.

– Então vamos?

– Borá!

Gustavo estava conversando com Bruna quando chegamos nos juntamos para algumas fotos. Depois das fotos ficamos até as 4 da manhã e voltamos todos para casa, pois no dia seguinte Luan disse que iríamos passar dois dias fora, só nós dois. Eu logo aceitei, mas ele também não disse para onde irmos. Então no dia seguinte acordei cedo, tomei um banho tranquila e me vestir.

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Sair do banheiro e continuei arrumando minha bolsa, colocando algumas peças de roupas. Gustavo entrou no meu quarto.

– Nossa que gata!— Ele me abraçou.

– Obrigado meu amor. — Sorrindo. — E aí o que vai fazer hoje?

– Sair com a Rani e mais tarde futebol com os amigos.

– Ranielle autorizou? — O olhei rindo.

– Não, mas acho que ela vai junto.

– E ela faz certo em querer ir junto. — Falei o olhando sério.

– Porque? — Ele riu.

– Você é um cachorro mesmo Gus! — Rindo.

Ele me puxou me fazendo cair por cima dele.

– Cachorro não. — Ele riu. — Sou uma gato! — E piscou.

– Ridículo, você me entendeu. — O olhei. — Você bonito do jeito que é as meninas sempre caíram em cima, e ela faz bem ir, pois tem muitas marias chuteiras por aí! — Falei.

– Cê ta com mais ciúmes que a própria Rani! — Beijando minha bochecha. 

– Nem é! — O olhei e me sentei ao seu lado. — Tira uma foto comigo?

– Borá amorzinho. — Ele me abraçou e tirei a foto.

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“Irmão, você pode ser o mais chato, irritante, idiota e tudo mais, mas é com você que convivi a todos esses anos, é você que me aturou, ou tentou me aturar esses anos todos, eu acho que ninguém nesse mundo me conhece mais que você, sabe meu jeito, sabe o que odeio, o que me irrita. Nós já passamos por tantas coisas juntos, risada, brigas, zueras, mas todas essas sempre vão ficar marcadas.  Hoje, a gente cresceu, quase não existe brigas,e ainda me lembro quando ia pra escola com você, quando eu era sua irmãzinha e você tinha que cuidar de mim, quando você fazia meu café da manhã. E ai, nós crescemos, eu numa faculdade você em outra, nós crescemos e tudo mudou, bem longe de mim, quase não te vejo mais, não sou mais sua irmãzinha desprotegida, tenho que me cuidar sozinha, não tenho mais quem pegar na minha mão para atravessar a rua, a me dar broncas para anda mais rápido. Agora você esta namorando,pode ser que arranje um trabalho, tenha sua própria casa, e se vou sentir sua falta como sinto hoje ? sim, vou, só que muito mais. Ei, irmão, não demostro mas você é a coisa mais importante pra mim, eu te amo.”

Meu celular tocou, era Lari.

– Amiga amanhã depois de amanhã que você voltar com o Luan você é minha o dia inteiro ta entendendo, né? — Eu ri dela.

– Oi tudo bem com você também Larissa Carvalho. — Nós rimos.

– Tô ótima, e você já saiu?

– Ainda não gatinha, tô esperando o Luan. — Sorrir.

– Ok, mas você ta avisada, depois de amanhã você é minha! — Ela riu.

– Ok meu amor, pode deixar. — Sorrir. — Agora tô indo, Luan acabou de buzinar.

– Ta bom aproveite e seu dia e juízo, menina.

– Eu tenho! — Ri. — Tchau amor.

– Tchau. — Ela desligou.

 Peguei minhas coisas.

– Vai me levar até a porta?

– Não! E sim até o carro do Sr. Santana! — Ele disse e claro eu cair na gargalhada o deixando no quarto, e ele logo veio atrás.

– Vó Helena tô indo viu? Beijo pra você. — Dei um beijo nela.

– Vai com Deus, que ele acompanhe vocês.

– Amém! Beijo vô João, beijo vó Maria. — Beijei os dois.

– Vai com Deus!

– Fica com ele também. — Sorrir já saindo e Gustavo atrás.

Luan estava fora do carro encostado, eu o abracei e dei um selinho rápido.

– Oi meu amor. — Sorrir.

– Oi minha linda, e ai Gustavão!

– E aí Luan olha olha hein, cuidado com minha irmã esses dois dias.

– Pode deixar cara. — Luan sorriu. —Ta comigo, ta com Deus!

– Beijo Gus, te amo. — O abracei.

– Beijo princesa, juízo hein!

– Eu tenho. — Pisquei e entrei no carro rindo.

E Luan logo deu partida.

– Onde vamos? — Perguntei, enquanto encontrava uma rádio boa.

– Quando chegar lá você vai ver. — Ele riu.

O olhei ele estava de óculos de sol, boné amarelo com aba para trás e estava focado no trânsito, então peguei meu celular e ia mexendo. Tirei uma foto minha e postei.

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“Eu só quero a calmaria de um lugar, que sopra o vento da paz…” 💨💨

– Hm, gata! — Ele sorriu.

– Bobo. — Sorrimos. — Ta muito longe ainda? 

– Olha só mais algumas uma hora e meia, antes do almoço chegaremos lá. — Ele sorriu e alisou meu rosto.

– Quando você volta com os shows?

– Sexta feira amor.

– Ah.

– Que dia você volta? 

– Sexta a tarde. — Fiz biquinho. — Pois tenho que preparar umas coisas da faculdade.

– Você não me disse nada sobre Pediatria, ta gostando?

– Amando Lu. — Sorrir. — É lindo essa profissão.

– Você salva vidas e o que é mais bonito, que são crianças, bebês. — Ele sorriu.

– Own vidinha! — Ele me deu um selinho.

E então continuamos nossa viagem, só que eu vontade de faze xixi, então falei.

– Lu preciso utilizar o banheiro.

– Vish amor, agora por aqui não tem nada. 

Só tinha mato na estrada.

– Você quer descer e ir no mato, ou da pra esperar um pouco?

– Mato não, pelo amor de Deus. — Ele riu. — Eu espero.

– Ta muito apertada?

– Da pra aguentar!

Então ele acelerou mais foi mais rápido.

– Lu não é preciso essa correria, por favor. — Falei.

– Calma meu amor. — Ele me olhou me passando segurança.

Logo avistamos um posto tinha uma lanchonete pelo que vi. Ele olhou e avistou o lugar pela janela do carro estava cheio de caminhoneiros ele me olhou com rabo de olho.

– Para Luan, se não vou fazer xixi nas calças.

– Mas nesse lugar? — Ele ergueu as sobrancelhas.

– Tem outro lugar? Não! Então é aqui mesmo.

Luan parou o carro e eu desci, eu já ia andando e ele disse.

– Ei onde você vai sozinha? Espera ai!

– Alguém pode te conhecer Luan. — Falei.

– Nem a pau que você entrar nesse trem sozinha! — Ele disse.

Eu o olhei e ele trancou o carro e segurou minhas mãos, fomos andando e realmente o pessoal era bem estranho mesmo, ainda mais só tinha homens velhos, barrigudos estilo de filmes de terror sabe? Ai credo!  Que posto horroroso! Luan então perguntou onde era o banheiro e o cara me olhando, olhando para minhas pernas disse onde era Luan foi comigo, quando entrei estava extremamente nojento! Mas era o único lugar então, quando olhei pro chão.

– AI LUAN SOCORRO!!! — Gritei.

Capítulo 32° — O DVD

– Porque não avisou antes? — O olhei.

– Pois não achei necessário amor. — Ele me olhou.  —  O que importa é que você estará lá comigo, e só!

– Ok Luan. — Falei, e me sentei na cama.

– Tem algo que queira me contar? — Ele me olhou.

– Hãm? — O olhei.

– Tem algo que aconteceu que queira me contar.

– Não, não, nada! — Sorrir forçado.

– Luan ta na hora! — Era Rober.

– Estamos indo Testa! — Ele gritou. — Vamos?

– Vamos. — Ele segurou minha mão e saímos do quarto.

– Luan tem várias fãs na porta do hotel, você atende em dez minutos e vai pra van, ok? — Rober dizia, enquanto entrávamos no elevador.

– Ótimo Testa. — Ele sorriu e me abraçou.

Odiava ter que mentir pro Luan, mas não queria ter que falar que Jade tinha ido essa tarde lá em casa, achei que era desnecessário que ele soubesse, então chegamos na porta do Hotel o deixei com o Wellington e Rober me ajudou a ir pra van. Me sentei lá e fiquei esperando, depois de alguns minutos vieram Arnaldo, Dagmar, Rober, Wellington e Luan. Cumprimentei quem ainda não tinha visto ainda hoje, e fomos conversando até o local e Luan super nervoso, e eu tentando aliviar sua tensão.

Chegando no local ainda as fãs não tinham entrado, iriam liberar os portões agora. E as fãs iam entrando e Luan via tudo de longe!

– Amor, olha aquilo cara! — Ele apontou.

– Você merece tudo isso, é apenas o começo! — Sorrir.

– Amém. — Ele me abraçou.

– Vamos pro camarim?

Ele me olhou e foi me levando para dentro junto dele, chegando no camarim Anderson estava lá conversando com algumas pessoas.

– E ai galera! — Luan disse.

– E ai Luan! — Anderson disse. — Preparado cara? Oi Marina.

– Tô preparado, mas nervoso. — Risos.

– Oi Anderson. — Sorrir e me sentei no sofá ali, enquanto Luan conversava com os meninos.

Fiquei mexendo no meu celular, logo entrou Amarildo no camarim me cumprimentou e logo também foram falar do DVD. Me levantei peguei uma garrafa de água e me sentei, logo veio Rober.

– Marinazinha. — Rober sorriu.

– Oi? — Rindo.

– Deixa eu colocar essas pulseiras em você, direito a área vip e camarim. — Ele disse já colocando.

– Hm, que chiqueza! — Luan riu. — E pra mim tem também.

– Avá né Luan! — Eu e Rober falamos juntos.

– Uai! — Ele olhou indignado pra nós dois.

– Sabe se a Lari já chegou Rober?

– Acabou de chegar junto com seus sogros, está lá na área vip. — Ele disse. — Ela disse que já vem pra cá.

– Ok! — Sorrir.

– Luan em dez minutos a imprensa entra! — Dagmar falou da porta.

– Ta Dadá! — Luan disse. — Alguém me ajuda, tô perdido!

– Posso ajudar? — O olhei.

– Sim, qual é a roupa da coletiva de imprensa? — Ele apontou as roupas penduradas no cabide. 

– Tem isso? — O olhei rindo.

– Uai, não sei. Tem Testa?

– O que Luan?

– Roupa pra coletiva, ou essa mesma?

– Você que sabe, mas acho que está bom essa mesmo.

– Eu também. — Sorrimos.

– Ótimo!

– Luan eles vão entrar, vão perguntar sobre o DVD, com certeza sobre você e Marina, cuidado pra não soltar coisas demais sobre o DVD, mesmo sendo gravado hoje é uma surpresa pra todos, então por favor. — Dagmar entrou e sorriu, falando tudo isso.

Logo entrou Bruna e sua mãe e nos sentamos num outro canto do camarim e ficamos conversando, Marizete como sempre orgulhosa do filho. Logo entrou Larissa e Miguel e se sentaram com a gente também. Camarim era bem grande, e a imprensa entrou, Luan dava pra ver nos olhinhos dele o quanto estava ansioso e ao mesmo tempo nervoso, não sabia o que fazer, ficava esfregando as mãos uma na outra, comia as unhas que já não tinha mais. Ele me olhou sorrindo o olhei e mandei um beijinho e sussurrei, “Vai da tudo certo meu amor, te amo.” E fiz um coração com as mãos, ele sorriu, descontraído então a coletiva começou.

– Oi Luan tudo bem? Então vamos para a primeira pergunta. — Uma mulher começou. — Como esta o coração hoje? Como está você? Ansioso pra esse novo sonho? O que você pode adiantar sobre esse mais novo trabalho.

– Oi estou bem, e nervoso demais gente. É uma experiência nova, um novo trabalho a ser realizado é muitas produções juntas, amigos e famíliares me ajudando, e espero que no final dê tudo certo, pois meus fãs merecem sempre o melhor, tudo isso aqui é pra eles! — Ele sorriu. — Olha não posso adiantar muita coisa, pois vocês verão tudo hoje, mas posso falar que o espetáculo estará lindo, com várias músicas inéditas pra vocês curtirem, e muitas novidades. — Ele finalizou.

– Agora responde a minha Luan. — Um cara disse.

– Borá lá. — Luan respondeu e me olhou, sorrir pra ele passando confiança.

– E o coração Luan, como ta? Ta amando?

– O rapais, coração ta batendo forte, tô namorando, tô apaixonado. — Ele riu. — Ela ta ali ó! — Ele apontou pra mim, ai que vergonha! — Eu a amo muito!

– Então o coração é da Marina? — Ele sorriu.

– Totalmente dela!

– Olha que amor! — Bruna disse.

– Entre tapas e beijos! — Miguel rindo.

– Idiota! — Mostrei língua pra eles.

E então Luan continuou respondendo várias perguntas, foram meia hora só com a imprensa dentro do camarim, depois eles foram e entraram amigos cantores do Luan, pessoal da banda e o melhor era tudo registrado por fotógrafos que trabalhavam no local. Dali do camarim dava pra ouvir os gritos das fãs, era incrível! Quando vi quem entrava pela porta, meu coração parou por alguns segundos, Jade entrava pela porta do camarim, JADE!

– O que ela está fazendo aqui dentro? — Olhei para Gustavo.

– Não sei é convidada do Luan, né?

– Não importa! — Falei.

Luan ainda não tinha visto que ela acabara de entrar no camarim, quando viu ele me olhou, mas me virei e voltei a conversar com Miguel e Gustavo; olhei para Luan e lá estava ela conversando com o Luan, com sorrisinho cínico dela, ai que raiva! Ela o abraçou e disse algo, mas estava distante e não pude escutar. Mas logo ela saiu do camarim. Então me levantei indo até ao espelho para retocar meu batom, e vi que Luan vinha em minha direção. Continuei passando o batom e ele se sentou na cadeira giratória que tinha ali perto do espelho e se sentou e ficou me encarando, enquanto eu retocava.

– O que foi? — O olhei pelo espelho.

– Nada só tô te olhando, não posso? — Ele perguntou.

– Vai olhar lá sua amiguinha. — Sorrir, e voltei a passar meu batom.

– Amor deixa de ser irônica, vai! — Ele me olhou.

– Irônica eu? E não ela? — O olhei incrédula. — Só pode ta de brincadeira. — Joguei meu cabelo pro lado.

– Ei já te falei que ela não importa pra mim. — Ele me olhou.

– Que bom né? — O olhei. — Não vamos brigar por causa dela, ok? Vai curtir sua noite e aproveitar para relaxar, afinal você precisa. — Sorrir e dei as costas ele me puxou.

– Onde você vai?

– Conversar com as meninas. — Falei.

– Sem nenhum beijinho? — Ele fez bico.

– Só um? — Sorrir.

E ele abriu um sorriso lindo e o beijei calmamente, um beijo doce, com muito amor e…

– Que casal mais lindos! — Marla disse, quase gritando.

AH NÃO! ELA NÃO FEZ ISSO! Todos nos olhava sorrindo e gritando.

– Lindos!

– Vou matar a Marla. — Falei baixinho e ele riu.

– Mata depois do DVD, pois já ta na hora! — Ele riu.

– Borá fazer uma oração.

Então juntamos todos e Rober começou a fazer uma oração, logo após Luan pediu a Deus que iluminasse esse dia quão maravilhoso e importante, e logo após todos juntos rezou o Pai Nosso. E logo após, todos colocaram as mãos no centro e gritaram.

– Um, dois, três Luan Santana!

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Quando terminou todos o abraçou e já foram saindo do camarim, e claro Luan super nervoso, fui a última a sair do camarim.

– Meu amor, toda a sorte do mundo pra você eu te amo, arrasa eu sei que você é capaz e Deus está contigo! — Sorrir, dei um selinho demorado. — Eu te amo.

– Eu que amo você minha linda. — Ele me beijou.

– Tô indo ta?

– Ei, me promete uma coisa?

– O que? — O olhei.

– Não se importar com ela. — Ele me olhou de ladinho. 

– Vou tentar, por você. — Sorrir. — Boa sorte pra vocês.

– Obrigado gatinha. — Mais um selinho e sair do camarim, encontrei Lari nos corredores.

– Vamos pra área vip?

– Borá! — Ela segurou minha mão. — Estava te esperando muié.

– Agora tô aqui. — Risos.

Fomos pra área vip onde estava amigos e família de Luan, meus avós, Gustavo e Raniele também estavam. Fui cumprimentar a família de Luan que estava ali, e as fãs que me viam mandavam beijos, outras fechavam a cara, mas era questão de tempo. Então pedi Miguel que tirasse uma foto minha, junto com Lari e ele tirou.

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“Vai começar! #GravaçãoDVDAoVivoEmCampoGrande 

A banda se posicionou e as luzes do cenário se apagaram, restando apenas os holofotes irradiando luz na platéia. A voz de Luan ecoou naquele lugar em uma gravação que era transmitida pelo telão, fazendo o Parque de Exposições ir a loucura. 

No início, há quem te chame de sonhador, de louco.
Há momentos difíceis que realmente derrubam e nos deixam de cara com tudo.
Mas você levanta, ergue a cabeça e a alegria te atinge com força feito ummeteoro.
O jogo do amor recomeça e a vida te pergunta: aqui é o seu lugar?
São desafios e provas a cada dia e ter você do meu lado nesse dia tão especial é maravilhoso.
Dizem que só quem sonha consegue alcançar…

Nós Alcançamos!

E Pode ter certeza, venha o que vier,
eu vou estar pra sempre com você.

Os acordes do teclado entraram em harmonia com as batidas da bateria, e o jogo de luzes se acendeu, piscando conforme o ritmo do som. O cenário espacial também acendeu, junto com os telões de led que estavam em cima do palco. 

Meu menino foi em direção ao palco, parando na frente da entrada. Os fogos de artifício que estavam em cada lado da entrada do palco, moldando um curto corredor, começaram a estourar. Rober me puxou um pouco pra trás, porém eu ainda tinha visão perfeita de Luan passando correndo pelo meio daquelas luzes que iam até o teto do palco, parando no meio do mesmo e dando um soco no ar. Lágrimas incontroláveis escorriam e com certeza meu sorriso estava de orelha a orelha. O grito da multidão era ensurdecedor. Os acordes de Meteoro se iniciaram e uma chuva de papel picado começou, deixando tudo ainda mais mágico.

– Ele tá tão lindo! – Sogra disse. – Olha lá, Mari! Ver ele realizando esse sonho me deixa tão orgulhosa. – Ela me abraçou e  Rober também a abraçou e ficou um tempo ali conosco, porém logo se despediu, indo em direção ao palco novamente.

Ficamos com as primas do Luan na grade do camarote, e com certeza éramos as mais vidradas no palco. Filmamos, choramos, rimos, cantamos, gritamos e dançamos. Não existiam palavras no mundo que explicasse o que eu estava sentindo naquele momento. Me sentia a pessoa mais sortuda do universo por poder viver aquela experiência incrível e acompanhar cada passo de uma das pessoas mais importante da minha vida.

Tudo deu maravilhosamente certo, apenas algumas músicas Luan quis repetir, alegando não estar no ritmo ou coisas do tipo. Tinha toda a certeza do mundo que aquele DVD abriria mais portas na vida profissional dele e aquilo me deixava radiante.

Uma festa de comemoração nos esperava em um salão que a equipe alugou especialmente para aquilo. Fomos divididos em três vans e resolvi encontrar com o meu menino no salão, já que seria complicado ir até o camarim novamente.

O salão tinha uma decoração espacial, assim como na gravação. Várias fotos de Luan sozinho ou com a família e amigos estavam espalhadas pelo lugar, deixando tudo muito mais especial.  Já estávamos todos lá, e só faltava Luan com a banda e a equipe. Parei em frente a uma foto nossa, passando a mão sobre a mesma. Na foto, estávamos na frente do grande Lago Igapó, abraçados e mostrando a língua pra câmera. Escutei um movimento na porta do salão e vi meu menino entrar no lugar, sendo aplaudido de pé por seus amigos e familiares, e novamente a emoção tomou conta de mim, enquanto aplaudia-o, sentindo meu coração palpitar de tanto orgulho.

Luan estava radiante. Não existiam palavras no mundo para descrever a felicidade que ele transmitia pelos olhos, que brilhavam. Meu anjo entrou e todo mundo foi pra cima dele para parabenizá-lo. Continuei imóvel, observando tudo de longe. Aquele era um momento muito íntimo de sua família, que passava muito tempo longe dele, então preferi ficar no meu canto. Meu menino sorria mais ainda a cada elogio que recebia, a cada familiar ou amigo que oferecia um abraço. Depois que a maioria das pessoas presentes já haviam demonstrado todo o orgulho que sentiam, Luan ia se sentindo mais a vontade. Notei que ele olhava pra todos os lados desde que pisou no local, como se procurasse alguém. Meus olhos não conseguiam desviar dele, observava todos os seus movimentos de longe. Ele bebia alguma coisa em uma taça e conversava animado com Marquinhos, porém ainda parecia procurar alguém, já que seu olhar percorria todo o salão.

Então vendo que meu menino agora estaria apenas conversando com os amigos, cheguei por trás e disse baixinho.

– Será que agora posso ficar um pouquinho com você? 

Capítulo 31° — O passado bate à porta

A campainha tocou.

– Eu atendo! — Gustavo disse.

Terminei de tomar meu café, minha vó começou a retirar a mesa e fui ajuda-lá. Até Gustavo chegar na porta da cozinha.

– É pra você Mari. — Com uma cara não muito boa.

– Quem é?

– Vai lá, e você vai ver. 

– Credo Gus! — Ri.

Minha vó também riu.

– Ajuda a vovó aí.

– Ok! 

Fui até a sala, quando cheguei me assustei com a pessoa, pois não conhecia, se conhecia não me lembrava. Enfim, fui até lá e ela se levantou segurou minha mão.

– Oi tudo bem? — Ela me disse. — Você é a Marina, não é?

– Sim, eu mesma.. — Sorrir. — Você?

– Sou Jade. — A olhei, minha expressão tenho a certeza que mudou na hora. 

(GENTE AMO A JADOCA DE VERDADE, MAS COMO ELA LÁ NO COMECINHO TEVE UM LANCE COM O LUAN COLOQUEI ELA AQUI OK?)

– Nossa você está diferente. — A olhei e me sentei. — Senta!

– Obrigado. Você deve estar se perguntando, o que essa menina ta fazendo aqui? — A olhei. — Mas eu vim aqui te falar porque com certeza você já deve estar sabendo que eu fui aos shows do Luan, mas que não tem nada a ver.

– É fiquei sabendo sim.

– Pois é e eu não quero que fique um clima chato sabe? Pois, eu também vou hoje pra gravação.

– Ah você vai? — A olhei, forcei um sorriso. — Legal.

– É vou sim.

– Ótimo o jeito é você de um lado eu no meu canto, pra ficar tudo certo! — Sorrir. — Não quero força nada com você, ok? Então acho melhor assim.

– É eu também. — Ela me olhou bem estranho. — Então eu já vou, desculpe qualquer coisa. — Ela saiu.

~Jade on~

– Não sei como Luan consegue ficar com essa menina sem sal! Af, agora é colocar meu plano em jogo, antes de ela voltar para Califórnia!

~Jade of~

 

Arrrrg, que ódio!

– Eu não acredito que essa menina teve a coragem de vim, aqui em casa! — Bufei. — Na boa!

– O que foi agora Marina? — Minha vó me perguntou.

– A Jade vó, essa mulher! Que ódio!

– Mari calma, o que ela queria? — Gustavo me olhou.

– Falar que não queria que ficasse um clima chato entre nós por ela está frequentando os shows do Luan, que isso não tem nada ver… — Respirei fundo. — Mas na verdade ela veio pra falar que foi convidada para a gravação hoje, pra me provocar claro, mas que falsa!

– Ei meu amor não liga pra ela. — Gustavo me abraçou.

– As vezes da vontade de mata-la. — Falei quase chorando.

– Mari não fala isso. — Minha vó me olhou.

– Ai vó, eu vou subir. — Me virei.

– Posso ir com você? — Gus me olhou.

– Gus eu queria ficar sozinha. — Falei.

– Por favor, vem eu vou cuidar de você. — Ele segurou minha mão e foi me puxando.

Subimos pro meu quarto Gustavo sentou e eu deitei na sua perna.

– Você vai falar com o Luan, que ela veio aqui?

– Não, melhor não. — Falei. — Melhor ninguém ficar sabendo.

– Ok, vamos mudar de assunto. E sua roupa, como vai pro DVD? — Ele me olhou.

–  Ah trouxe várias da Califórnia, mas não sei qual.. Quer me ajudar? — Sorrir.

Ele me olhou e fez uma carinha e riu.

– Vai lá, primeiro look. — Ele me beijou minha testa e fui pro primeiro look.

Voltei com o primeiro look, era assim.

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– Então? — De uma voltinha desfilando.

– Tem um mais curto lá não? — Ele riu.

– Idiota! — Ri. 

– Ta gata, vai pro próximo.

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– E esse? 

– Acho que ta mais comprido que o outro né? — Ele veio com o palmo da mão medindo. 

– Ô Gus, eu quero ajuda com o vestido mais bonito, não pelo tamanho. — O olhei.

–  Ta, ta muié. — Ele riu.

– Vai pro próximo que eu vou escolhendo.

Vestir uns 15 vestidos já estava cansada de experimentar roupas, e Gus falando dos curtos. Depois de umas meia hora me joguei na cama.

– Ta agora me fala, qual você achou melhor? — Ele me olhou parecia cansado, o dó.

– Nossa Mari nem lembro mais, foram tantos!

– Gustavo vou te bater! — Falei.

– Tô brincando muié, de todos achei esse o melhor! — Ele pegou e me mostrou.

– Também foi o que eu mais gostei, nunca usei ele! — Sorrir. — Vai ser esse!

– Isso, agora eu quero dormir, pois você me cansou.

– Você acabou de acordar guri. — Rindo dele.

Ele ficou deitado na minha cama durante o tempo em que fui guardando meus vestidos e deixei o que eu usaria separado. Depois fomos curtir uma piscina e claro foi o dia inteiro, lá até da a hora de irmos pro salão eu e Larissa. Então a encontrei no salão pra fazer os penteados e unhas, claro hoje estaríamos mais lindas que nunca! Hahaha.

Enquanto Daniel arrumava meu cabelo íamos conversando, ele falava que Califórnia me fez um bem danado. Sim ele era gay, meu celular tocou.

– Hm, é o bofe! — Daniel quase gritou.

– Atende amiga! — Lari riu.

Atendi.

– Oi meu amor.

– Oi minha linda, ta tudo bem?

– Tudo perfeito, e ai como vão as coisas?

– Corridas, nervoso, quero você um pouco antes aqui pra me ajudar com a tensão.

– Estou no salão, depois vou pra casa me arrumo. — Ele me interrompeu.

– Ai peço Testa pra te buscar.

– Não Luan, Rober ta ocupado.

– Tá não ele ta aqui conversando comigo. — Ele riu.

– Ta bom então amor, te ligo quando estiver pronta.

– Ok, beijo te amo.

– Também meu amor. 

Desligamos.

– O que ele queria? — Larissa me olhou.

– Que vou pro hotel, pra ajudar ele com a tensão. — Sorrir.

– É uma gata dessas sempre ajuda em qualquer tensão. — Daniel riu.

– Ô se ajuda! — As mulheres do salão riram.

– Ai gente, que horror vocês. — Falei rindo.

Quando terminou meu cabelo estava assim.

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Estávamos prontas, então Miguel veio buscar a gente e voltamos pra casa, Lari me deixou em casa e disse que nos encontraria lá no local, então fui me arrumar. Com a ajuda da minha avó Helena me vestir.

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Um vestidinho bem leve e bem confortável, não tão chamativo, mas com alguns brilhos, na make fiz mais forte nos olhos e nos lábios um rosa claro. Estava pronta e lindamente, linda! Hahaha, adorei todo esse look, cabelo e make. Então liguei para Luan e disse que estava pronta, e  ele disse que Rober já estava a caminho. Enquanto eu esperava, ia conversando com meu vó João até a Vó Maria vim falar.

– Marina, você não vai junto com a gente?

– Vou estar lá na hora que vocês chegarem, vou pro hotel onde Luan está. — Sorrir. — E pode ficar tranquila, só vou lá ficar com ele ta?

– Marina você sabe que eu não queria causar tudo isso.

– Vó tudo bem, depois a gente conversa, beleza? — Falei.

– Gente eu já vou. — Sorrir. — Rober está me esperando, beijos.

– Ei pera ai! — Gus disse descendo as escadas correndo. — Esta aprovadíssima, claro eu ajudei na escolha! 

– E eu na beleza né meu amor? — Rindo dele, dei um beijo na bochecha. — Te amo, até mais tarde.

– Até gatinha!

Despedir de todo mundo e fui, já eram quase seis da tarde, entrei no carro e Rober me olhou nos pés a cabeça.

– Oi Rober! — Sorrir.

– Nossa muié do céu, que produção hein!

– Será que o Luan ira gostar?

– Oxê, ainda pergunta!? — Ele riu. — Ta gata, irá arrasar. Borá?

– Vamos! 

Fomos conversando o trajeto até o hotel que estava cheio de meninas na frente, que dessa vez não sei o que houve algumas me xingaram, mas passei direto junto com o Rober e fomos pro elevador.

– Não liga não viu?

– É, um dia quem sabe acostumo, né? — Sorri meio de lado.

Então ele sorriu e disse.

– O quarto é o 514, vou descer que irei ajudar o Arnaldo, ok?

– Ok, Rober e muito obrigado!

– De nada Mari, mas antes vem aqui. — Ele me puxou. — Quero uma foto!

– Opa, claro! — Sorri e ele bateu a foto. — Posta lá, tchau.

– Tchau!

Rober desceu e eu fui a procura do quarto quando bati, escutei que Luan cantava “Sinais” sorrir, e ele gritou.

– Quem é?

– Sou eu amor. — Sorrir.

Ele abriu com um sorriso lindo nos lábios, estava já arrumado. Ele me olhou dos pés a cabeça sorrindo, e depois falou apenas.

– Uaaaau! — E riu. 

– Besta! — Ri. Ele me puxou pra dentro me deu um selinho. 

– Que gata cara, ta linda meu amor.

– Awn, gostou? — Sorrir dando uma voltinha.

– Assim cê mata eu muié! — Rimos.

– Bobinho. — Rimos.

– E aí como foi seu dia? 

– Gus me ajudou com o vestido, fiquei na piscina o dia com ele, depois fui pro salão com a Lari depois pra casa e o resultado. — Me mostrei sorrindo.

– Mais linda do que nunca! — Me beijou novamente um beijo mais longo com muito amor, e depois foi encerrando com alguns selinhos. 

– E você como está hein?

– Muié do céu, nervoso!

– Será o primeiro de muitos DVD amor, então acostume. — Sorrindo.

– Acho que nunca irei me acostumar, é uma coisa nova, por mais que seja o DVD, é um sonho amor.

– Mas como você mesmo diz, bastou um soco no ar para tudo se realizar!

– Você não esquece mesmo hein!

– Nunca meu amor, nunca! — Sorrir. — Ensaiou hoje já?

– Muito, bastante viu e o trem lá ta bonito demais.

– Imagino né meu anjo, vindo de você tudo é perfeito e tenho certeza que esse DVD não será diferente! — Sorrimos.

Ele me abraçou forte.

– Te amo.

– Não mais que eu! — Sorrir.

– Tira uma foto amor?

– Bora. — Falei.

Ele tirou e logo postou.

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“Estamos preparados, pronto pra mais um sonho, com minha linda, eu amo demais!” Amo vocês também minhas neguinhas 

– Suas fãs hoje não tão muito bem comigo não. — Eu falei e o olhei.

– Que isso amor?

– Lá em baixo, rolou uns chingos, mas Rober disse pra mim não ligar e tal.

– É amor não liga.

– Mas queria muito a amizades delas sabe, é importante, mas um dia quem sabe. — Sorrir.

– E vai ser sim, pode ter certeza!

– Ah quero te avisar uma coisa, antes que você fala que não avisei. — Luan disse sério.

– O que Lu? — O olhei.

– A Jade vai está lá!

Respirei fundo, como se não soubesse de nada.

Capítulo 30° — Momentos

Olhei era uma mulher loira, Luan se virou.

– O show hoje foi um espetáculo! — Ela sorriu o abraçando.

Continuei olhando os dois.

– Muito obrigado Fernanda, não disse que veria. — Ele se afastou  e ficando do meu lado.

– Pois é, resolvi de última hora. — Sorrindo. — Ela quem é? — Se referia a mim.

– Sou namorada do Luan. — Sorrindo, e estendi minha mão. — Prazer Marina!  — A fuzilei com os olhos.

– O prazer é meu. — Ela me olhou de cima em baixo.

– Vocês não vão vim? — Bruna gritou.

– Estamos indo Bru! — Gritei de volta. — Vamos amor? — olhei Luan.

– Vamos meu amor. Tchau Fernanda foi bom te rever.

Então quer dizer que eles sempre se viam, arrg!

Fui andando na frente, enquanto eles se despediam. Entrei atrás com Bruna e Luan foi na frente com seu pai, durante todo o trajeto Luan foi conversando com seu pai sobre o show. Em uma hora e meia estávamos em Campo Grande, Amarildo parou em frente a casa deles e descemos. Bruna me deu um abraço e foi correndo pra casa, Amarildo fez o mesmo.

– Amor? — Ele me falou e sair de dentro do carro, sem o olhar. Fechei a porta.

– Oi? — Olhei pra frente.

– Olha pra mim.

– Hm? — O olhei.

– Cê ficou com raiva né? — Ele me olhou.

– Não. — Sabia que estava sendo infantil, mas não suporto.

– Fica assim não vai. — Ele me abraçou.

– Você conhece ela da onde? — Ele foi me soltando aos poucos.

– Conheci junto com o Marcola. — Ele disse. — O Douglas apresentou pra gente, há uns meses atrás.

– Hm, mas mantém contatos? — Ele ergueu as sobrancelhas.

– Isso não importa né meu amor? — Ele me olhou dentro dos olhos.

– Sim Luan, claro que importa. Poxa! Só pelo jeito que aquela mulher me olhou, não gostei dela.

– Gatinha ela é só uma conhecida, nada mais. — Luan desencostou do carro, parou em minha frente. — E na boa, eu prefiro conversar de nós dois do que dela. — Eu amo você, é você que é minha namorada. — Colocou uma mecha do meu cabelo pra trás da orelha. — Ta bom? — Ele falou baixinho, mas eu pude escutar, confirmei com minha cabeça, ele me beijou bem calmamente. Me olhou. — Vamos entrar?

– Acho melhor eu ir pra casa. — Falei.

– Não amor, vamos anda. — Ele foi me puxando.

– Lu! — Reclamei.

– Por favor. — Ele fez carinha de cachorro sem dono.

– Não faz essa carinha amor. — Ri.

– Então fica aqui em casa. Por favor!

– Ta bom, ta bom. — Risos.

– Isso! — Ele comemorou.

– Então vamos, porque já estou com frio.

– Claro, com essas pernas de fora. — Ele riu.

– Cala boca Luan Rafael! — Ri.

– Vamos então!

Entramos e logo subimos pro quarto do Luan, ele foi pro banho e depois voltou. Logo após foi eu, pedi o Luan uma blusa sua emprestada. Então vestir e me deitei com Luan e ficamos conversando bastante, até eu pegar no sono e deixá-lo conversando sozinhos.

No outro dia cedo, fui acordada por alguns cutucões!

– Ai Luan!

– Acorda amor, anda.

– Ai Lu, deixa eu dormir.

– Olha se você não levantar, eu..

– Pronto acordei! — Ri, me sentando.

– Isso mesmo.

– Que horas são?

– Oito e meia.

– AH NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ME ACORDOU ÁS OITO E MEIA, Luan Rafael! — Ele riu do meu espanto.

– Meu amor. — Entre risos. — É que sua vó esta aí, quer dizer seus avós e Gustavo.

– Mas porque tão cedo? — Olhei.

– Minha mãe os chamaram, e sua vó trouxe uma roupa pra você. — Me entregando.

– Obrigado vou tomar um banho, tô te esperando lá em baixo.

– Ok amor.

Entrei pro banheiro tomei um banho bem relaxante e me vestir.

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Sair do banheiro e arrumei o quarto do Luan, dobrando suas roupas que tinha deixado jogado pelo chão. Bruna entrou no quarto.

– Vamos descer?

– Estou só arrumando o quarto do Lu aqui, Bru. — Sorrir. — Já desço.

– Agora Luan não tem mais shows, só preparação pro DVD que é daqui á dez dias.

– Pois é. — Risos. — Não vejo a hora de poder ver tudo viu Bru, nossa! Luan vai ficar super feliz.

– Como nós!

– Vamos descer?

– Borá.

Desci com a Bruna e todos estavam sentados na sala.

– Bom dia meus amores. — Sorrir.

– Bom dia. — Todos responderam.

– Estou aqui conversando com seus avós Marina, que sua vó Maria não mudou nada. — Ela sorriu.

– Pois é Mari.— Sorrir. — Um doce de pessoa a vó Maria.

Vó Maria estava com a cara fechada pra mim, não entendi, mas ok! 

– Vai lá tomar seu café minha filha. — Sogra disse.

– Eu vou. — Sorrir. 

– Ei não vai me chamar eu estava te esperando pro café. — Luan disse.

– Desculpa amor eu não sabia. — Ri. — Vem! — Sorrir.

Ele veio e nós fomos nos sentamos lado a lado. Enquanto eu passava requeijão na torrada, Luan colocava suco nos copos. Então fiquei pensativa, porque minha vó estava com a cara fechada pra mim. Luan então me passou meu copo e perguntou.

– Acordou pensativa hoje? — Ele bebeu um pouco de seu suco.

– Depois que vi minha vó. — Falei  e o olhei.

– Qual?

– A Maria, ela me olhou com uma cara fechada que jesus toma conta! — Ri. — Nem a Heleninha nunca me olhou assim.

– Vish, o que cê aprontou hein? 

– Nada que eu saiba. — Ri.

Continuamos comendo e Luan ia conversando, quando acabamos coloquei as coisas do café no lugar, lavei os pratos e xícaras com a ajuda de Luan, e quando virei minha vó estava na porta da cozinha, ai que susto!

– Luan pode me deixar sozinha com a Marina? — Ele foi educadamente pedindo.

Ele me olhou e eu assentir.

– Vai lá Lu, depois eu vou amor. — Dei um sorriso de lado e um selinho.

– Ok. Com licença!

Então me escorei na bancada e a olhei.

– O que foi vovó?

– Então sei que eu não tenho nada haver com isso, mas acho que isso também não é certo.

– O que não é certo vó?

– Você vim pra cá e dormir aqui com o Luan. — Ela disse baixo, afinal ninguém precisava ouvir nossa conversa.

– Ah vó pelo amor de Deus eu e Luan namoramos há quase 3 anos e nos conhecemos desde pequenos. O que não podia rolar, já rolou há muito tempo, porque não posso dormir com meu namorado?

– Porque você é uma moça e geralmente isso não acontece assim tão rápido, estava conversando com Helena ontem depois que você saiu, que não deveria te deixar fazer isso.

A olhei incrédula!

– E o que ela disse?

– O que eu imaginava que não tem nada haver, vocês se conhece e aquilo tudo.. 

– Então vó não precisa esquentar a cabeça, eu e o Luan nos cuidamos sempre. E se fosse para engravidar, já estava há muito tempo, mas eu já sou mais velha e tenho responsabilidades. Não precisa ficar assim comigo e muito menos fechar a cara pra mim, eu sempre dormir com o Luan e vou continuar dormindo. — Dei uma pausa para respirar. — Vó para com isso!

– Só não acho certo! Seu pai não acharia certo.

– Mas infelizmente meu pai não esta mais aqui! — Comecei a chorar. — E ele e minha mãe sempre me disse, faça o que você quiser, desde que você esteja bem, se sinta bem. E isso me faz bem e é isso que quero pra mim. Então por favor, não venha querer me controlar.

Sem que ela dissesse mais nada sair da cozinha, mas não pela porta que dava a sala e sim a da piscina. Para não chatiá-la não falei nada demais, preferir sair, mas quando sair Luan estava na borda da piscina com seu violão e me viu, me sentei num cantinho ali, e ele veio.

– Marina o que houve?

– Ah Lu nada! — Falei.

– Ixi, que estresse! — Ele falou.

– Ah desculpa, mas tô irritada. Quero ir pra casa.

– Ah você não vai mesmo, Larissa e Miguel estão vindo. — Ele me olhou. — Me diz o porque esta chorando, o que sua vó falou?

– Luan ela acha errado eu e você dormir juntos, é isso! Ela disse que não acha certo e que meu pai acharia a mesma coisa, mas eu virei pra ela e disse que o não podíamos fazer, já fizemos a muito tempo e eu tenho minhas responsabilidades e que sabemos nos cuidar, e não quero que ela me controle.

– Você falou desse jeito com ela? — Ele regalou os olhos.

– Oque?

 – O que  não podíamos fazer, já fizemos a muito tempo? — Ele me olhou assustado.

– Falei Luan eles tem que saber que não sou mais aquela garotinha, poxa! Eu cresci.

– Nem tanto, continua baixinha. — Luan riu.

– Luan. — Falei séria.

– Amor para não liga com isso, ela só acha estranho, um dia ela acostumará!

– Ok, se ela falar algo com você.. jura me contar?

– Juro meu amor, juro! — Ele me deu um selinho.

Respirei fundo, abrir os olhos e meu celular estava tocando, era Bruno dessa vez. Luan olhou.

– Bruno? — Ele perguntou, mas Larissa e Miguel chegaram e chamaram e ele foi até eles.

Então atendi.

– Oi Bruno. — Falei.

– Oi tudo bem Mari?

– Ah um pouco, e você?

– Tô levando e curtindo as férias. — Ele riu.

– Isso é bom. — Sorrir. 

– Matou a saudade do povo?

– Sim e ainda tô matando.

– E o Luan?

– Tô aqui na casa dele com nossos amigos, e você e sua menina?

– Ah uma longa história quando voltarmos conto tudo.

– Ok, vou cobrar hein. — Ri. — Anjinho preciso desligar aqui, beijo.

– Beijo, depois te ligo.

– Ok! 

Me levantei e vi o reflexo pelo vidro da janela, meus olhos estavam vermelhos por estar chorando. Lari veio e me abraçou.

– Você estava chorando né Marina? — Lari me olhou.

– É minha vó amiga, mas ta tudo bem.

– O que vó Heleninha fez?

– Não é ela, é a Maria.

– Ah, a mãe do seu pai né?

– Sim ela, veio falar do meu relacionamento com o Luan e tal.

– E eu sei como você odeia que se mete no seu relacionamento com o Luan.

– Então amiga pois é, mas ela insisti. Mas ok! Me fala como estão as coisas na sua casa?

– Ah Mari, tudo do mesmo jeito. — Ele me olhou e nos sentamos no gramado ali. — Meu pai saiu de casa.

– Pra onde foi?

– Para aquele nossa apartamento, lembra?

– Sim. E sua mãe ta bem?

– Melhorando aos poucos, ela ta aí dentro conversando com a Mari.

– Ah que bom que ela veio amiga, é bom se distrair um pouco. 

– Sim muito.

– Bora pra piscina Marina? — Bruna me olhou.

– Ô meu amor, eu não trouxe roupa de banho.

– Isso não é problema. — Luan veio correndo me pegou no colo e pulou na piscina com roupa e tudo.

– Caramba hein Luan! Era a única roupa que tinha aqui.

– Cê fica linda bravinha assim. — Ele me roubou um selinho, mesmo estando brava.

– Vem também Miguel pula com a Larissa.

– COMIGO NÃO! — Lari começou a correr do Miguel, mas como o esperado ele conseguiu pular com ela também e ela o xingou.

Logo Bruna entrou e caímos na festa e na bagunça. Começaram um churras top e claro foi o dia inteiro assim, depois da tarde maravilhosa com eles, Luan me deixou em casa e fui direto pro meu quarto, tomei um banho e me troquei vestindo meu pijama, olhei no relógio sete e meia da noite. Peguei meu celular resolvi postar uma foto com meu amor, com meu Luan.

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Aproveitando as férias com meu amor, meu bem maior. Eu te amo!”  ❤

E aproveitei pra postar com minha loira.

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“Minha outra metade, minha loira, minha lari.”  

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“Os amorzinhos do Luan u.u, minha cunhadinha amo você!” 

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“Com o meu anjo, aproveitar pra mostrar os músculos, vai encarar? hahaha” 

Os dias se passaram e tudo estava indo tranquilo, mas minha vó continuava na mesma, fingi que não estava me importando. Hoje sim o grande dia, hoje é a gravação do DVD ao vivo em Campo Grande.

– Bom dia, bom dia! — Gustavo pulou em cima de mim.

– Bom dia seu gordo!

– Acordou a muito tempo?

 -Tem umas duas horas. — Sorrir. — Hoje é dia de gravação.

– Luan já veio aqui se despedir de mim, pois ficarei o dia inteiro sem ele. Rober o sequestrou de mim!

– Sou fã do testa cara! — Gustavo zombou.

– Idiota!

Minha vó gritou dizendo que o almoço estava pronto, hoje minha vó Maria tinha ido passear na casa de uma conhecida. Então estava só eu, Gustavo, vô João e Heleninha.

– Você e sua vó não estão numa relação, muito boa né? — Vó Helena perguntou.

– Ela te falou algo?

– Sim que conversou com você naquele dia na casa do Luan, só que você não tratou ela como o esperado. — Eu ri dessa.

– Ela vem pra cima de mim igual um cão e quer que eu me reaja como? Não fico calada e vocês me conhecem!

– Foi o que eu disse pra ela.

– Eu também falei que você odeia se mete no seus relacionamentos, ela está arrependida. — Vô João disse.

– Quando ela quiser, ela vem conversar comigo gente. — Sorrir.

– Marina, você  tem que desculpa-lá! — Gustavo me olhou. 

– Então que ela venha pedir desculpas, uai. — Falei.

E assim eles mudaram de assunto.

Capítulo 29° — O show

– Oi gente! — Sorrir.

– Oi Marina. — Foi tipo um coral, ri. Ali estavam Luan, Rober, Dagmar, Anderson, Wellington, Arnaldo e o motorista.

Me sentei ao lado de Luan e ele me recebeu com um selinho, pessoal ia todo mundo bem concentrados em papéis, então estava um silêncio essa van.

– Como está a Lari? — Luan me olhou.

– Arrasada Lu. — Conversava baixinho. — Partiu o coração ver ela hoje daquele jeito, e mais a tia Marília grávida.

– Meu Deus, que horror. — Ele olhou. — Amanhã quando chegarmos vamos lá.

– Sim. — Falei.

– E essas pernas e essa barriga de fora, tem roupa não muié? — Ele me olhou.

– Tô até bem vestida. — Ri.

– Aram como sempre. — Ele olhou pela janela. — Hoje você vai ver, quanto mudou os shows do que era antigamente sabe?

– Era um sufoco né amor? Graças a Deus, vai tudo se acertando. — Sorrir de canto, bocejei. Estava com um pouco de sono.

– Deita aqui vem? — Luan deitou minha cabeça em seu peito e foi acariciando meus cabelos até pegar no sono e dormir, quando dei por mim Luan já me acordava. — Princesa acorda meu amor.

– Já chegamos? — Sorrir, abrindo os olhos.

– Sim dorminhoca, mas vamos parar ali só pra comer algo. — Ele riu. — Vamos?

– Bora! — Fui saindo da van e arrumando meu cabelo e peguei minha bolsa, quando desci da van Luan veio atrás e segurou minha mão.

– Ô testa! — Luan chamou.

– Oi macaco? — Ri deles, cada coisa não?

– Vamos pro hotel ou pro local do show já?

– Da tempo né Dag, de da uma passada no hotel?

– Da sim Luan, mas por favor sem atrasos! — Dagmar sorriu.

– Ok Dadá! — Ele sorriu.

Entramos e compramos alguns pães de queijo que estavam quentinhos, depois saímos e voltamos pra van e fomos a caminho do hotel que foi dez minutos até lá, chegando no hotel, Dagmar passou a chave do quarto pro Luan e subimos. Sentei na cama e olhei Luan.

– Você me olhando assim, da vontade de te morder amor. — Ele me deu um selinho e se deitou. — O que é?

– Tô te reparando de oito meses pra cá, você mudou bastante. — Ele ergueu uma das sobrancelhas.

– Como assim?

– Ah sei lá! Você mudou. — Nós rimos.

– E você cada dia que passa mais linda. — Ele me beijou bem devagar, nossas línguas tinham uma sintonia perfeita, ele parou com vários selinhos.

– Eu amo você.

– Minha linda! — Nos deitamos e ficamos vendo TV.

 

– Ô macaco bora pro show? — Ele gritou do outro lado.

– Bora testa!  — Gritou também. — Borá amor?

 – Vamos lá. — Saímos do quarto e fomos descemos de elevador, e a van já estava lá na frente, dessa vez me sentei ao lado de Anderson e Dagmar que foram conversando comigo, Luan entrou na van e me olhou do lado dos dois e fez biquinho, eu ri.

 Não demorou pra chegar ao local do show que estava bem cheio pelos gritos que escutávamos. Luan já esfregava as mãos sorrindo.

– Você me ajuda numa coisa hoje? — Dagmar me olhou.

Achei até estranho, mas ok!

– Claro. — Sorrimos.

– Ajuda o Rober com o Luan, vou resolver umas coisas lá no palco, pode ser?

– Claro, vamos lá! —  Olhei Luan ele riu com minha animação.

– Então borá amor. — Luan segurou minha mão e saímos da van, tinha várias fãs então me soltei de sua mão ele me olhou, apenas sorrir. As fãs gritaram:

– Marina, você é linda! — E acenavam.

– Vocês que são! — Mandei beijo e acenei, deixei Luan com Rober e Wellington  e alguns seguranças do evento.

Entrei pelo portão e Arnaldo estava lá dentro.

– Que bom que chegaram!  — Ele sorriu.  — Cadê o Luan?

– Está vindo, parou para atender as meninas. — O olhei.

– Ótimo, pois já já tem atendimento de camarim.

– Ok, Dagmar pediu pra ajudar vocês. — Ri. — Ou tentar!

– Vamos que te ajudo.

– Cheguei! — Luan chegou daquele jeitinho mais fofo.

– Oi meu amor. — Sorrir. — Borá trabalhar então?

– Bora uai!

Saímos os quatro rindo.

Fomos todos pro camarim, lá eu ajudava o Luan a terminar de se arrumar, ele fazia altas brincadeiras e como sempre cheio de gracinhas, depois de ajudar o Arnaldo com as pulseirinhas de camarim, fui ajudar organizar a fila.

– Oi Marina, nossa Luan sempre disse que você era linda, mas é bem mais do que pensávamos. 

– Ô macaco bora pro show? — Ele gritou do outro lado.

– Bora testa!  — Gritou também. — Borá amor?

– Vamos lá. — Saímos do quarto e fomos descemos de elevador, e a van já estava lá na frente, dessa vez me sentei ao lado de Anderson e Dagmar que foram conversando comigo, Luan entrou na van e me olhou do lado dos dois e fez biquinho, eu ri.

 Não demorou pra chegar ao local do show que estava bem cheio pelos gritos que escutávamos. Luan já esfregava as mãos sorrindo.

– Você me ajuda numa coisa hoje? — Dagmar me olhou.

Achei até estranho, mas ok!

– Claro. — Sorrimos.

– Ajuda o Rober com o Luan, vou resolver umas coisas lá no palco, pode ser?

– Claro, vamos lá! —  Olhei Luan ele riu com minha animação.

– Então borá amor. — Luan segurou minha mão e saímos da van, tinha várias fãs então me soltei de sua mão ele me olhou, apenas sorrir. As fãs gritaram:

– Marina, você é linda! — E acenavam.

– Vocês que são! — Mandei beijo e acenei, deixei Luan com Rober e Wellington  e alguns seguranças do evento.

Entrei pelo portão e Arnaldo estava lá dentro.

– Que bom que chegaram!  — Ele sorriu.  — Cadê o Luan?

– Está vindo, parou para atender as meninas. — O olhei.

– Ótimo, pois já já tem atendimento de camarim.

– Ok, Dagmar pediu pra ajudar vocês. — Ri. — Ou tentar!

– Vamos que te ajudo.

– Cheguei! — Luan chegou daquele jeitinho mais fofo.

– Oi meu amor. — Sorrir. — Borá trabalhar então?

– Bora uai!

Saímos os quatro rindo.

Fui ajudar o Luan a terminar de se arrumar dentro do camarim, ajeitando sua camisa e ele Rober sempre dois palhaços, falando cada gracinhas, pareciam dois bocós. Um rindo do outro! Logo após Arnaldo me chamou e deixei Luan e o Rober no camarim, fui ajudar nas pulseirinhas das fãs, ajudava a colocar no pulso de cada uma delas. E elas me olhavam sorrindo e me abraçaram, até que:

– Nossa Marina você é muito mais linda do que pensávamos. — Ela sorriu. — Agora entendo esse amor do Luan por você.

– O meu amor, vocês que são todas lindas! — Sorrir. — E elas vieram pra um abraço coletivo, que vi que Arnaldo tirou uma foto.

Elas se afastaram voltando pra fila e sorriram pra mim, então “Tio Arnaldo”, assim elas chamavam ele. Começou a explicá-las como seria o atendimento e eu fui passear pelos bastidores do evento, fui no camarim da banda vê o pessoal.

– Oi gente! — Sorrir. 

– Marina! — Marla sorriu. — Como você está lindona?

– Estou bem, firme e forte pra ver vocês hoje! — Sorrir.

– Opa! Uma convidada de honra. — Juliano sorriu.

– Ô Ju obrigado! Olha vou deixar vocês repousarem um pouco antes do show e continuar dando umas voltinhas. — Sorrir de canto.

– Beijo flor! — Marla disse, enquanto fechei a porta escutei-a dizer. — Ela é um amor! — E eles confirmaram.

Como eles são maravilhosos! 

Fui até o palco pra perto de Dagmar que conversava com um carinha, parecia ser produtor do evento. Olhei atrás das cortinas aquela multidão de gente esperava meu menino para cantar, meu coração batia, parecia que a cada batida subia para a boca, rs. Fui voltando pro camarim e vi que as meninas entravam, preferir sentar no banco que tinha em frente a porta do camarim e esperar, enquanto isso mexia no meu celular, trocava sms com Cath que contava sobre as coisas, que aconteciam na Califórnia. Alguns minutos depois Rober “o palhaço” me olhou da porta.

– O patrãozinho está chamando a muié. — Ele riu.

– Ai besta! — Ri dele. — Estou indo. 

Ele saiu e foi indo em direção ao palco e eu entrei no camarim.

– Oi meu amor. — Sorrir.

– Onde estava? — Ele me abraçou.

– Enquanto você estava atendendo suas fãs fui andar, ver o palco, o pessoal da banda, depois me sentei ali no banco de fora. — Sorrir.

– Hm, sabe alguém quer te ver! — Luan sorriu.

– Quem? — Me animei.

– A chatinha da Bru!

– Uai cadê ela? — Olhei em volta, Bruna saia de dentro de uma sala.

– Aqui!

– Ô muié, porque não falou que viria. — A olhei.

– Surpresa! — Ela me abraçou. — Vim com meu pai.

– Sua mãe?

– Ficou em casa minha tia chegou lá.

– Ah bom. Vem vamos sentar e fofocar! — Ri, e nos sentamos no sofá.

Foram altos papos e risadas com a Bruna, mesmo ela sendo bem mais nova, era sempre muito bom ter ela por perto. Apesar de desde sempre ele ser muito junto a mim, acostumei demais com ela. Pegamos o celular de Luan e tiramos uma foto, e postamos no twitter dele.

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“Invasão porque sim! Amo demais minha ruiva <3″

– Eu também quero uma, se não ocês podem apagar esse trem aí do meu twitter!

– Aiaiai, esse trem não hein! — Ri. — Somos lindas, gatas, gostosas.

– Mas minhas! — Luan fez biquinho e se juntou a nós.

– Vem bicudo! — Bruna riu o puxando.

Tiramos a foto e postamos. Logo Dagmar veio chamar Luan para o show que já iria começar, e então fomos juntos.

– Vai lá e arrasa meu amor. — Dei um selinho nele.

– Obrigado princesa, te amo!

– Também. — Sorrir.

Ele foi e logo  show começou com Meteoro, eu já tinha ouvido depois que Sorocaba deu essa música pro Luan, tocava em todas as rádios. E a galera ia a loucura, cantando e vibrando junto dele. Era emocionante ver sorriso no rosto dele, e vê também que ele faz milhares de pessoas sorrirem. Continuou seu repertório, Bruna e eu íamos cantando feito duas loucas e dançando. Amarildo começou a rir da gente, isso sim! O show foi um espetáculo, assim como eu sempre achei que fosse ele arrasou, a banda arrasou, os fãs arrasaram. Que noite maravilhosa! Assim que voltamos para o camarim, já estavam todos juntos lá dentro.

– E aí amor? — Ele me olhou.

O olhei ele estava todo suado, com um sorriso de orelha á orelha, haha.

– Foi lindos, vocês arrasaram! — Abracei cada um, por fim abracei meu amor e dei um beijo. — Parabéns meu cantor.

– Então vamos pra casa?

– Bora!

Saíram todos na frente Bruna foi o com seu pai e esperaria a gente no carro. Ajudava Luan a carregar suas coisas, quando alguém chamou o Luan.

– Luan, quase que não vejo você! — Olhamos pra trás.

Capítulo 28° — A tarde

– Idiota!  — Mostrei língua e ele riu.

– Viu como se irmão é bonzinho, né? — Sentou-se do meu lado.

– O que cê quer hein? — Risos.

– Nada só um pouquinho de tempo com minha ruiva. — Ele me abraçou.

– Me ama demais, meu Deus! — Ri dando um beijo na bochecha dele.

– Tira uma foto comigo?

– Autógrafo também? — Ele me olhou sério e depois riu. — Vem bobão. — Ele se juntou a mim, e tiramos.

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“Minha outra metade, amor meu, amor maior, minha gêmea eu te amo!”

– Quero uma também no meu celular. — Falei.

– Vem que tem! — Ele então se preparou.

– Gostei dessa. — Ele riu.

– Vamos fazer sequência, perai. — Peguei meu celular e ele veio, e então tiramos um monte de fotos.

Ficamos conversando com o Gus, e ele me perguntava o que fazeria no aniversário de um mês de namoro com Ranielle.

– Gus? — Ele me olhou.

– Oi meu amor?

– A Jade tem frequentado o show do Luan né? — Ele me olhou com uma cara.

– Quem te falou isso?

– Gus, ta ou não? — Me sentei direito.

– Vi ela duas vezes, nos que eu fui. — Ele disse. — Mas não tem nada demais, ela estava com o pai dela.

– Ah sim. — Falei.

– Bobinha pra de ficar tristinha assim atoa, muié. — Ele riu. — Depois do almoço vou te levar pra tomar sorvete.

– Vai ter um tempinho pra mim hoje? — O olhei. — Nossa! Aí eu tô vendo.

– Retardada. — Ele deu língua. — Tento fazer um bom agrado e você fica aí nessa, vou chamar a Rani então.

– É vai com a Rani. — Cruzei os braços e fiz bico.

– Vou ligar pra ela, perai.

O olhei incrédula, ele me olhou colocando o celular no bolso novamente.

–  Ô minha ciumenta da minha vida, eu te amo e quero ir com você.

– Não chama a Rani porque é ela que você ama. — O olhei.

E ele me abraçou forte me enchendo de beijos e cocegas.

– Não vem da uma de difícil comigo não baixinha. — Ele riu.

– Ai para seu chato. — Rindo.

– Que bonitinho! — Minha vó Maria entrou na sala rindo. — O que vocês dois tão fazendo?

– Marina com ciúmes, vó. — Ele disse.

– Ciúmes de quê, Mari?

– Raniele! Esse ai agora só pensa nela. — Fiz biquinho.

– Marina deixa de ser boba. — Minha vó riu. — Seu irmão te ama muito mais que qualquer outra mulher que entrar, na vida dele.

– É verdade amorzinho. — Ele sorriu. — Cê é minha gêmea, amorzinho meu, minha anjinha. Te amo muié!

– Eu também te amo, amor meu. — O abracei forte. — Se um dia você me trocar por qualquer mulher. — O olhei no fundo dos olhos e depois cochichei em seu ouvido. — Arranco isso que você tem entre meio as pernas. — O olhei e sorrir.

– Credo Marina! — Ele riu.

– Marina seu namorado é lindo e educado!

– Awn, ele é sim vó. — Sorrir. — Nos conhecemos desde pequenos sabe, ficamos amigos e depois começamos a namorar. Amo ele!

– É o Bruno estava me contando o quanto você gosta dele. — Ela sorriu.

– O Bruno? — A olhei.

– Sim ele me falou que você sempre fala do Luan. — Ela sorriu.

– Quem é Bruno? — Gustavo nos olhou.

– Um amigo em que fiz lá na Califórnia, ele é de SC. — Sorrir.

– Luan sabe dele? — Ele me olhou.

– Não e acho que também não precisa, porque?

– Não sei.

– Bruno tem namorada e eu também tenho, então não vem com essas coisinhas. — Ri.

– Vim chamar vocês para almoçarem e acabei me interagindo com vocês. — Minha vó riu.

– Vocês não vem? — Vó Helena chamou.

– Tamo indo Heleninha. — Sorrir. — Vem Gus! — Segurei nas mãos dele e fomos para a sala de jantar.

Fomos almoçar com nossos avós e claro conversamos bastante, era sempre bom por as conversas em dia com eles! Depois do almoço como prometido Gustavo disse que iriamos na sorveteria.

– Vó quer ir com a gente? É bom que você passeia um pouco por CG com a gente.

– Ah vou adorar! — Ela disse.

– Vamos também vovó Heleninha e vô Jão. — Chamei.

– Não meus amores, podem ir! Aproveitem.

– Pode deixar. — Saímos e preferíamos ir andando, fui vendo as pessoas que paravam me abraçavam e conversava comigo. 

A tarde foi só de passeio, depois liguei pra Larissa e fui pra casa dela correndo ela chorava. Chegando lá tia Marília atendeu me deu um abraçou.

– Tia porque quando liguei para Lari ela estava chorando? — A perguntei, quando noite seus olhos também estavam vermelhos.

– Vai lá em cima meu anjo, que ela te conta tudo. — Ela disse, sua voz saiu muito embargada. — Acho que ela prefere assim.

Com aquilo no pensamento subi para o quarto de Larissa, mas minha mente latejava. Será que Miguel fez algo com ela? Não o Miguel a ama e muito, ele não seria capaz. Quando entrei no quarto dela meu coração ficou em pedacinhos, vendo ela ali em cima da cama abraçada com um ursinho de pelúcia, chorando oque não tinha mais pra chorar. Apenas fui até ela e a abracei forte, e fiquei esperando que ela se pronunciasse comigo primeiro, e ela ficou ali por alguns cinco minutos sem falar nada.

– Mari. — Disse bem baixinho.

– Amor meu, o que houve com você? Porque está chorando tanto? — Soltei-me de seus braços e a olhei, coloquei um mecha do seu cabelo pra trás da orelha e ela pode me olhar.

– Porque as coisas são assim? — Ela perguntou.

– Lari, foi o Miguel que fez alguma coisa? — Ela me olhou.

– Não o Guel não fez nada, ele deve esta vindo pra cá também. — Ela disse. — Foi meu pai Mari, ele sempre ele.

 – O que ele fez?

– Ele esta traindo minha mãe, eu peguei ele com uma mulher no escritório dele hoje lá na empresa. — Ela disse. — Meu pai, é um traidor eu o odeio com todas as minhas forças!

– Como ele teve coragem? — A olhei. E ela chorava mais.

– Não sei, mas eu sempre suspeitava.

– Meu amor, você tem que sair desse quarto e ficar com sua mãe. — Falei. — Ela também precisa muito de você.

– Não aguento mais essa vida! — Jogando uma almofada no chão.

– Princesa, Lari. — Ela me olhou. — Eu vou estar aqui para o que der e vier, você sabe que é uma irmã pra mim.

– Eu sei que posso contar sempre com você Mari, mas isso não é o pior! — Ela me abraçou. 

– O que tem mais?

– É que minha mãe ta gravida. 

MEU DEUS! 

– O que?

– Isso mesmo, eu iria contar isso pra ele hoje de manhã, mas quando cheguei lá ele estava com uma mulher. Ai que ódio, ódio, ódio!

– Meu Deus,  que coisa horrível e inacreditável;

 – Eu queria que tudo isso fosse um pesadelo.

– Até eu amiga, até eu. — Falei e eu chorava junto com ela.

– Meu amor? — Ele bateu na porta, era Miguel.

– Entra amor. — Ela disse.

– Oi anjinha. — Beijou minha testa.

– Oi Guel. — Sorrir forçado. — Lari vou te deixar com o Guel, vou conversar com sua mãe viu?

– Ok amiga, muito obrigado viu?

– Ei, você é como uma irmã pra mim. — Sorrir. — Lembre-se disso. — Beijei sua testa e sorrir pro Guel e sair dali. — Tia Marília? — Chamei, enquanto descia as escadas.

– Oi Marina? — Ela respondeu, vinha do escritório.

Cheguei na porta.

– Posso entrar?

– Entra querida! — Ela falou.

Entrei e ela estava sentada no sofá, e me olhou esperando que eu falasse.

– Sinto muito tia! — Falei.

– Ô meu amor, tudo vai se resolver. — Ela disse.

– Eu também tenho a certeza, mas também sei que a dor que você e a Lari estão sentindo é enorme. Mas eu tô aqui pra falar, enquanto eu tiver aqui e pro que vocês precisarem, pode me chamar.

– Só quero que você cuide da minha bebê. — Ela começou a chorar. — Larissa ela é meu tudo, e vai precisar muito de você.

– Eu sei e por isso que sempre estarei com vocês. — Dei uma pausa. — Ela me disse que você esta gravida, é verdade?

– Sim amor é verdade. — Ela alisou a barriga com um sorriso nos lábios.

– Que venha com muita saúde. — Falei.

– Amém. — Ela disse.

– Tia vou lá em casa, qualquer coisa me liga pode ser?

– Ligo sim. — Ela me abraçou. — Obrigado viu?

– Não precisa agradecer. Tchau.

Ela despediu e eu sair, quando fechei o portão Otávio pai de Larissa estacionava o carro na porta de casa, o olhei e apenas balancei a cabeça negativamente e sair dali, antes que ele me parasse. Me veio a Larissa na cabeça, na mesma hora pois acho que ela teria coragem de matar o pai, mas lembrei que Miguel estaria com ela então… meu celular tocou.

– Amor?

– Oi Lu! — Falei.

– Onde cê tá? Te liguei na sua casa, sua vó disse que você não estava.

– Vim na casa da Lari Luan, aconteceu uma coisa horrível. — Falei triste.

– O que amor? — Ele perguntou.

– Otávio traiu a tia Marília, e elas estão arrasadas claro!

– Eu sempre desconfiei desse cara, a cara dele entrega ele.

-Pois é Lu, mas já estou voltando pra casa.. porque da ligação? — Ri.

– Vou passar na sua casa daqui uma hora, não se atrase! — Ele riu.

– Ah legal, a noiva falando pra mim não atrasar! — Risos. — Você sempre se atrasa Luan, mas pode deixar. Beijo.

– Beijo amo você.

– Também amo. — Sorrir, desliguei.

Já estava chegando em casa, Gustavo foi pro meu quarto comigo e contei tudo pra ele que também não estava acreditando, afinal é inacreditável! Escolhi minha roupa e fui pro banho, quando terminei me vestir. 

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Coloquei meu salto e estava pronto e linda! No meu celular chegou uma sms.

Estou aqui em baixo! (:”

Apenas li, não respondi e desci.

– Vó beijo. — Sorrir.

– Aproveita o show!

– Obrigado gente, tchau!

Sair e tinha era uma mini van a minha espera.