Capítulo 90° — Organizando

— Bom dia Helena! — Isaura sorriu ao nos ver, desci com o Theo assim que tomei um banho e também dei um banho nele.

— Bom dia Isa! — sorrir. 

— Bom dia principezinho. — ela sorriu alisando o rosto do meu bebê.

— A babá chegou? — perguntei, e a campainha tocou.

— Deve ser ela! — ela sorriu. — vou abrir.

— Por favor Isa. — sorrir, me sentando na mesa para tomar café da manhã.

Era a babá Emanuella que ao nos ver sorriu.

— Bom dia Dra. Helena. — ela disse.

— Bom dia Emanuella, tudo bem? — sorrir. — pode me chamar só de Helena mesmo. senta e toma um café com a gente.

— Não muito obrigado, acabo de vir da padaria do condomínio. — ela sorriu. — Esse é o Theo. — ela disse com a voz doce e alisou o rostinho dele, que levou a mãozinha na mão dela.

— Sim esse é o Theo nosso bebê. — sorrir.

— Posso segurá-lo é bom que você toma seu café.

— Sim, claro. Ele acabou de mamar.

— Sim, tomarei cuidado. —ela disse enquanto pegava meu bebê e se sentou na cadeira.

— Bom Emanuella, hoje vamos ficar por aqui mesmo irei te observar durante essa semana. E bom a noite você só fica se eu precisar sair ou algo parecido, vou tomar meu café e te levar no quarto do Theo, mostrar onde fica  as coisas, pra você não ficar tão perdida. — Sorrir.

— Ótimo. Ele é tão amável!

— Ele é sim, não dar trabalho nenhum. — ouvir a campainha tocar outra vez.

— Eu atendo Lê. — Isa disse.

— EU CHEGUEI! — Léo chegou como sempre chegava fazendo a festa.

— O Luan ta dormindo não grita, ou! — ri.

— Ah esqueci que o patrão ta em casa hoje. — ele riu. — Olá Emanuella, oi amorzinho do tio! — ele beijou o rosto de Emanuella e a cabeça do Theo.

— Olá, é Léo né? — ela sorriu gentilmente.

— Isso! — ele sorriu. — Parece que Theo gostou de você.

— E isso é muito bom né?— ela disse olhando nós dois e em seguida pro Theo.

— Tome café Léo. — falei.

— Ah eu quero mesmo.

— Que dia que você não quer! — Luan descia as escadas rindo. — Por que você chega na casa das pessoas de madrugada gritando?

— Bom dia Luan, que bom você estar em casa. — ele riu. — temos coisas demais para ser resolvidas.

— Bom dia. — Luan disse ao chegar próximo da gente me deu um selinho.

Emanuella ficou sem graça ao ver que Luan desceu, aliás, ela ainda não tinha sido apresentada ao Luan. Todas as pessoas que não o conhecia pessoalmente quando o via o nervosismo tomava conta. Eu entendo ela. Quando atendi o Luan pela primeira vez naquele hospital, não sei o que passou pela minha cabeça, não imaginaria estar com ele hoje, não mesmo. 

— Bom dia amor. — sorrir. — deixa eu te apresentar a Emanuella, que irá nos ajudar com o Theo.

— Emanuella tudo bom? Prazer! — ele sorriu abraçando-a e dando um beijo no rosto dela. — espero que goste de trabalhar com a gente!

— O prazer é meu Luan! — ela sorriu ainsa sem graça. — espero passar no teste!

Nós sorrimos Luan brincou com o Theo e se sentou ao meu lado para tomar café.

— Então quer dizer que deu a louca em você Luan. — ele e Luan riram.

— Ué Léo fiz certo não fiz? 

— Claro, só nos pegou de surpresa! — ele riu. — Aliás temos que olhar o vestido essa semana Helena.

— Sim o mias rápido possível, que eu nem sei se terá que fazer.

— Faça o mais lindo do jeito que você quiser. — Luan sorriu.

— Helena será a noiva mais linda do desse mundo, aguarde Luanzin! — Léo disse.

Bom eles tomaram café e Luan conversava com Emanuella sobre o Theo, ele queria saber das experiências dela e tudo certinho. Quem via aquele Luan super sério nem imaginaria que é o mesmo que passa horas tentando irritar, fazendo gracinhas. Depois de passar algumas instruções, peguei o Theo e fui mostrar a casa para ela, mostrei cada cantinho para que quando necessitarmos da ajuda ela realizar com facilidade. Fomos ao quarto do Theo mostrei onde fica cada acessório, roupas, sapatos, os cremes, fraldas tudo que ela fosse precisar para cuidar do Theo.

— Bom posso te chamar de Manu? — perguntei.

— Claro. — ela sorriu. 

— Ótimo Manu, faremos assim e qualquer dúvida me chame ou se quiser algo fique á vontade!

— Obrigado Helena.

Ela estava se esforçando o máximo trocou as fraldas, cuidou. Depois de amamentar o Theo ele dormiu e eu o deixei no berço, ela disse que iria até a cozinha para perguntar das roupas a Isaura. Todos tinham gostado dela, e ela estava se dando bem por ser o primeiro dia dela. Logo após o almoço me sentei no sofá com Léo e Luan e começamos a pesquisar por ideias de convites, era um mais lindo que o outro e os dois tentavam me ajudar escolher. Até que falei mais ou menos como queria meu convite e Léo disse:

— Deixa eu desenhar, acho melhor e levamos na gráfica pode ser? — ele me olhou.

— Ótimo! 

Então foi o que fizemos e saiu do jeitinho que eu queria.

— Os padrinhos? —ele me olhou.

— São três pra cada né? —Luan olhou pensando. — Bom os meus serão Bruna e Breno, Caio e Larissa, Rober e Cecília.

— E os seus Helena?

— Ai, não sei!— ri. — Vamos lá, você e o Rafa, Lisa e Cauã, Thomas e Laura.

— Ah eu amei! — ele disse sorrindo. — obrigado. Olha como ficou, gostaram?

— Ficou show! — Luan disse.

— Que tal umas cores mais rústicas? — olhei os dois.

— Olha é bom hein! 

Resolvemos as cores que seria compostas no convite e estava pronto, dei ideia de antes de entregar o convite para os padrinhos entregaria uma caixinha com a cor da gravata dos meninos que cada um usaria e para as meninas uma pulseira para que usassem no dia. Um convite para ser os padrinhos e madrinhas.

— Adorei a ideia!

— Vocês são criativos. — Emanuella sorriu.

— A gente tenta. — ri.

— Pra quem estava desesperada ontem. — Luan riu.

— Ué né Luan! Você não me deu escolha.

Bom o restante do dia foi tranquilo Léo me ajudou com algumas coisinhas pro Bazar que já é semana que vem. Tínhamos que ir no local amanhã começar a arrumar tudo e isso tudo em uma hora, pois era o tempo que Theo iria estar dormindo. Vida de mamãe! Era muita coisa acumulada meu Deus! Luan a tarde foi para o estúdio resolver umas coisas com o Dudu, mas isso foi após Rober subir para tomar um café e encher o saco. Mentira! Rober era um amor, mas as vezes, rs.

Durante o dia acompanhei o primeiro dia com o Léo a babá, ela estava se saindo muito bem. O único problema para ela era só quando o Luan estava em casa, tínhamos reparado nisso. Quando deu umas seis e meia ela deu um banho no Theo e eu o amamentei, logo ela se sentou na sala com ele.

— Tem certeza que você pode ficar por mais um tempo? — perguntei.

— Claro Helena. — ela sorriu. — estou livre!

— Ótimo! Semana bem cheia, juro que não é sempre assim.

— Não mesmo. — Léo disse rindo.

A campainha tocou e chegaram todas juntas Marizete, Bruna, Larissa, mãe, Lisa e Cecília. Elas entraram todas animadas para ajudar, apresentei elas a Emanuella que ficou um pouco sem jeito, mas logo se acostumou. 

— Já se adaptando Emanuella? — Bruna perguntou.

— Hm..— ela pensou sorrindo olhando de mim para Theo. — por ser o meu primeiro dia, acho que sim.

— Isso é ótimo. — Larissa sorriu. — e então no que começamos?

— Vestido! — Léo disse. — Passei num ateliê que tem vestidos maravilhosos e quem faz os vestidos é a estilista Camila Chain é perfeita pra noiva super detalhista que aliás, sabemos que você é Helena! Além do estilo elegante dos vestidos, ela é preocupada com os mínimos detalhes, como o forro do vestido e tudo! Passei nessa ateliê e são lindos!

— Deixa eu ver a revista! — Pedi.

— Os convites? — Marizete perguntou. 

— Léo mandou pra gráfica ontem mesmo. — sorrir. — ficou lindo gente, nós mesmo criamos.

— Deixa eu ver. — Bruna pediu.

Enquanto Léo mostrava á elas o convite, estava apreciando os vestidos um mais lindo que o outro. 

— Eu preciso ir nesse Ateliê! — disse.

— E nós vamos. — Léo disse.

— Decoração filha? — minha mãe olhou. 

— Ai mãe queria algo mais simples, mas algo muito bonito. Flores brancas, copo de leite talvez? — olhei para elas.

— Helena decoração da festa e igreja deixa comigo e sua mãe. — Marizete sorriu. — pode ser Amélia?

— Pode! — ela sorriu. — Confia na gente!

— Sempre. — sorrir.

— O que será servido na festa? — Bruna perguntou e a porta se abriu.

— Pensei no Paris6. — Luan disse ao passar pela porta com Rober. — Tem pratos maravilhosos, salgadinhos, sobremesas. Quanta mulher nessa casa, mamusca! — Lascou um beijo na bochecha da mãe abraçando-a.

— Oi meu filho, tudo bem? — ela o abraçou.

— Bem demais. Oi sogra! — ele foi puxar o saco da minha mãe como sempre fazia.

— Oi meu genro querido, deu a louca? — ela riu. — Amei viu?

— Ô sogrinha tô loco pra casar logo com essa muié! — Luan riu.

— Oi gente boa noite! — Rober sorriu.

Depois de cumprimentar os meninos Luan pegou o telefone  e ligou para Isaac Azar para conversar com ele, escutei Luan dizendo para que ele mandasse os nomes dos pratos no e-mail para que pudéssemos escolher alguns. 

 

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Capítulo 89° — Deu a louca

  Ao chegar em casa o cheiro do jantar que Isaura estava preparando estava divino! Como pode ser tão puxa saco do Luan assim? E ela realmente era demais! E o Luan quase que não gosta né? Passei na cozinha cumprimentando-a e subir para dar um banho no Theo. Assim que terminei, dei mamar e ele acabou dormindo, aliás nem dormiu o dia todo, só ficou brincando no colo dos avós. Meu coração cortava de dor com ele resmungando por causa das dores que ele estava sentindo. Ao deixar ele no berço fui tomar um banho, antes do Luan chegar.

  Demorei quase nada no banheiro, quando sair fui surpreendida por Luan entrando no quarto jogando a mochila pro lado do quarto.

— Boa noite meu amor. — disse e ele me olhou, deu um meio sorriso.

— Boa noite princesa. — veio até mim, selou nossos lábios. Algo ele tinha.

— Está tudo bem?

— Aham, é só cansaço. — ele disse enquanto tirava os sapatos. — vou tomar um banho, tenho uma coisa pra te mostrar. 

— Coisa boa?

— É sim. — ele sorriu. — Ei não fica preocupada comigo é só o cansaço mesmo. — me beijou outra vez. — Tá tudo bem com você e o Theo? Não vi ele cadê?

— No quarto amor, bom eu estou bem. — disse. — Theo anda sentindo muita cólica. — disse enquanto me vestia e Luan que ia entrando no banheiro. — Então dormir não estou dormindo. — risos. — mas é normal.

— Certeza? Porque não me ligou Le?

— Não era necessário Luan, é apenas cólicas é normal bebê ter. — disse. — estou fazendo massagens na barriguinha dele sabe? Ajuda bastante.

Acabei de me vestir, olhei pro Luan ele veio até mim. 

— Por isso está com essa carinha tão cansada. — ele veio passando os dedos sobre minhas olheiras. 

— Não mais que você, pode ter certeza. — disse, estava com tanta saudades dele, tanta saudade do seu abraço.

— Não venha querer comparar e dizer que estou mais cansado que você. — Luan disse me olhando sério. — Sei o quanto é difícil cuidar de um bebê ainda mais que tem que ser uma atenção dobrada, mas com a babá isso vai se resolver.

— Mas eu não quero deixar tudo por conta de babá não Luan. — disse. — Eu enquanto eu puder eu quero poder cuidar do Theo!

— Eu sei meu amor, isso é claro. — Luan sorriu e me abraçou. — você é uma mãezona, sei que não deixará isso acontecer.

O abracei tão forte que se eu fosse um pouquinho mais forte, talvez quebrasse o Luan. Ele alisava minhas costas e beijou minha testa.

— Eu te amo muito, tá? Senti tanta sua falta.

— Eu também senti todos os dias. Eu amo você.

Então ele me beijou, agora sim um beijo de muita saudade, amor, cumplicidade o que eu queria desde o momento que vi ele entrando no quarto. Ele finalizou aquele longo beijo com vários selinhos, e dizendo eu amo você.

— Vou tomar um banho pra jantarmos, que o cheiro está maravilhoso e pra conversarmos tá?

Ele sorriu e eu concordei. Ele entrou pro banho e eu fui pro quarto do Theo me sentei lá e fiquei namorando meu filho dormir, ainda com alguns resmunguinhos, mas menos do que antes. Ali fiquei até Luan vir ver o filho.

— Como meu garotão tá gordinho e crescendo. — Luan disse baixinho ao parar do lado do berço, alisou o rosto do filho.

— Ele tá né amor? — sorrir, e continuei sentada no mesmo lugar observando a semelhança entre os dois. — mas também é como o pai dele, só mama e dorme. — brinquei.

— Ei! — ele riu baixo para não acordar. — Ele ta dormindo tão profundamente.

— Isso se chama cansaço brincou com seus pais hoje o dia todinho, soltando sorrisinhos você tinha que ver!

— Vem! — ele me puxou pela mão e saímos do quarto. — como foi seu dia hoje?

— Foi muito bom fiquei com seus pais, conversamos, precisava sair um pouquinho de casa. — ri. — e agora estou ótima, já que você voltou!

— Você tem que passear mesmo, tentar ir na sua mãe também. — ele falou.

— Com a babá será mais fácil fazer esses passeios. — disse. — sozinha é complicado.

— Eu sei. — ele disse, enquanto se sentou na mesa onde o jantar já nos esperava.

— Boa noite Luan! — Isaura sorriu, enquanto colocava o suco sobre a mesa.

— Boa noite Isaurinha, o cheiro está divino!

— Bom espero que vocês gostem, bom vou estar lá dentro, qualquer coisa me chamem tá? Bom jantar pra vocês.

— Obrigado. — respondemos juntos.

— Bom o que você tem pra me falar. — perguntei animada.

— Bom amor então… — ele disse sem jeito. — é que cê sabe que eu te amo demais né?

— O que você aprontou? — o olhei.

— Nossa Helena, credo! — ele me olhou fazendo um bico.

— Uai! — rindo. — então fala logo.

Ele riu e foi tirando do bolso da bermuda um papel e me entregou sorrindo, eu peguei rápido e o desdobrei. Quando passei o olho sobre o que dizia no papel, eu o olhei, ele me olhava apreensivo ele sorria com medo do que eu poderia responder.

— Vo … Você marcou o casamento? — eu o olhei.

— É… — ele disse parecia ter medo de eu pegar um copo e tacar nele. — Tem algum problema? 

— Não Luan, mas você marcou para daqui um mês e meio e não temos nada planejado ainda, vestido, decoração, padrinhos, tudo. — disse começando a me desesperar.

— Ah, mas a gente olha isso direitinho amor, podemos começar essa semana, você e as meninas vão olhar o vestido e a decoração. As bebidas, comidas.

— Os convites?

— Nossa tem isso! — Ele riu.

— Luan a cada dia que passa tenho a certeza que você é louco.

— Por você sem dúvidas. — ele sorriu. — Ei, vamos olhar tudo amanhã, sairemos pra olhar isso, já chama a Bruna e a Cecília e o Léo.

— Luan você é doido amor!

— Mas você quer?

— É claro que sim, aliás, seu já te disse sim há tempos. — ri. — só não sei se dará tempo de arrumar festa, convite, lua de mel sem chances sem o Theo. — disse.

— Tem como sim! — ele disse. — uai e a babá?

— Legal vamos pra Lua de Mel eu, você, Theo e a babá que lindo! — ri.

— Ai amor isso a gente resolve depois. — ele riu, e continuamos comendo e falando sobre a data que ele havia escolhido. 

Dia 12 de Dezembro era a data escolhida, o que aquele menino tinha na cabeça? Estávamos no mês de outubro e tínhamos muito o que pensar agora. Depois do jantar Luan disse que ia pegar o filho que estava chorando, eu ajudei a Isaura a retirar toda mesa de jantar e contei pra ela sobre o casamento. A felicidade dela era algo fora do comum. Ela disse que iria me ajudar em tudo que fosse preciso, em qualquer momento. 

Ao terminarmos de arrumar a cozinha, Isaura foi descansar e eu fui pro quarto onde Luan brincava com o Theo. Falando com aquela voz que falamos com bebê. Não tem jeito, sempre usaremos ela.

— Oi mamãe, você nem dormiu direito filho. — alisei seu rostinho.

— Troquei a fraldinha dele amor. — Luan sorriu.

— Sem nenhum brinde?

— Sem nenhum brinde dessa vez. — ele riu.

Liguei a TV e me sentei do lado deles na cama, peguei meu celular e montei um grupo com o seguinte nome DEU A LOUCA NO LUAN. Nele estavam Bruna, Lisa, Cecília, Larissa, Marizete, Léo, mãe.

Então mandei a seguinte mensagem antes que elas mandassem algo, que realmente já não estavam entendendo nada.

— Ou elas vão pensar que eu fiz algo com você com o nome desse grupo. — ele riu olhando o meu celular.

— Vou explicar. — ri.

Luan voltou hoje de viagem como vocês sabem, dizendo que tinha algo muito importante para conversar comigo. Bom na hora do jantar ele me entregou um papel que consta a data de 12 de dezembro desse ano, uma data marcada pro nosso casamento. Como vocês sabem ele é louco e nem pensou em tudo que temos que arrumar, convites, festa, vestido, decoração, Lua de Mel e entre outras coisas. Vocês serão minha salvação! Então estou marcando com vocês amanhã aqui em casa às 19h para me ajudar a decidir. Tenho algumas ideias em mente, mas preciso muito da ajuda de vocês. Beijo, aguardo! 

Todas foram respondendo super animadas, achando o máximo, dizendo que Luan era maravilhoso que amava surpreender. Todos puxavam real o saco do Luan, mas ele é tão perfeito que nem tem como não puxar, meu Deus! 

— Amor, o que elas disseram?

— Amaram né? — sorrir. — Vão vir todas amanhã às 19h.

— Ótimo, vou estar presente, irei ajudar!

— Mas é claro que vai. — disse séria.

— Linda, eu amo você. Tira uma foto minha e do Theo, preciso postar.

Tirei uma foto tão linda e ele postou, enquanto eu brincava com o Theo que já formava um biquinho.

@luansantana: Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar. 💗 @helenamitchell

@luanjo: Um paizão desse e um príncipe 💗

@luanamormeu: EU AMO MUITO 💗💗

@luanego: meu Deus quanta perfeição.

@helenaprincesa: Ah que lindos! Faltou a mamãe.

@roberlelis: Aeee macaco matou a saudade né? Haha 💗

@brusantanareal: 💗 

 

Capítulo 88° — O fim de semana

   No outro dia acordei cedo com o choro do Theo, que já havia chorado quase a noite toda com cólica deixei ele na minha cama a noite inteira. Léo disse que me abandonaria por esse fim de semana e Isaura ficaria com a gente. 

— Helena bom dia! —  Léo entrou no quarto. —  dormiu bem?

— Na verdade? — ri. — nem um pouquinho, o bebê ta com dor.

— Temos que levá-lo pro hospital?

— Não, tá tudo bem. — sorrir. — é apenas cólica! 

— Esqueço que você é médica ás vezes. — ele riu. — você quer ajuda?

— Não vai se trocar para tomarmos café. — sorrir. — vou dar um banho no Theo.

Ele assentiu e saiu do quarto, primeiro resolvi amamentá-lo. Liguei a TV e enquanto amamentava o meu bebê ele me olhava fixamente. 

— Mamãe vai cuidar de você meu anjinho. — beijei sua cabeça.

— Helena licença. — Isaura disse batendo na porta.

— Entra Isa, bom dia! — Sorrir.

— Bom dia! Luan ligou mais há pouco querendo falar com você, pediu que assim que acordasse, se você poderia ligar.

— Ele disse algo a mais? 

— Nada Lê. — ela sorriu.

— Muito obrigado Isa, já desço pro café. 

E então enquanto ainda Theo mamava liguei para Luan. Quem atendeu não foi ele.

— Oi Helena! — Rober disse do outro lado.

— Oi Rober, tudo bem?

— Tudo e vocês?

— Estamos bem. Luan ta por aí?

— Ele está gravando um comercial pra jequiti.

— AH! foi que ele pediu para eu ligar assim que eu acordasse, será…

— Calma ele está vindo. — ele disse. — Tchau Lê!

— Tchau Rob, obrigado!

Esperei por um tempinho e então ouvir a voz dele.

— Oi minha linda, bom dia!

— Bom dia meu amor, tudo bem? — sorrir, que saudades que eu estava.

— Eu estou e você? Theozin?

— Estamos bem e mortos de saudades. — ri.

— Ai não fala que eu também tô. — ele disse.

— Isa falou que você pediu pra te ligar, estranhei você acordado tão cedo. 

— Ei! — ele riu. — realmente eu não queria ter acordado tão cedo, mas fui obrigado.

— Pelo menos não está de mau humor. — ri, Theo não queria mais mamar, levantei para que ele arrotasse.

— E a babá? — ele perguntou.

— Não vai te atrasar?

— Intervalo de quinze minutos.

— Ótimo, bom vieram quatro. — disse. — dessas quatro gostamos de duas, uma é enfermeira e a outra psicologa.

— Bonita?

— Af LUAN! — disse e Theo deu um pulo no meu colo e começou a chorar.

Ele ria do outro lado da linha.

— Oiá aí você assustando meu filho. — ria. — você é boba demais Helena!

— Não sou boba não, você vem com gracinha pra você ver!

— Te amo ciumenta mais linda da minha vida.

— Aiai, então… — segurei o riso. — na semana que vem virá a Emanuella vermos quem se adapta mais ao cargo, e na outra semana a Rafaela. Achei melhor assim, pois você estará com a gente durante a semana e também opinará.

— Fez certo. Amanhã vou pra casa logo quando acabar o show. Nos vemos a noite!

— Que maravilha, já estou com saudades amorzinho.

— Eu também, olha vou voltar a gravar o comercial, depois te ligo, te amo meu amor. Da um beijinho no Theo.

— Vai lá, pode deixar meu bem. Com Deus, beijo, te amo!

Fui pro quarto do Theo dei um banho nele rapidinho, vestir meu bebê e me troquei vestindo um shorts jeans, uma blusa e desci para tomar café.

— É café da manhã ou almoço? — Léo me olhou enquanto mexia no celular, e a outra mão uma xícara de café.

— Luan ligou, sorry! — ri, colocando Theo no carrinho e me sentei de frente pro Léo.

Tomamos nosso café da manhã conversas e risadas era liberado com o Léo. E ele tinha novidades!

— Daqui quinze dias adivinha só que esta com data marcada?

— O que?

— O Bazar meu amor! E ganhamos mais de duas mil peças novinhas de lojas.

— Ah meu Deus! — sorrir. — vamos conseguir muitas arrecadações, já pensei para onde irá todo esse dinheiro.

— Onde?

— Para as crianças de um instituto do câncer que temos em SP. — disse feliz. — eles estão precisando tanto no momento!

— Que maravilha! — ele sorriu. — olha já passei tudo pro Cauã ele disse que virá aqui na segunda, e daqui três semanas teremos o bazar.

— Bruna quer ajudar!

— Óbvio, ela vai mesmo. — ele riu. — já ligou para a babá.

— Vou ligar agora. — disse pegando o celular, Theo resmungou no carrinho.

Léo ficou brincando com o bebê.

— Alô? Emanuella? Oi, sou eu Helena tudo bem?… Ah que ótimo! Bom eu estou te ligando pra saber se você tem disponibilidade para vir fazer um teste com a gente durante semana que vem inteira… Ah, maravilha!… Te aguardo segunda-feira de manhã… Obrigado, tchau!

— Vem?

— Aham. E você vai onde?

— Que dia?

— Hoje?

— Rafa me chamou para passarmos o fim de semana numa pousada.

 — Ah que delícia! — disse. 

— Sim estou mega animado! Mas triste por deixar vocês dois sozinhos.

— Daqui a pouco tia Larissa vem ficar com a gente. — sorrir. — e também temos a Isa.

— Você sabe que eu cuido delas Léo! — ela sorriu. — só volte semana que vem pra ajudar na escolha da babá, todos temos que estar presentes. 

— Sim verdade, ele tem que tá aqui segunda. Nem é louco!

— Mas Luan estará em casa. — ele riu.

— Não precisa vir todos os dias da semana migo, mas tem que me ajudar a escolher a melhor. — sorrir.

— Ótimo, estarei aqui. — ele sorriu, beijou a cabeça do Theo. — beijo pra vocês, fiquem com Deus, e até semana que vem.

— Beijo, e juízo hein! 

— É o que mais tenho! 

Eu ri e ele seguiu indo pra fora do apartamento. Terminei de tomar meu café, e que saudade me deu de trabalhar no hospital ao ver as fotos dos meus amigos logo cedo. Subir pro terraço com o Theo para tomarmos um banho de sol pela manhã.  Fiquei uns minutinhos e logo entramos e Theo dormiu de novo.

— Tem alguém nessa casa? — Larissa chegou com a mochila nas mãos. — a tia chegou!

— Shiu! — Disse rindo. — não faça barulho tia Lari!

— Ah que pena que ele dormiu. — saímos do quarto do Theo e nos abraçamos. — como você está?

— Estou bem, e você?

— Cansada cheguei essa madrugada bem morta. — ela riu.

— Então vai tomar um banho e descansar, enquanto o almoço não fica pronto.

— Ai eu posso?

— Claro né Larissa. — ela riu. — Vem! — a puxei para o quarto de hospedes. — toma um banho e descansa, eu vou estar lá em baixo junto com a Isa.

— Obrigado Lê.

Desci depois que deixei os dois no quarto fui ajudar a Isaura, pois eu já não aguentava mais não fazer nada.

— Deixa que eu lavo essas louças, se não eu irei ficar louca. — ri.

— Não Helena, eu lavo.

— Isa eu estou sem nada pra fazer o Theo dormiu.

— Vai conversar com Larissa, ela chegou.

— Eu vi, mas chegou cansada e foi descansar. — ri. — não adianta irei te ajudar! 

Ela se deu por vencida e começou a preparar o almoço depois de colocar as roupas para lavar. Conversamos sobre muitas coisas, sobre o Luan, Theo. Isa também contou de seus filhos que hoje já são casados. Meu celular logo tocou e dessa vez era Lisa.

— Oi que falta faz você, será que você não pode trazer o Theo e voltar a trabalhar?

— Ô Lisa, não faz isso que eu já estou morta de saudades de vocês, das minhas cirurgias. — ri. — Vamos marcar um dia pra vocês vir pra cá e a gente fazer umas coisinhas pra comer, beber.

— Acho bom hein! — ela disse animada. — vamos marcar sim!

— Ótimo sexta-feira da semana que vem o que acha?

— Bom demais, vou avisar a galera. Ah! E como você está, o Theo e o Luan?

— Estamos bem graças a Deus, Theo é um anjo!

— Ele é mesmo. — ela disse rindo. — olha estou indo almoçar, pois minha agendar está lotada depois do almoço. Beijo!

— Beijo, bom trabalho!

 

 — Oi mamãe olha quem acordou! — Larissa veio com Theo nos braços. — acabei de trocar a fralda ta?

— Ótimo, obrigado. Oi meu amorzinho! — disse.

— O almoço está quase pronto. — Isa disse.

— Enquanto isso vou amamentar o Theo e aí almoçamos Lari.

— Ok! E o Luan?

— Amanhã ta aqui. — disse. — Segunda vem uma das babás.

— Já escolheu?

— Ficamos entre duas, uma semana de teste para cada uma.

— Isso é bom. 

— Sim, você sabe como sou desconfiada né Lari?

— Ó se sei! — ela riu ligando a TV. — mas a mulher já é mais velha.

— Uma tem 29 e a outra 38. — disse. — com ajuda da Mari e do Léo escolhemos as duas.

— Hm, quero até ver quem é… — ela fez uma careta.

Eu ri.

  Após Theo mamar o almoço ficou pronto logo em seguida. Me sentei na sala de jatar com Larissa e almoçamos, conversando, ela contando como estava com a carreira dos meninos. Contando também que as vezes tinha ciúmes dos fãs do Caio, que algumas exageravam. Disso eu também tinha alguns problemas, prefiro até ignorar para não ficar pensando sobre.

  O fim de semana com Larissa e meus pais que vieram nos ver foi delicioso. Theo chorou bastante na madrugada de sábado para domingo com cólicas, passei a noite quase toda acordada. No domingo fui para casa da Marizete que nos chamou para o almoço. Hoje como Luan teria show a tarde em Santa Catarina ele chegaria a noite, pedi Isaura que preparasse um jantar para que ele comesse, que com certeza chegaria com fome e cansado.

— Mari obrigado pelo dia maravilhoso que passamos aqui hoje. — sorrir. — mas já vamos, o Theo está tão chatinho por conta das cólicas.

— Ô Helena você está tão cansada minha linda, você não quer que eu vou com vocês hoje, aí você dorme.

— Não Mari, não é necessário. Aliás, sou eu quem vai ter que amamentar de todo jeito. — sorrir em forma de agradecimento. — Essa noite ele vai ficar mais calminho, se Deus quiser. — beijei meu pequeno.

— Quer carona Lena? — Bruna me olhou toda arrumada. — Estou indo na casa do Breno, te deixo em casa.

— Eu quero Bru. — sorrir. — Bom Mari, beijo fica com Deus. Te espero lá, amanhã a babá vai.

— Vou ver se apareço por lá amanhã, nem que seja pelo menos um pouco.

— OK! — sorrir. — Tchau Amarildo, depois aparece lá.

— Pode deixar Helena! Deixa eu dar um beijo no neném do vovô. 

Nos despedimos e fomos no carro da Bruna que nos deixou na porta do prédio, e seguiu seu caminho até a casa do namorado. 

 

Capítulo 87° — A babá

  As primeiras semanas do resguardo foi muito tranquilo. Theo um doce de criança, só chorava quando sente alguma dor, fora isso é um anjinho. Marizete e Léo viviam comigo agora também me ajudando, eram minha mão direita em tudo. Se eu precisasse dar uma saída poderia contar com eles. Luan chorou bastante por ter que ir pros shows ele dizia sentir muita falta, e ele também ajuda demais quando está em casa, sem falar nas trocas de fraldas que ele mandava bem. Fizemos um ensaio fotográfico com o Theo, pensa numa coisa fofa! Ah apaixono cada vez mais.  As tias babonas, os avôs também viviam paparicando o Theo, nunca vi menino mais paparicado iria sofrer com ele manhoso? Iria sim! Mas amo quando todos mimam, minha mãe sempre diz “vocês vão estragar esse menino!” certeza que sim, mas não tem como!

   Se passou um mês depois que Theo nasceu hoje sexta-feira completa um mês de vida. Hoje em São paulo o calor estava demais e estávamos juntos Marizete e Léo para me ajudar na escolha de uma babá pro Theo. Eu não queria, sinceramente, mas todo mundo dizia que eu tinha que arrumar para que me ajudasse e claro não iria ser sempre que Marizete poderia vir me ajudar e o Léo está sempre aqui, mas me ajudando com as escolhas de roupas, que aliás, na semana que vem já voltaria a tirar algumas fotos.

— Lê vem quantas hoje? — Léo mexia no clouset guardando umas peças novas e montando look junto com Marizete para o Luan. — O que você acha desse Zetinha? 

Ele é louco, faz pergunta pra mim pra Mari ao mesmo tempo. Ri, enquanto amamentava o Theo.

— Achei muito lindo a cara do Luan, mais um montado! — Ela disse sorridente.

— Hoje vem quatro meninas depois do almoço. — disse. — será que vou gostar de alguma?

— Temos que escolher uma que seja boa, que lhe traga confiança Lê. — sogra disse sorrindo.

— O difícil é a confiança.

— Mas isso é com o tempo Helena. — Léo disse. — Até porque nesses primeiros meses vamos estar sempre por perto dela, ai você irá tomando confiança e tal.

O Léo tem razão Helena! — Marizete disse ao terminar de arrumar mais um look. — Vamos te ajudar!

Theo tinha acabado de mamar, coloquei para arrotar e assim que escutei deitei ele no meio da cama ao redor dos travesseiros. 

— Eu agradeço de verdade, vocês sabem as recomendações que o Luan passou né? — ri. 

— E as suas quais são?

— Não quero babá novinha não! — disse fazendo bico e sogra riu.

— Ai Helena como você é boba minha filha! — ela ria.

— Essas menininhas novinhas, vai saber né?

— Luan te ama meu amor! — Léo disse.

— Disso eu não tenho dúvida, não confio são nessas mulheres mesmo. — alisei o rostinho do meu bebê. — Tá fazendo um mês hoje, está passando rápido né?

— Demais olha como ele ta grande e gordinho! — Léo disse.

— Mas toda hora que ver ta dormindo e mamando. — Sogra riu. — esse come igual o pai.

— Sim verdade. — ri.

— Helena, Marizete e Léo venham almoçar está na mesa. — Isaura disse da porta do quarto.

— Já estamos indo. — dizemos juntos e eles desceram na frente.

Eu tirei uma foto do meu bebê e postei.

“Pois é filho, muitos dias se passaram desde o nosso primeiro olhar, e eu me apaixono cada dia … Hoje meu pequeno príncipe completa um mês de vida. Você veio como benção e eu tenho certeza que abençoará a vida daqueles que cruzarem seu caminho. Você já tem feito isso agora, sem saber. Imagina quando tiver a capacidade de escolher fazer alguém feliz através de atitudes. Eu darei o meu melhor para que a sua visão de mundo seja fazer dele um lugar melhor, apesar de tanta desesperança, espero que consiga te ensinar a não desistir. Como eu tenho feito. Nesses 30 dias eu e papai aprendemos muito, obrigada por nos ensinar! Obrigada por mudar a nossa história e parabéns pelo dom da vida! Nós te amamos Theo! @luasantana 😍👶❣ Estaremos sempre ao seu lado. (comamormamãe). #Theoummês #ummêsdeamor

@luanvida: AAAA que Deus abençoe esse neném mais lindo do mundo! Parabéns Theozinho ❣

@luancaminho: QUE NENÉM LINDO! ❣❣

@luansantana: O presente mais lindo que Deus me deu. AMO VOCÊS ❤

@roberlelis: Que lindão! ❤

@lisawilson: Ahh que saudades, tá tão lindo. 

@heitorhernandez: O garotão bonito, esse vai ser galã! Hahaha, saudades Dra! 

@brusantanareal: Titia ama muitão! 

Desci junto com o Theo e coloquei dentro do carrinho ao meu lado na sala de jantar, onde Marizete e Léo me esperavam. Começamos a almoçar e estava divino! Depois do almoço teve sobremesa sim!

— Daqui uns dias eu saio r0lando dessa casa! — Léo riu.

— Nós dois. — ri. — como é difícil né? Isaura manda muito bem!

— Verdade, por isso que Luan ta a cada dia mais fofinho.

Eu comecei a rir bastante com o que a sogra disse, não me aguentei de rir.

— Mas aquele ali come mesmo Marizete! — Isaura riu. — Ele disse pra mim assim semana passada depois de uma reunião que ele chegou. Izinha tô morto de fome faz aquele bolo de chocolate pra mim.

— Folgado ele! — Marizete disse rindo.

— Mas a Isa faz tudo que ele pede ué.

— Mal acostumado! — Léo riu. — Que horas são?

— Quase duas. — Isa disse.

— Temos que nos preparar a primeira menina deve está chegando.

— Vou colocar o Theo no quartinho e troca-lo. Eu já volto, licença.

— Espero vocês na sala. — Marizete sorriu.

Subi e troquei a fralda de Theo ele estava tão quietinho que resolvi deixar ele lá, puxei a corda de uma caixinha de música que tocava bem baixinho e suave e ele ia fechando os olhinhos conforme a música tocava. Léo me chamou e descemos ao chegar na sala a menina já tinha chegado. Aparentava ter uns trinta anos, morena dos olhos verdes, muito bonita por sinal, hum não sei se gostei.

— Olá boa tarde! — disse entrando na sala onde ela conversava com Marizete.

— Oi você é a Senhorita Helena né? Prazer Emanuella! — Ela estendeu a mão.

— Prazer Emanuella, sim sou eu. — sorrir. — Só Helena, por favor. — peguei na mão cumprimentando-a.

— Ah desculpe! — ela sorriu.

— Senta! — sorrir. — Aceita uma água, qualquer coisa? — ela sorriu.

— Não, no momento nada obrigado.

— Bom Emanuella como você já conheceu essa é minha sogra avó do Théo Marizete e esse é o Léo amiga da família, a Isaura que te atendeu na porta já trabalha com a gente, fazendo mesmo as coisas da casa. E estamos a procura de uma pessoa para cuidar do Theo, ele tem um mês e essa pessoa passará a ficar com a gente aqui sabe? Eu sou médica ainda estou de licença, só que também trabalho como modelo e pretendo voltar logo. — sorrir. Ela prestava bem atenção. — E você sabe quando se trata de filho é algo que temos que ter uma responsabilidade enorme. 

— Claro. — ela assentiu.

— Bom vamos começar com algumas perguntar, ok?

— Ótimo Helena!

— Bom vejo aqui que seu nome é Emanuella, tem 29 anos, formada em enfermagem. Você tem experiência, já fez cursos para ser babá?

— Curso para babá não. Eu como você viu aí sou enfermeira formada e tenho uma base de como cuidar de bebês, tenho um amor muito grande por crianças, quanto que deixei logo a enfermagem para vir a essa entrevista. — ela me olhava. Eu então prestava bem atenção nela. — Eu já olhei duas crianças, uma de um ano e a outra de cinco.

— Você saiu ou eles te dispensaram?

— Eu sair por causa da faculdade, não tinha como estudar e tomar conta das crianças.

— Você é casada? Tem filhos?

— Não, solteira. E não tenho filhos.

— Experiências com bebês só mesmo a enfermagem? — Marizete perguntou.

— Sim, somente lá onde aprendemos a base de tudo. — ela arriscou a sorrir.

— Saber cozinhar e cuidar da roupa, lavar, passar?

— Sim sei cozinha, lavo, passo.

— Fuma?

— Não.

— Como você sabe Theo é filho do Luan Santana cantor. Shows sempre, ás vezes viajamos com ele por uma semana ou até mais. — Léo disse. — Qual sua disponibilidade de trabalho? Em uma emergência, você poderia dormir em casa ou viajar com eles no fim de semana?

Olhei para o Léo e sorrir, esse é meu amigo! Marizete sorriu assentindo.

— Sim! Eu tenho disponibilidade, sei das condições de vocês e do que precisam. Se quiser que eu fique aqui nos fins de semana com o Theo, fico tranquilamente. Não há problemas! 

— Ótimo!  É paciente e carinhosa? É brincalhona? É assídua e pontual? Tem bom relacionamento com os outros?

Ela foi respondendo tudo e bom ela tinha sido boa, quando acabou com ela chegou as outras três juntas. Com cada uma de casa vez fizemos as mesmas perguntas para elas e todas responderam. A que mais me conquistou foi Rafaela de 38 anos formada em psicologia e Emanuella. Disse a todas que veria o currículo e ligaria depois. 

 

— Ufa! — Disse indo até o quarto do Theo que chorava, com certeza estaria com fome. Voltei para sala onde Marizete e Léo tomavam café da tarde, junto com Bruna que acabara de chegar. — Oi Bru!

— Oi Lena! Oi amor da titia, feliz um mês. — ele beijou a cabecinha do Theo e se sentou. — E então e a babá?

— Ficou entre duas né Helena? — Marizete me olhou. — Também gostei delas. E aí?

— Olha gostei da primeira, Emanuella né? — Léo disse. — Poderíamos fazer um teste?

— Ótima ideia Leo! 

— Isso assim você ver qual das duas se sai bem! — Marizete sorriu.

— Quero ajudar supervisionar também. — Bruna disse.

— Uma semana cada uma? — olhei para eles.

— Sim, ótimo! Liga pra Emanuella primeiro e pede ela pra vir semana que vem.

— Ótimo, amanhã ligo.

Tomamos nosso café tranquilamente.

Capítulo 86° — Todo cuidado é pouco

— Oi meus amores, acordei e logo vir visitar vocês. — ela me abraçou dando dois beijinhos no meu rosto e entregou uma caixa de presente para o Theo.

— Não precisava Bru! — sorrir. 

— Quero segurar meu neném. — ela disse. — Ah espero que você goste, é lindinho e ficará um amor no bebê. — ela sorriu. — onde tem álcool e gel pras mãos. 

— Ali. — apontei, enquanto com uma mão segurando o Theo e a outra ia abrindo. — É lindo! 

— Não é? — ela sorriu esfregando as mãos uma na outra. — Posso pegar? — ela apontou o sobrinho.

— Claro Bru. — Ela então pegou o pequeno.

Me levantei com um certo cuidado e Luan veio entrando no quarto.

— Ei! Onde você pensa que vai?

— Abrir a cortina Luan. — disse revirando os olhos. — eu já estou bem! Senta Bru, fica a vontade!

— Obrigado Lena. Você viu as lembrancinhas?

— Um amor! você e a Lari arrasaram, nem estava me lembrando sério.

— E esse neném que só fica no colo? — Arleyde entrou no quarto.

— Lelê! — Luan sorriu e eles se abraçaram.

— Olá Arleyde, tudo bom?

— Tudo minha querida, e você sentindo dor? Aproveitei que estava no escritório e vim ver vocês.

— Só uns desconfortos. — sorrir me sentando na cama. — Fica á vontade!

— Ele é lindo, parece demais com os dois. — ela sorriu vendo Theo nos braços de Bruna.

— Parece mais com a Lê, olha o olhão dele azul. — Luan sorriu todo bobo.

— Que Deus abençoe. — ela sorriu. — E como foi o parto?

— Foi até tranquilo né Luan?

— Ai me doeu ver a Lê sentindo dor daquele jeito Lelê. Ela apertou tanto as minhas mãos. — Luan riu.

— Mas valeu a pena né? — sorriu.

— Não quer pega-lo? — Luan sorriu.

— Pode Helena? — ela me olhou.

— Ué, mas é claro. — ri.

— Onde tem álcool?

Luan a mostrou e ela logo estava com Theo nos braços. Ela também me entregou uma caixa linda com uma roupinha dentro. Agora só o meu bebê ganharia presente. 

— Tira uma foto aqui Luan! — ela pediu.

Depois dela sair do quarto eu me sentei e voltei a conversar com a Bruna. E Luan logo voltou dizendo que o almoço estava pronto e que todos já estavam sentados esperando no terraço. 

— Lena deixa ele aqui no quarto, tomo conta dele pra você. — Isaura sorriu. — lá fora está ventando muito!

— Ele também vai ficar quietinho. — sorrir, colocando meu bebê no berço e jogando a mantinha sobre ele. Liguei a babá eletrônica e sair do quarto. 

— Amor vem! — ele já estava vindo atrás de mim, me deu um selinho. 

— Eu juro que eu poderia ter descido, ao invés de todos subirem. — disse rindo.

— Eu não vou nem falar nada. — Luan revirou os olhos. Puxou a cadeira pra mim e se sentou do meu lado.

— Dormiu? — minha mãe me olhou.

— Sim mãe, como um anjinho!

— Ele é tão calminho Helena, não chora. — Bruna falou enquanto se servia de um copo de suco.

— Sim Bru, calminho até demais. — ri. — essa primeira madrugada de tão quietinho que ele estava eu coloquei o dedo assim no narizinho dele para ver se ele estava respirando. Eu não preguei os olhos! 

Todo mundo da mesa riu. Luan me olhava com uma cara de preocupação e ao mesmo tempo fofa!

— Meu Deus minha Helena! — Marizete riu.

— Mamãe de primeira viagem é assim não é Marizete? — minha mãe disse rindo.

— Ai gente, vai saber né? Primeira noite do meu bebê fora de mim, AH foi estranho! — disse e ri. 

— E não irá ser só a primeira noite não viu? — Meu pai disse. — digo para os dois.

— Sabemos que não. — Luan riu. — mas é o presente mais lindo que Deus nos deu.

— Mãe eu estava pensando em colocar o berço do Theo no meu quarto. O que vocês acham?

— Bom Helena por enquanto como ele está novinho e você de resguardo, seria adequado. — minha mãe sorriu.

— Mas é bom ir acostumando Theo no quartinho dele, pra depois não terem problemas. Como ele querendo dormir com vocês toda noite.

Sogra disse.

— Concordo super com você Marizete. — As vovós começaram a conversar sobre quando éramos pequenos.

Começaram a contar cada coisa que ninguém precisava ficar sabendo.

— Ei! Isso tá errado, tá faltando a Larissa aqui pra vocês falarem dela também uai. — Luan disse rindo.

— Eu concordo! — Bruna falou junto comigo.

Depois do almoço, ficamos por ali mesmo conversando com nossos pais. Bruna logo se despediu junto com os pais, Amarildo foi pro escritório e Bruna disse que ia malhar e Marizete saiu dizendo que voltava amanhã para me ajudar. Já que minha mãe tinha pegado uma folga hoje. Agradecemos todos por vir.

Fui para o quartinho do meu menino e ao entrar ele estava acordado quietinho no berço. Um principezinho que nem chorar, chorava. 

— Oi meu neném você é um anjinho. — disse sorrindo e ele prestava bem atenção em mim. — Vamos trocar a fraldinha do neném vamos.

— Oi mamãe linda! — Luan entrou no quarto. — quer ajuda?

— Só se você quiser se aperfeiçoar em fraldas. — ri.

— Vou arriscar mais uma vez! — ele sorriu. — oi garotão do papai! — beijou a cabeça do filho.

Deitei Theo no lugarzinho para trocar.

— Segura ele amor. — olhei Luan e ele ficou do lado da mesinha brincando.

Peguei tudo para a troca de fralda e Luan começou todo o procedimento. Estava fazendo tudo certinho até que um jato de xixi voou na camisa do Luan que logo colocou a fralda na frente e eu não me aguentei de rir.

— Meu Deus filho! — ele riu. — você quer mesmo batizar o papai hein?

— Ô amor que sorte hein! — eu ri. — primeiro o talco, agora o xixi.

— Fica rindo boba, sua vez vai chegar. — ele disse terminando de trocá-lo.

Eu peguei o Theo nos braços, enquanto Luan jogava tudo fora no banheiro do quarto. Logo ele retirou a camisa molhada e beijou o filho mais uma vez, e selou nossos lábios. 

— Amo vocês, vou trocar de camisa.

— Também te amo. — eu disse. — que tal deitarmos e assistirmos um filme? — fui atrás do Luan até nosso quarto, ou você tem algum compromisso ainda hoje? — fechei a cortina.

— Hoje o meu compromisso são vocês. — ele sorriu.

Sorrir também e me deitei na cama. Luan então encostou a porta e deitou do nosso lado, coloquei Theo no meio de nós dois. Luan ligou a televisão e colocou no Netflix.

— O que o garotão do papai quer ver? — Luan brincava com o nenê.

— Você vai ver quando começar a fase dele querer assistir as coisas. — ri baixinho.

— Vamos viver a base de galinha pintadinha! — Luan riu.

— Não tenha dúvidas!

Nos deitamos e Luan colocou num filme lindo de romance, diz ele que é para me agradar! Assistimos todo o filme comendo pipoca. Theo dormindo o tempo inteiro e Luan também acabou adormecendo antes do filme acabar. Terminei de assistir e coloquei em volta do Theo alguns travesseiros para evitar dele cair. Levantei indo até a escada.

— Mãe! — Tentei não gritar.

— Oi Lena? — Ela apareceu lá em baixo.

— Preciso dar um banho no Theo antes que escureça e fique mais frio. Você me ajuda?

— Claro, ele ta acordado?

— Não, mas já esta quase na hora dele mamar e vou acorda-lo e aproveitar pra dar o banho. — sorrir, indo com ela pro quartinho dele. — Também quero tomar um banho, relaxar um pouco.

— Faz assim eu dou um banho nele e você toma o seu, ok?

— Pode ser. Vou pegar ele.

— Luan?

— Dormindo. — sorrir.

— Esse menino é calmo igual o pai mesmo. — rindo.

— Verdade.

Fui pro meu quarto e encontrei o neném acordado olhando todo quarto em volta. Peguei ele e voltei para o quarto, lá minha mãe já preparava a banheira com água.

— Oi meninão lindo da vovó! — minha mãe disse com aquela voz fofa que todos falamos com bebês. — Vamos tomar um banhozinho vamos. 

— Mãe obrigado viu pela ajuda.

— Você sabe Helena que pode sempre contar comigo. — ela disse pegando Theo. — Agora vai tomar seu banho, cuido dele aqui.

— Ta bom. — dei um beijo no meu menino e voltei pro meu quarto, e fui logo pro banheiro. 

Tomei um banho relaxante mais ou menos quinze minutos, saí enrolada na toalha, olhei no relógio 18:00min. Luan me olhou da cama e sorrindo ele mexia no celular. Me dirigir até o clouset e em seguida escolhi um vestido floral um pouco acima do joelho, um cardigã branco, pois estava frio.

— Sua mãe desceu com o Theo ta? — Luan apareceu no clouset e beijou meu pescoço me fazendo arrepiar.

— Ta bom meu amor. — virei pra ele, o beijei. — posso descer? Só um pouquinho fiquei o dia inteiro aqui amor. 

— Tá sentindo dor?

— Só desconfortos, mas é normal. — disse pidona. — por favor.

— Desce e fica quieta lá embaixo então, só subir quando fomos dormir. 

— AH! Eu te amo! — o abracei forte.

Ele riu.

Me soltei dele e coloquei um chinelo nos pés, fiz um rabo de cavalo no cabelo.

— Já te falei o quanto você é linda Helena? — ele sentado na cama de braços cruzados me olhava.

— Já! Mas repete que eu amo quando você diz.

Ele chegou mais perto e me abraçou e com nossas bocas próximas ele repetiu, varias vezes.

— Você é linda, linda, linda, linda demais muié. Eu te amo.

— Eu te amo muito mais meu amor. — sorrir e então um beijo longo, calmo sem tanta pressa começou, até um grito vir lá de baixo.

— ÔH HELENA O THEO TÁ COM FOME!

Eu comecei a rir e Luan também.

— Vamos descer logo amor!  — Luan disse e saímos do quarto.

Capítulo 85° — Em casa.

— Rober, bom dia! — disse animada.

— Bom dia! — Luan riu. — Helena ia ter um trem se você não tivesse chegado.

— Cheguei é que tipo a porta desse hospital ta um caos! — ele riu. — Vão sair pela porta da frente?

— Não vejo problema. — disse ajeitando Theo em meus braços. — vamos?

— Da pra passar com o Theo Rober? — Luan perguntou.

— Sim, tá de boa. — ele sorriu. — me deixa ajuda-los. — disse pegando uma das bolsas com o Luan.

E então saímos do quarto lá fora no posto de enfermagem todo mundo quis vir despedir de Theo, e meus amigos também subiram para despedir. Entramos no elevador e eu fui namorando meu filho, Luan me guiando para não acabar caindo, rs. Ao chegar na porta do hospital o Amarildo já esperava com o carro estacionado na frente, alguns fotógrafos dispararam flashes. Tiramos algumas fotos, mas Wellington logo nos ajudou entrar no carro, Luan ao meu lado, Rober do lado do Luan. Amarildo acelerou.

— Bom dia Helena, filho. — Amarildo sorriu. — E como está o meninão?

— O pai bença! — Luan sorriu.

— Estamos aqui vovô, ele é tão calminho. — eu disse.

— Só com a Lena. — Luan riu.

— Ué, porque Luan? — Rober riu.

— Ontem ele estava no meu colo e não parava de chorar por causa dos trovões, foi a Helena pegar ele parou.

Todo mundo no carro riu.

— Extinto materno Luan! — Wellington disse.

— Foi o que eu disse. — ri.

— Na casa de vocês tem duas vovós arrumando tudo. — Amarildo disse rindo.

— Por isso que Dona Amélia nem apareceu de manhã no quarto. — disse.

— Sim, ela disse que pegou folga hoje.

Em uma hora estávamos entrando no condomínio. Wellington e Rober se despediram dizendo que iriam para o escritório. 

— Ah! — disse. — avisem as meninas para vir depois. 

— Pode deixar, aviso elas. — Rober disse.

Junto com Luan e o Amarildo entramos no condomínio e fomos direto pro elevador. Ao chegarmos no apartamento entramos e Isaura era a única ali na sala, que toda sorridente veio ajudar pegando as bolsas. 

— Luan e Helena, ele é lindo! — ela disse sorrindo.

— Obrigado Isa. — sorrir.

— Ô Isa é a minha cara não é? — Luan disse se gabando.

— Bom dia Sr. Amarildo. — ela disse sorrindo.

— Bom dia Isaura.

— Olha quem chegou! — Marizete e minha mãe vieram, e sogra pegou o neto que já estava acordado. — Como está Helena?

— Ô menino lindo! — minha mãe sorriu.

— Eu estou bem, um pouco dolorida, mas bem. — risos.

— Já arrumamos seu quarto e o do Theo. — minha mãe sorriu. — seu repouso começa já.

— Ah não!

— Pode ter certeza que é bem menor que você. — Luan disse já empurrando minha cintura. — Você precisa descansar um pouco, pois sei que a noite quase não dormiu Lena.

— Mas tem que trocar o Theo Luan e daqui a pouco amamenta-lo. — disse.

— Eu troco o Theo e e levo pra você Helena. — sogra sorriu.

— Almoço algo de especial? — Isaura perguntou.

— O que quiser fazer Isa. — disse. — vou subir então.

— Eu te ajudo! — Luan me ajudava e minha mãe e sogra subiam atrás com o Theo.

Então fui meio que chutada pro meu quarto praticamente. Antes de entrar vi as duas vovós entrando com o meu pequeno pela primeira vez no quartinho dele. Fiquei um instante olhando tudo da porta, minha vontade era de ficar perto e nunca mais sair. Luan me olhou sorrindo e continuou me empurrando pra cama. 

— Você precisa ficar quietinha evitar descer e subir escadas é o melhor. — Luan dizia e colocou meu celular em cima da cabeceira.

— Tudo bem, eu acho. — fiz careta. 

— Sei que não é o que você gosta, mas pensa comigo aqui em cima tem tudo que você precisa. — ele sorriu. — aliás o almoço trago pra você.

— Quero almoçar com vocês. — pedi.

— Peço então a Isaura que traga tudo pro terraço e almoçamos todos lá.

Revirei os olhos e respirei.

— Quantos dias?

— Quantos forem necessário. — ele sorriu. 

— Ótimo eu como sou médica, amanhã já estarei liberada. 

— Desde que… — ele me analisou. — você esteja bem. 

— Mas eu estou bem.

— Hãm.. você me entendeu Lena. — ele selou meus lábios.

E por mais emburrada que eu estivesse não conseguir segurar o sorriso. 

— Tudo bem. — me dei por vencida. — Abre as cortinas por favor. — disse pegando o controle e ligando a TV e ligando a mesma.

— Quer que abre a janela?

— Não, não. — disse. — daqui a pouco o Theo vem, e não pode com corrente de ar. — sorrir.

— Ótimo mamãe. — ele sorriu. — você quer alguma coisa?

— Não amor, obrigado. — sorrir. — É… onde você vai? — perguntei.

— Lugar nenhum, porque?

— Nada. — sorrir.

— Olha o que eu trouxe, licença! — Isaura apareceu na porta do quarto com alguns pães de queijo quentinhos e dois copos de suco de laranja natural. 

— Não precisava se preocupar Isa.

— Me preocupo sim, vocês dois comam! — ela sorriu. — vou preparar o almoço.

— Ah Isaura! — Luan disse.— como a Lena não pode ficar descendo, vamos todos almoçar na área de churrasco.

— Ótimo Luan. — ela sorriu.  — precisando pode me chamar.

Junto com o Luan comemos os deliciosos pães de queijo e conversávamos. Mas eu na verdade já estava com saudades do meu neném que já estava longe demais, toda hora olhava para a porta.

— Posso buscá-lo? — olhei Luan.

— Acho que não vai precisar. — Luan sorriu tirando a bandeja de cima de mim.

Minha mãe e sogra entravam no quarto.

— Vocês viram a cor dos olhos dele? 

— Lindos como os da Helena! — Marizete sorriu.

— Nós vimos. — Luan sorriu. — Olhão azul.

— Oi mamãe. — eu disse quando peguei meu menino nos braços. — tá com fominha tá? — sorrir.

— Ah! — minha mãe sorriu com uma sacola imensa em mãos. — Bruna e Larissa que fizeram essas lembrancinhas pra quem vir ver o Theo.

— Gente essas meninas inventam tanta coisa, eu nem me lembrei disso! — ri.

Theo mamava e Luan sentado em minha observava o filho. 

— Me diz meu filho como é ter seu filho?

— Mãe eu e a Lena estávamos conversando ontem, é como se tudo agora girasse só em torno dele. — Luan sorriu ao responder a mãe. — É fascinante é nosso mundo agora né? Tão pequeno e tão dependente de nós. Eu só quero é amar ele a cada instante.

 — Ah! É realmente incrível. — sorrir, alisei o rosto do meu pequeno.

— Bom vamos deixar vocês. — Marizete sorriu. 

— Também, acho que irei ajudar a Isa.

 — Vou junto. — Elas saíram tagarelando.

— Ele só dorme, come e só. 

— Também tem a fralda né meu bem. — ri.

— Ah! — ele riu. — esqueci. 

— Que dia você tem show? — disse abaixando o volume da TV.

— Depois de amanhã, mas é aqui em São Paulo mesmo. — ele sorriu. — volto pra casa.

— Isso é bom. 

— Ainda vai querer colocar o berço do Theo aqui? Espaço temos.

— O que você acha?

— Você que manda. — disse.

— Vou ver com nossas mães, são mais experientes. 

— Isso, mas se você quiser chamo meu pai lá em baixo e a gente traz pra cá agora.

— Ok amor. — ri dele todo prestativo. — Te amo muito tá?

— Eu também te amo minha princesa. — ele me deu um selinho demorado e Theo colocou a mãozinha no rosto do Luan.

— O papai também ama você fiote! — ele beijou a cabeça do filho.

Ele já estava sonolento e os olhinhos fechavam facilmente. O engraçado que ele tentava lutar contra o sono para não dormir, e eu ria da peleja do meu principezinho.

— Já volto Lena. — ele saiu.

Ouvir a campainha também tocar. Coloquei Theo para arrotar e logo uma batidinha na porta.

— Oi titia Bru. — disse.

 

Capítulo 84° — Que paizão.

— Obrigado Cecí. — sorrir, peguei meu pequeno.

— Por nada meu bem.

— Gostei de ver, já está andando. — minha mãe disse.

— Pronta pra ir pra casa. — risos. — me leva!

— Seu médico te deu alta? — Lisa riu, enquanto eu me sentava ao lado dela.

— Amanhã de manhã. — ajeitei Theo em meus braços e comecei a amamenta-lo.

— Só uma noite Lena. — minha mãe sorriu. — Luan?

— Foi em casa tomar banho, vai voltar. — sorrir.

— Meu Deus quem diria Helena mamãe toda babona assim. — Cecília sorriu. — é lindo demais.

— Até eu me assusto. — ri. — mas ele é muito lindo.

— Bom amiga queria muito poder ficar aqui com vocês mais um pouquinho, mas tenho que ir pra academia ainda hoje. — Lisa disse muito animada. 

— Quero seu ânimo, como faz?

— Borá uai! — ela disse rindo. — Beijo Cecí. Tchau Dra. Amélia!

— Tchau Lisa! — elas disseram.

— Lê depois vou na casa de vocês com o Cauã, e a gente aproveita mais o Theo. — ela sorriu. — Beijo!

— Vou esperar hein. — sorrir. — Outro!

Ela saiu e logo também minha mãe perguntou se ficaria bem, se iria precisar da sua ajuda, mas disse que estava tudo certo. Aliás, Luan passaria a noite com a gente. Ela então se despediu e foi embora, ficando somente Cecília que contava como estava as coisas na vida dela. Tinha um tempo que a gente não se via, e colocava o papo em dia. Logo a porta do quarto abriu e junto com Luan entrou Rober, Marquinhos e Douglas. Luan mandando eles falarem baixo, pois viu que Theo dormia em meus braços, logo após terminar de mamar.

Os amigos de Luan vieram conhecer o pequeno e disseram que ele era lindo, e várias outras coisas. Dizendo que Theo daria, talvez, um pequeno trabalho para mim.

— Disso eu não vou ter dúvidas. — disse. — aliás, não vamos pensar nisso não, se não já vai começar aparecer uns fios de cabelo branco aqui.

Todos eles riram. Apenas ficaram algum tempo e foram embora. Logo mais Rober e Cecília também foram dizendo que voltava amanhã cedo para buscar.

— Olha o que eu trouxe pra nós — ele balançou uma sacola.

— O que é?

— Uma deliciosa lasanha que dona Isaura preparou e disse para trazer. — ele sorriu tirando e colocando em cima da mesinha do quarto.

— Hm! — coloquei o Theo no berço e o cobri. — ele é lindo né? — olhei Luan.

— Ele é um meninão lindo. — Luan me abraçou por trás, enquanto observávamos nosso menino. — E você não está sentindo dor? — ele me virou pra ele.

— Bem longe. — risos. 

Logo ele segurou a mãozinha de Theo eu peguei o celular e tirei uma foto e postei naquele mesmo instante.


“Então você se torna mãe, e todas as outras coisas se tornam descartáveis… Nunca me senti tão plena, e tão realizada como me sinto desde hoje de manhã quando você nasceu, hoje me olho no espelho e me vejo outra pessoa, me sinto mais segura e mais firme nas minhas decisões, não enxergo apenas o meu mundo, mas hoje vejo primeiro o teu. Filho, você me faz sentir a mulher mais abençoada deste mundo, pois você é meu presente de Deus. ” Ele chegou para alegrar todos os nossos dias, seja bem vindo Theo! Te amo 💛👶

 

— Vamos comer?

— Borá. — ele disse e nos sentamos na cadeira, enquanto comíamos conversamos um pouquinho. Luan falava do filho, que já tinha mandado a foto não sei pra quem. E que as fãs estavam muito felizes pelo nascimento. 

Enquanto comia e prestava atenção no que o Luan dizia, qualquer movimento que Theo dava no berço era automaticamente nós dois olhando juntos pro nosso bebê.

— De uma coisa eu sei, não vou conseguir dormir hoje. — disse.

— E porque não? — Luan disse enquanto levou uma garfada na boca.

— Primeira noite em que nosso filho está fora de mim, é estranho, quero ficar vigiando o tempo todo.

— Mas você precisa descansar meu amor. — Luan disse sorridente. — Ainda mais que ele deve acordar a noite toda querendo mamar, bom e nós dois vamos estar aqui juntos, pois vou te ajudar em todos os momentos que eu puder!

— Eu te amo tanto Luan, tanto!

— Não mais que eu, e você pode ter certeza disso. — ele segurou minha mão.

Após jantarmos fomos escovar os dentes e a fraldinha de Theo estava suja. Peguei tudo para troca-lo. O deixei em cima da minha cama, e ele abriu os olhinhos pela primeira vez em que pude ver.

— Luan, vem ver! — disse tanto um gritinho sem que o assustasse.

— O que foi amor? — Luan veio escovando os dentes.

— Ele abriu os olhinhos amor, olha que lindo. — fiquei namorando meu filho ali com um sorriso nos lábios. 

— Da cor dos seus. — Luan disse sorrindo. — esse menino é um galã! 

— Tenho o olhinho azul mamãe. — dizia com aquela fofa, AH! Você sabe qual.. aquela mesmo que usamos quando conversamos com bebês. E Luan me olhou entortando a cabeça pro lado, a escova de dente e a boca ainda suja de pasta, sorriu.

— É a coisa mais linda do mundo, meu Deus!

— Sem dúvidas nenhuma! — sorrir.

Luan voltou pro banheiro e eu fui separando o restante das coisas e conversando com meu menininho. Já eram quase dez da noite, chovia lá fora e o frio normal de São Paulo começava.

— Me deixa trocar. — ele pediu.

— Claro Luan, vem. — disse o puxando.

— Tá o que eu faço primeiro? — ele olhou pro filho e logo depois pra mim.

— Hm, bom primeiro tira a roupinha dele. Em seguida tira a fralda suja, aliás, você deu sorte papai é só xixi. — Sorrir, enquanto ele fazia o que eu ia falando.

— E agora? — ele sorria, e o nosso filho olhava para nós dois, a coisa mais linda.

— Agora você limpa o nosso bebê com o lenço umedecido, passa bem devagarzinho amor, pois é muito sensível a pele do nenê. — disse e segurei a mãozinha do meu menino. — Bom depois de limpar, passa pomada não precisa ser tanto por todo local.

— E agora? — ele sorriu.

— O talco amor, só um pouquinho e joga mais próximo do local pra não voar no rostinho dele. — Quando vejo Luan tinha jogado talco no próprio rosto, não conseguir me segurar. — Meu Deus Luan! —eu ria.

— Que cacete! — Luan disse rindo e pegando uma toalha que estava em cima da cama limpando o rosto e ria.

—Olha essa boca! — disse o repreendendo.

Theo nos olhava atentamente, com certeza pensando no que estávamos fazendo. O dó do meu menino gente. Como pode ter dois papais tão loucos. Eu não conseguia parar de rir e Luan já colocava a fralda no nosso pequeno outra vez. E vestiu a mesma roupinha.

— Meu Deus filho, como papai é atrapalhado né? — Luan ria e pegou o pequeno nos braços.

— Um pouquinho só né? — eu disse beijando a cabeça do meu neném e em seguida os lábios de Luan. — Pela primeira fralda trocada, você foi muito bem! 

— Eu sou um paizão!

— Sim você é um paizão. — Sorrir.

Juntando toda aquela bagunça e guardando as coisas no lugar. Logo uma barulho alto fez nos assustar, um trovão bastante estrondoso. No colo de Luan Theo começou a chorar.

— Ô filhão não chora não, deixa o papai te contar o que é isso. — ele conversava com o pequeno que ainda chorava. — Filho isso é o papai do céu que ta lavando a casa dele lá no céu e arrastando os móveis. — ele ainda chorava. — Theo, ai não filho não chora não. — ele disse aflito. — Theozinho… Amor! — Luan finalmente me olhou sem saber o que fazer e ainda indignado com o filho que não parava de chorar e eu olhando sem fazer nada.

— Vem filho. — disse rindo, peguei meu menino e ele parou logo de chorar e Luan me olhou.

— Como você fez isso?

— Isso o que? — o olhei e me sentei ao seu lado ligando a TV.

— Ele parou de chorar assim que você pegou ele, me ensina Helena!

— Ué eu não fiz nada. — ri. — é extinto materno.

— Hm, coisa chique, mas tenho o parteno uai.

— Tá indignado seu papai, ó filho.

— Tô mesmo. — Ele riu.

— Quantas horas?

— São dez e meia.

— Ta na hora de mamar.

— Quando é que você sabe que ta na hora? — Ele perguntava me olhando, enquanto preparava uma forma mais agradável de amamentar o Theo.

— De duas em duas horas. — sorri. — e quando ele também estiver muito inquieto pode ser fome.

— Hm tão dependente de nós né?

— Aham. —disse. — espero amanhã cedo levá-lo pra casa.

— E iremos! — ele sorriu. — Ouvir dizerem na hora que cheguei que tem o teste do pezinho amanha cedo.

— Ai, furar o pezinho do meu menininho.

— Ele é fortão né papai. — Luan segurava a mãozinha de Theo.

Theo mamou por um bom tempinho, depois de coloca-lo para arrotar ele logo adormeceu novamente. Coloquei ele no berço e joguei a mantinha por cima dele. Peguei minha coberta e me deitei junto com o Luan no sofá, que mesmo pequeno até que deu pra nós dois. Ficamos vendo filme. Antes do filme acabar me deitei na cama.

— Luan deita aqui comigo, vem da pra você deitar aqui. — disse.

— Não amor. — ele disse. — aqui ta bom. Você precisa de espaço.

— Tem certeza?

— Uhum, amanhã cê dorme comigo. — ele disse fazendo biquinho.

— Amor.. — disse pensando.

— Hum?

— Estava pensando… o berço do Theo precisa ir pro nosso quarto amanhã. Pelo menos por esse tempo, seria um pouco mais fácil.

— Como você quiser. — ele sorriu.

— Obrigado. — sorrir, dei mais uma conferida no Theo e ele ainda dormia feito um anjo. Aproveitei e logo dormir também, pois com certeza logo acordaria.

Bom Theo durante a noite acordou três vezes, sendo que duas vezes era para mamar e a outra para trocar a fralda suja. E não era nada escandaloso, ele apenas resmungava. Luan acordou para troca-lo e logo o fez dormir e também voltou a dormir. Na manhã seguinte, eram sete da manhã quando acordei. Todos os dois dormiam, me levantei para um banho antes que as enfermeiras viessem para o banho do Theo. Terminei e me vestir.

Luan ainda dormia e Theo também. Logo bateram na porta e eu fui abrir era o café da manhã e as enfermeiras logo atrás. 

— Bom dia mamãe, consegue da o banho sozinha?

— Sim consigo — sorrir. — qualquer coisinha chamo vocês.

— Ótimo. — elas sorriram indo para outro quarto.

Bom resolvi acordar Theo. Fiquei passando os dedos sobre a bochecha dele que com certeza tivesse ideia do que eu estava tentando fazer já tinha soltado uma me deixa dormir! Com um pouquinho de custo ele acordou com aquela preguicinha, esse seria igual o pai para dormir sem dúvidas.

Preparei a água na banheira e tirei toda roupa dele, a água estava deliciosa, ele nem chorou. Mas o frio estava bastante, então foi aquele banhozinho só pra ficar mais cheirosinho ainda, peguei a roupinha que ele sairia do hospital.

O que eu tinha mais medo era cuidar do umbigo do neném, até mesmo quando passei pela pediatria. Com o do meu filho eu mesmo estava cuidando, até que não era tão difícil. Ao terminar de vesti-lo ficou a coisa mais linda!

— Tá a coisinha mais linda de mamãe. — sorrir.  — Ai que dor!

Disse.

— Dor onde? — Luan estava acordado e já me olhando preocupado.

— Uma dor normal Luan, muscular. — disse. — ontem fiz muito esforço para essa coisinha fofa nascer.

— Tem certeza?

— Ahãm. — sorrir. — bom dia papai.

— Bom dia meus amores. — ele levantou beijou o filho e logo depois a mim.

— Vamos tomar café.

— Vou tomar um banho rapidinho amor. 

— Enquanto isso vou amamenta-lo amor.

— Ta bom.

Foi o que eu fiz dei mamar ao Theo até ele recusar. Coloquei-o para arrotar e depois o deitei no berço. Luan saiu do banho já vestido e se sentou comigo para tomarmos café. Depois ele me ajudou arrumar as coisas para ir pra casa e logo depois as enfermeiras entraram para fazer o teste no meu menino.

— Oi principezinho! — elas disseram. — a tia não vai judiar de você não ta bom?

Ela explicaram o procedimento, mas nem precisavam, pois eu já sabia. Fiquei do lado do meu pequenino até que o teste finalizasse. Ele fez um lindo biquinho assim que furou o calcanhar e nem chorou. Luan tirou fotos do momento. Após o exame finalizar elas me entregaram a alta do Theo e minha para que eu pudesse assinar. Assinei.

— Dr. Carlos Eduardo diz que já vem.. — elas disseram.

— Dra. Helena, foi muito bom cuidar de vocês. — sorriu. — Boa sorte viu?

— Ô meninas! —sorrir. — eu que agradeço pelo imenso carinho de vocês, foram incríveis com a gente!

— Ficamos feliz! — elas sorriram e despediram, logo mais Carlos entrou sorridente.

— Família já pronta, bom dia! — ele sorriu.

— Bom dia Dr. Carlos. — sorrir. — desde cedo!

— Como passaram a noite?

— Tranquila por ser a primeira. — Luan sorriu.

— Eu imagino. — ele sorriu. — Bom Luan, Helena eu desejo sorte pra vocês e pra esse pequeno que é um grande menino de sorte por ter pais como vocês. Precisando de mim sabe onde encontrar, estarei sempre aqui. — ele apertou a mão de Luan, me abraçou e alisou a cabeça de Theo. — Aproveitem!

— Pode deixar. —  falamos juntos e ele logo deixou a sala.

E ficamos sozinhos já prontos para ir embora.

— Bom dia! — Ele entrou no quarto de uma vez.