Capítulo 83° — Juntinhos

— Bom mamãe. — a enfermeira me chamou e eu a olhei sorrindo. — você sabe como funciona?

— Aham. — sorrir. — Vou fazendo se tiver errado vocês me falam, ta? 

— Pode ser. — elas disseram sorrindo.

Enquanto eu me preparava para amamentar meu filho pela primeira vez, era sim um momento único para qualquer mãe. Sem muita pressa coloquei o bico do meu seio na boquinha pequena do meu bebê que de primeira abriu aquela boquinha linda. Com dificuldade para sugar, apertei um pouco mais e vi que logo um pouquinho devagar Theo amamentava. Sorrir. Fiquei o olhando por alguns segundos e olhei para todos no quarto que me olhavam em silêncio. 

— Que momento lindo! — Luan sorriu emocionado e se sentou do meu lado na cama, alisando a cabeça do filho. 

— Ele é tão lindo amor tão dependente de nós. — disse baixinho, e Luan beijou minha testa. 

— Iremos cuidar dele com todo amor. 

— Ele é um filho de sorte.

— Só de ter você como mãe!

— E você como papai. — sorrir. — E então?

— Ah Helena, não tem como ensinar nada para professor né? — ela riram. — você se saiu muito bem! Bom Helena já demos o primeiro banhozinho no seu bebê, caso você queira trocá-lo e precisar de ajuda e só nos chamar que logo estaremos aqui. 

— Muito obrigado, se eu precisar chamo sim. 

— Com licença. — elas sorriram e saíram do quarto. Que família linda! Ouvir elas comentarem.

— Ele é a coisa mais fofa. — Minha mãe disse sorrindo e falou. — Filha estou no hospital o dia todo, caso precise de mim chame ta? — ela beijou a cebecinha do neto e despediu de sogra e Luan.

— Muito obrigado mãe, chamo sim. — Ela saiu.

— Mamusca ele é o meu porto seguro. — Luan disse, sentando ao lado da mãe do sofá do quarto.

— Esse menino vai ser manhoso viu? Só vendo vocês dois já estou imaginando.  — ela sorriu.

— Não há dúvidas, como não mimar um trenzinho desse Mari? — olhei pra ela sorrindo e logo para Theo que parecia já estar cheio.

— Deixa coloca-lo para arrotar pra você minha filha. — Ela se ofereceu.

— Claro. — sorrir, e ela pegou Theo em meu colo, colocando ele em pé e dando leves tapinhas nas costas dele.

Fiquei olhando como boba pra ela, como tinha jeito! Eu ainda era inexperiente. A campainha tocou do quarto e Luan me olhou, assenti para que abrisse, ele foi até a porta. Quando do nada entrou Bruna e Larissa com balões azuis e um deles estavam escrito Seja bem vindo Theo, Amarildo com flores nas mãos, meu pai também com flores nas mãos. Eu olhei pra eles sorrindo.

— Que bom que vieram. — disse um tom baixinho para que não acordasse Theo que dormia no colo da vovó.

— Ô Helena! — sogro disse. — já me disseram pelos corredores o quanto ele é lindo!

— Sendo filho de Helena não tem nem como né pai? — Luan disse rindo.

— Que exagero. — risos. — mas é o bebê mais lindo que existe mesmo, nosso filho, Theo o nome. 

— Você como sempre palhacinha. — meu pai disse sorrindo e beijando o alto da minha cabeça. — como você está?

— Ótima. — sorrir. — nunca estive melhor.

— O que aconteceu com Dra. Vanessa? — Bruna perguntou enquarto amarrava os balões num canto do quarto.

— Ela está nos EUA. — disse. — Voltando amanhã.

— Que pena né Lena! — Larissa disse perto do sobrinho alisando a cabecinha dele. — Você queria tanto que fosse com ela.

— Bom é.. mas Dr. Carlos Eduardo foi ótimo também.

— Carlos? — Larissa me olhou.

— Único obstetra que tinha no momento. — disse. 

— Posso pegar? — Bruna pediu.

— Com cuidado Piroca. — Luan sorriu.

Depois de todos pegarem meu pequenininho no colo colocaram ele no bercinho que estava ao lado da cama. Cobrimos ele e fiquei conversando durante um tempo com eles. Mas logo Bruna e Larissa tiveram que ir, Bruna iria para aula e Larissa iria para mais uma semana de shows com os meninos. Sogros acabou indo embora também e disseram que iriam amanhã assim que chegássemos em casa. Finalmente ficamos sozinhos nós três, Luan ficava namorando nosso filho, parecia gravar cada detalhe do nosso filho.

— Amor olha ele acordou, só não abre o olho.

— Recém-nascido né amor. — eu ri. — vai demorar um tiquinho só. 

— Nasceu hoje também né papai. — ele disse. —  já quer que eu ande também é?

Eu ri com o jeitinho fofo que ele falou com o filho. 

Logo a campainha tocou novamente e Luan novamente foi atender. O quarto foi invadido por loucos, Thomas, Heitor, Lisa, Laura, Valentina, Léo.

— Shhh! — fiz. — vão assustar o meu bebê.

— Hm, já está aquela mãe toda cuidadosa! — Lisa veio me abraçar, desejar felicidades pra gente e depois foi até o berço.

— Queríamos ter vindo antes, mas você sabe estamos sem uma médica. No caso você, residentes a mais para cada um. — Thomas riu. — E como está se sentindo.

— Ótima. — sorrir. — só queria voltar pra casa.

— Eu imagino. Você é uma paciente. — Laura riu. — Ele é lindo, parabéns papais!

— Achei tão parecido com Helena. — Luan disse sorrindo.

— Ele é a cara dos dois. — Valentina sorriu toda menina. — mas parece muito com você Luan, olha os cabelos pretos.

— Imagina se os olhos for iguais o da Helena. —Heitor sorriu. — será um garanhão de sucesso.

— Ei meu filho nasceu hoje, vocês já estão pensando no garanhão que ele pode se tornar. Que amigos eu tenho, meu Deus! — eu disse rindo.

— Mas vai ser mesmo. — Luan riu. — Vai da até briga.

— Da minha parte vai sim!

— Eu acho que vou levar o Theo pra mim. — Léo disse, enquanto estava com ele nos braços. — Que criança mais linda, meu Deus!

— Você vai conviver mais tempo com ele do que eu Léo. — Luan riu. — Seu posto ainda continua em ajudar Helena, você ainda é personal Style dela.

— Não vou mentir, mas eu adorei! — ele disse fazendo todos rirem. 

Eles ficaram ali com a gente, mas disseram que tinham que voltar ao trabalho. Léo disse que voltaria pra minha casa assim que Luan fosse voltar pros shows e também saiu. 

— Amor será que sua mãe já foi pra casa?

— Porque amor?

— Preciso ir em casa tomar um banho e me trocar para ficar aqui com vocês. — ele disse.

— Não precisa se preocupar, vai lá. —sorrir. — e depois você volta, aliás, Luan você almoçou?

— Não. —ele disse rindo. — Sabia que eu esqueci. 

— Ah não Luan!

— Amor, eu vou comer juro.

— Mas vai mesmo, vou ligar para Isaura agora. — disse. — pedi pra fazer alguma coisa pra você comer. Não volte sem comer!

— Tudo bem mamãe. — ele disse e me beijou. — vão ficar bem?

— Vamos. — sorrir, ao vê-lo beijando o rosto do filho. — Te amo, aliás, amo vocês. Vou indo pra eu voltar logo.

— Já vou avisar a Isa. — disse. — te amo!

— Helena, tchau! — Rober apareceu na porta. 

— Rober vem aqui! — chamei.

— Oi?

— Esse vídeos que você gravou como faço?

— Presentinho relaxa. — ele sorriu.  — Ele é lindão!

— Como eu! — Luan disse rindo.

— Não, é lindão como a mãe mesmo.

— O Testa! — Ele riu repreendendo o amigo.

— Com todo respeito né Luan! 

Ri deles. — Rober, Isaura ta preparando umas coisas lá pra vocês comerem, não deixa ele sair de lá sem comer. — Apontei o Luan com a cabeça.

— Pode deixar, até!

— Até.

— Amo vocês. — ele mandou beijo e saiu.

Ele saiu e logo mais a porta foi aberta e dessa vez quem entrou foi Dr. Leonan. Demorou… e atrás dele o Dr. Carlos.

 — Helena! — ele sorriu. — acabo de pegar plantão e fiquei sabendo. — como está?

— Bem, graças ao Carlos. — sorrir.

— Que ótimo! Ele é lindo. — ele disse chegando perto do berço. — Theo né? 

Assenti apenas.

— Terá os olhos claros como o seu. — ele disse sorrindo.

— Como sabe? — o olhei.

— Ele meio que abriu e fechou o olhinho. — ele riu.

— Primeira vez então.— risos. — Então Carlos..  — o olhei. — quando irei pra casa?

— Poderia te deixar um pouco mais de castigo aqui. — ele riu. — sentimos sua falta. 

— Peço que não. — ri. 

— Amanhã de manhã vocês já poderão ir. — ele disse. — Ele é um menino forte  muito saudável.

— Graças a Deus. — sorrir olhei e ele começava a resmungar.

— Pego pra você. — Dr. Leonan disse. 

Ele pegou e me entregou Theo em meus braços. 

— Bom só passei mesmo para ver como estavam meus pacientes antes de ir embora. — ele disse. — qualquer coisa tem meu celular, me ligue, estarei aqui. — ele sorriu gentilmente. — Tenha uma ótima noite mamãe.

—Obrigado. — sorrir.

— Helena parabéns pelo Theo é lindo, uma criança linda mesmo. — sorriu. — eu já vou, boa sorte nessa nova vida!

— Vou precisa lhe garanto! — risos. — obrigado.

Logo eles saíram e eu pensei que fosse ficar sozinha com ele. A porta abriu.

— Oi meu amor. — Cecilia entrou.

— Cecí! — sorrir. — que bom que veio.

— Vim assim que soube. — ela sorriu. — deixa eu ver essa coisa linda da tia.

— O bebê mais lindo que tem no mundo.

— Hm, e é verdade! — ela sorriu. — parece um boneco de tão perfeito, que Deus abençoe. — ela sorriu. 

— Obrigado. —sorrir.  — pega a bolsa dele pra mim por favor. — pedi. — vou troca-lo.

— Claro. — ela disse. — como foi o parto? cadê o Luan?

— O Parto foi tranquilo que dor fudida Cecí, jurei que não iria aguentar. — disse enquanto preparava as coisas para trocar Theo. — Chorei e pedi minha mãe para ser cesária ela não quis deixar. —suspirei. — mas deu tudo certo. — sorrir. — Luan estava aqui até agora a pouco, saiu com o Rober. Vão voltar logo.

— Vou esperar por aqui. — ela disse. — Pensei que Rober estaria aqui ainda.

— Oh! Que pena. — risos. — Logo estão aí. Mas me diz, você ta tão sumida ta viajando com o Rober né? Sempre vejo.

— Pois é fiscalizando Luan e Rober de perto. — ela riu.

 — Tá certo. — eu disse rindo.

Ao terminar de trocar o Theo sorrir o beijando e Cecília o pegou.

— Hm, até que você é boa!

— Quase experiente! — ri. 

— Ele é a coisa mais lindinha desse mundo, socorro. 

— Tenho que concordar. — risos. — Cecí posso aproveitar para tomar um banho? Você cuida dele? É rapidinho, juro!

— Tranquila Lena, vai. — sorriu. —Cuido dele, acho que ele ficará de boa.

— Ele é bonzinho, já volto para amamenta-lo.

Fui tomar um banho, eu me sentia suja pelo sangue que ainda estava naquela camisola do hospital. Tomei um banho bem relaxante, ao terminar coloquei um vestido larguinho mais fácil a amamentação e ir ao banheiro. Quando sair do banho Cecília balançava o Theo pra lá e pra cá. Junto dela estava minha mãe e Lisa que haviam voltado.

— Acho que tem alguém com fome. — ela disse.

 

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Capítulo 82° — Seja bem vindo.

Chegamos no hospital e as contrações estavam começando a ficar menores o tempo entre cada uma. Uma outra dor apontou ali, antes de saímos do carro. Luan falava com minha mãe ao celular que já estava vindo ao nosso encontro com uma cadeira de rodas.

— Que maravilha! — minha mãe sorriu. — que bom que chegaram. As contrações?

— De dez em dez. — disse respirando fundo e com ajuda do Luan saindo do carro e me sentando na cadeira. Onde minha mãe foi empurrando e Luan pegou as bolsas e veio atrás aflito.

— Ótimo Dr.Carlos Eduardo já está te esperando. — minha mãe disse.

— O que? — e eu sentir um líquido descer por minhas pernas. A bolsa tinha estourado. — Aaaai!

— Já etá na hora Helena. — ela disse.

— Mãe não tem nenhum outro Obstetra aí hoje? — perguntei, implorando mentalmente para a resposta ser sim.

— Helena não temos tempo para esperar, era para ser a Vanessa, mas ela está fora do país.

— Mas mãe! — eu a repreendi.

— Meu amor, eu vou estar lá com você. — Luan disse tentando manter a calma.

— Jura não sair de perto, por nada nesse mundo?

— Eu juro, juro. — ele disse e olhou para minha mãe que sorriu para nós dois.

Mas que merda! Eu iria abrir minhas pernas logo para o Dr. Carlos Eduardo? Meu Deus, não era possível umas coisas dessas. Isso porque Luan não o conheceria só de nome, quero só ver quando ele ver que é o doutorzinho como ele mesmo diz. A dor só ia aumentando e aquilo estava me deixando muito nervosa. Na porta do bloco cirúrgico obstétrico estavam todos meus amigos, colegas de trabalho ali para me desejar sorte. Quando uma enfermeira olhou minha mãe e disse.

— Levo ela daqui. — ela sorriu gentilmente. — Oi Dra. Helena, vamos lá!

— Enfermeira. — Luan disse. — as bolsas. — ele entregou.

— Luan por aqui vem se trocar para entrar. — ouvir minha mãe dizer.

— Te encontro lá dentro, não demoro. — depositou um beijo em minha cabeça e acompanhou minha mãe.

Aquele corredor imenso parecia não ter fim. E aquela dor eu poderia jurar que estava me matando aos poucos, respirava mil vezes o quanto eu podia para que ela cessasse. Mas sem sucesso, antes de entrar na sala de parto me colocaram numa maca e me ajudaram a vestir aquela linda camisola do hospital que eu amava!

— Aaaai! — mais outra contração.

— Dra. Helena, está na hora! — A enfermeira disse empurrando a maca para dentro da sala e então eu pude ver Dr. Carlos Eduardo sorrindo pra mim.

— Dra. Helena! — ele sorriu. — quem diria! Bom você sabe mais ou menos como funciona, ok? Vamos começar fazendo aquela forcinha básica…

— Aaai, eu não aguento mais! — eu gemia de dor.

— Tá vamos lá…. — ele disse.

E a porta do bloco se abriu outra vez, e minhas mãos logo foi segurada pelo meu noivo, o pai do meu filho. Ele sorriu pra mim,  beijou minha testa e disse.

— Vamos você consegue. — ele sorriu.

— Todos prontos? — Carlos disse.

Logo mais ali vi minha mãe que filmava tudo, quando eu ia protestar, uma dor imensa veio novamente.

— Aaaaai! —apertei ainda mais as mãos de Luan.

— Isso é um sim.— Carlos disse sorrindo. — Helena faz força no três… Um, dois, três vai!

— AAAH! — fiz uma força fora do normal, mas parecia ter sido em vão, deixei meu corpo cair naquela maca novamente, respirando.

— Isso Helena, mais uma vez, vamos lá! —Ele disse sorrindo pude ver.

Não porque ele sorria tanto, af! Desgramado se soubesse a dor que eu estou sentindo não ficava olhando com essa cara de paisagem. Suspirei olhei Luan que me disse.

— Você consegue, você é maravilhosa e eu tô com você. Vamos lá, eu te amo.

— Eu também te amo. —sorrir por um segundo. — AAAAH! — Fiz força outra vez, mais uma e mais outra e nada do Theo sair. Meu Deus!  — Não aguento mais! — Me deixei cair na maca outra vez. Mãe! — ela apareceu do outro lado. — Faz cesária, eu não aguento mais por favor.

— Não Helena, filha você consegue.

— Helena está quase, eu já posso vê-lo. —ele disse sorrindo. — Vai só mais uma vez.

— Meu amor, vamos eu estou com você princesa. — ele sorriu. — Você consegue, traga nosso príncipe ao mundo vai.

— Ta doendo Luan. — minhas lágrimas escorreram.

— Eu sei, eu sei que tá, mas você é a mulher mais guerreira que eu conheço e sei que irá conseguir. Você é forte meu amor, vamos!

Suspirei vencida outra vez, contei até dez silenciosamente assim que escutei VAI do Dr. Carlos Eduardo, fiz a maior força que eu poderia ter feito e logo um choro indefeso ecoou dentro daquela sala. Meu corpo caiu contra a maca outra vez, respirando várias vezes fundo e chorando de felicidade, de dor, de muitas coisas que passavam por minha cabeça. 

— Você conseguiu. — Luan deixou a sua testa colar na minha e beijou meus lábios devagar. — Te amo. Você é incrível.

— Você é maravilhoso meu amor. Eu te amo, não teria conseguido sem você. — sorrir. — vai lá vê-lo, vai.

— Eu vou.— ele beijou minhas mãos e saiu até onde as enfermeiras estavam com o Theo, eu só queria ver o rostinho dele.

— Oi mamãe, da oi pra câmera. — Rober estava ali.

— Ah não Rober! — disse tampando o rosto. — Eu estou horrível!

Ele riu.

— Momentos marcantes são sempre guardados, você mesmo sempre disse isso. — ele sorriu. — parabéns o Theo é lindo!

— Obrigado. — sorrir como nunca.

— Helena você foi ótima! — ele dizia ainda mexendo entre minhas pernas. Ai que agonia! — parabéns mamãe!

— Obrigado Carlos. — disse, eu sorrir.

Logo vi que Theo estava enrolado em um pano branco e nos braços do papai. Luan segurava aquele pacotinho tão seguro que eu me emocionei ao ver essa cena. Rober não perdia nada, filmava tudo! Luan olhava sorrindo pro filho e eu sorrindo pra eles.

— Ele é lindo Helena, tem sua boca. — ele sorriu.

E então eu pude ver o rostinho do meu bebê, do meu Theozinho. Ele me lembrara tanto o Luan bebê, aquelas fotos que Marizete havia me dado para guardar em casa. Luan então aconchegou o meu pequeno príncipe em meus braços e eu o segurei o protegendo, o beijando. Só queria aproveitar cada momentinho daquele instante com meu amor. Rober disse sorrindo.

— Família linda, que benção! — ele sorriu. — digam X!

Olhamos então para uma foto típica. Mamãe, papai e bebê no colo. Tenho a certeza que sorriamos como nunca na foto, fiquei namorando meu filho por alguns minutos antes da enfermeira dizer.

— Mamãe preciso leva-lo. —ela disse. — dar um banhozinho, vestir a roupa nele e deixa-lo no berçário. — sorriu. — assim que a senhora for pro quarto ele sobe com você, tudo bem?

Antes olhei Luan ele assentiu.

— Vou com eles, pode ficar tranquila. Não tirarei o olho do theozinho. — ele sorriu. — te encontro no quarto. 

— Obrigado meu amor. Cuida dele. — pedi a enfermeira.

— Com todo amor. — ela disse. 

E ela saiu com o bebê. Luan beijou minha cabeça e disse te encontro mais tarde. Minha também também saiu junto e eu fiquei ali com o Dr. Carlos e algumas enfermeiras o ajudando.

— Como está se sentindo? — ele perguntou.

— Estranha.

— E isso é bom? — ele me olhou sério.

— Não sei, é? — o olhei rindo.

— É sim. — ele riu. —Você foi ótima se saiu muito bem, vai ser uma ótima mãe Helena! Theo né? — eu assentir. —Theo é um rapaz de sorte, você não acha?

— Ele com certeza é. — eu sorrir. — quando poderei vê-lo de novo?

— Bom finalizamos por aqui. — ele disse. — vamos fazer alguns exames, aí poderá subir para o quarto e almoçar. O bebê subirá assim que você estiver pronta para amamentá-lo.

— Vai demorar tanto assim? — perguntei ansiosa.

— Menos do que você espera. — ele sorriu de novo.

Então tudo o que ele disse foi feito. Eu já estava no quarto almoçando e junto com minha mãe e Marizete que já estava ali, dizendo pra mim o quão lindo o neto era. Realmente ele era uma criança linda. Luan como prometido ficou lá embaixo com nosso filho. Não queria que algo acontecesse. 

— Ele parece muito com vocês dois. — Marizete sorriu.

— Me lembra o Luan. — sorrir. Lembrando do rostinho do meu filho. — Não quero mais, já estou cheia, mãe peça pra trazer o Theo.

— Não vai precisar! — ela disse.

A porta se abriu entraram duas enfermeiras empurrando um bercinho, Dr. Carlos Eduardo e Luan entraram em seguida. Eu sorrir para Luan que se aproximou.

— Como está Helena?

— Ótima. — sorrir.

— Isso é bom, logo poderá ir pra casa se assim permanecer.

— Já não vejo a hora. — sorrir.

— Imagino. — ele disse. — bom, vou estar pelo hospital. As meninas vão te ajudar por agora viu? Tudo que talvez você já saiba, mas é sempre bom reforçar né? — ele sorriu.

Assenti. — Dr. Carlos muito obrigado. — disse. — você foi ótimo, obrigado mesmo!

— Que isso Helena, é apenas meu dever. Felicidades pra vocês, curtam muito o momento.

— Obrigado. — eu e Luan dissemos juntos.

E então ele saiu da sala e eu pude volto o olhar para meu filho onde estavam, sogra e minha mãe todas entusiasmadas com o pequeno.

— Bom mamãe. — a enfermeira sorriu. — O príncipizinho está com fome, como você sabe te ajudaremos com os seguintes passos da amamentação, explicando tudo de uma forma bem fácil e concreta. 

— Ótimo. — sorri ainda olhando meu filho. — pega ele Luan e me dá. 

Luan me olhou sorrindo e logo com muito cuidado e minha mãe ajudando ele aconchegou Theo em seus braços, beijou o alto da cabecinha de Theo e eu logo pude vê-lo com a roupinha que eu mesma havia separado para que ele vestisse assim que nascesse. Eu estava tão emocionada. Luan então colocou Theo em meu colo e eu simplesmente só sabia amar. E então tirou uma foto.

 

@luansantana: Já era amor antes de ser. É tanto amor que vai além! 😍💛👶 #Theochegou #minhasvidas

— Seja bem vindo a esse mundo meu amorzinho. — sorrir, beijando a cabecinha dele.

Capítulo 81° — A Família

Mais tarde naquele dia o almoço já estava pronto e Isaura também já tinha ido embora. Fizemos tudo na cozinha do terraço para que não precisasse subir com nada depois. Meus pais haviam chegado junto com Larissa e Caio e já conversávamos meu pai e Luan estavam tomando conta da churrasqueira e Caio junto com eles. Me sentei com minha mãe e Larissa, enquanto esperávamos os pais de Luan que não demorou muito chegar uma mensagem de Bruna, avisando está na porta do apartamento. Larissa desceu para recebê-los. 

— Boa tarde! — Marizete sorriu ao entrar.

— Boa tarde Mari. — sorrir, abraçando-a. — Fica a vontade!

— Obrigado Helena! Amélia…

— Boa tarde minha nora querida. — Amarildo sorriu. — tudo bom com você?

— Tudo ótimo Amarildo. — risos, o abracei. — e aí Luan te contou o porque estava cabisbaixo ontem?

— Você também notou? — o olhei.

— Sim demais. — ele disse. — o que houve?

— Como sempre né? Aquela cobrança que ele sempre tem dele mesmo, o medo de não fazer nada certo sabe?

— Digo a ele sempre Helena, você sabe.

— Exatamente Amarildo, aí era por conta disso. Cheguei preparei um chá calmante pra ele, ele tomou deu uma relaxada e dormiu muito bem.

— É bom ter você com ele Helena, bom demais. Vocês nos ajuda muito também!

— É o meu dever também! — sorrir. — mas agora ele está ótimo.

 — Vou cumprimentar seus pais, licença. — ele sorriu saindo.

— Cheguei! — Bruna me abraçou, beijou minha barriga.

— Oi minha linda fica a vontade! Oi Breno!

— Oi Helena, tudo bem? E o rapaz? — ele apontou minha barriga. 

— Doido pra sair daqui, tenho a certeza! — ri.

— Logo mais. — ele riu. 

Então assim que recebi todos e não faltava mais ninguém, fomos almoçar. Que delícia de dia! Há quanto tempo não almoçava em família assim? Conseguir conciliar uma folga de Luan, Larissa e dos meus pais era tão difícil. Enfim, depois de muito tempo tentando, aqui estávamos nós felizes contando casos e dizendo o quanto era bom estar juntos. Eu me sentei ao lado do Luan, enquanto ele do ria do que o pai contava ao meu pai de quando ele era mais novo e ele sempre dizia mas não era só isso também pai. Vê-lo feliz era o que mais me importava no momento. Era tão automático ele colocar as mão sobre minha barriga do nada e começar alisar. Sorria. Me sentia mimada ao extremo com meu marido por perto.

— Soube da notícia? — Larissa perguntou ao me olhar.

— De quê?

— Vish Lisa ainda não te contou? — Ela riu. 

— Não, o que é? Ela mandou uma mensagem, dizendo que iria vir mais tarde. 

— Ela está noiva!

— Lisa e Cauã? — sorrir. — meu Deus! Ela vai te matar por me contar.

— Finja surpresa quando ela contar. — Larissa disse rindo e Bruna riu junto.

— Estragando as surpresas das amigas Larissa. — Caio riu.

— Ué, não foi por querer!

— Com certeza não! — Breno disse rindo.

— Juro que fingirei surpresa. — eu disse sorrindo.

Logo minha irmã e o namorado Caio começaram a conversar junto com Bruna e Breno. O quarteto. Eu parei olhando para eles o quão felizes eram juntos. 

Logo me distrair quando minha mãe e sogra me chamaram para olhar ali de cima a privilegiada vista que tínhamos ali de cima. Marizete é como uma segunda mãe, sempre que eu precisava de uma pequena ou qualquer emergência me ajudava em tudo! Minha mãe, ah Amélia é sempre maravilhosa a mãe que juro que amo do jeitinho que é. Até mesmo pelos longos puxões de orelhas que ainda são sempre bem vindos.

— Logo Theo estará correndo por todo esse apartamento. — Marizete riu.

— E eu atrás. —ri. — com certeza ficando louca!

— Irá valer a pena cada momento. — minha mãe disse ao se lembrar. — você também não era muito quietinha não Helena.

Luan chegou ali de fininho perto de onde estávamos e minha mãe continuou.

— Lembra quando você tinha apenas quatro anos, eu arrumando correndo para ir para o hospital e você atrás de mim choramingando não querendo ficar com a babá. Pobre dona Gloria. —minha mãe riu se lembrando. — essa menina assim que eu sair, saiu de casa se escondendo no condomínio. Glória ficou louca e meu celular tocou o dia todo, quando recebi a notícia que Helena tinha desaparecido.

— Meu Deus Helena! — Luan riu. — onde você estava?

— Ah! Demoramos mais de cinco horas para encontrar Helena. Estava atrás de vários arbustos grandes que tinham numa praça do condomínio escondida. De uma coisa a gente sabia dento do condomínio ela estava, mas onde? — minha mãe riu negando com a cabeça. 

— Helena coitada da sua mãe. — Marizete me olhou horrorizada.

Eu apenas olhava ela contar atentamente e segurando o riso.

— Quando encontrei ela veio toda sorridente e pulando feito uma pipoca mamãe você voltou!  Ela era terrível, Helena sempre foi uma ótima filha, não posso negar! Mas também muito atrevida. —ela riu. —mas logo se ajeitou e descobriu o que realmente queria da vida. Hoje posso dizer que é um orgulho como filha e tenho certeza que será uma ótima mãe. Não duvido que Theo não seja tão espoleta quanto você!

— Ah que linda! — eu disse com olhos emaranhados de lágrimas, soltei do Luan e abracei minha mãe forte. — Você sempre foi meu espelho você sabe disso. — sorrir. — juro que farei o possível pra ser como você sempre me ensinou, juro que tentarei fazer do jeitinho certo.

— Eu não tenho dúvidas. — ela sorriu.

Me soltei dela e me agarrei em Luan novamente. Ele me olhou sorrindo, seus olhos tinham um brilho magnifico. Beijando o alto da minha cabeça e me aconchegar ali em seus braços outra vez. 

— Mas me diz sogra, pois esse aqui tem cara que também não era fácil! — eu ri. — já não é hoje em dia.

Ele apenas me olhou rindo, e olhou a mãe que se dispôs a falar.

— Oh! Oh Helena, você que não sabe…

Ela então começou a contar o que Luan aprontava quando se juntava com seu tio Max e os amigos de infância, nos tirando gargalhadas e ele as vezes morria de vergonha quando a mãe contava certo detalhes. Eram histórias que se uma fã escutasse, juraria que morreria de amor por ele, do mesmo jeito que eu estava ali agora. Conversamos bastante e logo puxamos umas cadeiras para sentar e poder escutar mais histórias de Luan.

Quando eram exatamente quase seis da tarde todos eles se despediram. Após organizamos as bagunças, fui tomar um banho, lavei meus cabelos, pois o cheiro de fumaça do churrasco exalava. Depois de um banho relaxante vestir uma camisola de vestido mais curtinho que deixaria minha barriga mais folgadinha. Fazia um calor em São Paulo. Ao sair do banho Luan já estava com a toalha pelos ombros e me deu um longo selinho ele entrou para o seu banho.

O dia de hoje domingo tinha sido maravilhoso um tanto, mas também cansativo, poderíamos dizer. Meus pés pareciam dois pães de tão inchados. Alisei minha barriga um pouco conversando com meu pequeno Theo, desejando realmente era tê-lo em meus braços. Sorrir ali naquele momento feito boba. Me levantei e fui até o quarto onde Theo dormiria.

— A mamãe não vê a hora de te colocar nesse berzinho meu amor.— disse sorrindo, passando a mão por cada detalhe daquele lugarzinho. 

Meu celular tocou e eu voltei para o quarto e atendi, fui surpreendida por um grito de Lisa.

— Preciso falar com você, não deu tempo de ir hoje. — ela disse. — chegando do hospital agora, ah que saudades de você Helena. Faz tanta falta naquele hospital amiga. Queria poder passar umas horinhas conversando com você. Ah, desculpe esta falando tanto, mas é que… eu estou tão ansiosa e nervosa…

— Ei! — disse para que ela parasse de falar, parecia um gravador. — tá tudo bem?

— Eu.. eu tô. — ela disse e suspirou. — eu acho que era para eu estar feliz, feliz demais.

— E porque não esta? — disse, enquanto olhava a janela ali da cama mesmo.

— O Cauã, eu e ele nós… — ela garrou, suspirou outra vez. — estamos noivos, não sei o porque estou tão nervosa com isso tudo se eu o amo tanto.

— Lisa é normal.. — eu disse tentando me lembrar de quando noivei com Luan, mas na verdade eu tinha a certeza que era certo. E o amava e ainda o amo. — é algo novo para você, mas tudo que é novo é estranho.

— Mas é tão estranho, não é algo tão novo assim eu e ele…— a interrompi.

— Eu te entendo, mas é uma fase nova e eu sei que você escolheu certo. — sorrir. — Ah Lisa! Eu estou feliz por vocês de verdade.

— Sábado irei para o Rio para casa dos pais do Cauã. — ela disse. — A Bianca irmã dele fará um jantar para os noivos, não sei como devo me reagir.

— Como sempre reagiu, normal.— voltei a rir. — é tudo exatamente igual, pais e irmã de Cauã. Fica calma! — voltei a pedir. 

— Você poderia tanto ir com a gente…

— Você esqueceu que eu estou parecendo uma bolota e Theo está pra nascer a qualquer momento, e Luan não iria nunca me deixar viajar até o Rio. — me sentir realmente muito inútil por não poder estar com minha amiga naquele momento. — mas qualquer coisa você me liga, e eu estarei aqui prontinha pra te escutar.

— Jura?

— Sim, de verdade. 

Fiquei conversando com ela mais uns cinco minutos e ela disse que estava chegando em casa e iria desligar. Luan saiu do banheiro logo depois com uma calça do pijama e sem camisa e a toalha nos cabelos enxugando-o.

— Quem era? — ele sorriu.

— Lisa. Ela está noiva..— sorrir.

— Que massa! — ele disse e me fitou. — não está feliz?

— Sim estou. — ri. — ela que está meio louca.

— Louca? — Luan me olhou sem entender. — isso sabemos que Lisa é né amor… mas, em qual sentido você está dizendo?

Eu ri com o Luan tentando entender a lógica, já que Lisa e Cauã sempre foram ótimos juntos. — Louca, confusa, medo da vida de noivado. —ri. — tentei acalma-lá dizendo que é tudo normal, bom eu acho, e amo na verdade.

— Eu também juro que fiquei com medo no começo.

— Eu também teria se fosse você, olha só quem escolheu para ser sua noiva. — ri. — realmente é para ter medo.

— Você até quando tenta ser irritante, é linda Helena! — ele riu, vindo até mim beijou meus lábios. — eu te amo.

— Eu também te amo.

Me deitei na cama e Luan logo do meu lado ficamos conversando coisas aleatórias até caímos no sono. 

(…)

Acordei e o sol invadia as gretas da cortina o tempo parecia esta ótimo para uma manhã de segunda-feira, 29 de setembro uma manhã talvez poderia ser calma, quanto parecia que era para ser, mas eu sentia algumas dores.

— Aaai! — resmunguei na cama, Luan não estava ali do meu lado, virei para o outro lado para pegar o celular e olhar as horas. Mais uma dor terrível! — Aaaai! — o que estava acontecendo comigo? Minha barriga parecia contrair, que dor mais horrível. Contrair é isso… será que.. — Aaaaaaai! 

— Helena! — Luan entrou deixando a bandeja de café da manhã em cima da mesa do quarto e veio correndo até a mesa. — O que foi? O que você estar sentindo?

— Luan.. eu acho que… Aaai que dor! — segurei minha barriga. 

— Tá… na hora? — ele me perguntou seus olhinhos preocupados, sem saber o que fazer. Eu apenas assentir e o olhei tentando o tranquilizar. Pelo menos um pouco. — ISAURAAA! — ele gritou.

Logo aquela Isaura chegou no quarto assustada.

— Me ajuda com Helena, tá na hora! — ele disse assustado um pouco? Talvez.

Eu fui me levantar para me trocar, para irmos para o hospital.

— O que ta fazendo? — ele me olhou.

— Luan.. — eu respirava. — eu consigo andar tá? Aai! — disse me levantando. — fica calmo, vai preparando o carro e pega as duas malas que estão no quarto do Theo. — dei uma suspirada antes de prosseguir.

— Helena você…

— A Isaura vai me ajudar me trocar para irmos. — terminei de dizer.

Ele ainda me olhou pra certificar que realmente poderia sair dali sem acontecer algo pior, olhou Isaura que assentiu. 

— Eu já volto, não sai daqui. — disse ele agitado e correndo ele deixou o qaurto.

Por um instante eu esqueci da dor que me invadia e olhei para Isaura. Ela logo entrou no clouset junto comigo e me ajudou a me vestir, algo mais confortável. As contrações vinha de vinte a vinte minutos. Luan logo estava de volta e eu pronta. Antes peguei meu celular e pedi Isaura para ligar para minha mãe e mãe de Luan avisando.

Ao chegarmos no carro Luan me olhava angustiado, e eu então sofria com minha dor. Era algo que eu não sabia 

— Luan não corre. — disse lá trás. — Aaai!

— Precisamos chegar logo na Dra. Va… — ele parou quando meu celular apitou.

Meu celular vibrou era minha mãe.

Vá para o hospital, Dra. Vanessa está nos EUA! Estamos te esperando.

— Não pode ser. — disse.— Luan para o hospital.

— Hãn?

— Para lá Luan.  Aaaai! — as contrações só aumentavam.

— Desculpa Helena, mas não aguento ver você sentindo dor. — ele disse acelerando o carro, mesmo eu dizendo que não precisava ele me olhou confuso e não ligou para o que eu dizia.

Capítulo 80° — A Massagem

Luan deixou a mala no canto da sala e subimos para nosso quarto, meus pés agora doíam por conta do salto não vou mentir. Agarrada em Luan alisei seu rosto quando nos sentamos na cama. 

— Me deixa te ajudar relaxar, tudo bem? — disse o ajudando a tirar a jaqueta. — toma um banho e depois vou te fazer uma massagem, você está tenso, nervoso e precisa relaxar. — disse sorrindo, ele me deu um sorriso iluminador com aqueles dentes maravilhosos, me deu um beijinho demorado.

— Eu já venho. — ele entrou no banheiro.

Fui tirando minha bota e corri para o outro do banheiro de fora para tomar um banho só para refrescar, vestir uma camisola e ainda voltei a tempo pro quarto para arrumar a cama para deitarmos. Ouvir que Luan saia do banheiro, então desci na cozinha e preparei um chá de camomila bem docinho e quentinho para nós dois. Geralmente eu bebia para poder ficar calma durante o dia e da uma relaxada. Parecia que acalmava até o Theo. E bom meu noivo está precisando disso. 

Subi com as duas xícara até o quarto e lá estava ele deitado apenas de cueca na cama mexendo no celular e a TV ligada em algum filme. 

— Onde estava? — ele sorriu.

— Fui preparar um chazinho de todas as noites para dormir tranquila. — sorrir. — e trouxe um pra você, e vai tomar tudo! — disse num tom de ameaça.

Ele fez uma careta e riu se sentando e encostando na cabeceira da cama, curioso pegou a xícara que entreguei e sentiu o cheiro e disse.

— Camomila! — ele sorriu. — é bom.

— Uhum, vai te ajudar a descansar um pouco. — sorrir. — hoje não irá trocar o restante da noite pelo dia, ta? Tome seu chá, e eu irei fazer uma massagem para aliviar essa tensão. — disse tomando um pouquinho do meu chá. Olhei em volta e peguei minha bota levando até o clouset, deixei a xícara no criado mudo ao meu lado da cama.

Fui até meus cosméticos e procurava algum creme para massagem, encontrei um muito bom ele daria uma sensação de relaxamento. Luan me olhava atento da cama enquanto tomava seu chá, quando virei pra ele me sentando na cama ele sorriu.

— Você realmente é linda! — sorriu. 

— Gorda do jeito que tô, com certeza. — disse.

— Você é linda de qualquer jeito Helena, roupa rasgada, suja, descabelada. — ele riu. — entenda que não é fácil encontrar uma mulher como você não. Loira, linda, Dra., mãe, alegre, perfeita, olhos cor do céu cê tá me entendendo o que eu tô querendo dizer, você simplesmente é maravilhosa! 

Eu não sabia se sorria ou chorava. Só sei que aquele sorriso maravilhoso que eu amava deu as caras. Um dos seus braços encontrou o caminho da minha cintura. O outro subiu para o meu rosto fazendo que eu prendesse minha respiração com sua aproximação. Ele ainda me causava tantos arrepios de uma forma tão simples, por simplesmente chegar tão próximo. E tão suavemente seus lábios tocaram os meus se encaixando perfeitamente. Um beijo bem calmo e suave começou, nossas línguas tinham uma sintonia maravilhosa, dançavam conforme a música. Ele foi se afastando dando selinhos com sorrisos nos lábios. Eu entendia o desespero por parar aquele beijo, não poderíamos ir tão longe onde realmente queríamos, não agora não no momento.

Eu te amo muito, não se esqueça. — eu disse alisando o seu rosto.

— Disso eu nunca esquecerei é reciproco. — ele sorriu um outro selinho em meus lábios foi depositado. — eu amo você!

Sorrir, e pedi para que ele deitasse de bruços, ele então me obedeceu. Antes de começar terminei meu chá, e voltei colocar a xícara no criado mudo. Desliguei a TV e então coloquei um pouco do creme em minhas mãos.

— Relaxe, tudo bem… — disse enquanto comecei a passar o creme por toda sua costas, na região dos ombros onde estava tenso. Comecei uma massagem bem relaxante e ele dava suspiradas profundas como eu queria.

— Uhum.. — ele disse. — eu amo muito isso suas mãos quentes Helena.

— Apenas relaxe. — sorrir ao ver meu menino com os olhos fechados, e enquanto eu o massageava nos ombros a tensão parecia sair pela respiração. Lembrei rindo sozinha, enquanto fazia massagens nele. Quando era mais nova pedia a Larissa para fazer massagens em mim e quando ela não queria eu prometia pagar para que ela fizesse.

— Do que ta rindo? — ele resmungou, saiu meio abafado.

— Nada só lembrando de coisas. — ri. — tá se sentindo melhor?

— Uhum. — foi só o que ele disse, ele quase dormia.

Continuei a massagem por meia hora e pude ver que ele já dormia, por ouvir sua respiração pesada. Assim o sono também veio, parei a massagem me levantei guardando o creme. Olhei no relógio eram três e meia da manhã, estava exausta! Joguei o lençol por cima do Luan peguei o meu celular e desliguei todos os despertadores. Saberia que não iríamos precisar está acordados tão cedo. Pelo menos não o Luan. Acabei adormecendo em seguida.

(…)

— Bom dia Helena. — Isaura sorriu, enquanto terminava de por a mesa do café da manhã.

— Bom dia Isa. — sorrir. — dormiu bem?

— Sim, cheguei agora a pouco o café tudo já está prontinho. — ela sorriu. — quer que prepare algo em especial?

— Na verdade Isa. — risos. — eu vou te liberar pra voltar pra casa.

— Fiz algo errado Helena? — ela me olhou receosa. 

— Não Isa claro que não, só que hoje é domingo né poxa? Dia de ficar em família. — sorrir. — e como sei você também tem a sua.

— Mas Helena e o almoço eu insisto em ajudar, ainda mais seus sogros não vem?

— Sim logo mais estão aí. — sorrir. — mas eu preparo tudo.

— Se o patrão ouvir isso ele irá ficar irritado, você tá no seu último mês de gestação. — ela disse. — pelo menos me deixe ajuda-lá, e vou pra casa logo em seguida. — ela disse sorrindo.

— Se você prefere. — sorrir. — Luan não iria ficar irritado com você nunca Isaura. 

— Mas sabemos como ele é protetor com você né Helena. — ela sorriu envergonhada.

— Oh! E como. — nós rimos juntas.

— Bom o que deseja pro almoço hoje? — Isaura me olhou.

— Pensei num churras. — Luan disse, ele apareceu ali do nada feliz e animado de banho tomado às nove da manhã. Me abraçou por trás me dando selinho demorado. Ele estava bem disposto, bem melhor do que ontem de madrugada. — Bom dia meu amor, bom dia Isaurinha. — disse se sentando do meu lado.

— Bom dia Luan! — ela disse.

— Bom dia. — sorrir. — tão cedo!

— A massagem que você fez ontem foi maravilhosa, acordei bem disposto. — ele sorriu. — seria pedir demais todos os dias? — ele riu, servindo um pouco do seu tereré que tinha ali sobre a mesa. Isaura nunca esquecia.

— Todos os dias que eu puder claro. — disse e comi um pão de queijo. — Churras?

— Uhum, chama seus pais também. — ele disse. — ai faz um arroz, uma farofa, vinagrete e uma salada pra acompanhar.

— Hm cheio dos dotes! Vou ligar logo pós o café.

— Quase um master chef! — ele riu zoando.

— Como você é bobo! — ri.

— Ótimo o churrasco então. Temos que sair pra comprar, é tem tudo pra fazer aí Isa?

— Sim tudo, se você quiser comprar só uns cheiros verde. — ela sorriu.

— Ótimo vamos trazer. — sorrir, terminando meu almoço. — vou me trocar Luan.

— Te espero amor. — ele disse, enquanto ainda tomava o café e conversava com Isaura.

Subir para o quarto e coloquei um look bem fresquinho pro começo do domingão, vestir um longo floral no pés uma rasteira, peguei meu óculos de sol o do Luan também, uma touca, pois sabia que ele iria pedir e o celular e desci.

— Qualquer coisa que se lembrar me liga Isa. — sorrir.

— Tranquilo Helena. — ela retirava a mesa do café.

Luan estava no elevador me esperando, entreguei para ele óculos e touca que logo colocou.

Liga pros seus pais. — ele disse, enquanto tirava uma foto para postar.

— Vou ligar agora. — sorrir.

Logo já estava discando para o celular da minha mãe que me atendeu no terceiro toque. Conversamos um pouquinho, ela perguntou como estava o Luan o Theo. Falou também do hospital que eu já estava com saudades de verdade.

— E hoje a senhora ta de plantão ou folga?

Em casa hoje. — ela suspirou aliviada. 

— Ótimo, papai no restaurante?

—Hoje também não. — ela disse. — porque?

— Um convite. — ri. — bom chamar vocês para almoçar com a gente, os pais de Luan também vem.

— Adorei. — ela disse sorrindo com certeza. — bom que matamos essa saudade.

— Isso mãe! — sorrir. — bom esperamos por vocês.

— Até mais Lena!

— Até, beijo.

Desliguei e Luan já estacionava para entrarmos no mercado do condomínio. 

— Um tempo que não reunimos nossas famílias né amor? Tem que aproveitar. — ele sorriu descendo do carro.

— Verdade amor. — disse saindo também. — Ainda mais eu que tô numa preguiça pra sair, nem na minha mãe estou indo.

— Não vai nem na minha mãe que mora ali, quem dirá em SP. — ele riu.

— Ei mentira! — ele segurou minha mão enquanto entravamos no mercado. — Eu vou na sua mãe sim, não sempre, mas vou. — risos. — aliás, daqui de Barueri até São Paulo é uma hora, tenta me entender né amor.

Ele riu e pegamos um carrinho de compras, colocamos alguns sucos, frutas, peguei alguns iogurtes, enquanto isso Luan ia empurrado o carrinho. Chegou nas carnes ele foi escolher o que queria pro churrasco, pegou alguns colocando no carrinho. Foi até a parte de bebida, pegou seu famoso Gyn que ele gostava e mais algumas outas bebidas vinho, cerveja e fomos pro caixa.

— Amor vai passando estou esquecendo o que Isa me pediu.— ri deixando ele no caixa e voltando até as verduras para pegar o cheiro verde e voltei ao caixa. 

Depois colocamos tudo dentro do carro e partimos pra casa. Luan quando chegamos colocou as cervejas no freezer lá em cima, as carnes também. Eu guardei as coisas da cozinha e comecei os preparativos com Isaura. Luan disse que iria sentar lá em cima e subiu.

(…)

Capítulo 79° — Louca

Conversei por algum tempo com o Luan no celular e ele também pediu para que deixasse ele falar com Marizete. Depois de uma hora estávamos todos sentados na sala de jantar, jantando e conversando.

(…)

— Tá pronta Helena? Seus sogros chegaram. — Léo disse batendo na porta do meu quarto.

— Tô pronta, já desço. — disse.

Estava assim.

Sair do quarto e desci Bruna já estava subindo as escadas para me chamar.

— Uau! — ela sorriu. — você tá linda!

— Resolvi colocar um salto quero ver até quando irei aguentar. — ri. 

Abracei Bruna e meus sogros. 

— Tá linda Helena. — sogra sorriu. — animada você com esse barrigão e esse salto.

— Quando eu estiver grávida, quero ser igual Lena. — Bruna disse rindo.

— Vamos? — Amarildo disse.

— Vamos.

— Você não quer ir mesmo Léo?

— Não, vai e aproveita! — Ele disse vindo atrás.

— Tchau Isaura! 

— Tchau Helena.

Léo despediu da gente e entrou em seu carro, entramos no carro do sogro e fomos conversando até chegarmos no local do show. Não era tão longe em quarenta minutos estávamos próximo da arena onde estava sendo o evento. Amarildo apresentou seu crachá da LS Music na porta do estacionamento e entramos. Lá trás do palco estava a correria de sempre da equipe, logo avistamos o Rober.

— Vocês por aqui! — ele veio sorridente. — Luan vai gostar!

— Oi Rober, viemos fazer uma surpresa. — Marizete sorriu. 

— Vem ele está no camarim. 

Amarildo se juntou com a gente e fomos seguindo o Rober. Chegando na porta do camarim Marizete e Amarildo entraram na frente, eu e Bruna em seguida. Ele estava conversando animado com o Tom e a galera da equipe que estava lá dentro.

— Ué rapaz, que surpresa é essa? — ele sorriu ao nos ver entrar.

— Oi meu filho. — Marizete o abraçou.

— Oi mãe, bença! — ele abraçou a mãe forte. — Bença pai! 

— Deus te abençoe. — Amarildo disse.

— Oi Pi. — Bruna sorriu.

— Oi Bru, tudo bem? — ele sorriu. 

— Tô bem.

— Oi meu amor. — sorrir indo até ele e o abraçando forte. — como você está hein?

— Ah feliz demais por vocês virem. Que surpresa linda! — selou nossos lábios e beijou minha barriga. — Tá maior Leninha. — ele dizia da barriga.

— Theo só anda crescendo bastante Luan. — Marizete sorriu.

— Vai ser um garotão mãe. — ele disse feliz.

— Luan bora atender os fãs? — Rober entrou.

— Vamos. — ele disse. — senta ali amor no cantinho. 

Me sentei junto com Bruna e sogra e a gente conversava e observava as meninas que entravam no camarim. A felicidade no rosto de cada uma era lindo e a forma que o Luan tratava cada um. Algumas acenavam para gente, uma fofura só! Depois de Luan atender todo mundo ele se sentou perto de nós e alisava minha barriga, enquanto Marizete contava alguns acontecimentos.

— Cinco minutos Luan! — Rober apareceu na porta sorrindo.

Luan se levantou indo até o espelho e arrumava uns fios de cabelo, dava alguns pulos se aquecendo para o show. Bruna então se levantou.

— Lê você vai pro camarote?

— Não ela vai ficar no palco. — Luan respondeu a irmã sorrindo.

— Então vamos descer. — Marizete sorriu. — É até melhor você ficar quietinha mesmo Lena.

— Já arrumei uma cadeira pra você lá do lado. — Amarildo disse gentilmente. — antes que Luan pire.

— Luan deixa todo mundo doido.

— É que quando o assunto é você, é só loucura.

— Tá me chamando de louca? — eu o olhei segurando o riso.

— Não, mas não que você deixe de ser né amor? — ele gargalhou. 

Taquei a primeira almofada que vi em minha direção nele, todo mundo que estava ali com a gente riu.

— Vocês me matam de rir! — Bruna ria.

— Ele é abusado demais. — ri, me levantando indo até ele e o abraçando.

— Mas eu te amo demais. — beijou minha cabeça, me abraçando.

— Filho eu vou descer, bom show! — ela beijou o rosto de Luan. — nos vemos depois.

— Obrigado mãe. — ele abraçou a mãe e logo todos foram saindo.

Saímos logo atrás fui escutando a conversa de Luan, Rober e Arleyde. Atrás do palco Luan beijou minha mão e eu sorrir me soltando dele e fui junto com Rober para o lado do palco.

— Tempinho que eu não venho nos shows, quantas saudades. — disse sorrindo.

— Tem que aproveitar né Helena, pois quando Theozinho nascer… — Arleyde sorriu.

— Ai só quando ele ficar maiorzinho. — alisei minha barriga e ali ainda em pé escutava os gritos das fãs, daquela multidão enorme a espera do ídolo delas. Amarildo logo se juntou a gente, e antes das cortinas se abrirem os fãs que estavam no palco gritaram meu nome, acenei e mandei beijo para elas. Luan se sentou no seu lugar de costas para o público e as cortinas logo se levantaram. A gritaria era maior a euforia ao vê-lo ali, era tão lindo esse amor esse sentimento. Eu sentia tudo como elas sentiam, depois de um tempo a gente acaba entendendo o que é realmente esse amor.

Luan logo começou o seu show e não precisa nem dizer né? Que show! Como sempre cantando e encantando, como um verdadeiro ídolo ali para as fãs. Elas transmitem amor para ele e ele o mesmo, é tudo reciproco. Ao lado de Arleyde cantei, balancei estava curtindo o show. Quando o Luan veio tomar água ele disse.

— Senta muié. — ele disse fazendo um bico.

— Tô curtindo o show. — risos.

Ele sorriu e voltou pro seu lugar.

Foi uma hora e meia de show, eu claro não fiquei o tempo inteiro em pé, nem daria conta em cima daquele salto. Aliás, tudo tem seus limites né? No final do show já estava sentada e comentando com Arleyde algumas coisas que me chamavam atenção. Quando Luan saiu do palco eu já estava no camarim com Rober que contava umas piadas super engraçadas me fazendo chorar de rir.

— O que cê tanto ri? — Bruna entrou com os pais logo em seguida o Luan limpando o rosto com a toalha.

— O Rober contando piada, conta pra eles! — eu pedi e não conseguia parar de rir.

— Não Helena, nem tem graça você que caiu na risada aí. — Rober riu.

— Acontece sempre. — Luan riu, tomando água. — Respira, respira!

— Eu tô bem, vocês sabem que eu começo e não consigo parar! — eu disse.

— Ela tá chorando. — Bruna ria também, sem nem saber a piada.

— Vocês são é loucas! — Luan disse rindo e pegando o celular.

— Bora! — Rober disse rindo.

— Vamos. — disse me levantando e indo ao lado da Bruna.

Luan estava atrás falando o quanto eramos loucas.

— Amor e esse salto? Não ta te machucando?

— Não, aliás estava com saudades de usar. — olhei para minha bota.

— E tava lá toa saltitante no palco ainda.

— Tá certa Helena, tem que curtir e aproveitar. — Marizete riu enquanto entravamos no carro.

Luan iria pra casa pegou a mala que estava na van e colocou no carro do pai. E seguimos pra casa calados, me deitei no ombro do Luan. Ele e Bruna mexiam no celular e Marizete conversava com o Amarildo. Em uma hora estávamos entrando no Alphaville onde os pais de Luan nos deixou na porta do prédio.

— Fica Bru!

— Não Lena venho amanhã. — ela sorriu. — boa noite pra vocês.

— Ah, então ta bom. — disse. — boa noite Mari, Amarildo, venham almoçar com a gente amanhã. — sorrir. — Aproveitar o Luan em casa.

— Vamos vir sim. — Ela disse pegando em minha mão. — Boa noite pra vocês.

— Bença mãe, bença pai boa noite! — ele disse e entramos pro prédio.

— Você ta com uma carinha tão cansada Luan. — disse enquanto estávamos no elevador.

— Eu tô mesmo sabe Lena, eu não consigo esconder nada de você.

— Você se cobra demais meu amor. — disse. 

Ele apenas me abraçou e só me soltou quando o elevador se abriu, e eu abrir a porta do apartamento. Meu coração cortava em vê-lo assim.

Capítulo 78° — Vem Théo!

Ao entrar na sala confetes foram jogados pro alto, tinha uma faixa escrito. VAMOS SENTIR SUA FALTA HELENA, BOA SORTE! #VEMTHEO! Eu sorria surpresa com todo amor sobre mim, na sala estava Lisa, Thomas, Laura, Heitor, Valentina, Leonan, Carlos Eduardo, chefe Hernandez, meus residentes e minha mãe também estava.

— Eu não acredito! — foi a primeira coisa que eu falei.

— Não poderíamos deixar de fazer uma festinha de despedida e chá de bebê pro Theozinho né amiga? — Laura sorriu e me abraçou.

— Ah! Traz o Theo quando ele nascer e trabalha com a gente. — Lisa fez um bico enorme, me abraçando também.  

— O meus amores se pudesse! — eu ri. — Tô feliz demais, obrigado de verdade a todos vocês! 

A decoração tinha vários bebês pelas paredes, um bolo de fralda a decoração toda fofa. Alguns balões de ar azuis amarrados pela sala, docinhos, salgados, sanduichinhos. Sucos, refrigerantes. Num canto tinha algumas fraldas, roupinhas, presentinho para o Theo. Abracei todos ali dentro agradecendo a cada um pela linda surpresa. Eu e Léo como havíamos acabado de tomar café não comemos tanto, até por que logo estaria no horário de almoço. E se eu trocasse o almoço por salgadinhos seria uma pessoa xingada.

— Helena, você é muito querida nesse hospital. Estaremos te esperando quando acabar sua licença maternidade. Você é uma profissional é tanto! Tantos pacientes já vieram aqui atras de você só nessa semana que você saiu, procurando por você. Isso é gratificante, você é espelho para seus residentes.. — Hernandez apontou meus residentes. — que eles tornem profissionais assim como você!

— Obrigado Hernandez! É com muita felicidade que vou saindo de licença para ganhar meu bebê. Mas com um aperto no peito em sair por alguns meses e deixar todos vocês, que aliás, vou sentir saudades! Mas é por uma boa razão, quanto menos esperarmos estarei de volta. Obrigado, obrigado mais uma vez. E vocês! — apontei meus residentes. — Não me decepcionem hein!

— Nunca Dra Helena! — todos cinco vieram me abraçar.

Depois de um tempinho ali com eles, alguns voltaram aos trabalhos. Carlos Eduardo antes de ir se despediu. Despedir de todos os meus amigos que logo veria, ainda mais que iriam nos visitar em casa. 

Minha mãe, Lisa e Léo pegaram as coisinhas que eu havia ganhado e levamos tudo para o carro. Agradeci eles pela ajuda, e junto com o Léo entramos no carro voltando pro Alphaville.

No caminho postei foto com alguns que tinham tirado.

@helenamitchell: Olha só a linda surpresa que ganhei dessa família linda no hospital! Muito amor por todos vocês, o Theozinho já ama cada um. Muito obrigado aos meus amigos, chefes, residentes por toda calma que tiveram com a gente durante esses meses. Logo estarei de volta pra trabalharmos juntos como sempre fazemos. Amo muito vocês! #chadebebesupresa #amigosdoTheo #amomuito 💗🤰🏼🙌🏻

Ao chegarmos em casa entramos com todos presentes colocando no sofá.

— Vocês demoraram.

— Isaurinha ganhei um chá de bebê surpresa lá. — sorrir. 

— Ah que lindo Helena, você merece.

— Luan ligou pra vocês dois e não conseguiu falar.

— Sério? — Léo olhou o celular dele, tinham duas ligações.

Peguei o meu olhando tinham três, já discando o número e ligando pro meu menino.

 — Oi Helena, tá tudo bem? Onde você estava?

— Oi amor desculpa não ter atendido, a gente foi no hospital acabou se entretendo com o chá de bebê surpresa que fizeram lá e nem vimos o celular tocar. Estamos bem e você?

— Agora melhor, não precisa se desculpar meu amor. Isaura me disse que cê tinha ido lá buscar suas coisas. Mas que legal, ganhou mais presentes?

— Sim, roupinhas, fraldas. — sorrir.

— Que legal amor. Tô vendo se amanhã depois do show vou pra casa ficar com vocês.

— Vem sim, tô com saudade. — sorrir. — Mais tarde vou lá na sua mãe.

— Isso vai sim, ela ama quando você vai lá. 

— Tudo bem… quando você quiser ligar pode tá? Celular vai tá perto.

— Tá bom, beijo e eu amo você.

— Também, beijo, com Deus.

Ele desligou.

— O almoço está pronto! — Isaura disse.

— Obrigado Isa. — sorrir. — vamos almoçar Léo!

— Estou indo Lena! — ele disse e continuou a conversar no celular.

Fui até a sala de jantar me sentei e como sempre o almoço estava divino, me servi um pouco de cada e comecei almoçar antes de Léo. 

— Essa barriguda nem me espera! — ele disse fazendo eu e Isaura rimos.

— Ué, eu te chamei. — disse. — Barriguda até uns dias, tá meu anjo?

— Você sabe que você ta linda assim! — ele disse.

— Tô mesmo né? — disse. — ai, vou sentir saudades!

— Terá muitas fotos de recordação Lena. 

— Sim na verdade é o que mais tem. 

— Deixa eu te contar a novidade que demorou, mas saiu. — ele disse animado.

— Conte!

— O bazar da Helena, vai rolar! — ele disse animado.

— Ah, jura? — sorrir animada.

— Sim, era isso que estava conversando no celular. Como você vai entrar de resguarda, combinei o seguinte… depois que o Théo nascer, passar dois meses a gente faz. Pro final de novembro começo de dezembro. 

— Ótimo! Mas será onde? 

— Conseguir junto com Cauã um espaço no Shopping JK Iguatemi. 

— Hm! Amei. 

— Bom vamos reunir depois para resolvermos tudo direitinho. — sorrir. 

— Ótimo.

Terminamos nosso almoço nos deitamos no sofá e começamos a conversar, até que dei ideia de arrumar minha mala e a mala de Theo para irmos para o hospital. Ele amou, claro! Me ajudou escolher algumas roupinhas para Theo e as minhas também. Depois de pronto me deitei um pouco para descansar e acabei adormecendo.

(…)

Larissa on.

— Léo cadê Helena? — entrei no apartamento da Helena

— Está dormindo Lari. — ele disse.

— Tem muito tempo?

— Desde às três. — ele riu. — senta aí, logo ela acorda. — é urgente?

— Não, eu só passei mesmo pra ver ela.  — sentei.

— Oi Larissa, aceita alguma coisa. Água, suco, café? — Isaura veio lá de fora.

— Um suco Isaura! — sorrir.

— Já trago!

— Luan tá a quanto tempo fora?

— Duas semanas.

— Deve ta doido querendo ficar pelo da Lê! Ainda mais por agora, que Theo pode nascer a qualquer momento!

— Sim, ele liga de minuto em minuto. — Léo riu. — brincadeira! Eles serão ótimos como pais.

— Não tenho dúvida. — sorrir. — Helena sempre sonhou em ser mãe, e Luan também em ser pai. Esse menino será muito mimado,  tem gente demais que já quer!

— Ai vou mimá-lo mesmo!

Larissa of.

Nossa como eu dormir, meu Deus! Já eram cinco e meia da tarde, me levantei tomei um banho, pois quero ir na casa da sogra passear um pouquinho. Me arrumei e ao sair do quarto escutei vozes vindo da sala. Uma delas era da Larissa, que saudade da minha irmãzinha. Enquanto eu descia a escada Léo dizia que iria mimar alguém, já imagino que seria o Théo. Iriam estragar meu filho disso eu não teria dúvidas!

— Via mimar quem? — perguntei enquanto descia a escada.

— O nosso pequeno Theo! — Larissa falou. — Olá dorminhoca!

— Olá Lari! — abracei. — vocês vão estragar meu filho!

— Isso o pai dele já vai fazer, eu só vou ajudar. — Léo riu.

— Preparei um lanche da tarde bem gostoso pra vocês! — Isaura nos chamou.

— Você ta bem com Isaura aqui hein!

— E você com a Célia meu amor. — eu ri.

— Só sei que eu amo comer. — Léo disse rindo.

Tomei café com os dois onde era só gargalhada nada mais. Eles me fazia um bem tão grande ao ficarem comigo, após tomarmos café Larissa ainda ficou por mais um tempo, mas disse que tinha que ir, os meninos tinham algumas fotos para uma revista. 

— Léo! Vou na casa da sogra, você quer ir?

— Tem alguma possibilidade de eu deixar você ir sozinha? — ele me olhou se levantando. — espera vou pegar um casaco.

Queria ir andando, mas Léo ficou na preguiça e pegamos meu carro que ele foi dirigindo. Ao chegarmos na porta da casa dos pais de Luan encontrei Amarildo que chegava com certeza do escritório. Ele descia do carro.

— Helena, minha nora que bom que você veio.

— Amarildo. — sorrir, o abracei. — vim ver vocês!

— Fez bem! Oi Léo!

— Oi Amarildo. — Léo se juntou com a gente e fomos entrando e Amarildo me falava que Luan ligava todos os dias perguntando sobre mim, por isso que Marizete me ligava todos os dias.

— Não é diferente comigo também não. — Léo riu. — mas ele ta fora há duas semanas, é realmente bem puxado né?

— E como, Helena sabe como Luan é.

— Não acredito, minha norinha veio! — Marizete veio me abraçar.

— Oi sogrinha, vim passear um pouco!

— Fez bem. Como vocês estão? Oi Léo!

— Oi Zetinha! — Ele disse.

— Estamos bem. Léo ta cuidando bem da gente!

— Sei que sim! Vocês vieram pra jantar né? — Sogra sorriu. — diz que sim Lena!

— Vamos ficar. — sorrir. — ai Mari tô com saudade do Luan!

— Eu também minha filha, duas semanas já né?

— Aham. — disse. 

— Que tal aparecermos no show de amanhã de surpresa! — Amarildo sugeriu.

— Vamos! — disse animada.

— Eu animo é claro. — Marizete disse animada como eu.

— Ótimo nós vamos! Amanhã o show é em Jaú, quarenta minutos daqui. — Amarildo disse rindo.

— Por isso que ele disse que amanhã depois do show iria pra casa. — sorrir.

Fiquei conversando com eles por um tempo, depois fui ajudar Marizete a preparar o jantar. Alguns minutos mais tarde Bruna chegou.

— Ah, quando vi seu carro na porta dei o grito! — ela entrou rindo na cozinha.

— Louca ela é! — Léo riu. 

— Oi Leonardo, tudo bom lindo?

— Bru, vim ver vocês sair de casa também é bom né?

— Tem que sair mesmo, passear, levar Theozinho mesmo dentro da barriga pra passear.

Ela disse que iria subir e tomar um banho para voltar e conversarmos. Continuei ajudando a Marizete, mas logo meu celular tocou novamente. Sorrir antes mesmo de atender e Léo disse.

— É amoooor! — Gritou rindo.

 

Capítulo 77º — Último mês 

— Me diz como foi sua semana com o Léo? — ele disse colocando o celular de lado, e olhou pra mim alisando meu rosto.

— Léo um amorzinho né Luan. — ri. — me faz rir o tempo inteiro, toda hora vem com alguma coisa pra eu comer, na noite que você não me ligou quase coloquei ele louco, coitado! 

— Ah eu imagino. — ele riu. — isso é ótimo que ele esteja cuidando de você direitinho, assim posso ir fazer meus shows tranquilo. Enquanto aquele dia me desculpe princesa, foi tão corrido que quando me lembrei foi na hora que o Testa me entregou o celular.

— Não tem problema amor, o importante é que você estava bem. — beijei seu rosto.

— E o enxoval? 

— Luan cada coisa mais fofinha que o outro, você irá amar o conjuntinho do timão. — eu contava pra ele animada, como tinha sido no shopping e enquanto eu ia falando ele dava gargalhadas. Ele disse que nós iríamos ser expulsos do shopping. E era verdade, do jeito que aqueles três gritavam e faziam bagunça dentro das lojas, eu juro que fiquei com medo. 

— E os shows como foram? — eu perguntei e ele começou a contar todos os detalhes dos shows do fim de semana. Contou a história de alguns fãs, de algumas loucuras que sempre tinham. Eu prestava atenção em cada detalhe dele, enquanto ele explicava, a forma o jeito dele falar, gesticulando com as mãos tentando explicar era engraçado e fofo ao mesmo tempo. 

Enquanto ele ia dizendo e eu só concordando, eu parei pra prestar atenção nele. Seu rosto, seus olhos, lábios, cabelo, o jeito dele me olhar. É tão grande o que eu sinto por ele que eu não sabia explicar, poder estar perto dele toda vez que ele voltava de deus shows e ouvir ele contar tudo, todas novidades, ideias loucas que surgiam dentro daquela cabecinha. Da felicidade que ele sentia ao falar do Theozinho nos shows, ele contou que havia cartazes até pro nosso menino.

— Que lindo! O que dizia? — sorrir.

— Dizia: vem logo Theo estamos loucas pra te conhecer! — ele sorriu. — o neném do papai já é amado antes mesmo de vir ao mundo. — ele dizia com uma voz fofa, colocando minha barriga à mostra. — esse neném vai ser um garanhão das muie.

— Opa. — eu disse.

— Eita vamos com calma que a mamãe linda, é bem ciumenta. — ele gargalhou e eu junto, logo nossos lábios se aproximaram ainda com um sorriso e nos beijamos. — Te amo.

— Eu também te amo muito Luan.

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Já estava no meu último mês de gestação enorme de tão gorda. Meus pés pareciam dois pães de tão gordinhos que estavam. Durante todo o restante da gravidez fiz alguns ensaios a trabalho, outros juntos com o Luan para guardar de recordação e quando Theo fosse maiorzinho a gente mostrar. 

Junto de Luan fizemos uma pequena entrevista com Isaura a moça que passou a trabalhar aqui em casa. Pensa numa mulher fofa? Ela era uma mulher de 48 anos, casada, três filhos. E há três meses estava com a gente, mesmo com ela entrando me ajudando com a casa e cozinhando pedi Luan que Léo permanecesse comigo.  Isaura ela nos tratava cheio de mimos, e além de cozinhar super bem também me ensinou vários pratos. 

Hoje quatro de setembro, tinha que ir até o hospital pegar minhas coisas. Luan disse para Léo não me deixar ir sozinha e ele então no meu pé ficou.

Acordei às dez da manhã com uma preguiça fora do normal, a barriga já pesava bastante, costas doíam, se eu não tivesse grávida poderia dizer que a velhice precoce havia chegado. Tomei um banho bem tranquilamente, coloquei um vestido longo azul turquesa, uma rasteirinha no pé. Me analisei no espelho soltando o meu longo cabelo loiro, que estava divino! Bem que dizeram que na gravidez o cabelo fica bom, o rosto. Eu estava me amando grávida, depois que Theo nascesse com certeza iria sentir falta da barriga, aliás, são nove meses.

Luan estava há uma semana fora de casa, viajando pelos shows, gravando programas de televisão, indo em rádios para entrevista, acústicos. E a saudade do meu amor já estava enorme. Ele me ligava todos os dias como sempre. 

Enquanto colocava meu celular na bolsa, dois toques na porta e ela foi aberta.

— Bom dia gravidinha mais linda do BR! — Léo como todas as manhãs acordava com auto estima lá em cima, nada colocava essa criatura para baixo. E eu amava isso nele, em momento nenhum ele me deixava ficar chateada ou algo parecido.

— Bom dia meu bem. — sorrir, abraçando ele. — tudo pronto?

— Pro nosso café da manhã sim. — ele sorriu. — e você pronta?

— Aham. — disse pegando minha bolsa e ele foi do meu lado contando alguns babados que ele havia visto na internet.

Ao chegarmos na mesa de café da manhã que Isaura tinha preparado me sentei e sorrir para ela.

— Bom dia Isaurinha! — disse a ela que juntava alguns panos da cozinha para serem lavados.

— Bom dia Helena, Léo! Dormiram bem? — ela sorriu gentilmente.

— Muito! — respondemos juntos.

— Que maravilha tomem o café de vocês. — ela sorriu. — vou trocar os forros de cama.

— Ok.

Ela foi para os quartos e eu tomei meu café com Léo. Após o café, peguei a chave do meu carro, mas desanimei.

— Amigo você dirigi?

— Sim, pode ser no meu?

— Qualquer um! — sorrir.

Fui até a lavanderia e disse a Isaura que voltaríamos para almoçar em casa. Só iriamos até o hospital pegar minhas coisas.

E fomos até o hospital. Do Alphaville até o hospital gastamos quase quarenta minutos, assim que chegamos sei de cara com Dr. Paker,

— Bom dia Helena! 

— Bom dia Leonan!

— Você está ótima! — ele sorriu.

— Você estar me zoando por estar gorda ou devo considerar esse elogio? — ri.

— Você está linda como sempre. — ele disse e me deixou sem graça. — oi Léo! 

— Olá Leonan, bom te ver!

— Igualmente. Veio pegar suas coisas? 

— Sim, daqui uns dias Theo nasce, não quero estar no meio de uma consulta. — risos. — acho que já trabalhei o bastante, e Dra. Fernanda cuidará bem de tudo, enquanto eu não estiver.

— Vamos sentir saudades.

— Eu também irei. 

— Bom se eu não te ver antes, boa sorte no nascimento do garotão. Vai dar tudo certo vou estar torcendo por você. Boa sorte Helena!

— Obrigado Leonan! — disse abraçando. 

— Ah antes que eu me esqueça Thomas pediu para que passasse na sala dos médicos.

— Obrigado! 

Ele seguiu para seu consultório. E eu fui para o meu junto com Léo íamos guardando várias coisas em algumas caixas. 

— Luan se tivesse aqui já estaria sem paciência.
— Porque?

— Leonan, com essas conversinhas.

— Se o Luan tivesse aqui nem oi ele tinha dado. — eu ri.

— Como imaginei.

— Faz parte. Bom acho que tá tudo dentro dessa caixa.

— Bom deixa eu levar.

— Ótimo! Vamos só passar na sala dos médicos comigo Léo, só despedir da galera. 

Algumas enfermeiras veio me abraçar pelos corredores do hospital, desejar boa sorte. Quando entrei na sala.

Surpresa!