Capítulo 71° — Malas prontas

Estava pegando minhas roupas, sapatos e guardando tudo na mala. Não me lembrava do tanto de roupas que eu tinha, comecei a juntar e também separar algumas para doações. Entrei no clouset e me sentei separando alguns vestidos, ouvir alguém bater na porta.

— Entra! — gritei do clouset.

— Miga, cadê você?

— Tô aqui. — sorrir, aparecendo na porta.

— Que bagunça é essa está de mudança? — ele riu.

— Na verdade eu tô sim. — risos. — tudo bem amor? — o abracei beijando o rosto.

— Estou ótimo! — ele disse entrando pro clouset. — pra onde?

— Alphaville, vou pro apartamento.

— Ainda hoje? — ele me olhou com dúvida.

— Quero tentar. — ri. — mas me conta vai, o que queria me dizer?! — o olhei esperando a resposta.

— Bom ontem estava conversando com o Cauã sobre um personal stylist pra você! — ele disse.

Será que estou me vestindo mal? Porque ninguém me disse? Não acredito! Tá que eu tô gorda, mas estou grávida, mas porque ninguém me falou? Perguntei rápido sem menos esperar.

— Eu estou me vestindo mal? — me olhei no espelho ali no clouset mesmo. — Ai meu Deus!

— Af Helena! — ele riu. — Me respeita né linda? Desde quando você se veste mal? Eu hein!

— Então… — ri com  jeito dele falar e o olhei prestando atenção.

— Então como você sabe acabei de me formar, e eu estou procurando alguém e esse alguém tem que ser você! — disse.—  quero ser seu personal.

— Meu? — risos.

— Sim, seu!

— Ótimo então.. — ri. — Acho que é assim mesmo né? Tá contratado!

Ele riu.

Sério miga? Sem entrevistas e nada?

— Meu lindo eu já te conheço, alias, só converse com Cauã e tá tudo resolvido. E vamos começar a trabalhar por favor, me ajude com esse monte de roupas. — ri.

— Pra já! — ele riu. — Esse clouset já disse né? É maravilhoso! 

— Isso é porque ainda não conheceu o da casa nova meu amor! — disse sorrindo feliz, já pensando em nós morando naquele lindo apartamento.

— Eu imagino. — ele riu.— Quem ajudou o boy?

— Minha mãe. — disse. 

— Tia Amélia ela arrasa! 

Então começamos mesmo a trabalhar ele disse que traria as roupas até mim, para guardar na mala. Para que eu não ficasse indo pra lá e pra cá. Ter uma barriga grande facilitava muita coisa, ri do meu pesamento e voltei a dobrar as roupas. Enchemos várias malas e nelas estavam sendo separadas roupas para doações. 

Alguns minutos mais tarde Célia veio nos chamar para almoçar, deixamos tudo e descemos, nesse tempo minha mãe chegou e almoçamos com meus pais. Minha mãe dizia que acostumar nessa casa sem minhas loucuras seria uma das coisas mais difíceis. Eu também iria sentir muita saudades dos meus pais, da Larissa e da Célia, ainda mais dela, das comidas deliciosas, teríamos que encontra alguém que cozinhe tão bem quanto Célia.

— O bom que é pertinho né Amélia. — Léo sorriu.

— Isso é verdade Léo, foi bom os dois não querer ir pro Rio, ou qualquer outra cidade. — ela riu.

— Complicaria muito a vida de Luan indo para outro lugar, não que a gente não quisesse. — risos. — mas como a LS Music, hospital que trabalho, as coisas tudo que precisamos são mais aqui em São Paulo, não tinha o porque ir pra outro lugar. 

— Isso é verdade! — Meu pai disse. — Conversou com ela Léo?

— João conversei e tô contratado! — ele disse feliz.

— Já está até trabalhando já. — eu ri.

— Gosto é assim. — Léo riu.

Após o almoço descansamos um pouco, mas antes que eu pegasse num sono que eu estava. Fui pro quarto terminar o que havíamos começado. Não faltava tantas coisas assim, só tínhamos já feito umas dez malas.

— Como pode ter tanta roupa assim? E muitas ainda nunca usadas. 

— Ganho das lojas que fotografam Léo, tento usar o máximo. — risos. — mas as vezes, até esqueço que tenho e acabo não usando. 

— Sabe o que poderíamos fazer com essas roupas que você quer doar? — ele me olhou.

— Hm? — esperei que ele me respondesse. 

— Poderíamos fazer um bazar essas roupas estão em ótimo estado, e depois claro se você quisesse o dinheiro você faria alguma doação. —  ele sorriu, que ideia maravilhosa.

— Amei! — disse ao terminar a última mala.  — Eu topo, mas onde e como faríamos?

— Podemos pensar, vou olhar certinho. — ele disse. — Morta eu tô! — ele disse se jogando no tapete macio do meu quarto.

— Eu também! — Olhei no relógio já eram cinco e meia da tarde.

— Vai pra lá hoje mesmo?

— Só se o Luan quiser, mas essa semana ainda iremos.

— Entendi. — ele disse.

— Luan quer conversar com você.

 — O que eu fiz? Ele sabe que sou do babado né?

Não me aguentei e cair na gargalhada e ele também ria junto comigo. Me recuperei e respirei fundo.

— Você é idiota demais migo. — risos. — ele tem uma proposta pra você.

— Eu, você, dois filhos e um cachorro um edredom, cê topa? — ele cantou. — ele vem hoje?

— Aham, está tendo uma ação com fãs no escritório. — disse. — mas ele disse que passaria aqui, assim que saísse de lá. 

— Ótimo, posso esperar?

— À vontade! 

Colocamos as malas num canto do quarto e eu disse que iria tomar um banho. Léo disse que iria descer e ficar na sala me esperando. Tomei um banho demorado estava precisando, lavei meus cabelos. Quando termine, me vestir.

Sair do banho e sequei o cabelo, ao terminar peguei meu celular e sair do quarto. Luan entrava pela porta da sala sorrindo com Rober, e me olhou.

— Cheguei! — ele disse. 

— Oi de novo Lena! — Rober riu.

Logo a campainha tocou outra vez. Célia foi atender. 

— Oi Rober. — sorrir. — Oi meu amor! — dei um selinho no Luan.

— Oi princesa! — ele sorriu. — E aí Léo!

— Olá Luan, soube que quer falar comigo. — ele disse.

— Oi! — Cecília apareceu ali do nada, já abraçando o Rober.

— Vish, vai começar! — Luan riu. — quero sim Léo, já nos falamos.

— Que preguiça de você Luanzin! — Ela riu.

— Você tá com uma cara de cansada Lena, trabalhou? — Cecí me olhou.

— Nada, estava preparando para mudança. — risos. — já guardei todas as roupas.

— E eu ajudei, estamos exaustos! — Léo riu.

— Preparada pra ir já?

— Sim amor. — Disse. — Tem algumas coisinhas que vamos levando com o tempo, porque pra levar tudo de uma vez só, não vai dar. 

— E você acha que eu não sei? — ele riu.

Logo Rober e Cecília saíram pra dar uma volta e Luan se sentou para conversar com Léo.

— Você sabe que iremos  nos mudar né?

— Sim!

Ele dava respostas breve.

— Então como eu viajo sempre e Helena ficará no apartamento só, queria ver sei lá, se tivesse como e não atrapalhar você, claro. — ele riu. — Você ficar com Helena no apartamento, ajudando-a. 

— Ah pra mim vai ser o máximo! — ele disse super animado. — Ainda mais que estamos com um projeto aí, agora sou o novo personal Stylist da Helena. — risos. — me contratou hoje!

— Maravilha! — Luan sorriu. — Já fico mais aliviado em deixar ela com você.

— Não precisa se preocupar Luan, estarei 24h atrás. 

— Nossa também não é assim! — eu disse rindo.

— É assim sim. — Luan disse. — Ela é teimosa viu Léo, qualquer coisa você me liga.

— Pode deixar! — Léo concordou rindo. 

— Nossa, que absurdo! — risos.

Léo ficou ali ainda tomando um café e comendo uns pães de queijo que Célia havia preparado, Célia fazia de tudo pra mimar o Luan. E ele amava isso!

— Sogra não vai ter jeito, vamos levar Célinha com a gente!

— Ah você vai, já até levou Luan! — minha mãe se sentou ao lado do genro.

— É Celinha todo mundo te quer! — Léo riu. — não tô fora da lista não hein.

— Nem eu.

Ela sorriu feliz, ela era um amor.

— Vou sentir falta de você aqui Helena.

— Vou vim visitar vocês sempre. — ela riu. — não estou longe. 

— E você acha que não sabemos que não virá? — meu pai riu.

Logo Léo foi embora, minha mãe foi pro quarto, meu pai para o restaurante ficando então só eu e o Luan. 

— Que dia vamos pro apartamento?

— Hoje você não ta cansada?

— Estou, mas animo. — ele riu.

— Vamos fazer o seguinte suas coisas estão prontas né? Amanhã eu levo tudo pra lá, e como eu não sou bobo, pedi a Ju para arrumar pra mim alguém que arrume o clouset pra nós dois, ai amanhã quando você sair do hospital vá direto pra lá. — ele me olhou. — pode ser? 

 — Aham! — disse e o abracei e ali fiquei dentro do seus braços.

 

Capítulo 70º — Theo Lorenzo 💛

Eu me sentei na sala do apartamento e conversava com Larissa, enquanto Luan terminava uma ligação para irmos embora. Antes que nos atrasássemos para ir pro Paraná.

— Lena, vamos passar lá em casa pego minhas coisas, passamos na sua casa e pegamos as suas. Rober vai buscar a gente.

— Tá bom Luan. 

— Não vão almoçar primeiro? — Larissa nos olhou. 

— Vai da tempo não, teremos que almoçar lá. — Luan disse. — Vamos!

Saímos do apartamento trancando a porta e entramos no elevador. Fomos comentando sobre o apartamento aos longos dos andares até chegarmos no térreo. 

— Vocês me deixam no Caio, temos uma entrevista já já. Vou de lá com ele.

— É caminho Lari, borá. — Luan disse abrindo a porta do carro pra mim, e depois em seguida partimos para casa dos meninos e deixamos Larissa e seguimos para casa dos pais Luan. 

— Bom dia Mari! — sorrir. — Olá Bru!

— Bom dia Helena! — sogra sorriu. —Bom dia meu filho, Rober ligou dizendo está aqui em cinco minutos.

— Bom dia. — ele beijou o rosto da mãe. — ele também me avisou mamusca. Oi Bru!

— Oi maninho, Leninha.. você viu o apartamento.

— Tô apaixonada! — olhei dela pro Luan que me olhava sorrindo. — Cada cantinho, detalhe é maravilhoso. Já não vejo a hora.

— Ah eu imagino. — sogra sorriu. — vocês tomaram café, já que vão sem almoço.

— Sim tomamos, mas mãe arruma alguma coisa pra Lena levar pra viagem. Ela não pode ficar muito tempo sem comer, e até chegarmos no Paraná..

— Não amor… — disse sem graça. — Marizete, não precisa se incomodar eu estou bem. 

Dei um meio sorriso.

— Não minha linda o Luan está correto! Você não pode ficar bastante tempo sem comer assim não. E passará em casa pra pegar só a mala. — ela disse se levantando em direção a cozinha. 

Olhei pro Luan e ele me olhou com uma cara de “eu tô certo, sei o que faço”, revirei os olhos o ignorando. E voltei uma conversa com Bruna que surgiu do nada sobre o apartamento.

Uns minutinhos depois a campainha tocou e Luan foi atender e logo sogra voltou com uns pacotes em mãos, e sorria.  

— Helena preparei com muito amor esses sanduíches, me lembrando da sua dieta. — ela sorriu. — Não deixe de comer, vocês precisam estar fortes. — ela me abraçou e alisou minha barriga em seguindo dizendo a seguinte frase a vovó ama, e logo em seguida sorriu novamente. — Cuida do Luan também pra mim. 

— O Mari obrigado, não precisa se preocupar. Vamos comer sim, eu te agradeço e te amamos muito. — a abracei. — cuidarei dele como sempre faço, qualquer coisa me liga tá? Precisamos ir! — Rober nos apressava.

— Vão com Deus, que ele acompanhe vocês e toda equipe. — ela sorriu e abraçou o filho em seguida. 

Despedimos de Bruna e saímos atrás de Rober dizendo que precisaríamos estar no aeroporto de São Paulo em uma hora.

Passamos em casa mesmo só pra pegar minha mala e despedir dos meus pais, e voltamos pro carro. Chegamos no horário certo, e Luan foi atender alguns fãs, enquanto esperávamos já no biguço pronto para decolar. Me sentei na minha poltrona, e alisava minha barriga, nosso bebê estava muito agitado e chutava muito minha barriga me causando uns certos incômodos. 

Me lembrei de um detalhe, nosso bebê ainda não tinha um nome. Eram tantas coisas acontecendo junto, que não havíamos parado para pensar. 

Luan logo entrou no jatinho cumprimentando os pilotos e rindo com Rober, Wellington e Arleyde logo atrás. Ele se sentou do meu lado e segurou minha mão, beijando a mesma, o olhei e sorrir.

O avião então já se preparava para decolagem, e os chutes do nosso bebê ainda me incomodava muito. Por onde ele chutava passava a mão por cima, alisando minha barriga. Assim que estávamos no ar, São Paulo já estava pequena ali de cima. Luan me olhou, me avaliando.

— Tá tudo bem Lê? — ele olhou de mim pra minha barriga, vendo onde minha mão estava.

— Chutezinhos fortes. — disse fazendo uma careta e logo em seguida sorrir.

Ele me olhou, soltou minha mão e colocou a mão sobre minha barriga alisou sobre a mesma e disse num tom bem baixinho.

— Ei garotão do papai, porque você está tão agitado hein? O papai pensando que você vai segurar um violão, mas será que vai chutar é uma bola? — eu sorrir com o Luan conversando com nosso filho. — fica quietinho pra não machucar a mamãe meu amor, tem que cuidar dela bem direitinho.

Enquanto ele conversava com o bebê ele estava se acalmando, os chutes já estavam sendo mais leves. A voz de Luan soava tão suave que o bebê pareceu dormir, só sei que os chutes pararam de vez e ele me olhou, logo selou nossos lábios e disse.

— Acho que ajudei né? — ele apertou minha mão de uma forma carinhosa.

— Você sempre consegue. — sorrir. — obrigado.

Ele sorriu, e pareceu pensar em algo. Até que fomos interrompidos pelo Rober.

— E então casal, já pensaram no nome do bebê?

— Era isso que eu estava pensando aqui agora Testa. — Luan me olhou, e depois riu. — a gente não escolheu.

— Mas já tem noção do que querem? — Arleyde também se virou pra gente.

— Eu tenho. — sorrir. — Lorenzo. 

— Eu quero Theo. — Luan riu.

— Vish, e agora? — Wellington comentou rindo.

— Poderia ser, Theo Lorenzo Mitchell Santana. — Luan me olhou parecendo esperar uma aprovação.

— Ficou lindo! — sorrir. — você gostou do seu nome filho? — disse alisando a barriga que ele logo chutou ali. — acho que isso foi um sim!

Todo mundo riu. Voltando a fazer o que faziam antes. Eu abrir um dos sanduíches que a sogra tinha preparado, Luan me olhou com a cara de disse que iria ser necessário, e ainda pegou um pedaço.

— Muito bom. — ele riu.

— Pousando em Londrina, temos que ir direto pra rádio, uma entrevista antes do almoço. Da pra ir?  — Rober olhou Luan.

— Sim. De lá vamos almoçar. — ele disse e voltou a mexer no celular.

E depois de uma hora e cinquenta minutos de voo, tínhamos acabado de pousar. Era 12:35hr, quando saímos do biguço. Na portaria do aeroporto tinham muitas fãs, que esperavam pelo Luan. Entrei numa van que nos esperava, e Luan foi atender os fãs. Não demorou muito e todos já estávamos prontos para ir a rádio, onde seria a entrevista. 

Luan foi brincando com nossas alianças até chegarmos na rádio. Na porta não foi diferente, tinham fãs também esperando, Luan como estava atrasado, prometeu voltar assim que a entrevista acabasse. 

Entramos na rádio onde Luan entraria nesse exato momento. Me sentei com o Rober do lado de fora, enquanto víamos ele pelo vidro super animado respondendo às perguntas enquanto seus dedinhos gordos, tocavam as cordas do violão sem algum som se quer sair. Encostei a cabeça na parede e fiquei o olhando.

— Luan a sua noiva Helena sempre acompanha você nos shows? Vendo que ela está com você hoje. — O locutor da rádio perguntou.

— Sempre que ela pode nos acompanhar, ela vem. — risada.

— E o bebê? Já sabemos que é um menino, e o nome do garotão?

— O nosso bebê vai se chamar Theo. — ele disse animado. — Theo Lorenzo!

— Um lindo nome! 

O locutor disse e ainda continuava as perguntas, e eu sorria ao ouvir a cada resposta. Luan cantou algumas músicas de trabalho. Fizeram uma brincadeira de algumas perguntas rápidas e em meia hora já estávamos deixando a rádio.

Fui agarrada na Arleyde, pois Luan desceu direto nos fãs que gritavam.

— Helena, parabéns. Que o Theo venha com muita saúde!

— Amém! — sorrir e acenei para elas, e mandei beijo e entrei na van junto com Arleyde.

— Muita coisa mudou né? — ela me olhou.

— Desde quando comecei namorar Luan, até agora? 

— Sim Helena, elas hoje são um amor com você.

— E eu sou tão feliz por isso.

Sorrimos. Luan veio e logo fomos direto para um restaurante. 

Nosso almoço foi agradável comi tentando não sair da minha dieta, que Dra, Vanessa teria me passado. Eram tantas coisas deliciosas, tive que comer um pedaço mínimo de lasanha, se não meu filho com certeza nasceria com cara de lasanha! 

Luan não parava de me zoar nunca, só pelo fato de sair da dieta, mas era só pra me deixar irritada. Pena que não conseguiu! Depois do almoço eu já estava bem cansada, e ainda teria o show à noite.

Chegamos no hotel e subimos para o nosso quarto, onde já tinham deixado nossas malas. Tirei meu sapato, e me deitei na cama, meus pés estavam inchados parecendo dois pães.

— Fazer uma massagem nessa mamãe linda. — Luan disse.

— Sempre me acostumando mal. 

Disse sorrindo. Ele então começou a massagear os pés e íamos conversando sobre a gente, bebê, apartamento, shows. Tivemos um diálogo como todos os outros bem agradável. 

— Quando você pretende parar de trabalhar Lena?

Nesse momento Luan estava com a cabeça no meu colo, enquanto eu estava mexendo em seus cabelos macios. Ele me olhou esperando a resposta.

— Até eu conseguir amor. — disse pensando. — Agora vamos pro sexto mês, acho que aguento mais dois meses.

— Só tem que tomar um certo cuidado né? — ele disse sorrindo.

— Todos possíveis.— sorrir. — a partir do mês que vem da cirurgias estou fora.

— Não pode?

— Segurança né amor.

— Hm! — ele sorriu. — Você é tão maravilhosa, e eu amo tanto!

— Você também é o amor da minha, te amo, te amo! 

Ele então me puxou e selou nossos lábios, seus lábios macios, doces e quentes. Ah como eu amo meu menino!

Luan logo tirou uma foto e postou para compartilhar esse momento. Ele com a mão sobre minha barriga não tinha visto a foto, mas a certeza que teria ficado maravilhosa eu sabia.  

(…)

Leo On.

— Preciso conversar com Helena sobre. — Cauã disse.

— Ela claro que irá aceitar! — disse animado.

— Na verdade ela precisa né Leo, sempre bom ter essas ajudas, você como amigo dela deveria ter ido direto ela.  — ele riu.

— Ela viajou com o Boy! 

Leo Of.

Já estávamos nos arrumando para o show. Coloquei um vestido azul marinho bem coladinho, cumprimento uns cinco dedos acima do joelho. O cabelo eu amarrei fazendo um rabo de cavalo, uma make e nos pés um salto alto. Luan quando terminou de se arrumar saiu pra fora do banheiro, todo arrumado.

— Você está linda!

Sorrir e análise toda sua roupa rapidamente, ele estava muito lindo. Calça preta rasgada, um blusão branco por cima um camisa xadrez é uma jaqueta de couro. 

— Você também! 

— Amor, como você consegue ficar nesse salto? 

— Costume né Luan? — risos. Meu celular logo chegou uma mensagem.

Leo:Preciso conversar com você miga, me liga amanhã. Beijo, saudade.

Eu: Algo sério? 

Leo: Não, não! Haha. Amanhã quando chegar avisa.

Eu: Tranquilo, beijo.

— Quem é?

— Leo. Disse que quer conversar comigo.

— Ah, e eu tô precisando conversar com ele.

— Pra que? — olhei Luan esperando responder. — namorado dele não irá gostar. — disse rindo.

— Idiota. — ele riu. — ele mora sozinho ou com os pais Lena?

— Sozinho amor.

— Fazer uma proposta pra ele, dele ficar com você quando a gente for pro apartamento. Enquanto procuramos alguém pra te ajudar.

— Eu vou amar! — sorrir. — ótima ideia amor!

— Eu sou gênio Lê, sou gênio. — el  repetiu se gabando.

Ah, esse Luan! Ri, revirando os olhos.

Três toques na porta, já sabíamos que seria Rober. Era inconfundível o  jeito dele beter nas portas não precisava nem gritar. Pegamos alguma coisas e saímos para jantarmos no hotel mesmo.

Me sentei com eles na mesa, e cumprimentei o restante da equipe que se sentou com a gente e eu ainda não tinha visto. Jantamos bem rapidinho, só subimos para escovarmos os dentes e descemos, pois a van já nos esperava. Coloquei uma jaqueta e um cachecol antes de saírmos, aliás, estava bem friozinho.

Em minutos já entrávamos na arena onde seria o show, e quanta gente tinha ali esperando para entrar e ver o ídolo mais uma vez ou pela primeira vez. 

O show foi um espetáculo como todos os outros, eu ajudei o Tom a escolher a garota cantada, ela me pediu tanto, enquanto eu estava ali do lado do palco. Quando ela subiu me abraçou e só dizia obrigado, obrigado Helena, era lindo ver a felicidade estampado no rosto de cada um. O show acabou e Luan foi atender algumas pessoas no camarim, eu fiquei sentada no cantinho ali vendo ele espalhar amor com cada carinho a se compartilhar.

No final já estávamos deitados na cama de hotel, abraçadinhos, exaustos pelo dia de hoje. Então, dormimos juntinhos e acordamos no outro dia as nove e meia da manhã. Nos arrumamos e estávamos prontos pra voltar pra São Paulo. Hoje Luan trabalharia no escritório, tinha uma ação com alguns sorteados pela central. Eu fui pra casa, juntar minhas coisas e colocar numa mala para ir para meu novo lar. Estava tão animada!

Eu: Cheguei! Bom dia ❤️

Leo: Estou a caminho! Beijos 😘

Luan me abraçou antes de ir pra casa, disse que voltava mais tarde. 

Entrei em casa e só estavam ali meu pai e Célia. Cumprimentei eles, conversei um pouco, mas logo subir para arrumar minhas coisas. 

Capítulo 69° — Conhecendo nossa casa

No outro dia acordei às dez da manhã com o Luan me dando vários beijinhos e me chamando. 

— Amor hoje é domingo e estar cedo. — resmunguei e ele riu.

— Ô mamãe preguiça essa, meu Deus. — ele disse.

Vi que ele não iria me deixar mesmo dormir abrir apenas um olho para olhá-lo, pois a claridade que entrava em meu quarto pelas janelas não estavam ajudando.

— Qual é a sua hein? — disse rindo. — pra que abriu as cortinas amor?

— Venha ver o lindo dia que fiz pra nós dois. — ele cantarolou rindo, se sentando ao meu lado e deu um beijo em minha barriga, dizendo. — bom dia amorzinho do papai, você também  tá curioso para conhecer a nossa casa tá? — Luan conversou por alguns minutos com nosso bebê e logo disse para que eu fosse tomar café da manhã com ele, que ele tinha trago para o quarto. 

Me levantei com muito custo fui até o banheiro me olhei no espelho, que cabelo era esse meu Deus. Pensei em ligar para Frederico hoje para ver se ele me salvava, dava um trato nesse cabelo, antes de ir pro show com Luan no Paraná. 

Escovei meus dentes, lavei o rosto e fiz um coque no cabelo. Quando sair do banheiro tinha uma linda bandeja de café da manhã pra nós dois. Me sentei junto dele na cama e começamos a comer, enquanto comíamos batemos um papo delicioso.

— Você vai hoje né? 

— Aham, dei sorte que amanhã ainda estou de folga. — sorrir. — Luan, tô doida pra comprar todas as coisinhas pro quartinho do meu neném.

— Eu sei que você tá. — ele tomou um pouco de suco. — você vai amar quando ver o quarto dele, é de frente pro nosso. Foi tão difícil encontrar algo que fosse sua cara, você não tem noção.

— Eu já estou curiosa para ver nosso cantinho. Já tá pronto?

— Aham, com a ajuda de sua mãe ela nos ajudou a mobiliar do jeito que você gosta. Ela disse que não tem erro! 

— Hm! — comi um pedaço de mamão. — já quero ir, vamos logo.

— Vamos, vai se trocar.

— Eu vou, preciso ir no Frederico depois que passar lá. 

Disse me levantando e indo até o clouset.

— Fazer o que no Frederico? 

— Arrumar o cabelo, uma hidratação! 

— Mulheres! — ele disse ao me olhar da porta do clouset. — meu filho, você irá conhecer as mulheres um dia, mas calma que eu não disse que iria entendê-las. 

Eu olhei pro Luan rindo mais bobo era impossível. Optei por uma leggin preta, uma regata branca, uma cardigã por cima, calcei um tênis, peguei meus óculos de sol, celular e minha bolsa.

Ao sair do quarto demos de cara com Larissa saindo do quarto mexendo no celular e rindo sozinha, Luan deu um susto nela que ela pulou e deu um grito.

— Luan vai te catar meu! — ela disse nervosa.

Ele ria dela e eu ri dos dois que desceram as escadas xingando um ao outro, no fim Luan a abraçou contra a vontade dela e logo estavam se amando de novo. 

— Bom dia minha filha. — minha mãe me abraçou.

— Bom dia mãe. — sorrir. — vou pro apartamento, quem quer ir?

— Eu! — Larissa disse.

— Gente qualquer um, menos a Lari. — Luan pediu, só para irritá-lá. 

— Pô cara! — ela parou de mexer no celular olhou o Luan de uma forma muito engraçada e disse. — como você é insuportável.

— Imagina se fossem irmãos? — perguntei rindo. — então vamos Lari, vamos amor.

— Vamos Lê, tchau sogrinha até mais. — Luan deu um beijo no rosto da minha mãe.

— Vão com Deus, volta depois Luan.

— Volto sim.

— Mãe não fala isso, se não ele pega as coisas dele e vem pra cá.

— E ainda fico no seu quarto, chata! — ele disse pra Larissa.

— Podemos crianças? — rindo. — Beijo mãe!

Saímos e entramos no carro do Luan, já entrei no carro ligando o som e fomos conversando até chegar no Alphaville. Ao entrarmos fomos direto para o apartamento, eram várias torres. 

Descemos do carro e encontramos um senhor com certeza era o síndico, ele sorriu gentilmente quando passamos por ele o na porta e subimos para a torre cinco. Fui comentando o quanto era lindo e tranquilo o lugar do jeito que eu sempre quis.

— Ah, o quarto do bebê eu que pedi a cor. — a Larissa disse.

— Se eu puder escolher o nome do meu bebê ainda acho bom. — disse rindo.

— É a cor que você queria. — ela disse.

— Menos mal. — risos.

Entramos na prédio que eram de 24 andares, e qual era o nosso? O vigésimo quarto! Entramos no elevador que foi subindo, subindo, subindo… mas havia parado no vigésimo terceiro. Era os dois andares do prédio, a cobertura era nossa, eu já estava impressionada o quão lindo era o andar. Luan, então me passou as chaves.

— Vai entra e aprecie a nossa casa. — ele sorriu.

Peguei então as chaves e girei a maçaneta, onde logo entramos na sala de estar e jantar.

— Que amor! — Disse assim que entrei, as cores combinavam com os moveis, cada detalhe era tudo do jeito que eu sempre imaginei e quis. Sorrir e Luan me olhou.

— Então? — ele esperou ansioso pelo o que eu iria falar.

— É tão lindo. — sorrir. — cada detalhe, cada espacinho. — disse mexendo em tudo. 

— Fico feliz que você tenha gostado, mas vem! — ele me puxou indo pra cozinha.

Era linda, era maravilhosa, toda preta, planejada o sonho de qualquer mulher. Eu ia elogiando cada espaço, mexendo, abrindo cada coisa. 

— Agora só falta aprender a cozinhar né Lena? — Larissa riu.

— Idiota! — ri. — Eu até sei né amor?

— Oi falou comigo? — Luan riu.

— Dois idiotas. — ri e continuei a andar pelo apartamento.

Ainda no andar de baixo tinha uma biblioteca era o meu sonho desde pequena, ter meus livros de medicina e um espaço para que eu pudesse estudar.

— Não acredito que você fez isso! — levei a mão na boca surpresa, corri e abracei o Luan. 

— Sempre foi o seu sonho não é? — ele sorriu.

— Ahhh, sim! — disse. — obrigado. 

O banheiro do andar de baixo.

Havia um uma escada que acho que dava passagem para os quartos me disseram em qual entrar primeiro, que com certeza era o meu e do Luan. 

— Nossaa! — me animei ao entrar nesse quarto. — Que quarto maravilhoso. 

— Lindo né amor?

— Podemos vir pra cá hoje? — eu disse e ele riu.

— Quando você quiser, só que hoje ainda temos que ir pro Paraná.

— Lindo né Helena, olha esse clouset! — Larissa abriu a porta e entramos.

o nosso banheiro.

Saímos dali então e entramos em outros três quartos todos de hóspedes, todos suítes, eu estava amando tudo! E não acabava, esse apartamento era enorme.

Banheiro do andar de cima.

.

Agora era hora que eu estava bem ansiosa, o quarto do nosso bebê.

— Agora até eu tô curioso! — disse.

— Você não viu?

— Não, só eu e a Bruna. Nosso presente pra vocês, espero que vocês gostem! — Larissa sorriu.

E então entramos que cantinho maravilhoso, cada detalhe dos ursinhos de pelúcia na parede, as pedrinhas que brilhavam no teto. Toda a decoração, eu não sabia me conter com tanta felicidade. Era algo maravilhoso está no quartinho do nosso filho.

— Estou apaixonada! — Disse ao abrir guarda-roupa, tudo, e já tinham algumas roupinhas também.

— Vocês arrasaram Lari! — Luan disse. — Tá lindo!

— Demais.— ela sorriu. — Sabia que iriam gostar!

Depois de ficar mais um tempinho ali seguimos para frente onde era assim, tinha uma linda cobertura com uma vista divina!

— Ah eu amei, amei, amei e amei!

— É lindo realmente! — Larissa disse animada.

— É demais, dá pra morar nossa família aqui de tão grande. — eu ri.

— Fico feliz que tenha gostado amor, esse é o nosso cantinho.

— Eu também, demais, demais! — sorrir. — e essa porta o que é?

— Esse é o meu cantinho. — ele sorriu eu já até imaginava o que era antes mesmo de entrar.

Um lindo estúdio de onde surgiria com certeza canções maravilhosas. Enfim, nossa casa era a linda! E eu estava apaixonada por cada detalhe, cada cantinho.

Capítulo 68° — Tô a caminho.

A bexiga azul tinha subido e atrás de nós vários outras também, levei as mãos na boca emocionada. Luan me olhou sorrindo como nunca, e o abracei forte. Meu coração queria sair pela boca de tanta alegria, eu não sabia o quanto estava feliz nesse momento. Era um menino, e logo mais uma faixa caiu não sei de onde, só sei que nela estava escrito. 

Mamãe e papai, eu sou um menino, aguarde um pouquinho que eu tô a caminho. Amo vocês!

— Luan! — disse ao soltar dele.

Ele chorava emocionado nosso menininho estava a caminho, era um menino.

— Lê meu amor, obrigado por proporcionar esses momentos. Eu amo vocês! — ele beijou minha barriga e logo mais me beijou, não importava se tinha alguém ou todos estavam nos olhando, era muita felicidade dentro de mim e dele junto. Era explosões de sentimentos que nós não estávamos acreditando. Ah, como eu amo.

Saímos de trás da mesa e abracei Bruna e Larissa agradecendo elas por tudo que elas planejaram desde o começo, pois se não fosse por elas, nada disso teria acontecido. E já saberíamos o sexo. Foi uma experiência maravilhosa e eu só sabia a agradecer, a elas, ao Luan, a Deus! Só sabia que um menininho estava crescendo dentro de mim.

— Vocês merecem toda felicidade do mundo! — Larissa sorriu.

— Vocês são chatos, mas amamos vocês. — Bruna riu.

Nunca havia recebido tanto abraços, beijos, sorrisos. Estavam todos muito felizes e sorridentes, nossos pais. Era só alegria. Então a festa continuou por muito tempo ainda. A pessoas começaram ir embora mesmo às dez e meia da noite, só ficando a família do Luan, Breno, Caio, Sorocaba, Rober, Dudu, pessoas de casa mesmo. Havia ganhado muitas roupinhas, várias coisinhas lindas. Eu já havia tirado o salto já estava jogada no sofá da sala com as pernas em cima das do Luan. Todo mundo se sentou ali, uns no chão, outros no degraus da escada, outros no sofá.

— Olha a felicidade desse garoto Amarildo! — Sorocaba disse sorrindo.

— É explicita! — Amarildo disse. — Sei que ele será um ótimo pai.

— Assim como você foi pra mim pai. — ele disse.

Sorrir olhando o Luan que me olhou, alisando minha barriga.

— Essa mocinha aqui é curiosa demais, nossa! — Luan riu.

— Ué será por que né? — olhei dele para Sorocaba que riu.

— Eu vou te contar o que é ta bom? — ele disse rindo. 

— Conta, conta, conta! — disse animada. — Vocês não estão curiosos? Eu disse que tinha alguma coisa.

— Todos eles já sabem, ô curiosa.

Ele se levantou e eu continuei ali sentada esperando o que ele fosse fazer. Em casamento não seria, pois já estávamos noivos. Poderia ser uma música, mas ele nem violão pegou, fiquei intrigada ele foi até o Sorocaba que pegou algo na mão dele.

— Da pra parar com esse suspense todo? — pedi. — por favor!

Todo mundo riu.

— Amor você é a pessoinha mais curiosa que existe nessa vida toda, sabia? Mas eu te amo de todas as formas. Você sempre me dizia assim, quando tivermos nossos filhos a primeira coisa que eu quero é ter nosso cantinho. — meus olhos já brilhavam. — e você disse que não queria nada exagerado, um simples apartamento seria o necessário. E bom já que hoje é dia de muitas surpresas, vamos pra mais uma né? Sorocaba estava me ajudando a olhar um apartamento do seu jeito, eu falava com ele e ele me fala dali. E você uma curiosa não parava de perguntar nunca! — ele riu. — mas conseguimos. — ele disse me entregando as chaves é nosso!

— Eu não acredito! — pulei no pescoço dele o abraçando de uma vez. — eu amo você, obrigado meu amor.

— Eu que te amo! — ele sorriu.

— Vamos lá, onde que é? — perguntei.

— Lá no Alphaville Lê. — ele sorriu. — aguenta um tiquinho.

— Ta bom meu amor. — sorrir. — e todos vocês sabiam e não me falaram!

— Surpresa! — todos disseram rindo juntos.

 Eu não saberia explicar o quão feliz eu estava, sorria feito boba de tanta felicidade. Luan voltou a se sentar do meu lado, segurou minhas mãos e alisava.

Sorocaba me zoava por ser curiosa como a namorada dele, mas gente! 

Logo todos se despediram e eu estava tão cansada ao ponto de deitar e apagar, nem banho eu estava querendo. Luan ficaria aqui hoje. Assim que todos saíram, subimos pro meu quarto e o Luan pegou a toalha.

— Vai pro banho Le!

— Aí! Jura? — fiz biquinho.

— Ô porquinha vai logo, pra você relaxar melhor. Vai que depois eu vou e logo após te faço umas massagens.

— Hm! — disse me levantando. — adorei a ideia.

Ele riu me dando um selinho demorado e eu entrei pro banho bem relaxante. Assim que sair Luan entrou, vestir uma camisola confortável e me deitei na cama mexendo no meu celular, postei algumas fotos que tiramos avisando do bebê.

@helenamitchell: Ser mãe de menino é saber que você terá que aprender a jogar bola, brincar de carrinho, peão e futebol de botão e pensar… Por que não fiz tudo isso na minha infância se é tão divertido? É aprender o nome de diferentes tipos de caminhões, carros, aviões e demais veículos. Conhecer todos os super-heróis pelo nome, uniforme e superpoderes. Ser camarada de monstros, lobos, vilões e demais seres fantásticos, é ser pirata, motorista, piloto de avião, super-herói e dinossauro. É assumir papel de herói ou vilão, e se preparar porque a cada dia tem uma nova emoção. Ter pique para jogar bola e correr e jogar bola e correr e correr e correr e correr e correr mais um pouco. Ser mãe de menino é sentir-se uma princesa protegida de monstros e bicho papão, pois tenho um príncipe dentro de mim, que nunca me deixará na mão, é descobrir que a cor azul é tão linda quanto a rosa, ter a face acariciada e ser chamada de linda, muitas vezes ao dia. Ser mãe de menino é ouvir das pessoas que o sexo masculino é estúpido e mal educado e, provar com muito carinho que isso dependerá muito da educação que ele vai receber! @luansantana meu amor, obrigado por tudo e por ter me proporcionado esse momento tão mágico, mãe de um menino. #mãeepapaidemenino 👶👫❤

Quer nos ajudar no nome do bebê? comenta aí embaixo amores! 

— Papai de menino. — ele disse assim que saiu do banheiro, sorrindo feito bobo. Era tão gratificante, é tanto amor que não cabe no peito. Luan secava o cabelo com a toalha e me olhou ele tava com a cabeça tão longe em pensamentos. — e o nome do nosso bebê?

Eu sorrir tão facilmente de uma forma tão linda, o sorriso dele iluminou todo o quarto, o brilho nos olhos. Ele colocou a toalha num canto, e veio até a gente. Segurou minha barriga e alisava até sentirmos um chutezinho! Luan me olhou assustado e logo o sorriso outra vez apareceu em seus lábios. 

— O nosso bebê já reconhece o papai tão bem. — sorrir passando a mão por cima de onde chutava, eram chutezinhos leves. O mais lindo era que ele não estava chutando, foi só o Luan tocar que parecia um carnaval dentro da minha barriga. — ele chutou por que você tocou meu amor.

— Eu sou um cara tão feliz, Helena. 

— E eu sou a mulher mais feliz por ter você e o nosso bebê em minha vida. — sorrir, Luan me beijou tão calmamente como se não houvesse o amanhã. Finalizou o beijo com selinhos, e beijou minha barriga. — Oi lindão do papai, olha eu tô muito feliz por descobrir que você é um meninão cheio de saúde, papai já te ama demais. Mas olha o mocinho tem que se acalmar para a mamãe poder descansar, pois hoje foi um dia de muitas emoções de muita alegria. — eu sorria ao ver ele conversando com o filho. — então o papai vai cantar uma músiquinha pra você adormecer e deixar a mamãe linda descansar tá? 

Eu não conseguir conter as lágrimas eu simplesmente me emocionei com cada palavra que saia daquela boca, eu era a mulher mais realizada do mundo e já não veria a hora ver o rostinho do nosso bebê. Ele então começou a cantar a música nove meses da Barbara Dias. Ai mesmo que me desmanchei em lágrimas, a voz tão suave fez com que acalmasse nosso bebê que logo ficou quietinho e eu poderia dormir tranquila. 

— Porque você está chorando Helena? — me olhou preocupado. — Você está sentindo dor?

— Não amor, não. Só estou feliz é só isso, é muita felicidade que não cabe em mim e transborda. Posso te agradecer mil vezes e nunca sera o suficiente. Você que me deu o presente mais lindo em minha vida, e posso falar? Você é tudo pra mim e eu não me canso nunca em hipótese alguma, de repetir que você é tudo pra mim. Te amo, te amo, te amo!

— Menina do céu para com isso como diz minha fãs amor, não faz isso que eu sou cardíaco. — ele disse rindo e me abraçando. — meu maior presente é ter vocês em minha vida, pois quando não tinha você não tinha cor, não tinha graça, não éramos nós. Hoje somos eu, você e nosso bebê e eu amo isso, amo você muito, muito e muito e não me canso de dizer eu amo você. Princesa.

O abracei e ali dentro daquele abraço eu fiquei, eu queria morar pra sempre desse abraço o seu cheiro doce. Como eu o amava não estava escrito, só sei que adormeci ali nos seus braços quentinhos.

Capítulo 67° — Chá revelação

Na hora em que estávamos na porta da minha casa tinha muita gente chegando, muitos carros estacionado. Já imaginando o quão cheio estaria lá dentro. Luan me ajudou a descer do carro segurando minhas mãos, esperamos o meu sogro trancar o carro e Bruna foi na nossa frente falando que iríamos amar e não parava mais. Logo Larissa apareceu na porta antes de entrarmos.

— Nossa até que fim! — Outra rabugenta. Eu ri dela.

— Chegamos, me deixa entrar Larissa. — eu disse.

— Vai ué. — ela riu, e deixou que eu e Luan entrasse, a sala estavam cheio de amigos, parentes e familiares quanto meus e do Luan.

Fui até eles cumprimentando, abraçando todos que ali estavam. Luan também fazia o mesmo, mas era tanta gente que parei de abraçar, se não iria acabar tendo câimbra nos braços. Ao passar por todos e ir cumprimentando chegamos no lado de fora onde estava toda a decoração, pensa no quão lindo estava! Elas realmente haviam caprichado em cada detalhe, tinha de tudo na decoração os ursinhos e cima da mesa, as lembrancinhas, os doces, as cores, estava tudo tão lindo e eu já ansiosa para fazer sei lá o que, para descobrir o sexo do meu bebê. 

Elas tinham feito várias brincadeiras para que os convidados que ficassem por dentro também, e pudessem dar sugestões. Tinha um quadro negro para que os convidados colocassem seus palpites com relação ao sexo do bebê. E olha menina tava na frente, aaaah! Tinham também cartõezinhos azuis e rosa para que pudessem dar palpites de nomes para nos ajudar. Tinham plaquinhas para tirarmos fotos. Tava tudo muito, muito lindo!

— Meninas vocês arrasaram, amo vocês! — Abracei Bruna e Larissa.

— Obrigado maninha, pode falar que valeu a pena esperar.

— Valer, valeu né amor? — olhei pro Luan.

— Olha vocês arrasaram, mas o que a gente faz pra descobrir o que é logo? — Luan riu, fazendo com que todos que estavam próximo de nós também começasse a rir.

— Olha vamos com calma vocês acabaram de chegar. —Bruna riu.

— Lá vem vocês! — Luan procurava alguém. — Sorocaba chegou Lari?

— Sim, olha ele lá trás conversando com o Dudu. — Ela apontou.

— Amor, já venho!

Deixei que Luan fosse até os amigos e fui até os meus amigos. Quanto tempo não via o Léo meu Deus, o abracei tão forte que ele riu dizendo que eu iria esmagar o bebê.

— Por onde você andou Léo?

— Viajando por aí com o Rafael.

— Um casal que não se larga para nada. — eu disse rindo.

— Olha quem fala Léo, a que fica sempre junto do Luan. — Cecília riu.

— Você é atrevida hein! — olhei Luan e ele conversava entusiasmado com Sorocaba, tinha uns quinze dias que tudo era Sorocaba.

— Te falar sua casa hoje ta bem frequentada hein!  — Léo disse rindo, e olhando todos os cantores.

 — Menino você sossega, cadê o Rafael hein?

 — Ta trabalhando.  — ele deu de ombros e pegou uma bebida que um dos garçons serviam. 

 — Alguém tem que trabalhar, não é verdade?  — ele riu e me perguntou.

 — O que você tanto olha para aquele cantinho?

 — Luan e Sorocaba.  — ri.  — estão tramando algo.

 — Ah, mas isso foi desde sempre né?  — Rober chegou do nada.

 — Me diz o que é!  — pedi a Rober com uma carinha de cachorrinho abandonado.

 — Eu não.  — ele riu.  — amor vem aqui.

 — Folgado, ainda leva minha amiga!  — eu ri.

Ele riu e seguiu com Cecília.

 — Oi Lena!  — Um coro foi falado perto de mim, olhei pra trás eram Lisa, Valentina, Laura, Thomas, Heitor. 

 — Oi meu amores.  — risos.  — não tem médico hoje naquele hospital né? 

Todo mundo riu, tirei algumas fotos com alguns convidados, tinha um fotografo que me perseguia onde eu iria, ele estava ali atrás. 

 — Mas não tem mesmo você viu quem chegou?

 — Não, quem?  — olhei.

 — Olha pra porta.  — Laura disse.

Então seguir o olhar dela quando vi eram Leonan e Carlos Eduardo e minha mãe do lado, suspirei e voltei a olhar as meninas, Bruna passou perto e a puxei.

— Quem convidou os dois que estão ali na porta? — perguntei Bruna.

— Sua mãe. — ela sorriu toda inocente. — disse que era seus amigos do hospital.

— Hm, entendi. — disse. 

— Vem a Larissa foi buscar o Luan vocês tem que tirar algumas fotos.

— Beijo gente depois a gente conversa, aliás, venham todos é bom que já tiramos fotos também.

Eu fui arrastada pela Bruna e Luan pela Larissa, nos encontramos próximo da mesa novamente, ele me abraçou.

— O que você tanto fala com o Sorocaba hein?

— E porque a mocinha é tão curiosa hein? — ele riu.

— Ô amor!

— Ô curiosa! — nós rimos e a foto que eles tinham acabado de tirar com certeza teria ficado linda, bem descontraída. Olhamos então para a câmera, tiramos algumas fotos, Luan beijando a barriga. Pegamos algumas plaquinhas escritos é menina?  ou é menino? Ah! Ansiedade estava matando e eu não aguentava mais esperar. Depois de quase um book feito ali, vieram alguns convidados tirar fotos com a gente. Meus pais, pais de Luan, tios e tias, primos.

— Helena, quanto tempo! — Dudu apareceu, logo atrás Sorocaba.

— Oi Dudu, tô sempre aí trabalhando. — risos.

— Helena! — Sorocaba com aquele vozeirão disse. — Mas cê tá bonita hein! Com todo respeito né amigão? — ele riu abraçando o Luan. 

— Obrigado Sorocaba, mas me diz… — Luan começou a rir antes mesmo de eu perguntar. — O que você e o Luan estão fazendo?

— Ué, nada. — ele riu.

— Como nada? Vocês não me enganam.  — eu disse. Ele ignorou e riu, chamou uma moça loira que o acompanhava para me apresentar sua namorada.

— Helena essa é Manuela minha namorada.

— Prazer Manuela, tudo bem? — sorrir.

— Tudo ótimo Helena, um prazer te conhecer. — ela sorriu.

— Igualmente. — sorrir. — venham pra foto! 

Tiramos umas fotos e logo em seguida saímos dali para comer também, eu e o meu bebê precisávamos comer. 

— Olha eu tô começando a achar que seja uma menina hein! — Dr. Carlos Eduardo chegou junto de Leonan, Luan olhou pra quem falava e me olhou.

— Será? Instinto de pediatra? — sorrir, cumprimentando eles. 

— E o instinto da mamãe qual é? — Dr. Parker me olhou.

— Menino. — risos. — O Luan também né amor? — chamei Luan pra conversa. 

— Um meninão pra cantar comigo nos palcos. — Luan sorriu. 

— Bom deixa eu apresentar vocês. — disse.— Dr. Carlos e Dr. Parker esse é o Luan meu noivo, e Luan são os Drs. que trabalham no hospital.

Vi que de longe Laura, Lisa e Valentina olhavam para onde estávamos. Momento histórico talvez? Eu estava bem nervosa, aliás, Luan não gostava do Dr. Parker só pelo fato de uma vez ter almoçado com ele, sendo que nem junto com o Luan estava ainda. Também não só por isso, mas pelo fato deles sempre me tirarem do meu momento de descanso ou quando estou com o Luan.

— E aí cara! — Luan cumprimentou Leonan primeiro. — tudo bom? Um prazer conhecer vocês. — como ele poderia fingir tanto, eu gargalhava por dentro.

— O prazer é meu Luan! — eles disseram.

Trocaram mais algumas palavras e logo saíram e foram conversar com os meninos, Thomas e Heitor. Luan andando comigo do meu lado.

— Nossa, ele aqui? — ele me olhou.

— Tão surpresa como você. — disse rindo. — como consegue fingir tão bem?

— Cala a boquinha amor. — ele riu me dando um selinho demorado. 

— Minha filha vem comer, você e o Luan. 

— Estamos indo mãe. — risos.  

Então paramos para comer e estava muito bom. 

— Hoje a noite será só de emoções. — Luan sorriu. — Surpresas!

— No plural? — eu olhei.

— É uai. — ele riu.

— Amor para de me deixar mais curiosa, pelo amor né. — eu disse rindo.

— Você que tem que deixar de ser curiosa, aliás, você ta me fazendo esperar um mês praticamente para descobrir qual o sexo do bebê. Isso é ta me matando! — ele riu.

— Não é só você.

Minha mãe e sogra olhavam para nós dois e riam. 

— Vocês estão rindo? Ele ta tramando algo com o Sorocaba há tempos! — estralei os dedos.

— Vamos logo! — Bruna disse.

— Agora? Vamos! — me levantei tão rápido que tropecei e Luan me segurou.

— Devagar né Lê. Vamos!

Então saímos até onde todos estavam, ansiosos esperando pelo resultado do que seria. As meninas colocaram 4 balões na mesa, dois rosa e dois azuis, o segredo de tudo era cortar as cordinhas juntas e o que voasse seria o certo e então descobriríamos. 

— Vocês entenderam? — Bruna nos olhou, após ter explicado.

— Sim cadê a tesoura? — Luan gritou.

— Lá na mesa vão. — ela riu.

O fotógrafos já se preparavam para tirar várias fotos e Luan segurou os balões todos juntos e eu estava com a tesoura. Antes de eu cortar eu olhei pra todo mundo.

— Gente antes de cortar as cordinhas e descobrirmos e continuarmos a festa… — risos. — Eu queria agradecer a todos vocês que separaram um tempinho pra gente. A minha família, a família do Luan que saiu de longe, aos nossos amigos, todos vocês. Só quero deixar nosso muito obrigado! Agora eu acho que podemos amor.. — disse à Luan.

— Já passou foi da hora né Lena.— ele riu. — vamos logo que eu tô ansioso, fotógrafos preparados? É UM, É DOIS… — como ele era bobo, todo mundo ria.

Peguei a tesoura então e cortei as cordinhas e ficamos maravilhados com a que subiu. 

 

Capítulo 66º – Ansiosos

Então eu entrei e fui recepcionada por Henrique e Diogo meus primos.

– Oi gente! – disse fechando a porta e logo também apareceu Cauã.

– Oi Helena! – ele disse rindo.

– Vou me arrumar rapidinho eu juro. – risos.

Cumprimentei meus primos e meu tio que estavam com eles. Conversei por alguns minutos e depois subir para tomar um banho, antes que Cauã ficasse me apressando, aliás, odiava que me apressassem. Terminei meu banho e me vestir, sequei os cabelos rapidamente, fiz um make bem linda e estava pronta. Desci e tomei café com todo mundo, meus primos iriam ficar, então chamei eles para irem nas fotos, logo toparam. 

No caminhondaa fotos Cauã passou na casa de Lisa, para pegá-la, assim que paramos passei pro banco de trás com os meus primos. Logo Lisa entrou nos cumprimentando, e foi me contando as novidades do hospital hoje, já que ela tinha ido.

‪– Que tal uma a gente fazer uma baguncinha diferente hoje hein? – Lisa olhou pra todo mundo.

– Tipo? – Henrique perguntou o que todo mundo queria saber.

– Sei lá. – ela riu.

– Não te entendo Lisa dar ideia, mas não completa. 

 – Essa sou eu. – olhou para Cauã que sempre que queria falar levantava o dedo, pois nós duas nunca o deixava falar.

– Fala Cauã. 

– Pensei num churrasco, umas cervejas e muita conversa.

– Olha legal, poderíamos chamar as meninas e os meninos do hospital, o que vocês acham? – olhei meus primos que concordaram também, e então estava decidido. Liguei para meu pai, ele disse que cuidava de tudo, assim que chegasse do restaurante.

Ao chegar no local das fotos as meninas já foram me puxando de um lado, fizeram uma make, deram um trato no cabelo. E eu vestir algumas peças de roupas, onde era fotografada. Cada foto mais linda que a outra é os looks? Eram apaixonantes! Eu amava o que fazia.  Bom depois de quase uma hora e meia só de fotos, estávamos de frente pra praia fomos andar um pouquinho.

– E o Luan Helena? Ele tá sumido! 

– Bom estávamos juntos mais cedo, ele foi agora pouco pro Rio. Show é lá hoje.

– Lá na cidade né? – Diogo me olhou.

– Ah, verdade, onde vocês moram. 

– Rique tira uma foto minha vai! – passei meu celular pra ele.

 

            @helenamitchell: 🌤💦❤️

Ficamos ali andando pela praia, conversando, mas logo era hora de voltarmos. Ao chegar meu pai já tinha começado era do churrasco, fui lá em cima tomei um banho e assim que eu sair do banheiro, meu telefone tocou.

– Oi princesa, tá bem?

– Sim meu amor, já com saudade, mas estou bem. – sorrir, ao lembrar da nossa noite na casa de campo.

– Eu também tô morto de saudades da minha menina, e do nosso bebezinho. 

– Te amo. 

– Linda, tá fazendo o que?

– Bom acabei de tomar um banho, estava nas fotos. E agora tem uns amigos vamos fazer uns churras e bater um papo. Corre pra cá!

– Para que eu largo tudo e vou. – ele riu.

– Amor, vou conversar com o Sorocaba ali, um trem importantíssimo. – ele disse. – antes que ele vá embora e me deixe sem resposta, depois te ligo.

– Tá bom amor, beijo.

Desci para a área de churrasco e a galera já tinha chegado, abracei todos eles. Ficamos conversando, e todo mundo já me dizia estar animado para descobrir o que era o bebê uma menina ou um menino. Todos já estavam com os convitinhos em mãos, já animados para o dia. 

Se eles estavam imagina eu? Que estava carregando em meu ventre, sem poder saber se é uma menina ou um menino logo para comprar o enxoval, planejar todo quartinho, mas também teria que esperar pra isso. 

Tirei foto com todo mundo, e postei no Instagram. Aliá, tinha tanto tempo que não postava nada que as pessoas sempre me cobravam de postar sobre a gravidez, ou até mesmo sobre roupa, moda. O que eu estava usando na gravidez, quais eram mais confortáveis e etc. 

Muitas lojas sempre me mandavam mimos, roupas, sapatos e várias outros acessórios. Eu amava! 

Luan depois ligou outra vê perguntei para ele sobre o Sorocaba, ele não quis me dizer nada. Disse que não era importante, e geralmente ele conta tudo. Ah! O que o Luan tá tramando?

(…)

–Helena para de me ligar, você está me atrapalhando!  – Larissa estava organizando o chá na minha casa junto com Bruna, elas me tiraram de casa cedo para arrumar tudo.

– Eu esqueci meu sapato que eu quero usar! – disse apreensiva.

– Aí na hora que você chegar você calça, qual é? Vou deixar na porta.

Disse para ela qual era e ela não me deixou dizer mais nada, e desligou o celular na minha cara.

– Aí! Ela é uma bruxa. – disse ao me sentar na cama do Luan.

– O que foi amor? – ele ria do meu estresse que estava mais que o normal de uns dias pra cá, ele deixou o celular e veio até mim.

– A Larissa me irritando, ainda bem que é hoje que eu descubro o que é nosso neném.

– Tô bem ansioso. 

– Não fala não amor, pelo amor de Deus. Quero saber logo o que é meu nenê.

– Helena! – a sogra me chamou.

– Já vou. – dei um selinho no meu menino e desci.

Vi que o celular dele tocou.

– Fala Sorocaba! – ele disse, esses dia Luan estava conversando demais com Sorocaba, e estava me deixando muito intrigada. 

Desci e deixei ele lá, cheguei na sala e sogra me entregou uma grande caixa. 

– Chegou pra você! 

– Pra mim? – ri.

– Sim, diz que é pra usar hoje. – ela sorriu. – tem um cartãozinho olha!

Sogra me entregou o cartão, era de uma das lojas que eu tinha sido modelo há uns meses atrás. Peguei a caixa e abrir, era um lindo vestido longo.

– Aí que lindo! – disse ao abrir o vestido e ver todo o detalhe do próprio. 

– Lindo mesmo, vai destacar bastante a barriga Helena.

– Sim Mari, que lindo. Luan! – chamei. – traz meu celular, por favor. 

– Você vai me fazer levantar? – ele gritou do quarto.

Sogra negou rindo.

– Você vai me fazer subir escada? 

Não disse mais nada e logo ele apareceu no topo da escada com meu celular na mão. Veio sério, e assim que ele me entregou dei um beijinho nele.

– Que trem é esse aí? – ele disse se sentando no outro sofá da sala. 

– Um vestido que ganhei pra usar hoje. Aliás, você já sabe o que vai vestir?

– Não. – ele disse pensativo. – mas você e a mamusca vão me ajudar.

– Luan meu filho como você é tranquilo. – ela riu, pra não dizer outra coisa. 

Então comecei a gravar stories agradecendo a loja pelo vestido, também divulgando para os meus seguidores. Ao terminar, eu, Luan, Mari e Amarildo fomos almoçar num restaurante no Alphaville mesmo.

Já eram quase três quando saímos do restaurante, o chá revelação seria as 16:30hs. Chegamos e deitamos um pouco, logo Bruna chegou no quarto.

– Eu não acredito! 

 Luan que mexia no celular apenas olhou por cima da tela, ergueu uma das sobrancelhas esperando Bruna terminar a frase.

– Vocês nem tomaram banho ainda?

– Ué! Tá cedo. 

– Bru, nós já vamos. – sorrir. – Relaxa, pois já tô ansiosa demais.

– Então levantem e vão se arrumar.

– Já vamos. – Luan riu e voltou a mexer no celular.

Bruna saiu do quarto murmurando, eu ri da impaciência dela. E me levantei indo pro banheiro, tomei um banho e, enquanto eu tomava meu banho Luan entrou também pra me mostrar uma camisa.

– Alô! Privacidade a gente se ver por aqui. Só que não né! 

– Você é maravilhosa viu mulher, aí não.

– Luan vaza daqui! 

– Eu quero ajuda amor.

– Deixa lá em cima, depois a gente olha isso. 

Ele revirou os olhos e saiu do banheiro, terminei meu banho. E assim que sair enrolada na toalha ele me olhou.

– Agora pode me ajudar?

– Posso criança, no que te ajudo? 

– Essa camisa e essa calça, essa amarrada na cintura e essa jaqueta, esse coturno.

– Pra que tanta blusa num look só?

– É estilo!

Eu ri dele e concordei com o look, e ele logo entrou no banho. Vestir o vestido, que havia ficado maravilhoso, destacou bem minha barriga que estava bem grandinha. Aliás, eram cinco meses. Eu já não via hora de arrumar o quartinho, comprar roupinhas, acessórios, saber o sexo do meu bebê.

– Posso entrar? –Bruna bateu na porta.

 – Pode. 

Ela entrou com meus sapatos.

– Que vestido maravilhoso!

– Ganhei. – sorrir. 

 – Vem se maquiar, arrumar o cabelo. 

Seguir Bruna até o quarto dela que fez uma make, e arrumou o cabelo. Logo estava prontíssima e linda. Pedi Bruna que tirasse uma foto e  postei. 

@helenamitchell: Eu tô pronta para descoberta de hoje! 😱👶🏼 Olha esse vestido maravilhoso que ganhei para o chá revelação do nosso bebê hoje. Eu tô apaixonada por cada detalhe, muito obrigado @misyoulojas pelo lindo presente, eu amei! Agora vamos ali descobrir, pois estamos morrendo de curiosidades. E vocês o que acham, é menina ou menino? Deixem nos comentários! 💘👶🏼🤷🏻‍♀️

– Tô pronto, nossa Helena! 

– Tô bonita?

– Você está maravilhosa. – me beijou.

– Vamos, pois vocês já deveriam eram estar lá! 

Capítulo 65º – Juntinhos 

O jantar acabou nos deliciamos de tudo. Chamei Luan para que a gente pudesse ver um filme juntinhos. Troquei de roupa, entreguei a dele também que havia trago na mochila, peguei um cobertor. Dentro do frigobar peguei as sobremesas deliciosas que D. Irene tinha feito. Quando voltei na cama ele já estava sentado coberto e mexendo no Netflix escolhendo um filme.

– Cê quer ver o que princesa?

– O que você quiser amor. – disse, me sentei debaixo das cobertas apaguei a luz, me encostei na cabeceira ao lado do Luan. – aqui amor. – entreguei pra ele.

– Hm, parece ta muito bom.

– Ta maravilhoso. – risos. –aliás, eu com doce sou suspeita a falar né amor?

– E como Lê. – ele sorriu me abraçando e o filme que ele havia escolhido começou, A Teoria de Tudo esse era o filme.

(…)

Acordei com um celular tocando, quando vi era o do Luan. Ele ainda dormia ao meu lado, peguei o celular dele e era o Rober.

– Alô. – disse baixinho e com aquela voz rouca.

– Helena? Bom dia, cadê o Luan?

– Bom dia, você me acordou. – ri. – ele ta dormindo.

– Não deixa ele atrasar, por favor, temos que sair às três da tarde hoje. – ele me implorou.

– Não vou deixar ele atrasar, ainda são.. – tentei olhar as horas. – nove e meia, chegaremos ai pro almoço.

– Obrigado, confio em você.. só não sei se deveria! – ele riu. – tchau.

– Ei! – ri. – tchau!

Desliguei o celular e coloquei o celular dele na escrivaninha do lado, me espreguicei e fui para o banheiro, lavei meu rosto, escovei os dentes. Nossa meu cabelo estava horroroso! Apenas juntei fazendo um coque e sair do quarto. Ao chegar na cozinha dona Irene tinha feito uma linda mesa de café da manhã, com muitas frutas, bolo, biscoitos, sucos, café, chá. Que delícia! 

– Bom dia Irene! – ela sorriu me olhando.

– Bom dia minha linda, tudo bem? Como dormiu?

– Perfeitamente! – sorrir.– Ah, obrigado pelo jantar maravilhoso de ontem, e aquela sobremesa? Hm, estava divina! 

– Ah, que maravilha! Que bom que você gostou Helena, sempre que precisar é só me dar aquele toque viu?

– Obrigado Irene, sei que posso sempre contar. – disse abraçando-a. – vou tomar meu café.

– Fica a vontade, se quiser que faça mais alguma coisa me peça.– ela disse.

– Não, tá tudo muito bom. – sorrir.

– O que vai querer pro almoço?

– Sem almoço.  – fiz biquinho.

– Poxa, porque Helena?

– Temos que voltar logo pra São Paulo, Luan tem show hoje e Rober que trabalha com ele já me ligou. – rindo.

– Poxa, pensei que iriam ficar o final de semana todo.

– Não. Depois voltaremos com mais tempo.

Enquanto tomava meu café da manhã fui conversando com Dona Irene, que me contava como estavam as coisas pela por aqui. Assim que terminei o café fui no celeiro para ver o Seu Zé, batemos um papo bom por algum tempo. Depois resolvi voltar pra casa.

Andando mais a frente esbarrei em alguém de uma vez, a mesma pessoa me segurou para que evitasse que eu caísse. Um homem forte, loiro, dos olhos claros, aparentava ter uns 28 anos e era bem bonito. 

– Moça pelo amor de Deus, desculpa. – ele disse. – tá tudo bem?

– Relaxa tá tudo bem.– risos. – foi só o susto.

– Alessandro! – Seu Zé logo chamou o próprio.

– Desculpa mesmo. – ele disse e eu assenti, e ele seguiu até Seu Zé.

Continuei andando até a casa e peguei algumas flores no jardim, entrei e fui até a cozinha. Peguei uma bandeja e comecei a preparar um café da manhã pro meu amor. Coloquei um pouquinho de tudo, e enquanto eu preparava, dona Irene dizia o quanto achava lindo o meu amor e do Luan. Assim quando terminei, peguei um pouco de água, e curiosa perguntei.

– Um moço alto loiro andando por aí é quem? – olhei D. Irene.

– O Alessandro? – risos. – conheceu meu neto.

– Esbarramos sem querer. – ri. – nossa, mas como ele tá diferente. Me lembro dele bem novinho.

– Mas olha você também Helena, muito diferente, linda! – ela sorriu.

– Obrigado. – sorrir.

Peguei a bandeja e fui pro quarto, Luan não estava na cama e sim na sacada olhando a paisagem.

Deixei a bandeja na cama e fui até ele, abraçando por trás. 

– Bom dia meu amor.

– Bom dia princesa, acordou tem muito tempo? – ele se virou pra mim e me abraçou.

– Uhum. – risos, dei um beijinho. – trouxe um café pra você vem!

– Mas eu que deveria ter trago o seu. – ele disse ao ver a bandeja.

– Ei a surpresa do fim de semana foi minha. – ri. 

– E eu amei.

– Eu também, te amo demais meu amor.

– Não mais do que amo vocês. 

Ele se sentou e tomando seu café, conversávamos. Disse que Rober tinha ligado pedindo para que não deixasse o atrasar. Depois de tomar o café fomos tomar nosso banho e nos trocar para irmos pra casa, Luan ainda tinha que viajar, e eu ficar atoa em casa mesmo. Estávamos prontos, peguei a mochila, celular e os carregadores e descemos para sala.

– Bom dia D. Irene. – Luan abraçou ela. – olha obrigado por ontem viu? 

– Que nada Luan! Uma pena vocês não ficarem mais.

– O trabalho me chama, mas logo a gente volta.

– Vou esperar, vou levar vocês lá fora. – ela disse enxugando as mãos num pano e saímos rindo do Luan contamos umas coisas nada haver. Na frente de casa ao descer as escadas estavam Seu Zé e o neto Alessandro, cumprimentamos e despedimos deles. Seu Zé dizia para Luan ficar e montar nos cavalos que sabia que Luan adorava tudo isso. Notei que Alessandro me encarva demais, me deixando sem jeito. Logo entrei no carro e Luan também, colocando o cinto e acelerou, daqui uma hora estaríamos em casa. 

Na estrada fomos brincando, rindo, conversando. Luan a cada cinco minutos dizia que me amava, e eu me apaixonava a cada cinco minutos a mais por ele. 

Com uma hora certinho Luan estacionou em frente a casa dele, ele disse que pra terminar o dia eu teria que almoçar junto com ele. Entramos na sala e Bruna brincava com o Puff.

– Bom dia Bru. – sorrir.

– Bom dia Lena, Lu!

Ela nos abraçou.

– Oi maninha, cadê a mamusca?

– Eu estou aqui. – ela descia as escadas. – estava arrumando sua mala, vou preparar o almoço. Bom dia!

– Bom dia Mari. – sorrir.

– Oi minha querida, tudo bem?

– Tudo ótimo, vou ajudar você na cozinha.

– Não precisa. – ela disse sorrindo, eu fui atrás.

– Precisa sim. – risos.– O que a senhora precisar me diz.

– Ótimo Helena.

Amarildo logo apareceu me cumprimentando e todos se sentaram na cozinha para conversar. Comecei a ajudar a sogra com o almoço, Bruna me olhou.

– O que irá fazer esse fim de semana?

– Pretendia dormir, piscina, dormir e dormir, comer. – ri.

– Nossa Helena! – ela riu.

– Bom hoje eu vou viajar com Larissa e os meninos pros shows.

– Que lindo, vão me deixar?

– Precisando arrumar umas coisinhas Lena, sobre o chá.

Legal, passaria o fim de semana sozinha. Aliás, iria fazer algo sozinha eu não iria conseguir. Colocava a mesa para almoçarmos, enquanto Marizete me contava de quando Luan era criança, eu amava essas histórias. Ficava tentando me imaginar mãe de um garotinho parecido com o Luan, alisei minha barriga e meu celular logo tocou.

– Passo na sua casa às cinco, não esqueça das fotos!

Pütz! Eu já tinha me esquecido há tempos das fotos. 

– Tudo bem Caua, te espero lá em casa. Beijos!

Desliguei o celular.

– Nossa, tinha me esquecido que tenho umas fotos hoje. – ri.

– Aqui mesmo?

– Aham, aqui mesmo. – respondi a sogra, Luan entrou na cozinha já todo arrumado, bonito. – me pergunto todos os dias, sogrinha como pode ser tão lindo? 

Ela me olhou sorrindo, e ele ergueu uma das sobrancelhas esperando a resposta da mãe. 

– Helena nem eu sei, só sei que eu amo muito.

– Disso também eu tenho a certeza.

– As duas mulheres mais importantes da minha vida, ah como eu amo vocês. – ele abraçou a mãe.

E em seguida me puxou me abraçando e dando uns beijinhos. Sussurrou baixinho te amo e ficamos abraçadinhos, enquanto Mariete colocava as travessas na mesa para almoçarmos.

Um almoço muito cheio de amor. Sogra me tratava como uma filha, Amarildo também desde que os conheci. Conversamos sobre o show do Luan hoje que seria em Cuiabá, conversamos tanto sobre tantas coisas.

(…)

– Vai ficar tudo bem? – ele me olhou assim que me deixou na porta de casa.

–Sim meu amor, vou me arrumar e vou esperar Cauã, vou tirar umas fotos.

– Tudo bem, eu te amo, amo você meu neném. – beijou minha barriga, na hora o Rober tirou uma foto de onde ele estava da cena, com certeza tinha ficado muito linda.

– Quero essa depois. – sorrir. – vai com Deus, bom show, se cuida tá bom? Qualquer coisinha a qualquer hora me liga. E vai com Deus meu anjinho, que ele te proteja!

– Fica com ele. – Beijou minha testa, e logo um beijo longo em meus lábios, pena que Rober tenha atrapalhado e ele logo se foi entrando naquele carro. Fiquei ali fora olhando o carro até sumir na esquina, parecia que ele iria ir e nunca mais iria voltar.