Capítulo 87° — A babá

  As primeiras semanas do resguardo foi muito tranquilo. Theo um doce de criança, só chorava quando sente alguma dor, fora isso é um anjinho. Marizete e Léo viviam comigo agora também me ajudando, eram minha mão direita em tudo. Se eu precisasse dar uma saída poderia contar com eles. Luan chorou bastante por ter que ir pros shows ele dizia sentir muita falta, e ele também ajuda demais quando está em casa, sem falar nas trocas de fraldas que ele mandava bem. Fizemos um ensaio fotográfico com o Theo, pensa numa coisa fofa! Ah apaixono cada vez mais.  As tias babonas, os avôs também viviam paparicando o Theo, nunca vi menino mais paparicado iria sofrer com ele manhoso? Iria sim! Mas amo quando todos mimam, minha mãe sempre diz “vocês vão estragar esse menino!” certeza que sim, mas não tem como!

   Se passou um mês depois que Theo nasceu hoje sexta-feira completa um mês de vida. Hoje em São paulo o calor estava demais e estávamos juntos Marizete e Léo para me ajudar na escolha de uma babá pro Theo. Eu não queria, sinceramente, mas todo mundo dizia que eu tinha que arrumar para que me ajudasse e claro não iria ser sempre que Marizete poderia vir me ajudar e o Léo está sempre aqui, mas me ajudando com as escolhas de roupas, que aliás, na semana que vem já voltaria a tirar algumas fotos.

— Lê vem quantas hoje? — Léo mexia no clouset guardando umas peças novas e montando look junto com Marizete para o Luan. — O que você acha desse Zetinha? 

Ele é louco, faz pergunta pra mim pra Mari ao mesmo tempo. Ri, enquanto amamentava o Theo.

— Achei muito lindo a cara do Luan, mais um montado! — Ela disse sorridente.

— Hoje vem quatro meninas depois do almoço. — disse. — será que vou gostar de alguma?

— Temos que escolher uma que seja boa, que lhe traga confiança Lê. — sogra disse sorrindo.

— O difícil é a confiança.

— Mas isso é com o tempo Helena. — Léo disse. — Até porque nesses primeiros meses vamos estar sempre por perto dela, ai você irá tomando confiança e tal.

O Léo tem razão Helena! — Marizete disse ao terminar de arrumar mais um look. — Vamos te ajudar!

Theo tinha acabado de mamar, coloquei para arrotar e assim que escutei deitei ele no meio da cama ao redor dos travesseiros. 

— Eu agradeço de verdade, vocês sabem as recomendações que o Luan passou né? — ri. 

— E as suas quais são?

— Não quero babá novinha não! — disse fazendo bico e sogra riu.

— Ai Helena como você é boba minha filha! — ela ria.

— Essas menininhas novinhas, vai saber né?

— Luan te ama meu amor! — Léo disse.

— Disso eu não tenho dúvida, não confio são nessas mulheres mesmo. — alisei o rostinho do meu bebê. — Tá fazendo um mês hoje, está passando rápido né?

— Demais olha como ele ta grande e gordinho! — Léo disse.

— Mas toda hora que ver ta dormindo e mamando. — Sogra riu. — esse come igual o pai.

— Sim verdade. — ri.

— Helena, Marizete e Léo venham almoçar está na mesa. — Isaura disse da porta do quarto.

— Já estamos indo. — dizemos juntos e eles desceram na frente.

Eu tirei uma foto do meu bebê e postei.

“Pois é filho, muitos dias se passaram desde o nosso primeiro olhar, e eu me apaixono cada dia … Hoje meu pequeno príncipe completa um mês de vida. Você veio como benção e eu tenho certeza que abençoará a vida daqueles que cruzarem seu caminho. Você já tem feito isso agora, sem saber. Imagina quando tiver a capacidade de escolher fazer alguém feliz através de atitudes. Eu darei o meu melhor para que a sua visão de mundo seja fazer dele um lugar melhor, apesar de tanta desesperança, espero que consiga te ensinar a não desistir. Como eu tenho feito. Nesses 30 dias eu e papai aprendemos muito, obrigada por nos ensinar! Obrigada por mudar a nossa história e parabéns pelo dom da vida! Nós te amamos Theo! @luasantana 😍👶❣ Estaremos sempre ao seu lado. (comamormamãe). #Theoummês #ummêsdeamor

@luanvida: AAAA que Deus abençoe esse neném mais lindo do mundo! Parabéns Theozinho ❣

@luancaminho: QUE NENÉM LINDO! ❣❣

@luansantana: O presente mais lindo que Deus me deu. AMO VOCÊS ❤

@roberlelis: Que lindão! ❤

@lisawilson: Ahh que saudades, tá tão lindo. 

@heitorhernandez: O garotão bonito, esse vai ser galã! Hahaha, saudades Dra! 

@brusantanareal: Titia ama muitão! 

Desci junto com o Theo e coloquei dentro do carrinho ao meu lado na sala de jantar, onde Marizete e Léo me esperavam. Começamos a almoçar e estava divino! Depois do almoço teve sobremesa sim!

— Daqui uns dias eu saio r0lando dessa casa! — Léo riu.

— Nós dois. — ri. — como é difícil né? Isaura manda muito bem!

— Verdade, por isso que Luan ta a cada dia mais fofinho.

Eu comecei a rir bastante com o que a sogra disse, não me aguentei de rir.

— Mas aquele ali come mesmo Marizete! — Isaura riu. — Ele disse pra mim assim semana passada depois de uma reunião que ele chegou. Izinha tô morto de fome faz aquele bolo de chocolate pra mim.

— Folgado ele! — Marizete disse rindo.

— Mas a Isa faz tudo que ele pede ué.

— Mal acostumado! — Léo riu. — Que horas são?

— Quase duas. — Isa disse.

— Temos que nos preparar a primeira menina deve está chegando.

— Vou colocar o Theo no quartinho e troca-lo. Eu já volto, licença.

— Espero vocês na sala. — Marizete sorriu.

Subi e troquei a fralda de Theo ele estava tão quietinho que resolvi deixar ele lá, puxei a corda de uma caixinha de música que tocava bem baixinho e suave e ele ia fechando os olhinhos conforme a música tocava. Léo me chamou e descemos ao chegar na sala a menina já tinha chegado. Aparentava ter uns trinta anos, morena dos olhos verdes, muito bonita por sinal, hum não sei se gostei.

— Olá boa tarde! — disse entrando na sala onde ela conversava com Marizete.

— Oi você é a Senhorita Helena né? Prazer Emanuella! — Ela estendeu a mão.

— Prazer Emanuella, sim sou eu. — sorrir. — Só Helena, por favor. — peguei na mão cumprimentando-a.

— Ah desculpe! — ela sorriu.

— Senta! — sorrir. — Aceita uma água, qualquer coisa? — ela sorriu.

— Não, no momento nada obrigado.

— Bom Emanuella como você já conheceu essa é minha sogra avó do Théo Marizete e esse é o Léo amiga da família, a Isaura que te atendeu na porta já trabalha com a gente, fazendo mesmo as coisas da casa. E estamos a procura de uma pessoa para cuidar do Theo, ele tem um mês e essa pessoa passará a ficar com a gente aqui sabe? Eu sou médica ainda estou de licença, só que também trabalho como modelo e pretendo voltar logo. — sorrir. Ela prestava bem atenção. — E você sabe quando se trata de filho é algo que temos que ter uma responsabilidade enorme. 

— Claro. — ela assentiu.

— Bom vamos começar com algumas perguntar, ok?

— Ótimo Helena!

— Bom vejo aqui que seu nome é Emanuella, tem 29 anos, formada em enfermagem. Você tem experiência, já fez cursos para ser babá?

— Curso para babá não. Eu como você viu aí sou enfermeira formada e tenho uma base de como cuidar de bebês, tenho um amor muito grande por crianças, quanto que deixei logo a enfermagem para vir a essa entrevista. — ela me olhava. Eu então prestava bem atenção nela. — Eu já olhei duas crianças, uma de um ano e a outra de cinco.

— Você saiu ou eles te dispensaram?

— Eu sair por causa da faculdade, não tinha como estudar e tomar conta das crianças.

— Você é casada? Tem filhos?

— Não, solteira. E não tenho filhos.

— Experiências com bebês só mesmo a enfermagem? — Marizete perguntou.

— Sim, somente lá onde aprendemos a base de tudo. — ela arriscou a sorrir.

— Saber cozinhar e cuidar da roupa, lavar, passar?

— Sim sei cozinha, lavo, passo.

— Fuma?

— Não.

— Como você sabe Theo é filho do Luan Santana cantor. Shows sempre, ás vezes viajamos com ele por uma semana ou até mais. — Léo disse. — Qual sua disponibilidade de trabalho? Em uma emergência, você poderia dormir em casa ou viajar com eles no fim de semana?

Olhei para o Léo e sorrir, esse é meu amigo! Marizete sorriu assentindo.

— Sim! Eu tenho disponibilidade, sei das condições de vocês e do que precisam. Se quiser que eu fique aqui nos fins de semana com o Theo, fico tranquilamente. Não há problemas! 

— Ótimo!  É paciente e carinhosa? É brincalhona? É assídua e pontual? Tem bom relacionamento com os outros?

Ela foi respondendo tudo e bom ela tinha sido boa, quando acabou com ela chegou as outras três juntas. Com cada uma de casa vez fizemos as mesmas perguntas para elas e todas responderam. A que mais me conquistou foi Rafaela de 38 anos formada em psicologia e Emanuella. Disse a todas que veria o currículo e ligaria depois. 

 

— Ufa! — Disse indo até o quarto do Theo que chorava, com certeza estaria com fome. Voltei para sala onde Marizete e Léo tomavam café da tarde, junto com Bruna que acabara de chegar. — Oi Bru!

— Oi Lena! Oi amor da titia, feliz um mês. — ele beijou a cabecinha do Theo e se sentou. — E então e a babá?

— Ficou entre duas né Helena? — Marizete me olhou. — Também gostei delas. E aí?

— Olha gostei da primeira, Emanuella né? — Léo disse. — Poderíamos fazer um teste?

— Ótima ideia Leo! 

— Isso assim você ver qual das duas se sai bem! — Marizete sorriu.

— Quero ajudar supervisionar também. — Bruna disse.

— Uma semana cada uma? — olhei para eles.

— Sim, ótimo! Liga pra Emanuella primeiro e pede ela pra vir semana que vem.

— Ótimo, amanhã ligo.

Tomamos nosso café tranquilamente.

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Capítulo 86° — Todo cuidado é pouco

— Oi meus amores, acordei e logo vir visitar vocês. — ela me abraçou dando dois beijinhos no meu rosto e entregou uma caixa de presente para o Theo.

— Não precisava Bru! — sorrir. 

— Quero segurar meu neném. — ela disse. — Ah espero que você goste, é lindinho e ficará um amor no bebê. — ela sorriu. — onde tem álcool e gel pras mãos. 

— Ali. — apontei, enquanto com uma mão segurando o Theo e a outra ia abrindo. — É lindo! 

— Não é? — ela sorriu esfregando as mãos uma na outra. — Posso pegar? — ela apontou o sobrinho.

— Claro Bru. — Ela então pegou o pequeno.

Me levantei com um certo cuidado e Luan veio entrando no quarto.

— Ei! Onde você pensa que vai?

— Abrir a cortina Luan. — disse revirando os olhos. — eu já estou bem! Senta Bru, fica a vontade!

— Obrigado Lena. Você viu as lembrancinhas?

— Um amor! você e a Lari arrasaram, nem estava me lembrando sério.

— E esse neném que só fica no colo? — Arleyde entrou no quarto.

— Lelê! — Luan sorriu e eles se abraçaram.

— Olá Arleyde, tudo bom?

— Tudo minha querida, e você sentindo dor? Aproveitei que estava no escritório e vim ver vocês.

— Só uns desconfortos. — sorrir me sentando na cama. — Fica á vontade!

— Ele é lindo, parece demais com os dois. — ela sorriu vendo Theo nos braços de Bruna.

— Parece mais com a Lê, olha o olhão dele azul. — Luan sorriu todo bobo.

— Que Deus abençoe. — ela sorriu. — E como foi o parto?

— Foi até tranquilo né Luan?

— Ai me doeu ver a Lê sentindo dor daquele jeito Lelê. Ela apertou tanto as minhas mãos. — Luan riu.

— Mas valeu a pena né? — sorriu.

— Não quer pega-lo? — Luan sorriu.

— Pode Helena? — ela me olhou.

— Ué, mas é claro. — ri.

— Onde tem álcool?

Luan a mostrou e ela logo estava com Theo nos braços. Ela também me entregou uma caixa linda com uma roupinha dentro. Agora só o meu bebê ganharia presente. 

— Tira uma foto aqui Luan! — ela pediu.

Depois dela sair do quarto eu me sentei e voltei a conversar com a Bruna. E Luan logo voltou dizendo que o almoço estava pronto e que todos já estavam sentados esperando no terraço. 

— Lena deixa ele aqui no quarto, tomo conta dele pra você. — Isaura sorriu. — lá fora está ventando muito!

— Ele também vai ficar quietinho. — sorrir, colocando meu bebê no berço e jogando a mantinha sobre ele. Liguei a babá eletrônica e sair do quarto. 

— Amor vem! — ele já estava vindo atrás de mim, me deu um selinho. 

— Eu juro que eu poderia ter descido, ao invés de todos subirem. — disse rindo.

— Eu não vou nem falar nada. — Luan revirou os olhos. Puxou a cadeira pra mim e se sentou do meu lado.

— Dormiu? — minha mãe me olhou.

— Sim mãe, como um anjinho!

— Ele é tão calminho Helena, não chora. — Bruna falou enquanto se servia de um copo de suco.

— Sim Bru, calminho até demais. — ri. — essa primeira madrugada de tão quietinho que ele estava eu coloquei o dedo assim no narizinho dele para ver se ele estava respirando. Eu não preguei os olhos! 

Todo mundo da mesa riu. Luan me olhava com uma cara de preocupação e ao mesmo tempo fofa!

— Meu Deus minha Helena! — Marizete riu.

— Mamãe de primeira viagem é assim não é Marizete? — minha mãe disse rindo.

— Ai gente, vai saber né? Primeira noite do meu bebê fora de mim, AH foi estranho! — disse e ri. 

— E não irá ser só a primeira noite não viu? — Meu pai disse. — digo para os dois.

— Sabemos que não. — Luan riu. — mas é o presente mais lindo que Deus nos deu.

— Mãe eu estava pensando em colocar o berço do Theo no meu quarto. O que vocês acham?

— Bom Helena por enquanto como ele está novinho e você de resguardo, seria adequado. — minha mãe sorriu.

— Mas é bom ir acostumando Theo no quartinho dele, pra depois não terem problemas. Como ele querendo dormir com vocês toda noite.

Sogra disse.

— Concordo super com você Marizete. — As vovós começaram a conversar sobre quando éramos pequenos.

Começaram a contar cada coisa que ninguém precisava ficar sabendo.

— Ei! Isso tá errado, tá faltando a Larissa aqui pra vocês falarem dela também uai. — Luan disse rindo.

— Eu concordo! — Bruna falou junto comigo.

Depois do almoço, ficamos por ali mesmo conversando com nossos pais. Bruna logo se despediu junto com os pais, Amarildo foi pro escritório e Bruna disse que ia malhar e Marizete saiu dizendo que voltava amanhã para me ajudar. Já que minha mãe tinha pegado uma folga hoje. Agradecemos todos por vir.

Fui para o quartinho do meu menino e ao entrar ele estava acordado quietinho no berço. Um principezinho que nem chorar, chorava. 

— Oi meu neném você é um anjinho. — disse sorrindo e ele prestava bem atenção em mim. — Vamos trocar a fraldinha do neném vamos.

— Oi mamãe linda! — Luan entrou no quarto. — quer ajuda?

— Só se você quiser se aperfeiçoar em fraldas. — ri.

— Vou arriscar mais uma vez! — ele sorriu. — oi garotão do papai! — beijou a cabeça do filho.

Deitei Theo no lugarzinho para trocar.

— Segura ele amor. — olhei Luan e ele ficou do lado da mesinha brincando.

Peguei tudo para a troca de fralda e Luan começou todo o procedimento. Estava fazendo tudo certinho até que um jato de xixi voou na camisa do Luan que logo colocou a fralda na frente e eu não me aguentei de rir.

— Meu Deus filho! — ele riu. — você quer mesmo batizar o papai hein?

— Ô amor que sorte hein! — eu ri. — primeiro o talco, agora o xixi.

— Fica rindo boba, sua vez vai chegar. — ele disse terminando de trocá-lo.

Eu peguei o Theo nos braços, enquanto Luan jogava tudo fora no banheiro do quarto. Logo ele retirou a camisa molhada e beijou o filho mais uma vez, e selou nossos lábios. 

— Amo vocês, vou trocar de camisa.

— Também te amo. — eu disse. — que tal deitarmos e assistirmos um filme? — fui atrás do Luan até nosso quarto, ou você tem algum compromisso ainda hoje? — fechei a cortina.

— Hoje o meu compromisso são vocês. — ele sorriu.

Sorrir também e me deitei na cama. Luan então encostou a porta e deitou do nosso lado, coloquei Theo no meio de nós dois. Luan ligou a televisão e colocou no Netflix.

— O que o garotão do papai quer ver? — Luan brincava com o nenê.

— Você vai ver quando começar a fase dele querer assistir as coisas. — ri baixinho.

— Vamos viver a base de galinha pintadinha! — Luan riu.

— Não tenha dúvidas!

Nos deitamos e Luan colocou num filme lindo de romance, diz ele que é para me agradar! Assistimos todo o filme comendo pipoca. Theo dormindo o tempo inteiro e Luan também acabou adormecendo antes do filme acabar. Terminei de assistir e coloquei em volta do Theo alguns travesseiros para evitar dele cair. Levantei indo até a escada.

— Mãe! — Tentei não gritar.

— Oi Lena? — Ela apareceu lá em baixo.

— Preciso dar um banho no Theo antes que escureça e fique mais frio. Você me ajuda?

— Claro, ele ta acordado?

— Não, mas já esta quase na hora dele mamar e vou acorda-lo e aproveitar pra dar o banho. — sorrir, indo com ela pro quartinho dele. — Também quero tomar um banho, relaxar um pouco.

— Faz assim eu dou um banho nele e você toma o seu, ok?

— Pode ser. Vou pegar ele.

— Luan?

— Dormindo. — sorrir.

— Esse menino é calmo igual o pai mesmo. — rindo.

— Verdade.

Fui pro meu quarto e encontrei o neném acordado olhando todo quarto em volta. Peguei ele e voltei para o quarto, lá minha mãe já preparava a banheira com água.

— Oi meninão lindo da vovó! — minha mãe disse com aquela voz fofa que todos falamos com bebês. — Vamos tomar um banhozinho vamos. 

— Mãe obrigado viu pela ajuda.

— Você sabe Helena que pode sempre contar comigo. — ela disse pegando Theo. — Agora vai tomar seu banho, cuido dele aqui.

— Ta bom. — dei um beijo no meu menino e voltei pro meu quarto, e fui logo pro banheiro. 

Tomei um banho relaxante mais ou menos quinze minutos, saí enrolada na toalha, olhei no relógio 18:00min. Luan me olhou da cama e sorrindo ele mexia no celular. Me dirigir até o clouset e em seguida escolhi um vestido floral um pouco acima do joelho, um cardigã branco, pois estava frio.

— Sua mãe desceu com o Theo ta? — Luan apareceu no clouset e beijou meu pescoço me fazendo arrepiar.

— Ta bom meu amor. — virei pra ele, o beijei. — posso descer? Só um pouquinho fiquei o dia inteiro aqui amor. 

— Tá sentindo dor?

— Só desconfortos, mas é normal. — disse pidona. — por favor.

— Desce e fica quieta lá embaixo então, só subir quando fomos dormir. 

— AH! Eu te amo! — o abracei forte.

Ele riu.

Me soltei dele e coloquei um chinelo nos pés, fiz um rabo de cavalo no cabelo.

— Já te falei o quanto você é linda Helena? — ele sentado na cama de braços cruzados me olhava.

— Já! Mas repete que eu amo quando você diz.

Ele chegou mais perto e me abraçou e com nossas bocas próximas ele repetiu, varias vezes.

— Você é linda, linda, linda, linda demais muié. Eu te amo.

— Eu te amo muito mais meu amor. — sorrir e então um beijo longo, calmo sem tanta pressa começou, até um grito vir lá de baixo.

— ÔH HELENA O THEO TÁ COM FOME!

Eu comecei a rir e Luan também.

— Vamos descer logo amor!  — Luan disse e saímos do quarto.

Capítulo 85° — Em casa.

— Rober, bom dia! — disse animada.

— Bom dia! — Luan riu. — Helena ia ter um trem se você não tivesse chegado.

— Cheguei é que tipo a porta desse hospital ta um caos! — ele riu. — Vão sair pela porta da frente?

— Não vejo problema. — disse ajeitando Theo em meus braços. — vamos?

— Da pra passar com o Theo Rober? — Luan perguntou.

— Sim, tá de boa. — ele sorriu. — me deixa ajuda-los. — disse pegando uma das bolsas com o Luan.

E então saímos do quarto lá fora no posto de enfermagem todo mundo quis vir despedir de Theo, e meus amigos também subiram para despedir. Entramos no elevador e eu fui namorando meu filho, Luan me guiando para não acabar caindo, rs. Ao chegar na porta do hospital o Amarildo já esperava com o carro estacionado na frente, alguns fotógrafos dispararam flashes. Tiramos algumas fotos, mas Wellington logo nos ajudou entrar no carro, Luan ao meu lado, Rober do lado do Luan. Amarildo acelerou.

— Bom dia Helena, filho. — Amarildo sorriu. — E como está o meninão?

— O pai bença! — Luan sorriu.

— Estamos aqui vovô, ele é tão calminho. — eu disse.

— Só com a Lena. — Luan riu.

— Ué, porque Luan? — Rober riu.

— Ontem ele estava no meu colo e não parava de chorar por causa dos trovões, foi a Helena pegar ele parou.

Todo mundo no carro riu.

— Extinto materno Luan! — Wellington disse.

— Foi o que eu disse. — ri.

— Na casa de vocês tem duas vovós arrumando tudo. — Amarildo disse rindo.

— Por isso que Dona Amélia nem apareceu de manhã no quarto. — disse.

— Sim, ela disse que pegou folga hoje.

Em uma hora estávamos entrando no condomínio. Wellington e Rober se despediram dizendo que iriam para o escritório. 

— Ah! — disse. — avisem as meninas para vir depois. 

— Pode deixar, aviso elas. — Rober disse.

Junto com Luan e o Amarildo entramos no condomínio e fomos direto pro elevador. Ao chegarmos no apartamento entramos e Isaura era a única ali na sala, que toda sorridente veio ajudar pegando as bolsas. 

— Luan e Helena, ele é lindo! — ela disse sorrindo.

— Obrigado Isa. — sorrir.

— Ô Isa é a minha cara não é? — Luan disse se gabando.

— Bom dia Sr. Amarildo. — ela disse sorrindo.

— Bom dia Isaura.

— Olha quem chegou! — Marizete e minha mãe vieram, e sogra pegou o neto que já estava acordado. — Como está Helena?

— Ô menino lindo! — minha mãe sorriu.

— Eu estou bem, um pouco dolorida, mas bem. — risos.

— Já arrumamos seu quarto e o do Theo. — minha mãe sorriu. — seu repouso começa já.

— Ah não!

— Pode ter certeza que é bem menor que você. — Luan disse já empurrando minha cintura. — Você precisa descansar um pouco, pois sei que a noite quase não dormiu Lena.

— Mas tem que trocar o Theo Luan e daqui a pouco amamenta-lo. — disse.

— Eu troco o Theo e e levo pra você Helena. — sogra sorriu.

— Almoço algo de especial? — Isaura perguntou.

— O que quiser fazer Isa. — disse. — vou subir então.

— Eu te ajudo! — Luan me ajudava e minha mãe e sogra subiam atrás com o Theo.

Então fui meio que chutada pro meu quarto praticamente. Antes de entrar vi as duas vovós entrando com o meu pequeno pela primeira vez no quartinho dele. Fiquei um instante olhando tudo da porta, minha vontade era de ficar perto e nunca mais sair. Luan me olhou sorrindo e continuou me empurrando pra cama. 

— Você precisa ficar quietinha evitar descer e subir escadas é o melhor. — Luan dizia e colocou meu celular em cima da cabeceira.

— Tudo bem, eu acho. — fiz careta. 

— Sei que não é o que você gosta, mas pensa comigo aqui em cima tem tudo que você precisa. — ele sorriu. — aliás o almoço trago pra você.

— Quero almoçar com vocês. — pedi.

— Peço então a Isaura que traga tudo pro terraço e almoçamos todos lá.

Revirei os olhos e respirei.

— Quantos dias?

— Quantos forem necessário. — ele sorriu. 

— Ótimo eu como sou médica, amanhã já estarei liberada. 

— Desde que… — ele me analisou. — você esteja bem. 

— Mas eu estou bem.

— Hãm.. você me entendeu Lena. — ele selou meus lábios.

E por mais emburrada que eu estivesse não conseguir segurar o sorriso. 

— Tudo bem. — me dei por vencida. — Abre as cortinas por favor. — disse pegando o controle e ligando a TV e ligando a mesma.

— Quer que abre a janela?

— Não, não. — disse. — daqui a pouco o Theo vem, e não pode com corrente de ar. — sorrir.

— Ótimo mamãe. — ele sorriu. — você quer alguma coisa?

— Não amor, obrigado. — sorrir. — É… onde você vai? — perguntei.

— Lugar nenhum, porque?

— Nada. — sorrir.

— Olha o que eu trouxe, licença! — Isaura apareceu na porta do quarto com alguns pães de queijo quentinhos e dois copos de suco de laranja natural. 

— Não precisava se preocupar Isa.

— Me preocupo sim, vocês dois comam! — ela sorriu. — vou preparar o almoço.

— Ah Isaura! — Luan disse.— como a Lena não pode ficar descendo, vamos todos almoçar na área de churrasco.

— Ótimo Luan. — ela sorriu.  — precisando pode me chamar.

Junto com o Luan comemos os deliciosos pães de queijo e conversávamos. Mas eu na verdade já estava com saudades do meu neném que já estava longe demais, toda hora olhava para a porta.

— Posso buscá-lo? — olhei Luan.

— Acho que não vai precisar. — Luan sorriu tirando a bandeja de cima de mim.

Minha mãe e sogra entravam no quarto.

— Vocês viram a cor dos olhos dele? 

— Lindos como os da Helena! — Marizete sorriu.

— Nós vimos. — Luan sorriu. — Olhão azul.

— Oi mamãe. — eu disse quando peguei meu menino nos braços. — tá com fominha tá? — sorrir.

— Ah! — minha mãe sorriu com uma sacola imensa em mãos. — Bruna e Larissa que fizeram essas lembrancinhas pra quem vir ver o Theo.

— Gente essas meninas inventam tanta coisa, eu nem me lembrei disso! — ri.

Theo mamava e Luan sentado em minha observava o filho. 

— Me diz meu filho como é ter seu filho?

— Mãe eu e a Lena estávamos conversando ontem, é como se tudo agora girasse só em torno dele. — Luan sorriu ao responder a mãe. — É fascinante é nosso mundo agora né? Tão pequeno e tão dependente de nós. Eu só quero é amar ele a cada instante.

 — Ah! É realmente incrível. — sorrir, alisei o rosto do meu pequeno.

— Bom vamos deixar vocês. — Marizete sorriu. 

— Também, acho que irei ajudar a Isa.

 — Vou junto. — Elas saíram tagarelando.

— Ele só dorme, come e só. 

— Também tem a fralda né meu bem. — ri.

— Ah! — ele riu. — esqueci. 

— Que dia você tem show? — disse abaixando o volume da TV.

— Depois de amanhã, mas é aqui em São Paulo mesmo. — ele sorriu. — volto pra casa.

— Isso é bom. 

— Ainda vai querer colocar o berço do Theo aqui? Espaço temos.

— O que você acha?

— Você que manda. — disse.

— Vou ver com nossas mães, são mais experientes. 

— Isso, mas se você quiser chamo meu pai lá em baixo e a gente traz pra cá agora.

— Ok amor. — ri dele todo prestativo. — Te amo muito tá?

— Eu também te amo minha princesa. — ele me deu um selinho demorado e Theo colocou a mãozinha no rosto do Luan.

— O papai também ama você fiote! — ele beijou a cabeça do filho.

Ele já estava sonolento e os olhinhos fechavam facilmente. O engraçado que ele tentava lutar contra o sono para não dormir, e eu ria da peleja do meu principezinho.

— Já volto Lena. — ele saiu.

Ouvir a campainha também tocar. Coloquei Theo para arrotar e logo uma batidinha na porta.

— Oi titia Bru. — disse.

 

Capítulo 84° — Que paizão.

— Obrigado Cecí. — sorrir, peguei meu pequeno.

— Por nada meu bem.

— Gostei de ver, já está andando. — minha mãe disse.

— Pronta pra ir pra casa. — risos. — me leva!

— Seu médico te deu alta? — Lisa riu, enquanto eu me sentava ao lado dela.

— Amanhã de manhã. — ajeitei Theo em meus braços e comecei a amamenta-lo.

— Só uma noite Lena. — minha mãe sorriu. — Luan?

— Foi em casa tomar banho, vai voltar. — sorrir.

— Meu Deus quem diria Helena mamãe toda babona assim. — Cecília sorriu. — é lindo demais.

— Até eu me assusto. — ri. — mas ele é muito lindo.

— Bom amiga queria muito poder ficar aqui com vocês mais um pouquinho, mas tenho que ir pra academia ainda hoje. — Lisa disse muito animada. 

— Quero seu ânimo, como faz?

— Borá uai! — ela disse rindo. — Beijo Cecí. Tchau Dra. Amélia!

— Tchau Lisa! — elas disseram.

— Lê depois vou na casa de vocês com o Cauã, e a gente aproveita mais o Theo. — ela sorriu. — Beijo!

— Vou esperar hein. — sorrir. — Outro!

Ela saiu e logo também minha mãe perguntou se ficaria bem, se iria precisar da sua ajuda, mas disse que estava tudo certo. Aliás, Luan passaria a noite com a gente. Ela então se despediu e foi embora, ficando somente Cecília que contava como estava as coisas na vida dela. Tinha um tempo que a gente não se via, e colocava o papo em dia. Logo a porta do quarto abriu e junto com Luan entrou Rober, Marquinhos e Douglas. Luan mandando eles falarem baixo, pois viu que Theo dormia em meus braços, logo após terminar de mamar.

Os amigos de Luan vieram conhecer o pequeno e disseram que ele era lindo, e várias outras coisas. Dizendo que Theo daria, talvez, um pequeno trabalho para mim.

— Disso eu não vou ter dúvidas. — disse. — aliás, não vamos pensar nisso não, se não já vai começar aparecer uns fios de cabelo branco aqui.

Todos eles riram. Apenas ficaram algum tempo e foram embora. Logo mais Rober e Cecília também foram dizendo que voltava amanhã cedo para buscar.

— Olha o que eu trouxe pra nós — ele balançou uma sacola.

— O que é?

— Uma deliciosa lasanha que dona Isaura preparou e disse para trazer. — ele sorriu tirando e colocando em cima da mesinha do quarto.

— Hm! — coloquei o Theo no berço e o cobri. — ele é lindo né? — olhei Luan.

— Ele é um meninão lindo. — Luan me abraçou por trás, enquanto observávamos nosso menino. — E você não está sentindo dor? — ele me virou pra ele.

— Bem longe. — risos. 

Logo ele segurou a mãozinha de Theo eu peguei o celular e tirei uma foto e postei naquele mesmo instante.


“Então você se torna mãe, e todas as outras coisas se tornam descartáveis… Nunca me senti tão plena, e tão realizada como me sinto desde hoje de manhã quando você nasceu, hoje me olho no espelho e me vejo outra pessoa, me sinto mais segura e mais firme nas minhas decisões, não enxergo apenas o meu mundo, mas hoje vejo primeiro o teu. Filho, você me faz sentir a mulher mais abençoada deste mundo, pois você é meu presente de Deus. ” Ele chegou para alegrar todos os nossos dias, seja bem vindo Theo! Te amo 💛👶

 

— Vamos comer?

— Borá. — ele disse e nos sentamos na cadeira, enquanto comíamos conversamos um pouquinho. Luan falava do filho, que já tinha mandado a foto não sei pra quem. E que as fãs estavam muito felizes pelo nascimento. 

Enquanto comia e prestava atenção no que o Luan dizia, qualquer movimento que Theo dava no berço era automaticamente nós dois olhando juntos pro nosso bebê.

— De uma coisa eu sei, não vou conseguir dormir hoje. — disse.

— E porque não? — Luan disse enquanto levou uma garfada na boca.

— Primeira noite em que nosso filho está fora de mim, é estranho, quero ficar vigiando o tempo todo.

— Mas você precisa descansar meu amor. — Luan disse sorridente. — Ainda mais que ele deve acordar a noite toda querendo mamar, bom e nós dois vamos estar aqui juntos, pois vou te ajudar em todos os momentos que eu puder!

— Eu te amo tanto Luan, tanto!

— Não mais que eu, e você pode ter certeza disso. — ele segurou minha mão.

Após jantarmos fomos escovar os dentes e a fraldinha de Theo estava suja. Peguei tudo para troca-lo. O deixei em cima da minha cama, e ele abriu os olhinhos pela primeira vez em que pude ver.

— Luan, vem ver! — disse tanto um gritinho sem que o assustasse.

— O que foi amor? — Luan veio escovando os dentes.

— Ele abriu os olhinhos amor, olha que lindo. — fiquei namorando meu filho ali com um sorriso nos lábios. 

— Da cor dos seus. — Luan disse sorrindo. — esse menino é um galã! 

— Tenho o olhinho azul mamãe. — dizia com aquela fofa, AH! Você sabe qual.. aquela mesmo que usamos quando conversamos com bebês. E Luan me olhou entortando a cabeça pro lado, a escova de dente e a boca ainda suja de pasta, sorriu.

— É a coisa mais linda do mundo, meu Deus!

— Sem dúvidas nenhuma! — sorrir.

Luan voltou pro banheiro e eu fui separando o restante das coisas e conversando com meu menininho. Já eram quase dez da noite, chovia lá fora e o frio normal de São Paulo começava.

— Me deixa trocar. — ele pediu.

— Claro Luan, vem. — disse o puxando.

— Tá o que eu faço primeiro? — ele olhou pro filho e logo depois pra mim.

— Hm, bom primeiro tira a roupinha dele. Em seguida tira a fralda suja, aliás, você deu sorte papai é só xixi. — Sorrir, enquanto ele fazia o que eu ia falando.

— E agora? — ele sorria, e o nosso filho olhava para nós dois, a coisa mais linda.

— Agora você limpa o nosso bebê com o lenço umedecido, passa bem devagarzinho amor, pois é muito sensível a pele do nenê. — disse e segurei a mãozinha do meu menino. — Bom depois de limpar, passa pomada não precisa ser tanto por todo local.

— E agora? — ele sorriu.

— O talco amor, só um pouquinho e joga mais próximo do local pra não voar no rostinho dele. — Quando vejo Luan tinha jogado talco no próprio rosto, não conseguir me segurar. — Meu Deus Luan! —eu ria.

— Que cacete! — Luan disse rindo e pegando uma toalha que estava em cima da cama limpando o rosto e ria.

—Olha essa boca! — disse o repreendendo.

Theo nos olhava atentamente, com certeza pensando no que estávamos fazendo. O dó do meu menino gente. Como pode ter dois papais tão loucos. Eu não conseguia parar de rir e Luan já colocava a fralda no nosso pequeno outra vez. E vestiu a mesma roupinha.

— Meu Deus filho, como papai é atrapalhado né? — Luan ria e pegou o pequeno nos braços.

— Um pouquinho só né? — eu disse beijando a cabeça do meu neném e em seguida os lábios de Luan. — Pela primeira fralda trocada, você foi muito bem! 

— Eu sou um paizão!

— Sim você é um paizão. — Sorrir.

Juntando toda aquela bagunça e guardando as coisas no lugar. Logo uma barulho alto fez nos assustar, um trovão bastante estrondoso. No colo de Luan Theo começou a chorar.

— Ô filhão não chora não, deixa o papai te contar o que é isso. — ele conversava com o pequeno que ainda chorava. — Filho isso é o papai do céu que ta lavando a casa dele lá no céu e arrastando os móveis. — ele ainda chorava. — Theo, ai não filho não chora não. — ele disse aflito. — Theozinho… Amor! — Luan finalmente me olhou sem saber o que fazer e ainda indignado com o filho que não parava de chorar e eu olhando sem fazer nada.

— Vem filho. — disse rindo, peguei meu menino e ele parou logo de chorar e Luan me olhou.

— Como você fez isso?

— Isso o que? — o olhei e me sentei ao seu lado ligando a TV.

— Ele parou de chorar assim que você pegou ele, me ensina Helena!

— Ué eu não fiz nada. — ri. — é extinto materno.

— Hm, coisa chique, mas tenho o parteno uai.

— Tá indignado seu papai, ó filho.

— Tô mesmo. — Ele riu.

— Quantas horas?

— São dez e meia.

— Ta na hora de mamar.

— Quando é que você sabe que ta na hora? — Ele perguntava me olhando, enquanto preparava uma forma mais agradável de amamentar o Theo.

— De duas em duas horas. — sorri. — e quando ele também estiver muito inquieto pode ser fome.

— Hm tão dependente de nós né?

— Aham. —disse. — espero amanhã cedo levá-lo pra casa.

— E iremos! — ele sorriu. — Ouvir dizerem na hora que cheguei que tem o teste do pezinho amanha cedo.

— Ai, furar o pezinho do meu menininho.

— Ele é fortão né papai. — Luan segurava a mãozinha de Theo.

Theo mamou por um bom tempinho, depois de coloca-lo para arrotar ele logo adormeceu novamente. Coloquei ele no berço e joguei a mantinha por cima dele. Peguei minha coberta e me deitei junto com o Luan no sofá, que mesmo pequeno até que deu pra nós dois. Ficamos vendo filme. Antes do filme acabar me deitei na cama.

— Luan deita aqui comigo, vem da pra você deitar aqui. — disse.

— Não amor. — ele disse. — aqui ta bom. Você precisa de espaço.

— Tem certeza?

— Uhum, amanhã cê dorme comigo. — ele disse fazendo biquinho.

— Amor.. — disse pensando.

— Hum?

— Estava pensando… o berço do Theo precisa ir pro nosso quarto amanhã. Pelo menos por esse tempo, seria um pouco mais fácil.

— Como você quiser. — ele sorriu.

— Obrigado. — sorrir, dei mais uma conferida no Theo e ele ainda dormia feito um anjo. Aproveitei e logo dormir também, pois com certeza logo acordaria.

Bom Theo durante a noite acordou três vezes, sendo que duas vezes era para mamar e a outra para trocar a fralda suja. E não era nada escandaloso, ele apenas resmungava. Luan acordou para troca-lo e logo o fez dormir e também voltou a dormir. Na manhã seguinte, eram sete da manhã quando acordei. Todos os dois dormiam, me levantei para um banho antes que as enfermeiras viessem para o banho do Theo. Terminei e me vestir.

Luan ainda dormia e Theo também. Logo bateram na porta e eu fui abrir era o café da manhã e as enfermeiras logo atrás. 

— Bom dia mamãe, consegue da o banho sozinha?

— Sim consigo — sorrir. — qualquer coisinha chamo vocês.

— Ótimo. — elas sorriram indo para outro quarto.

Bom resolvi acordar Theo. Fiquei passando os dedos sobre a bochecha dele que com certeza tivesse ideia do que eu estava tentando fazer já tinha soltado uma me deixa dormir! Com um pouquinho de custo ele acordou com aquela preguicinha, esse seria igual o pai para dormir sem dúvidas.

Preparei a água na banheira e tirei toda roupa dele, a água estava deliciosa, ele nem chorou. Mas o frio estava bastante, então foi aquele banhozinho só pra ficar mais cheirosinho ainda, peguei a roupinha que ele sairia do hospital.

O que eu tinha mais medo era cuidar do umbigo do neném, até mesmo quando passei pela pediatria. Com o do meu filho eu mesmo estava cuidando, até que não era tão difícil. Ao terminar de vesti-lo ficou a coisa mais linda!

— Tá a coisinha mais linda de mamãe. — sorrir.  — Ai que dor!

Disse.

— Dor onde? — Luan estava acordado e já me olhando preocupado.

— Uma dor normal Luan, muscular. — disse. — ontem fiz muito esforço para essa coisinha fofa nascer.

— Tem certeza?

— Ahãm. — sorrir. — bom dia papai.

— Bom dia meus amores. — ele levantou beijou o filho e logo depois a mim.

— Vamos tomar café.

— Vou tomar um banho rapidinho amor. 

— Enquanto isso vou amamenta-lo amor.

— Ta bom.

Foi o que eu fiz dei mamar ao Theo até ele recusar. Coloquei-o para arrotar e depois o deitei no berço. Luan saiu do banho já vestido e se sentou comigo para tomarmos café. Depois ele me ajudou arrumar as coisas para ir pra casa e logo depois as enfermeiras entraram para fazer o teste no meu menino.

— Oi principezinho! — elas disseram. — a tia não vai judiar de você não ta bom?

Ela explicaram o procedimento, mas nem precisavam, pois eu já sabia. Fiquei do lado do meu pequenino até que o teste finalizasse. Ele fez um lindo biquinho assim que furou o calcanhar e nem chorou. Luan tirou fotos do momento. Após o exame finalizar elas me entregaram a alta do Theo e minha para que eu pudesse assinar. Assinei.

— Dr. Carlos Eduardo diz que já vem.. — elas disseram.

— Dra. Helena, foi muito bom cuidar de vocês. — sorriu. — Boa sorte viu?

— Ô meninas! —sorrir. — eu que agradeço pelo imenso carinho de vocês, foram incríveis com a gente!

— Ficamos feliz! — elas sorriram e despediram, logo mais Carlos entrou sorridente.

— Família já pronta, bom dia! — ele sorriu.

— Bom dia Dr. Carlos. — sorrir. — desde cedo!

— Como passaram a noite?

— Tranquila por ser a primeira. — Luan sorriu.

— Eu imagino. — ele sorriu. — Bom Luan, Helena eu desejo sorte pra vocês e pra esse pequeno que é um grande menino de sorte por ter pais como vocês. Precisando de mim sabe onde encontrar, estarei sempre aqui. — ele apertou a mão de Luan, me abraçou e alisou a cabeça de Theo. — Aproveitem!

— Pode deixar. —  falamos juntos e ele logo deixou a sala.

E ficamos sozinhos já prontos para ir embora.

— Bom dia! — Ele entrou no quarto de uma vez.

 

Capítulo 83° — Juntinhos

— Bom mamãe. — a enfermeira me chamou e eu a olhei sorrindo. — você sabe como funciona?

— Aham. — sorrir. — Vou fazendo se tiver errado vocês me falam, ta? 

— Pode ser. — elas disseram sorrindo.

Enquanto eu me preparava para amamentar meu filho pela primeira vez, era sim um momento único para qualquer mãe. Sem muita pressa coloquei o bico do meu seio na boquinha pequena do meu bebê que de primeira abriu aquela boquinha linda. Com dificuldade para sugar, apertei um pouco mais e vi que logo um pouquinho devagar Theo amamentava. Sorrir. Fiquei o olhando por alguns segundos e olhei para todos no quarto que me olhavam em silêncio. 

— Que momento lindo! — Luan sorriu emocionado e se sentou do meu lado na cama, alisando a cabeça do filho. 

— Ele é tão lindo amor tão dependente de nós. — disse baixinho, e Luan beijou minha testa. 

— Iremos cuidar dele com todo amor. 

— Ele é um filho de sorte.

— Só de ter você como mãe!

— E você como papai. — sorrir. — E então?

— Ah Helena, não tem como ensinar nada para professor né? — ela riram. — você se saiu muito bem! Bom Helena já demos o primeiro banhozinho no seu bebê, caso você queira trocá-lo e precisar de ajuda e só nos chamar que logo estaremos aqui. 

— Muito obrigado, se eu precisar chamo sim. 

— Com licença. — elas sorriram e saíram do quarto. Que família linda! Ouvir elas comentarem.

— Ele é a coisa mais fofa. — Minha mãe disse sorrindo e falou. — Filha estou no hospital o dia todo, caso precise de mim chame ta? — ela beijou a cebecinha do neto e despediu de sogra e Luan.

— Muito obrigado mãe, chamo sim. — Ela saiu.

— Mamusca ele é o meu porto seguro. — Luan disse, sentando ao lado da mãe do sofá do quarto.

— Esse menino vai ser manhoso viu? Só vendo vocês dois já estou imaginando.  — ela sorriu.

— Não há dúvidas, como não mimar um trenzinho desse Mari? — olhei pra ela sorrindo e logo para Theo que parecia já estar cheio.

— Deixa coloca-lo para arrotar pra você minha filha. — Ela se ofereceu.

— Claro. — sorrir, e ela pegou Theo em meu colo, colocando ele em pé e dando leves tapinhas nas costas dele.

Fiquei olhando como boba pra ela, como tinha jeito! Eu ainda era inexperiente. A campainha tocou do quarto e Luan me olhou, assenti para que abrisse, ele foi até a porta. Quando do nada entrou Bruna e Larissa com balões azuis e um deles estavam escrito Seja bem vindo Theo, Amarildo com flores nas mãos, meu pai também com flores nas mãos. Eu olhei pra eles sorrindo.

— Que bom que vieram. — disse um tom baixinho para que não acordasse Theo que dormia no colo da vovó.

— Ô Helena! — sogro disse. — já me disseram pelos corredores o quanto ele é lindo!

— Sendo filho de Helena não tem nem como né pai? — Luan disse rindo.

— Que exagero. — risos. — mas é o bebê mais lindo que existe mesmo, nosso filho, Theo o nome. 

— Você como sempre palhacinha. — meu pai disse sorrindo e beijando o alto da minha cabeça. — como você está?

— Ótima. — sorrir. — nunca estive melhor.

— O que aconteceu com Dra. Vanessa? — Bruna perguntou enquarto amarrava os balões num canto do quarto.

— Ela está nos EUA. — disse. — Voltando amanhã.

— Que pena né Lena! — Larissa disse perto do sobrinho alisando a cabecinha dele. — Você queria tanto que fosse com ela.

— Bom é.. mas Dr. Carlos Eduardo foi ótimo também.

— Carlos? — Larissa me olhou.

— Único obstetra que tinha no momento. — disse. 

— Posso pegar? — Bruna pediu.

— Com cuidado Piroca. — Luan sorriu.

Depois de todos pegarem meu pequenininho no colo colocaram ele no bercinho que estava ao lado da cama. Cobrimos ele e fiquei conversando durante um tempo com eles. Mas logo Bruna e Larissa tiveram que ir, Bruna iria para aula e Larissa iria para mais uma semana de shows com os meninos. Sogros acabou indo embora também e disseram que iriam amanhã assim que chegássemos em casa. Finalmente ficamos sozinhos nós três, Luan ficava namorando nosso filho, parecia gravar cada detalhe do nosso filho.

— Amor olha ele acordou, só não abre o olho.

— Recém-nascido né amor. — eu ri. — vai demorar um tiquinho só. 

— Nasceu hoje também né papai. — ele disse. —  já quer que eu ande também é?

Eu ri com o jeitinho fofo que ele falou com o filho. 

Logo a campainha tocou novamente e Luan novamente foi atender. O quarto foi invadido por loucos, Thomas, Heitor, Lisa, Laura, Valentina, Léo.

— Shhh! — fiz. — vão assustar o meu bebê.

— Hm, já está aquela mãe toda cuidadosa! — Lisa veio me abraçar, desejar felicidades pra gente e depois foi até o berço.

— Queríamos ter vindo antes, mas você sabe estamos sem uma médica. No caso você, residentes a mais para cada um. — Thomas riu. — E como está se sentindo.

— Ótima. — sorrir. — só queria voltar pra casa.

— Eu imagino. Você é uma paciente. — Laura riu. — Ele é lindo, parabéns papais!

— Achei tão parecido com Helena. — Luan disse sorrindo.

— Ele é a cara dos dois. — Valentina sorriu toda menina. — mas parece muito com você Luan, olha os cabelos pretos.

— Imagina se os olhos for iguais o da Helena. —Heitor sorriu. — será um garanhão de sucesso.

— Ei meu filho nasceu hoje, vocês já estão pensando no garanhão que ele pode se tornar. Que amigos eu tenho, meu Deus! — eu disse rindo.

— Mas vai ser mesmo. — Luan riu. — Vai da até briga.

— Da minha parte vai sim!

— Eu acho que vou levar o Theo pra mim. — Léo disse, enquanto estava com ele nos braços. — Que criança mais linda, meu Deus!

— Você vai conviver mais tempo com ele do que eu Léo. — Luan riu. — Seu posto ainda continua em ajudar Helena, você ainda é personal Style dela.

— Não vou mentir, mas eu adorei! — ele disse fazendo todos rirem. 

Eles ficaram ali com a gente, mas disseram que tinham que voltar ao trabalho. Léo disse que voltaria pra minha casa assim que Luan fosse voltar pros shows e também saiu. 

— Amor será que sua mãe já foi pra casa?

— Porque amor?

— Preciso ir em casa tomar um banho e me trocar para ficar aqui com vocês. — ele disse.

— Não precisa se preocupar, vai lá. —sorrir. — e depois você volta, aliás, Luan você almoçou?

— Não. —ele disse rindo. — Sabia que eu esqueci. 

— Ah não Luan!

— Amor, eu vou comer juro.

— Mas vai mesmo, vou ligar para Isaura agora. — disse. — pedi pra fazer alguma coisa pra você comer. Não volte sem comer!

— Tudo bem mamãe. — ele disse e me beijou. — vão ficar bem?

— Vamos. — sorrir, ao vê-lo beijando o rosto do filho. — Te amo, aliás, amo vocês. Vou indo pra eu voltar logo.

— Já vou avisar a Isa. — disse. — te amo!

— Helena, tchau! — Rober apareceu na porta. 

— Rober vem aqui! — chamei.

— Oi?

— Esse vídeos que você gravou como faço?

— Presentinho relaxa. — ele sorriu.  — Ele é lindão!

— Como eu! — Luan disse rindo.

— Não, é lindão como a mãe mesmo.

— O Testa! — Ele riu repreendendo o amigo.

— Com todo respeito né Luan! 

Ri deles. — Rober, Isaura ta preparando umas coisas lá pra vocês comerem, não deixa ele sair de lá sem comer. — Apontei o Luan com a cabeça.

— Pode deixar, até!

— Até.

— Amo vocês. — ele mandou beijo e saiu.

Ele saiu e logo mais a porta foi aberta e dessa vez quem entrou foi Dr. Leonan. Demorou… e atrás dele o Dr. Carlos.

 — Helena! — ele sorriu. — acabo de pegar plantão e fiquei sabendo. — como está?

— Bem, graças ao Carlos. — sorrir.

— Que ótimo! Ele é lindo. — ele disse chegando perto do berço. — Theo né? 

Assenti apenas.

— Terá os olhos claros como o seu. — ele disse sorrindo.

— Como sabe? — o olhei.

— Ele meio que abriu e fechou o olhinho. — ele riu.

— Primeira vez então.— risos. — Então Carlos..  — o olhei. — quando irei pra casa?

— Poderia te deixar um pouco mais de castigo aqui. — ele riu. — sentimos sua falta. 

— Peço que não. — ri. 

— Amanhã de manhã vocês já poderão ir. — ele disse. — Ele é um menino forte  muito saudável.

— Graças a Deus. — sorrir olhei e ele começava a resmungar.

— Pego pra você. — Dr. Leonan disse. 

Ele pegou e me entregou Theo em meus braços. 

— Bom só passei mesmo para ver como estavam meus pacientes antes de ir embora. — ele disse. — qualquer coisa tem meu celular, me ligue, estarei aqui. — ele sorriu gentilmente. — Tenha uma ótima noite mamãe.

—Obrigado. — sorrir.

— Helena parabéns pelo Theo é lindo, uma criança linda mesmo. — sorriu. — eu já vou, boa sorte nessa nova vida!

— Vou precisa lhe garanto! — risos. — obrigado.

Logo eles saíram e eu pensei que fosse ficar sozinha com ele. A porta abriu.

— Oi meu amor. — Cecilia entrou.

— Cecí! — sorrir. — que bom que veio.

— Vim assim que soube. — ela sorriu. — deixa eu ver essa coisa linda da tia.

— O bebê mais lindo que tem no mundo.

— Hm, e é verdade! — ela sorriu. — parece um boneco de tão perfeito, que Deus abençoe. — ela sorriu. 

— Obrigado. —sorrir.  — pega a bolsa dele pra mim por favor. — pedi. — vou troca-lo.

— Claro. — ela disse. — como foi o parto? cadê o Luan?

— O Parto foi tranquilo que dor fudida Cecí, jurei que não iria aguentar. — disse enquanto preparava as coisas para trocar Theo. — Chorei e pedi minha mãe para ser cesária ela não quis deixar. —suspirei. — mas deu tudo certo. — sorrir. — Luan estava aqui até agora a pouco, saiu com o Rober. Vão voltar logo.

— Vou esperar por aqui. — ela disse. — Pensei que Rober estaria aqui ainda.

— Oh! Que pena. — risos. — Logo estão aí. Mas me diz, você ta tão sumida ta viajando com o Rober né? Sempre vejo.

— Pois é fiscalizando Luan e Rober de perto. — ela riu.

 — Tá certo. — eu disse rindo.

Ao terminar de trocar o Theo sorrir o beijando e Cecília o pegou.

— Hm, até que você é boa!

— Quase experiente! — ri. 

— Ele é a coisa mais lindinha desse mundo, socorro. 

— Tenho que concordar. — risos. — Cecí posso aproveitar para tomar um banho? Você cuida dele? É rapidinho, juro!

— Tranquila Lena, vai. — sorriu. —Cuido dele, acho que ele ficará de boa.

— Ele é bonzinho, já volto para amamenta-lo.

Fui tomar um banho, eu me sentia suja pelo sangue que ainda estava naquela camisola do hospital. Tomei um banho bem relaxante, ao terminar coloquei um vestido larguinho mais fácil a amamentação e ir ao banheiro. Quando sair do banho Cecília balançava o Theo pra lá e pra cá. Junto dela estava minha mãe e Lisa que haviam voltado.

— Acho que tem alguém com fome. — ela disse.

 

Capítulo 82° — Seja bem vindo.

Chegamos no hospital e as contrações estavam começando a ficar menores o tempo entre cada uma. Uma outra dor apontou ali, antes de saímos do carro. Luan falava com minha mãe ao celular que já estava vindo ao nosso encontro com uma cadeira de rodas.

— Que maravilha! — minha mãe sorriu. — que bom que chegaram. As contrações?

— De dez em dez. — disse respirando fundo e com ajuda do Luan saindo do carro e me sentando na cadeira. Onde minha mãe foi empurrando e Luan pegou as bolsas e veio atrás aflito.

— Ótimo Dr.Carlos Eduardo já está te esperando. — minha mãe disse.

— O que? — e eu sentir um líquido descer por minhas pernas. A bolsa tinha estourado. — Aaaai!

— Já etá na hora Helena. — ela disse.

— Mãe não tem nenhum outro Obstetra aí hoje? — perguntei, implorando mentalmente para a resposta ser sim.

— Helena não temos tempo para esperar, era para ser a Vanessa, mas ela está fora do país.

— Mas mãe! — eu a repreendi.

— Meu amor, eu vou estar lá com você. — Luan disse tentando manter a calma.

— Jura não sair de perto, por nada nesse mundo?

— Eu juro, juro. — ele disse e olhou para minha mãe que sorriu para nós dois.

Mas que merda! Eu iria abrir minhas pernas logo para o Dr. Carlos Eduardo? Meu Deus, não era possível umas coisas dessas. Isso porque Luan não o conheceria só de nome, quero só ver quando ele ver que é o doutorzinho como ele mesmo diz. A dor só ia aumentando e aquilo estava me deixando muito nervosa. Na porta do bloco cirúrgico obstétrico estavam todos meus amigos, colegas de trabalho ali para me desejar sorte. Quando uma enfermeira olhou minha mãe e disse.

— Levo ela daqui. — ela sorriu gentilmente. — Oi Dra. Helena, vamos lá!

— Enfermeira. — Luan disse. — as bolsas. — ele entregou.

— Luan por aqui vem se trocar para entrar. — ouvir minha mãe dizer.

— Te encontro lá dentro, não demoro. — depositou um beijo em minha cabeça e acompanhou minha mãe.

Aquele corredor imenso parecia não ter fim. E aquela dor eu poderia jurar que estava me matando aos poucos, respirava mil vezes o quanto eu podia para que ela cessasse. Mas sem sucesso, antes de entrar na sala de parto me colocaram numa maca e me ajudaram a vestir aquela linda camisola do hospital que eu amava!

— Aaaai! — mais outra contração.

— Dra. Helena, está na hora! — A enfermeira disse empurrando a maca para dentro da sala e então eu pude ver Dr. Carlos Eduardo sorrindo pra mim.

— Dra. Helena! — ele sorriu. — quem diria! Bom você sabe mais ou menos como funciona, ok? Vamos começar fazendo aquela forcinha básica…

— Aaai, eu não aguento mais! — eu gemia de dor.

— Tá vamos lá…. — ele disse.

E a porta do bloco se abriu outra vez, e minhas mãos logo foi segurada pelo meu noivo, o pai do meu filho. Ele sorriu pra mim,  beijou minha testa e disse.

— Vamos você consegue. — ele sorriu.

— Todos prontos? — Carlos disse.

Logo mais ali vi minha mãe que filmava tudo, quando eu ia protestar, uma dor imensa veio novamente.

— Aaaaai! —apertei ainda mais as mãos de Luan.

— Isso é um sim.— Carlos disse sorrindo. — Helena faz força no três… Um, dois, três vai!

— AAAH! — fiz uma força fora do normal, mas parecia ter sido em vão, deixei meu corpo cair naquela maca novamente, respirando.

— Isso Helena, mais uma vez, vamos lá! —Ele disse sorrindo pude ver.

Não porque ele sorria tanto, af! Desgramado se soubesse a dor que eu estou sentindo não ficava olhando com essa cara de paisagem. Suspirei olhei Luan que me disse.

— Você consegue, você é maravilhosa e eu tô com você. Vamos lá, eu te amo.

— Eu também te amo. —sorrir por um segundo. — AAAAH! — Fiz força outra vez, mais uma e mais outra e nada do Theo sair. Meu Deus!  — Não aguento mais! — Me deixei cair na maca outra vez. Mãe! — ela apareceu do outro lado. — Faz cesária, eu não aguento mais por favor.

— Não Helena, filha você consegue.

— Helena está quase, eu já posso vê-lo. —ele disse sorrindo. — Vai só mais uma vez.

— Meu amor, vamos eu estou com você princesa. — ele sorriu. — Você consegue, traga nosso príncipe ao mundo vai.

— Ta doendo Luan. — minhas lágrimas escorreram.

— Eu sei, eu sei que tá, mas você é a mulher mais guerreira que eu conheço e sei que irá conseguir. Você é forte meu amor, vamos!

Suspirei vencida outra vez, contei até dez silenciosamente assim que escutei VAI do Dr. Carlos Eduardo, fiz a maior força que eu poderia ter feito e logo um choro indefeso ecoou dentro daquela sala. Meu corpo caiu contra a maca outra vez, respirando várias vezes fundo e chorando de felicidade, de dor, de muitas coisas que passavam por minha cabeça. 

— Você conseguiu. — Luan deixou a sua testa colar na minha e beijou meus lábios devagar. — Te amo. Você é incrível.

— Você é maravilhoso meu amor. Eu te amo, não teria conseguido sem você. — sorrir. — vai lá vê-lo, vai.

— Eu vou.— ele beijou minhas mãos e saiu até onde as enfermeiras estavam com o Theo, eu só queria ver o rostinho dele.

— Oi mamãe, da oi pra câmera. — Rober estava ali.

— Ah não Rober! — disse tampando o rosto. — Eu estou horrível!

Ele riu.

— Momentos marcantes são sempre guardados, você mesmo sempre disse isso. — ele sorriu. — parabéns o Theo é lindo!

— Obrigado. — sorrir como nunca.

— Helena você foi ótima! — ele dizia ainda mexendo entre minhas pernas. Ai que agonia! — parabéns mamãe!

— Obrigado Carlos. — disse, eu sorrir.

Logo vi que Theo estava enrolado em um pano branco e nos braços do papai. Luan segurava aquele pacotinho tão seguro que eu me emocionei ao ver essa cena. Rober não perdia nada, filmava tudo! Luan olhava sorrindo pro filho e eu sorrindo pra eles.

— Ele é lindo Helena, tem sua boca. — ele sorriu.

E então eu pude ver o rostinho do meu bebê, do meu Theozinho. Ele me lembrara tanto o Luan bebê, aquelas fotos que Marizete havia me dado para guardar em casa. Luan então aconchegou o meu pequeno príncipe em meus braços e eu o segurei o protegendo, o beijando. Só queria aproveitar cada momentinho daquele instante com meu amor. Rober disse sorrindo.

— Família linda, que benção! — ele sorriu. — digam X!

Olhamos então para uma foto típica. Mamãe, papai e bebê no colo. Tenho a certeza que sorriamos como nunca na foto, fiquei namorando meu filho por alguns minutos antes da enfermeira dizer.

— Mamãe preciso leva-lo. —ela disse. — dar um banhozinho, vestir a roupa nele e deixa-lo no berçário. — sorriu. — assim que a senhora for pro quarto ele sobe com você, tudo bem?

Antes olhei Luan ele assentiu.

— Vou com eles, pode ficar tranquila. Não tirarei o olho do theozinho. — ele sorriu. — te encontro no quarto. 

— Obrigado meu amor. Cuida dele. — pedi a enfermeira.

— Com todo amor. — ela disse. 

E ela saiu com o bebê. Luan beijou minha cabeça e disse te encontro mais tarde. Minha também também saiu junto e eu fiquei ali com o Dr. Carlos e algumas enfermeiras o ajudando.

— Como está se sentindo? — ele perguntou.

— Estranha.

— E isso é bom? — ele me olhou sério.

— Não sei, é? — o olhei rindo.

— É sim. — ele riu. —Você foi ótima se saiu muito bem, vai ser uma ótima mãe Helena! Theo né? — eu assentir. —Theo é um rapaz de sorte, você não acha?

— Ele com certeza é. — eu sorrir. — quando poderei vê-lo de novo?

— Bom finalizamos por aqui. — ele disse. — vamos fazer alguns exames, aí poderá subir para o quarto e almoçar. O bebê subirá assim que você estiver pronta para amamentá-lo.

— Vai demorar tanto assim? — perguntei ansiosa.

— Menos do que você espera. — ele sorriu de novo.

Então tudo o que ele disse foi feito. Eu já estava no quarto almoçando e junto com minha mãe e Marizete que já estava ali, dizendo pra mim o quão lindo o neto era. Realmente ele era uma criança linda. Luan como prometido ficou lá embaixo com nosso filho. Não queria que algo acontecesse. 

— Ele parece muito com vocês dois. — Marizete sorriu.

— Me lembra o Luan. — sorrir. Lembrando do rostinho do meu filho. — Não quero mais, já estou cheia, mãe peça pra trazer o Theo.

— Não vai precisar! — ela disse.

A porta se abriu entraram duas enfermeiras empurrando um bercinho, Dr. Carlos Eduardo e Luan entraram em seguida. Eu sorrir para Luan que se aproximou.

— Como está Helena?

— Ótima. — sorrir.

— Isso é bom, logo poderá ir pra casa se assim permanecer.

— Já não vejo a hora. — sorrir.

— Imagino. — ele disse. — bom, vou estar pelo hospital. As meninas vão te ajudar por agora viu? Tudo que talvez você já saiba, mas é sempre bom reforçar né? — ele sorriu.

Assenti. — Dr. Carlos muito obrigado. — disse. — você foi ótimo, obrigado mesmo!

— Que isso Helena, é apenas meu dever. Felicidades pra vocês, curtam muito o momento.

— Obrigado. — eu e Luan dissemos juntos.

E então ele saiu da sala e eu pude volto o olhar para meu filho onde estavam, sogra e minha mãe todas entusiasmadas com o pequeno.

— Bom mamãe. — a enfermeira sorriu. — O príncipizinho está com fome, como você sabe te ajudaremos com os seguintes passos da amamentação, explicando tudo de uma forma bem fácil e concreta. 

— Ótimo. — sorri ainda olhando meu filho. — pega ele Luan e me dá. 

Luan me olhou sorrindo e logo com muito cuidado e minha mãe ajudando ele aconchegou Theo em seus braços, beijou o alto da cabecinha de Theo e eu logo pude vê-lo com a roupinha que eu mesma havia separado para que ele vestisse assim que nascesse. Eu estava tão emocionada. Luan então colocou Theo em meu colo e eu simplesmente só sabia amar. E então tirou uma foto.

 

@luansantana: Já era amor antes de ser. É tanto amor que vai além! 😍💛👶 #Theochegou #minhasvidas

— Seja bem vindo a esse mundo meu amorzinho. — sorrir, beijando a cabecinha dele.

Capítulo 81° — A Família

Mais tarde naquele dia o almoço já estava pronto e Isaura também já tinha ido embora. Fizemos tudo na cozinha do terraço para que não precisasse subir com nada depois. Meus pais haviam chegado junto com Larissa e Caio e já conversávamos meu pai e Luan estavam tomando conta da churrasqueira e Caio junto com eles. Me sentei com minha mãe e Larissa, enquanto esperávamos os pais de Luan que não demorou muito chegar uma mensagem de Bruna, avisando está na porta do apartamento. Larissa desceu para recebê-los. 

— Boa tarde! — Marizete sorriu ao entrar.

— Boa tarde Mari. — sorrir, abraçando-a. — Fica a vontade!

— Obrigado Helena! Amélia…

— Boa tarde minha nora querida. — Amarildo sorriu. — tudo bom com você?

— Tudo ótimo Amarildo. — risos, o abracei. — e aí Luan te contou o porque estava cabisbaixo ontem?

— Você também notou? — o olhei.

— Sim demais. — ele disse. — o que houve?

— Como sempre né? Aquela cobrança que ele sempre tem dele mesmo, o medo de não fazer nada certo sabe?

— Digo a ele sempre Helena, você sabe.

— Exatamente Amarildo, aí era por conta disso. Cheguei preparei um chá calmante pra ele, ele tomou deu uma relaxada e dormiu muito bem.

— É bom ter você com ele Helena, bom demais. Vocês nos ajuda muito também!

— É o meu dever também! — sorrir. — mas agora ele está ótimo.

 — Vou cumprimentar seus pais, licença. — ele sorriu saindo.

— Cheguei! — Bruna me abraçou, beijou minha barriga.

— Oi minha linda fica a vontade! Oi Breno!

— Oi Helena, tudo bem? E o rapaz? — ele apontou minha barriga. 

— Doido pra sair daqui, tenho a certeza! — ri.

— Logo mais. — ele riu. 

Então assim que recebi todos e não faltava mais ninguém, fomos almoçar. Que delícia de dia! Há quanto tempo não almoçava em família assim? Conseguir conciliar uma folga de Luan, Larissa e dos meus pais era tão difícil. Enfim, depois de muito tempo tentando, aqui estávamos nós felizes contando casos e dizendo o quanto era bom estar juntos. Eu me sentei ao lado do Luan, enquanto ele do ria do que o pai contava ao meu pai de quando ele era mais novo e ele sempre dizia mas não era só isso também pai. Vê-lo feliz era o que mais me importava no momento. Era tão automático ele colocar as mão sobre minha barriga do nada e começar alisar. Sorria. Me sentia mimada ao extremo com meu marido por perto.

— Soube da notícia? — Larissa perguntou ao me olhar.

— De quê?

— Vish Lisa ainda não te contou? — Ela riu. 

— Não, o que é? Ela mandou uma mensagem, dizendo que iria vir mais tarde. 

— Ela está noiva!

— Lisa e Cauã? — sorrir. — meu Deus! Ela vai te matar por me contar.

— Finja surpresa quando ela contar. — Larissa disse rindo e Bruna riu junto.

— Estragando as surpresas das amigas Larissa. — Caio riu.

— Ué, não foi por querer!

— Com certeza não! — Breno disse rindo.

— Juro que fingirei surpresa. — eu disse sorrindo.

Logo minha irmã e o namorado Caio começaram a conversar junto com Bruna e Breno. O quarteto. Eu parei olhando para eles o quão felizes eram juntos. 

Logo me distrair quando minha mãe e sogra me chamaram para olhar ali de cima a privilegiada vista que tínhamos ali de cima. Marizete é como uma segunda mãe, sempre que eu precisava de uma pequena ou qualquer emergência me ajudava em tudo! Minha mãe, ah Amélia é sempre maravilhosa a mãe que juro que amo do jeitinho que é. Até mesmo pelos longos puxões de orelhas que ainda são sempre bem vindos.

— Logo Theo estará correndo por todo esse apartamento. — Marizete riu.

— E eu atrás. —ri. — com certeza ficando louca!

— Irá valer a pena cada momento. — minha mãe disse ao se lembrar. — você também não era muito quietinha não Helena.

Luan chegou ali de fininho perto de onde estávamos e minha mãe continuou.

— Lembra quando você tinha apenas quatro anos, eu arrumando correndo para ir para o hospital e você atrás de mim choramingando não querendo ficar com a babá. Pobre dona Gloria. —minha mãe riu se lembrando. — essa menina assim que eu sair, saiu de casa se escondendo no condomínio. Glória ficou louca e meu celular tocou o dia todo, quando recebi a notícia que Helena tinha desaparecido.

— Meu Deus Helena! — Luan riu. — onde você estava?

— Ah! Demoramos mais de cinco horas para encontrar Helena. Estava atrás de vários arbustos grandes que tinham numa praça do condomínio escondida. De uma coisa a gente sabia dento do condomínio ela estava, mas onde? — minha mãe riu negando com a cabeça. 

— Helena coitada da sua mãe. — Marizete me olhou horrorizada.

Eu apenas olhava ela contar atentamente e segurando o riso.

— Quando encontrei ela veio toda sorridente e pulando feito uma pipoca mamãe você voltou!  Ela era terrível, Helena sempre foi uma ótima filha, não posso negar! Mas também muito atrevida. —ela riu. —mas logo se ajeitou e descobriu o que realmente queria da vida. Hoje posso dizer que é um orgulho como filha e tenho certeza que será uma ótima mãe. Não duvido que Theo não seja tão espoleta quanto você!

— Ah que linda! — eu disse com olhos emaranhados de lágrimas, soltei do Luan e abracei minha mãe forte. — Você sempre foi meu espelho você sabe disso. — sorrir. — juro que farei o possível pra ser como você sempre me ensinou, juro que tentarei fazer do jeitinho certo.

— Eu não tenho dúvidas. — ela sorriu.

Me soltei dela e me agarrei em Luan novamente. Ele me olhou sorrindo, seus olhos tinham um brilho magnifico. Beijando o alto da minha cabeça e me aconchegar ali em seus braços outra vez. 

— Mas me diz sogra, pois esse aqui tem cara que também não era fácil! — eu ri. — já não é hoje em dia.

Ele apenas me olhou rindo, e olhou a mãe que se dispôs a falar.

— Oh! Oh Helena, você que não sabe…

Ela então começou a contar o que Luan aprontava quando se juntava com seu tio Max e os amigos de infância, nos tirando gargalhadas e ele as vezes morria de vergonha quando a mãe contava certo detalhes. Eram histórias que se uma fã escutasse, juraria que morreria de amor por ele, do mesmo jeito que eu estava ali agora. Conversamos bastante e logo puxamos umas cadeiras para sentar e poder escutar mais histórias de Luan.

Quando eram exatamente quase seis da tarde todos eles se despediram. Após organizamos as bagunças, fui tomar um banho, lavei meus cabelos, pois o cheiro de fumaça do churrasco exalava. Depois de um banho relaxante vestir uma camisola de vestido mais curtinho que deixaria minha barriga mais folgadinha. Fazia um calor em São Paulo. Ao sair do banho Luan já estava com a toalha pelos ombros e me deu um longo selinho ele entrou para o seu banho.

O dia de hoje domingo tinha sido maravilhoso um tanto, mas também cansativo, poderíamos dizer. Meus pés pareciam dois pães de tão inchados. Alisei minha barriga um pouco conversando com meu pequeno Theo, desejando realmente era tê-lo em meus braços. Sorrir ali naquele momento feito boba. Me levantei e fui até o quarto onde Theo dormiria.

— A mamãe não vê a hora de te colocar nesse berzinho meu amor.— disse sorrindo, passando a mão por cada detalhe daquele lugarzinho. 

Meu celular tocou e eu voltei para o quarto e atendi, fui surpreendida por um grito de Lisa.

— Preciso falar com você, não deu tempo de ir hoje. — ela disse. — chegando do hospital agora, ah que saudades de você Helena. Faz tanta falta naquele hospital amiga. Queria poder passar umas horinhas conversando com você. Ah, desculpe esta falando tanto, mas é que… eu estou tão ansiosa e nervosa…

— Ei! — disse para que ela parasse de falar, parecia um gravador. — tá tudo bem?

— Eu.. eu tô. — ela disse e suspirou. — eu acho que era para eu estar feliz, feliz demais.

— E porque não esta? — disse, enquanto olhava a janela ali da cama mesmo.

— O Cauã, eu e ele nós… — ela garrou, suspirou outra vez. — estamos noivos, não sei o porque estou tão nervosa com isso tudo se eu o amo tanto.

— Lisa é normal.. — eu disse tentando me lembrar de quando noivei com Luan, mas na verdade eu tinha a certeza que era certo. E o amava e ainda o amo. — é algo novo para você, mas tudo que é novo é estranho.

— Mas é tão estranho, não é algo tão novo assim eu e ele…— a interrompi.

— Eu te entendo, mas é uma fase nova e eu sei que você escolheu certo. — sorrir. — Ah Lisa! Eu estou feliz por vocês de verdade.

— Sábado irei para o Rio para casa dos pais do Cauã. — ela disse. — A Bianca irmã dele fará um jantar para os noivos, não sei como devo me reagir.

— Como sempre reagiu, normal.— voltei a rir. — é tudo exatamente igual, pais e irmã de Cauã. Fica calma! — voltei a pedir. 

— Você poderia tanto ir com a gente…

— Você esqueceu que eu estou parecendo uma bolota e Theo está pra nascer a qualquer momento, e Luan não iria nunca me deixar viajar até o Rio. — me sentir realmente muito inútil por não poder estar com minha amiga naquele momento. — mas qualquer coisa você me liga, e eu estarei aqui prontinha pra te escutar.

— Jura?

— Sim, de verdade. 

Fiquei conversando com ela mais uns cinco minutos e ela disse que estava chegando em casa e iria desligar. Luan saiu do banheiro logo depois com uma calça do pijama e sem camisa e a toalha nos cabelos enxugando-o.

— Quem era? — ele sorriu.

— Lisa. Ela está noiva..— sorrir.

— Que massa! — ele disse e me fitou. — não está feliz?

— Sim estou. — ri. — ela que está meio louca.

— Louca? — Luan me olhou sem entender. — isso sabemos que Lisa é né amor… mas, em qual sentido você está dizendo?

Eu ri com o Luan tentando entender a lógica, já que Lisa e Cauã sempre foram ótimos juntos. — Louca, confusa, medo da vida de noivado. —ri. — tentei acalma-lá dizendo que é tudo normal, bom eu acho, e amo na verdade.

— Eu também juro que fiquei com medo no começo.

— Eu também teria se fosse você, olha só quem escolheu para ser sua noiva. — ri. — realmente é para ter medo.

— Você até quando tenta ser irritante, é linda Helena! — ele riu, vindo até mim beijou meus lábios. — eu te amo.

— Eu também te amo.

Me deitei na cama e Luan logo do meu lado ficamos conversando coisas aleatórias até caímos no sono. 

(…)

Acordei e o sol invadia as gretas da cortina o tempo parecia esta ótimo para uma manhã de segunda-feira, 29 de setembro uma manhã talvez poderia ser calma, quanto parecia que era para ser, mas eu sentia algumas dores.

— Aaai! — resmunguei na cama, Luan não estava ali do meu lado, virei para o outro lado para pegar o celular e olhar as horas. Mais uma dor terrível! — Aaaai! — o que estava acontecendo comigo? Minha barriga parecia contrair, que dor mais horrível. Contrair é isso… será que.. — Aaaaaaai! 

— Helena! — Luan entrou deixando a bandeja de café da manhã em cima da mesa do quarto e veio correndo até a mesa. — O que foi? O que você estar sentindo?

— Luan.. eu acho que… Aaai que dor! — segurei minha barriga. 

— Tá… na hora? — ele me perguntou seus olhinhos preocupados, sem saber o que fazer. Eu apenas assentir e o olhei tentando o tranquilizar. Pelo menos um pouco. — ISAURAAA! — ele gritou.

Logo aquela Isaura chegou no quarto assustada.

— Me ajuda com Helena, tá na hora! — ele disse assustado um pouco? Talvez.

Eu fui me levantar para me trocar, para irmos para o hospital.

— O que ta fazendo? — ele me olhou.

— Luan.. — eu respirava. — eu consigo andar tá? Aai! — disse me levantando. — fica calmo, vai preparando o carro e pega as duas malas que estão no quarto do Theo. — dei uma suspirada antes de prosseguir.

— Helena você…

— A Isaura vai me ajudar me trocar para irmos. — terminei de dizer.

Ele ainda me olhou pra certificar que realmente poderia sair dali sem acontecer algo pior, olhou Isaura que assentiu. 

— Eu já volto, não sai daqui. — disse ele agitado e correndo ele deixou o qaurto.

Por um instante eu esqueci da dor que me invadia e olhei para Isaura. Ela logo entrou no clouset junto comigo e me ajudou a me vestir, algo mais confortável. As contrações vinha de vinte a vinte minutos. Luan logo estava de volta e eu pronta. Antes peguei meu celular e pedi Isaura para ligar para minha mãe e mãe de Luan avisando.

Ao chegarmos no carro Luan me olhava angustiado, e eu então sofria com minha dor. Era algo que eu não sabia 

— Luan não corre. — disse lá trás. — Aaai!

— Precisamos chegar logo na Dra. Va… — ele parou quando meu celular apitou.

Meu celular vibrou era minha mãe.

Vá para o hospital, Dra. Vanessa está nos EUA! Estamos te esperando.

— Não pode ser. — disse.— Luan para o hospital.

— Hãn?

— Para lá Luan.  Aaaai! — as contrações só aumentavam.

— Desculpa Helena, mas não aguento ver você sentindo dor. — ele disse acelerando o carro, mesmo eu dizendo que não precisava ele me olhou confuso e não ligou para o que eu dizia.