Capítulo 77º — Último mês 

— Me diz como foi sua semana com o Léo? — ele disse colocando o celular de lado, e olhou pra mim alisando meu rosto.

— Léo um amorzinho né Luan. — ri. — me faz rir o tempo inteiro, toda hora vem com alguma coisa pra eu comer, na noite que você não me ligou quase coloquei ele louco, coitado! 

— Ah eu imagino. — ele riu. — isso é ótimo que ele esteja cuidando de você direitinho, assim posso ir fazer meus shows tranquilo. Enquanto aquele dia me desculpe princesa, foi tão corrido que quando me lembrei foi na hora que o Testa me entregou o celular.

— Não tem problema amor, o importante é que você estava bem. — beijei seu rosto.

— E o enxoval? 

— Luan cada coisa mais fofinha que o outro, você irá amar o conjuntinho do timão. — eu contava pra ele animada, como tinha sido no shopping e enquanto eu ia falando ele dava gargalhadas. Ele disse que nós iríamos ser expulsos do shopping. E era verdade, do jeito que aqueles três gritavam e faziam bagunça dentro das lojas, eu juro que fiquei com medo. 

— E os shows como foram? — eu perguntei e ele começou a contar todos os detalhes dos shows do fim de semana. Contou a história de alguns fãs, de algumas loucuras que sempre tinham. Eu prestava atenção em cada detalhe dele, enquanto ele explicava, a forma o jeito dele falar, gesticulando com as mãos tentando explicar era engraçado e fofo ao mesmo tempo. 

Enquanto ele ia dizendo e eu só concordando, eu parei pra prestar atenção nele. Seu rosto, seus olhos, lábios, cabelo, o jeito dele me olhar. É tão grande o que eu sinto por ele que eu não sabia explicar, poder estar perto dele toda vez que ele voltava de deus shows e ouvir ele contar tudo, todas novidades, ideias loucas que surgiam dentro daquela cabecinha. Da felicidade que ele sentia ao falar do Theozinho nos shows, ele contou que havia cartazes até pro nosso menino.

— Que lindo! O que dizia? — sorrir.

— Dizia: vem logo Theo estamos loucas pra te conhecer! — ele sorriu. — o neném do papai já é amado antes mesmo de vir ao mundo. — ele dizia com uma voz fofa, colocando minha barriga à mostra. — esse neném vai ser um garanhão das muie.

— Opa. — eu disse.

— Eita vamos com calma que a mamãe linda, é bem ciumenta. — ele gargalhou e eu junto, logo nossos lábios se aproximaram ainda com um sorriso e nos beijamos. — Te amo.

— Eu também te amo muito Luan.

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Já estava no meu último mês de gestação enorme de tão gorda. Meus pés pareciam dois pães de tão gordinhos que estavam. Durante todo o restante da gravidez fiz alguns ensaios a trabalho, outros juntos com o Luan para guardar de recordação e quando Theo fosse maiorzinho a gente mostrar. 

Junto de Luan fizemos uma pequena entrevista com Isaura a moça que passou a trabalhar aqui em casa. Pensa numa mulher fofa? Ela era uma mulher de 48 anos, casada, três filhos. E há três meses estava com a gente, mesmo com ela entrando me ajudando com a casa e cozinhando pedi Luan que Léo permanecesse comigo.  Isaura ela nos tratava cheio de mimos, e além de cozinhar super bem também me ensinou vários pratos. 

Hoje quatro de setembro, tinha que ir até o hospital pegar minhas coisas. Luan disse para Léo não me deixar ir sozinha e ele então no meu pé ficou.

Acordei às dez da manhã com uma preguiça fora do normal, a barriga já pesava bastante, costas doíam, se eu não tivesse grávida poderia dizer que a velhice precoce havia chegado. Tomei um banho bem tranquilamente, coloquei um vestido longo azul turquesa, uma rasteirinha no pé. Me analisei no espelho soltando o meu longo cabelo loiro, que estava divino! Bem que dizeram que na gravidez o cabelo fica bom, o rosto. Eu estava me amando grávida, depois que Theo nascesse com certeza iria sentir falta da barriga, aliás, são nove meses.

Luan estava há uma semana fora de casa, viajando pelos shows, gravando programas de televisão, indo em rádios para entrevista, acústicos. E a saudade do meu amor já estava enorme. Ele me ligava todos os dias como sempre. 

Enquanto colocava meu celular na bolsa, dois toques na porta e ela foi aberta.

— Bom dia gravidinha mais linda do BR! — Léo como todas as manhãs acordava com auto estima lá em cima, nada colocava essa criatura para baixo. E eu amava isso nele, em momento nenhum ele me deixava ficar chateada ou algo parecido.

— Bom dia meu bem. — sorrir, abraçando ele. — tudo pronto?

— Pro nosso café da manhã sim. — ele sorriu. — e você pronta?

— Aham. — disse pegando minha bolsa e ele foi do meu lado contando alguns babados que ele havia visto na internet.

Ao chegarmos na mesa de café da manhã que Isaura tinha preparado me sentei e sorrir para ela.

— Bom dia Isaurinha! — disse a ela que juntava alguns panos da cozinha para serem lavados.

— Bom dia Helena, Léo! Dormiram bem? — ela sorriu gentilmente.

— Muito! — respondemos juntos.

— Que maravilha tomem o café de vocês. — ela sorriu. — vou trocar os forros de cama.

— Ok.

Ela foi para os quartos e eu tomei meu café com Léo. Após o café, peguei a chave do meu carro, mas desanimei.

— Amigo você dirigi?

— Sim, pode ser no meu?

— Qualquer um! — sorrir.

Fui até a lavanderia e disse a Isaura que voltaríamos para almoçar em casa. Só iriamos até o hospital pegar minhas coisas.

E fomos até o hospital. Do Alphaville até o hospital gastamos quase quarenta minutos, assim que chegamos sei de cara com Dr. Paker,

— Bom dia Helena! 

— Bom dia Leonan!

— Você está ótima! — ele sorriu.

— Você estar me zoando por estar gorda ou devo considerar esse elogio? — ri.

— Você está linda como sempre. — ele disse e me deixou sem graça. — oi Léo! 

— Olá Leonan, bom te ver!

— Igualmente. Veio pegar suas coisas? 

— Sim, daqui uns dias Theo nasce, não quero estar no meio de uma consulta. — risos. — acho que já trabalhei o bastante, e Dra. Fernanda cuidará bem de tudo, enquanto eu não estiver.

— Vamos sentir saudades.

— Eu também irei. 

— Bom se eu não te ver antes, boa sorte no nascimento do garotão. Vai dar tudo certo vou estar torcendo por você. Boa sorte Helena!

— Obrigado Leonan! — disse abraçando. 

— Ah antes que eu me esqueça Thomas pediu para que passasse na sala dos médicos.

— Obrigado! 

Ele seguiu para seu consultório. E eu fui para o meu junto com Léo íamos guardando várias coisas em algumas caixas. 

— Luan se tivesse aqui já estaria sem paciência.
— Porque?

— Leonan, com essas conversinhas.

— Se o Luan tivesse aqui nem oi ele tinha dado. — eu ri.

— Como imaginei.

— Faz parte. Bom acho que tá tudo dentro dessa caixa.

— Bom deixa eu levar.

— Ótimo! Vamos só passar na sala dos médicos comigo Léo, só despedir da galera. 

Algumas enfermeiras veio me abraçar pelos corredores do hospital, desejar boa sorte. Quando entrei na sala.

Surpresa!

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